quinta-feira, 18 de julho de 2013

Folha quer protestos na visita do Papa

É o “Quanto pior, melhor!

Vejam mais uma preciosidade da Folha de São Paulo!
Um editorial orientando os jovens em como fazer seus protestos durante a visita do Papa.

É evidente que, sob orientação juridica, eles começam o subtítulo dizendo que: “Desde que sem violência”, mas acabam o editorial dizendo: "Essa é uma lição que as autoridades brasileiras, perdidas entre o abuso da força contra protestos não violentos e a omissão diante de atos de vandalismo, ainda precisam assimilar.”

Isto é, os protestos devem ser contra os governantes atuais:
o prefeito do Rio, o governador do Estado do Rio e,
evidentemente, Dilma e seus representantes.

Não precisa ser advogado, nem jornalista para entender o recado da Folha.
Ainda bem que a Rede Globo é mais católica e não vai entrar na provocação da Folha.
Como diz o jornal O Globo, os governantes e a Imprensa de São Paulo precisam cuidar mais da segurança da população paulista.
Já virou até manchete do Globo:
“Grupo de policiais sequestrava parentes de traficantes quando não recebia propina”.

Vade retro, Satanás!

Quem tem uma “imprensa neutra e civilizada como a Folha,
não precisa de inimigos”. Leiam o Editorial de hoje:

Protestar não é pecado


Desde que sem violência,
manifestações durante a visita do papa
precisam ser tratadas como um fenômeno
que faz parte da democracia

Folha – 18/07/2013 - EDITORIAIS

Menos mal que seja assim. Entre as possíveis fontes de ameaça à visita do papa Francisco ao Brasil na próxima semana, somente a ação de "grupos de pressão" mereceu alerta vermelho da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Questões por certo mais graves, como o crime organizado ou a hipotética atuação de grupos terroristas, não chegam a preocupar tanto a Abin quanto o risco de confrontos durante a passagem do pontífice pelo Rio, onde participará da Jornada Mundial da Juventude.

O que deveria provocar certo alívio, porém, converteu-se em motivo de preocupação para as autoridades nacionais, ainda desconcertadas diante da recente predisposição dos brasileiros para o protesto.

Responsáveis pela segurança do papa no Brasil, a Abin, o Exército e a Polícia Federal conversam com a equipe do Vaticano acerca de alterações que poderiam ser feitas na agenda oficial a fim de aumentar a proteção oferecida ao pontífice e a sua comitiva.

Estão em estudo a suspensão de compromissos e até mudanças, feitas de última hora, nos locais de alguns encontros.

A principal modificação diria respeito à recepção do papa Francisco, no dia 22.
A solenidade, com a presença do governador e do prefeito do Rio,
está marcada para o Palácio Guanabara, sede do governo fluminense.
Para policiais, o local --que tem sido alvo de agressivos protestos-- não é seguro.

Até aqui, entretanto, o chefe da Igreja Católica não deu sinais de ter se sensibilizado com os temores brasileiros. Dois dias atrás, o Vaticano pediu para a Polícia Federal dispensar o uso de fuzis pelos agentes que acompanharão Francisco em Copacabana --haverá apenas policiais com pistolas.

Ontem, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que o pontífice manterá a programação original e acrescentou que as manifestações nada têm de específico contra o papa ou a igreja.

O argumento não é preciso.
Pelo menos um ato contra os gastos públicos no megaevento católico já foi convocado pela internet, e há muito tempo militantes da causa gay ou feminista, por exemplo, têm seus motivos para protestar.

Parece prevalecer na declaração e nas atitudes do Vaticano, ainda assim, a percepção de que manifestantes, no exercício pacífico de seu direito, não representam ameaça nem podem ser confundidos com criminosos.

Essa é uma lição que as autoridades brasileiras, perdidas entre o abuso da força contra protestos não violentos e a omissão diante de atos de vandalismo, ainda precisam assimilar.

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