quarta-feira, 31 de julho de 2013

Confusão na Medicina

2 + 6 – 2 = 6

Governo desiste de dois anos a mais no curso de medicina?

Ministro da Educação precisa praticar mais o “consenso progressivo”.
Assim tenciona menos os estudantes de medicina,
os médicos e a população em geral.

O Brasil precisa de mais saúde, mais infraestrutura e melhores administradores públicos.

Governo desiste de dois anos a mais no curso de Medicina

Ministro da Educação agora defende proposta de comissão de especialistas para que os dois anos adicionais se transformem em residência médica no SUS

31 de julho de 2013 | 15h 27
Ricardo Della Coletta - Agência Estado

BRASÍLIA - O governo desistiu de ampliar os cursos de Medicina de seis para oito anos, conforme previsto na Medida Provisória dos Mais Médicos, que tinha sido alvo de críticas, e vai apoiar agora a proposta trazida à mesa por uma comissão de especialistas para que os dois anos adicionais se transformem em residência médica.
"(A diretriz é que) após a formação do médico na graduação, em seis anos, a residência médica assegure essa vivência na urgência e emergência e na atenção primária", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, após participar de uma reunião com o titular da Saúde, Alexandre Padilha, e representantes de faculdades de Medicina federais do País, em Brasília.

Mercadante defende que a Medida Provisória 621, que trata do Mais Médicos e tramita no Congresso, já previa a possibilidade de que os dois anos adicionais se convertessem em residência médica.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) também deverá propor novas diretrizes para os cursos de Medicina a partir das modificações estabelecidas pela MP.

O ministro disse ainda que, pela posição do governo, toda a residência médica deverá ocorrer no Sistema Único de Saúde.

Além disso, o primeiro ano da residência terá foco na atenção básica e na urgência e na emergência, já com orientação na especialidade que o formado queira adotar.

"Toda a residência será no SUS. No primeiro ano da pediatria, (ele) vai fazer (a residência em) atenção básica, já orientada para a especialização como pediatra".

Papa, Copacabana e Casamento

Belezas e Tristezas no Rio de Janeiro

Sábado e domingo passados estivemos em Copacabana, região do Rio de Janeiro onde também realizou-se a concentração da JMJ - Jornada Mundial da Juventude católica. Sou religioso e muitíssimo aliado da Igreja, mas o quê nos levou ao Rio foi o casamento de uma sobrinha no dia 27 e a festa era exatamente no Hotel Copacabana...

Compramos as passagens e reservamos o hotel com seis meses de antecedência. Tudo estava certo e garantido. Seria uma festa de arromba, um casamento inesquecível...

Mas, no meio do caminho veio um Papa chamado Francisco e uma multidão de mais de dois milhões de católicos de todas as regiões do mundo. E o casamento numa Igreja de 1755 e uma festa no hotel mais bonito do Rio, tornaram-se verdadeiras maratonas...

As belezas e tristezas do Rio e do Brasil começaram:

1 - Nossa filha, que só pode confirmar a ida duas semanas antes, teve que comprar as passagens em horário diferentes do nosso. Pagou mais ou menos 300,00 reais. Quando eu fui tentar comprar somente a passagem de ida para ela, já que a volta era em horário mais próximos, constatei horrorizado que uma ida que eu paguei 250,00 e minha filha pagou 150,00 estava sendo cobrado 1.300,00 pela Gol e 1.500,00 pela TAM. Estas empresas aéreas que vivem dizendo que estão com prejuízo e demitindo funcionários estavam EXTORQUINDO OS FIÉIS! E o pior foi que nosso voo da Gol tinha somente um terço de passageiros! Não venderam por um preço justo e o avião foi vazio... Isto é Brasil!

2 - Chegamos no Santo Dumont no sábado à tarde, lindo e maravilhoso, pegamos o taxi, e o motorista foi logo avisando: "Só Deus e o Papa sabem como chegaremos no Copacabana, (nosso hotel era vizinho), vejam os Peregrinos... Uma multidão caminhava em direção à Copacabana e tivemos que fazer caminhos distintos. Chegamos mas tivemos que descer longe do hotel e carregar as malas pelas ruas, no meio de milhares de peregrinos... Este é o Rio de Janeiro!

3 - Fomos almoçar e tivemos uma imagem emocionante! Da janela do restaurante vimos passar milhares e milhares de peregrinos, sacoleiros, farofeiros, quase todos jovens com suas bandeiras e suas alegrias. Vários estados do Brasil, França, Itália, Bélgica, Argentina, Chile, Bolivia, Estados Unidos, Austrália, perdi a conta. Todos alegres, sem bitucas de cigarros, sem latas de cervejas, sem brigas nem grosserias. Apenas queriam confraternizarem-se e ver o Papa. Além do Rio de Janeiro. Divino e Maravilhoso!

4 - E na hora do casamento?

4.1 - O casamento foi na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, no Centro da Cidade, na Rua 1o. de Março. Uma Igreja das mais bonitas que tem no Brasil e no mundo. Construída em 1755!

Tivemos que pegar uma van no hotel Copacabana, descer não sei aonde, pegar outra van e descer no Paço Municipal, em frente à Igreja. Demoramos uma hora para chegar. A solenidade acabou dez horas da noite! E ainda tinha a confraternização no Copa!

