terça-feira, 13 de agosto de 2013

BRF, Abílio e as mudanças

Negócios e incertezas

A sociedade, os funcionários, os investidores, enfim, todos queremos saber o quê anda efetivamente acontecendo com a BRF e suas mudanças, a partir da chegada de Abilio Diniz.

Com a chegada do grupo Casino no Pão de Açúcar, pode ter melhorado o lucro, mas a qualidade caiu. Com a chegada de Abílio na BRF, o valor da empresa cresceu muito, as expectativas também são muitas, mas os funcionários continuam querendo entender melhor o quê está acontecendo. Nós também.

Vejam a materia do Estadão.

Com Abilio, BRF enxuga estrutura e muda presidente

Nova estrutura, a ser anunciada nos próximos dias, deverá trazer corte de executivos; consultor Claudio Galeazzi é cotado para CEO

13 de agosto de 2013 | 2h 12
SUZANA INHESTA - O Estado de S.Paulo

Nos próximos dias, a BRF deverá ganhar de vez a cara do empresário Abilio Diniz, que assumiu a presidência do conselho da empresa em abril.
Além da estruturação de uma nova companhia, a gigante dos alimentos deverá anunciar uma nova direção administrativa, com um menor número de executivos - hoje são 50 - e também a nomeação de um novo presidente.
O mais cotado para o cargo é o consultor Claudio Galeazzi, conforme apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Ao se consolidar em uma nova companhia - proposta que deverá ser apreciada pelo conselho em reunião marcada para hoje à noite -, a empresa deverá ganhar um novo organograma: terá um presidente global e gestores regionais para reforçar o foco na internacionalização.
Dois executivos deverão ser designados presidentes das operações de Brasil e Argentina, as mais importantes para a BRF.

A nova e mais enxuta estrutura tem, além do corte de custos, outra agenda: o objetivo da "dança das cadeiras" seria também eliminar divisões internas que ainda persistem na companhia, formada a partir da fusão de duas concorrentes diretas, a Perdigão e a Sadia.

Consultor. O nome mais cotado para assumir a presidência global da BRF é Claudio Galeazzi, ex-presidente do Pão de Açúcar e pessoa de confiança de Abilio. Sua consultoria, a Galeazzi & Associados, foi uma das três contratadas para fazer um diagnóstico da empresa e sugerir mudanças (as outras foram BCG e McKinsey).

O receio sobre a escolha de Galeazzi, apurou o Broadcast, é que ele dê uma "cara de Pão de Açúcar" à BRF. Por isso, a decisão sobre a escolha do consultor para o comando mundial ainda não estaria 100% fechada.
Para as outras funções executivas, cogita-se a escolha de alguém do mercado para a presidência internacional e alguns nomes da "casa" para Brasil e Argentina.

Conhecida no mercado por fazer reestruturações especialmente na redução de custos com enxugamento de pessoal, a expectativa é de que haja uma redução do corpo executivo da empresa.
Já a certeza entre as fontes fica por conta da saída do presidente atual, José Antonio do Prado Fay.
Pelo estatuto, nenhum executivo pode completar 61 anos na diretoria da empresa, idade que o executivo completará em novembro de 2014. Por isso, Fay deve ficar de fora da nova estrutura.

Os primeiros passos da reestruturação de pessoal já foram dados. A reportagem apurou que alguns executivos já saíram da companhia na semana passada, entre eles o vice-presidente de mercado interno, José Eduardo Cabral e o de assuntos corporativos, Wilson Mello Neto.

Novo ritmo. Tantas mudanças viriam para imprimir um novo ritmo à BRF, de acordo com o professor do Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/Fia), Nuno Fouto. "(A meta) é desenvolver uma visão diferente do que era antes; tentar impor um novo ritmo, buscar novas oportunidades e com pessoas diferentes."

A criação de um comitê temporário de assessoramento - formado por Abilio, o vice-presidente do conselho, Sergio Rosa (Previ), o conselheiro e diretor presidente da Tarpon, Pedro Faria, e o conselheiro e um dos fundadores da Sadia, Walter Fontana - é visto pelo mercado como um símbolo da nova direção da gigante de alimentos.

Para uma fonte, o grupo mostra um maior foco da BRF nos acionistas: Rosa representaria os interesses dos fundos de estatais (Petros, Previ, Valia e Sistel); Faria, os de investimentos (Tarpon e BlackRock) e Fontana agregaria o conhecimento do setor.
Procuradas, a BRF e a assessoria de Abilio Diniz não quiseram se pronunciar sobre o assunto. A Galeazzi não retornou os contatos da reportagem.

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