domingo, 25 de agosto de 2013

Imobilidade Paulista – Está cada vez pior

Rio a SP 50 minutos,
Aeroporto de Congonhas à Marginal Pinheiro 60 m.


Na sexta-feira fomos ao Rio de Janeiro participar de reuniões e quando voltamos para São Paulo, chegamos no Aeroporto de Congonhas às 5:30 h da tarde. Já sabíamos que o trânsito seria difícil, mas nunca imaginei que seria tão lento.

Se o voo da ponte aérea durou apenas 50 minutos, do momento que saí do estacionamento até chegar à Marginal Pinheiros, demorei mais de 60 minutos. Uma Hora! Tudo paradinho, andando devagarzinho.

No início fiquei ouvindo o noticiário para ver se o trânsito estava transitável... Cansado de ouvir notícias de pontos de paralisações ou de imobilizações no trânsito, passei a ouvir CDs. Música clássica, depois, já meio irritado passei para músicas de Chico Buarque. Disco antigo e disco novo.

Matar a saudade das músicas de Chico Buarque é grande consolo para este trânsito infernal.

Mas eu pensava: Por que não temos metrô?

O Estado mais rico do Brasil.
A Cidade mais rica do Brasil e não temos metrô suficiente
para a população transitar pela cidade.
Vinte anos de governos tucanos e sempre o transporte foi secundarizado. Lamentável!

E eu olhava para tantos carros parados e a grande maioria tinha apenas o motorista.
Eu inclusive. Estava sozinho no carro parado e ouvindo músicas de Chico Buarque. Menos mal.

Eu acho que, da mesma forma que na época de Montoro e Quércia, eles falavam tanto em estradas vicinais no interior de São Paulo, nós temos que definir como meta prioritária de todos os governadores e prefeitos da grande São Paulo a implantação de metrô, trens e integração com ônibus e vans.

Se o povo tiver mais segurança, mais opções e mais rapidez no transporte,
aí poderemos dizer que há qualidade de vida em São Paulo.
O resto é conversa fiada...

E depois de quase duas horas no trânsito,
quando eu abri a porta da garagem,
ouvi a voz de Chico cantando:

“Mina diz que tem a pele cor de neve...”

E eu pensava: "E a minha esposa tem os olhos negros como breu.”
Ela é japonesa.
Esta sorriu quando abri a porta e perguntou-me como foram as reuniões.

Eu respondi que as reuniões foram ótimas, mas já o trânsito...

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