quinta-feira, 11 de julho de 2013

Egito – Justiça Golpista ordena prisão de opositores

Desmoralização do Judiciário e da Imprensa

Mais uma vez o Egito serve como laboratório para derrubar governos eleitos democraticamente e substituí-los por testas de ferro dos empresáros, dos militares, dos Estados Unidos e outras coisas mais…

Antigamente, no auge da Guerra Fria, os próprios militares administravam os países a mando dos interessados, fossem os mandantes dos Estados Unidos, Russia ou Europa. Agora, os militares dão os golpes ou pedem para os juizes darem os golpes e administrarem os países em nome de uma falsa legalidade.

O pior é que nossa imprensa trata os golpistas como se fossem poderes legais e legítimos. Não são legais, nem são legítimos. São golpistas de toga…

Que reintegrem o presidente eleito e negociem com a Iramandade Muçulmana a convocação de novas eleições e nova Constituinte. A Voz do Povo deve ser a voz de Deus. Povo aqui eu me refiro a todos os eleitores do país, não apenas os que estão nas praças e são a favor de golpes contra governos eleitos ou a favor de golpes contra legisladores minoritários.

Todos erraram no Egito, mas, não reconhecerem a Irmandade Muçulmana como partido majoritário e colocarem grupos minoritários no poder com uma falsa legalidade, é empurrar o Egito para a Guerra civil. Novos Iraques virão…

Leiam esta matéria do Estadão de hoje.

Justiça do Egito ordena prisão de líderes da Irmandade Muçulmana

Políticos islâmicos são acusados pelo Exército de incitar violência em massacre que matou 55

10 de julho de 2013 | 9h 41
O Estado de S. Paulo

CAIRO - O gabinete da Procuradoria do Egito ordenou a prisão nesta quarta-feira, 10, do líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, acusado de incitar a violência em frente à sede da Guarda Republicana, onde 55 pessoas foram mortas na segunda-feira, informou a agência de notícias estatal Mena. Outros altos integrantes da Irmandade também tiveram prisão decretada, incluindo o vice de Badie, Mahmoud Ezzat, além de outros líderes do partido como Essam El-Erian e Mohamed El-Beltagi.

Milhares de seguidores da Irmandade têm mantido uma vigília perto de uma mesquita, no nordeste do Cairo, exigindo a restituição de Mohamed Morsi, deposto da presidência pelo Exército na semana passada.
Badie é uma figura reverenciada entre os seguidores da Irmandade, a quem fazem um juramento de absoluta obediência. Ele fez um discurso inflamado na tarde de sexta-feira aos seguidores do presidente deposto Mohammed Morsi, convocando os manifestantes a manter seus protestos e proclamando que "somos seus soldados e vamos defendê-lo com nossas vidas".

Os militares disseram que os disparos feitos na manhã de segunda-feira foram iniciados por membros da Irmandade, que abriram fogo contra soldados que faziam a segurança do prédio da Guarda Republicana. Já os líderes do grupo afirmam que o tiroteio foi uma massacre realizado com o objetivo de minar a determinação dos partidários de Morsi.

Críticas.
Em relatório divulgado na manhã desta quarta-feira, a Anistia Internacional diz que "provas contundentes" indicam o uso de "força excessiva" pelo Exército "contra os manifestantes pró-Morsi".

"Apesar das afirmações dos militares de que os manifestantes atacaram primeiro durante os confrontos de segunda-feira e de que nenhuma mulher ou criança foi ferida, relatos em primeira mão coletados pela Anistia Internacional mostram um cenário diferente", disse Hassiba Hadj Sahraoui, vice-diretora do Programa para Oriente Médio e Norte da África da Anistia Internacional.

"Mesmo que alguns manifestantes tenham usado de violência, a resposta foi desproporcional e levou à perda de vidas e ferimentos entre manifestantes pacíficos." / REUTERS E AP

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