segunda-feira, 8 de julho de 2013

Brasil - Manifestações refletem na Economia

Se a intenção é baixar a inflação…

Como Deus escreve certo por linhas tortas,
as manifestações estão contribuindo para baixar a inflação.

Leiam esta material do jornal Valor.

Manifestações aceleram a redução do consumo

Valor – 08/07/2013
Por Adriana Mattos, Daniele Madureira, Arícia Martins, Marta Watanabe e Sérgio Bueno
De São Paulo e Porto Alegre

Junho ficará para a história como o mês das grandes manifestações populares, que tiveram forte impacto político. Mas também vai estampar um momento de expressivas quedas nas vendas de bens de consumo no país, tendência parcialmente influenciada pelas próprias manifestações de rua.

Com isso, o mercado de consumo no país, que movimenta por ano mais de R$ 2 trilhões, fecha o primeiro semestre num cenário pouco animador e adia a previsão de recuperação para a segunda metade do ano. Para isso, será preciso reverter o mau humor do consumidor num ambiente em que as empresas sentem efeitos da alta do dólar nos preços e já estudam ajustes internos.

"Junho foi devastador", disse o executivo de uma grande fabricante de eletrodomésticos. "A venda, que já estava fraca, chegou a cair 25% no varejo nos dias de manifestação", disse. As praças mais atingidas foram São Paulo, Rio e Minas.

O desaquecimento foi acentuado em razão das manifestações e da violência, que tiraram consumidores das ruas. Redes de varejos estimaram queda de 10% a 25% nas vendas entre a segunda e terceira semanas de junho. Esses problemas se somaram a outros, como o achatamento salarial pela inflação, o endividamento recorde e a alta dos juros no crédito.

Exceções foram as vendas de celulares, smartphones e alguns eletroeletrônicos, especialmente televisores, por causa da Copa das Confederações. O varejo e o atacado de alimentos também apresentaram bons números, segundo uma grande rede de supermercados. A Dell registrou retração generalizada nas vendas.

Com a queda de demanda maior que a esperada, a indústria encerrou o segundo trimestre com quantidade um pouco maior de estoques do que nos primeiros três meses do ano. Dez do quatorze setores industriais pesquisados pela FGV apontaram maior número de mercadorias paradas na média de abril a junho do que no período anterior. O aumento de estoques ocorreu mesmo com a fraca produção industrial - queda de 2% de abril para maio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário