quarta-feira, 24 de julho de 2013

Brasil e vizinhos já enfrentam a Velhice

O mundo envelhece...

O jornal Valor fez uma boa reportagem sobre o envelhecimento que vem se ampliando no mundo atual e particularmente no Uruguai e na América Latina.

Confesso que achei a parte sobre o Uruguai um pouco pesada, beirando o preconceituoso. O Uruguai é um país pequeno, tem um tradição histórica muito boa, não é um país que está se acabando e é um grande parceiro do Brasil.

Como eu fiz um texto para o blog com o título: “E quando tivermos 90 anos?”, achei muito pertinente retomar o assunto. O mundo está ficando com mais velhos do que jovens. Além de precisar de recursos financeiros para manter os velhos, os países precisarão de mais saúde, lazer e mais solidariedade.

O Japão é o país que tem mais velhos proporcionalmente e tem tradição de enfrentar os desafios com qualidade.

Vejam partes de uma materia publicada no jornal Valor.

Brasil e países vizinhos vão enfrentar o mesmo dilema

Valor - Por De Montevidéu - 24/07/2013 às 00h00

O panorama demográfico da América do Sul mudará radicalmente nas próximas décadas, segundo estudos recentes das Nações Unidas. Países como Chile e Brasil vão ter, até a metade deste século, uma população proporcionalmente mais velha do que tem hoje o Uruguai. Os índices de envelhecimento ficarão muito próximos dos atuais na Europa.

A Cepal fez um exercício curioso para calcular o envelhecimento das sociedades latino-americanas, observando a quantidade de idosos (acima de 60 anos) e de jovens (abaixo de 15 anos), por país. Em 2010, a proporção era de 36 idosos para cada 100 jovens. Em 2050, na região como um todo, serão 150 idosos por cada grupo de 100 jovens.

Até o fim desta década, o Chile vai superar o Uruguai e rivalizar com Cuba, como população mais velha da América Latina. A explicação está nos baixíssimos índices de natalidade dos chilenos e dos cubanos.

Em 2050, o Brasil também terá consolidado outro perfil demográfico. Nas projeções da ONU, 28,7% de sua população brasileira terá mais de 60 anos - no Uruguai, será 27,4%.

Para Helmut Schwarzer, especialista sênior de seguridade social para as Américas e o Caribe da Organização Internacional de Trabalho (OIT), todas as políticas públicas terão que se adaptar às mudanças graduais da demografia na região.

No sistema de aposentadorias, um dos mais vulneráveis a essas modificações, será preciso desestimular a saída precoce do mercado de trabalho e premiar quem contribui por mais tempo. "Mas o processo de envelhecimento ocorre ao longo do tempo e permite a implementação de ajustes graduais", afirma Schwarzer, que é ex-secretário do Ministério da Previdência Social.

Por isso, segundo ele, a palavra-chave é gradualismo no endurecimento de regras - nem tanta correria para adotar medidas de excessiva austeridade, nem deixar que se torne uma bomba-relógio.

Schwarzer acredita que, nas próximas décadas, outras questões terão que ser pensadas. Ele cita a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, a redução do custo financeiro das crianças (a fim de estimular casais a ter filhos) e o aumento da participação de mulheres no mercado de trabalho (com mais creches e escolas em tempo integral).

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