terça-feira, 13 de agosto de 2013

Banco do Brasil: Lucro e problemas

Lucro atípico e problemas reais

O lucro do Banco do Brasil está composto entre a parte operacional geral e o ganho com a venda de ações da seguradora. Portanto, o lucro está superdimensionado.

Já os problemas não são atípicos, estão presentes e crescentes há vários anos. Por exemplo, o banco tem 55 diretorias e, lamentavelmente, NÃO TEM NENHUMA DIRETORA, sendo que existem mais de 40 mil mulheres como funcionarias. Será que nenhuma tem capacidade para ser diretora?

Além de NÃO nomear mulheres como diretoras, há muitos outros problemas como metas abusivas, condições de trabalho, melhoria do piso salarial, etc.

Outro aspecto importante é a necessidade de melhorar o atendimento aos clientes.

Leiam os resultados do BB.

Banco do Brasil desbanca Itaú
e tem maior lucro da história dos bancos4

Do UOL, em São Paulo
13/08/201307h22 > Atualizada 13/08/201309h17

O Banco do Brasil (BBAS3), maior instituição financeira da América Latina, teve o maior lucro líquido da história dos bancos no país, com ganhos de R$ 10,03 bilhões no primeiro semestre. Com isso, o BB desbanca o Itaú Unibanco (ITUB4) entre os maiores lucros de bancos privados no país.

O lucro de R$ 7,2 bilhões do Itaú Unibanco no primeiro semestre é, agora, o segundo maior entre os bancos do país. Nos últimos quatro anos, o Itaú ocupou o topo do ranking dos maiores lucros da história dos bancos brasileiros no primeiro semestre.
Os dados são da consultoria Economatica.

O lucro do Banco do Brasil no semestre foi puxado pelo forte resultado do segundo trimestre, quando registrou lucro líquido de R$ 7,47 bilhões, cerca de duas vezes e meia acima do resultado positivo obtido um ano antes.

O desempenho foi impulsionado pela venda bilionária de ações de sua área de previdência, seguros e capitalização, a BB Seguridade (BBSE3).

O banco ainda anunciou dividendos de R$ 2,177 bilhões, ou cerca de R$ 0,7769 por ação, relativos ao segundo trimestre, que serão pagos em 30 de agosto.

No primeiro trimestre, o banco teve lucro líquido de R$ 2,56 bilhões.

Inadimplência cai para menor patamar em 11 anos
O indicador de inadimplência do Banco do Brasil, com dívidas maiores que três meses, caiu para o menor patamar em 11 anos, segundo o balanço do banco. Mantendo tendência iniciada em meados de 2012, o banco expandiu suas operações de crédito no segundo trimestre.

A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil encerrou junho em R$ 638,628 bilhões, expansão de 7,7% ante março e de 25,7% em 12 meses.
Os destaques do período foram as carteiras pessoa jurídica e de agronegócios, que registraram aumentos em 12 meses de 28,8% e 32,8%, respectivamente.
Ao final de junho, o BB ampliou sua liderança em crédito no sistema financeiro nacional, atingindo 20,8% de participação de mercado.

Os empréstimos destinados à pessoa física totalizaram R$ 161,550 bilhões no segundo trimestre, aumento de 15,9% em doze meses e de 3,3% sobre março, respondendo por 25,3% da carteira de crédito do banco.
Já os recursos destinados às pessoas jurídicas somaram R$ 300,142 bilhões, com elevação de 28,8% e 5,4%, respectivamente. Esse segmento responde por 47,0% da carteira de crédito total do BB.
As despesas com provisões para calotes cresceram 14,8% na comparação com o mesmo período de 2012, para R$ 4,22 bilhões. Segundo o banco, as provisões aumentaram devido ao aumento da carteira de crédito e do maior montante de recuperação de perdas no segundo trimestre.

Retorno

Apesar de números fortes no crédito e baixa inadimplência, o banco teve menor margem financeira líquida no período. O indicador caiu 5,8% ante o ano anterior, para R$ 7,47 bilhões. Outro dado negativo foi o resultado de tesouraria, que caiu 16,2% ante o mesmo trimestre do ano passado, para R$ 2,45 bilhões.

O banco fechou junho com ativos totais de R$ 1,214 trilhão, avanço de 15,5% em relação a um ano antes.
O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) ajustado --sem considerar efeitos extraordinários no lucro-- foi de 16,4%, recuo ante o índice de 21,2% um ano antes.

O banco também divulgou retorno de 51,8% contra 21,4% em um ano, impactado pela alienação das ações da BB Seguridade. O BB encerrou o segundo trimestre com patrimônio líquido médio de R$ 64,721 bilhões, montante 6,4% superior ao visto em igual intervalo de 2012.

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