Vejam a beleza interna da Igreja


Vejam esta foto da lateral da Igreja!


4.2 - Todos cansados e preocupados com o retorno, nós, os convidados, pegamos dez ônibus fretados especialmente para levar-nos para o Copacabana e lá chegamos por volta das onze horas!

A festa foi bonita e durou a noite toda...

5 - E como voltar para São Paulo?

O hotel não tinha transporte para o aeroporto, as ruas do bairro estavam fechadas para a missa final do Papa, milhões de pessoas perambulando pela praia e pelas ruas e nós com as malas precisando ir para o aeroporto, sem taxi e sem alternativa. O hotel dizia que não podia fazer nada. Os guardas municipais, estaduais e federais não sabiam informar nada, embora educados, e nós precisando ir para o aeroporto.

Aí veio o "jeitinho carioca". Um funcionário ligou para um amigo que conseguiu chegar com o carro até perto do hotel, nós levamos nossas malas e tentamos sair de Copacabana. A cada rua que chegávamos tinha milhares de peregrinos querendo ir embora. Tinha acabado a missa do Papa e os milhões de peregrinos também queriam voltar para casa.

Cada rua que tinha uma estação de metrô ficava totalmente fechada de gente! Porque não liberaram as catracas? Passe livre para os fiéis! Sairiam mais facilmente e todos sairiam ganhando. Principalmente os moradores do bairro. Era uma muvuca sem fim!

Depois de mais de uma hora dando voltas e pedindo licença aos pedestres peregrinos, conseguimos chegar ao aeroporto Santo Dumont. Lindo como sempre. A vista do mar, das montanhas e da cidade é maravilhosa!

O avião estava cheio de peregrinos, conversando, tirando fotos, trocando lembranças e dizendo que gostariam de ir para a Cracóvia. Cracóvia? Sim, lá na Polônia, onde será a próxima JMJ. O mundo está realmente globalizado! Os peregrinos que eram de Santa Catarina falavam alemão e explicavam que na Polônia tem muita gente que também fala alemão e assim ficará mais fácil se entender... é mole?

6 - E assim acabou a visita do papa peregrino, a imprensa brasileira voltou a reclamar do governo e dos políticos, Sérgio Cabral voltou a enfrentar os manifestantes hostis ao seu governo, os jovens peregrinos voltaram às salas de aula para contar suas experiências e os noivos viajaram em lua de mel.

Espero que todos sejam felizes para sempre...

terça-feira, 30 de julho de 2013

Itaú – Mais de um bi por mês de lucro

Chorando de barriga cheia…

Quanto mais ganha, mais quer. Este é o Itaú. E ainda vive reclamando do Governo Dilma. Quando era com FHC vivia “comprando” bancos estaduais públicos…

Vejam a matéria da UOL.

Itaú ganha R$ 7,1 bi no 1º semestre;
2º maior lucro da história dos bancos

Do UOL, em São Paulo
30/07/2013 - 09h59

O Itaú Unibanco teve lucro líquido de R$ 7,055 bilhões no 1º semestre, uma alta de 4,83% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com isso, o maior banco privado do país registra o 2º maior lucro da história dos bancos brasileiros, só atrás do próprio recorde do ano de 2011, segundo dados da consultoria Economatica.

Nos últimos quatro anos, o Itaú registrou os maiores lucros da história dos bancos brasileiros no 1º semestre.
No 2º trimestre, o Itaú teve lucro líquido de R$ 3,583, alta de 8,44% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado (quando ganhou R$ 3,304 bilhões). O resultado também é 3,2% maior do que os ganhos do 1º trimestre do ano (R$ 3,472 bilhões).

Em bases recorrentes, o lucro do maior banco privado do país foi de R$ 3,622 bilhões no período. No segundo trimestre de 2012, o banco teve lucro líquido recorrente de R$ 3,585 bilhões.
O patrimônio líquido do banco no segundo trimestre atingiu R$ 75,8 bilhões, crescimento de 1,8% em relação ao trimestre anterior.

Apesar da melhora no resultado, o cenário mais desafiador da economia levou o banco a revisar para baixo sua previsão para o crescimento da carteira de crédito, seguindo os passos do rival Bradesco (BBDC4). A previsão de crescimento da carteira de crédito do Itaú para 2013, que estava situada entre 11% e 14%, passou para 8% a 11%.

O banco manteve suas outras estimativas como crescimento de 15% a 18% nas receitas com prestação de serviços e resultado com seguros, previdência e capitalização e despesas com provisões para perdas com empréstimos de R$ 19 bilhões a R$ 22 bilhões.

No balanço divulgado nesta segunda-feira, o banco destacou o crescimento dos empréstimos consignados e dos financiamentos imobiliários, com altas de 13,5% e 8,7% no 2º trimestre, respectivamente.

O spread de crédito líquido, que é a diferença entre os custos de captação e de empréstimo do banco menos os gastos com provisões para calotes, foi de 7,2% no segundo trimestre deste ano, ante 7,4% um ano antes.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Papa no Rio – Melhor matéria

Estadão - Melhor cobertura

Na cobertura da visita do Papa ao Brasil, o Estadão deu um verdadeiro banho na Folha de São Paulo. Tanto com fotografias, como com reportagens e matérias assinadas. Vejam, por exemplo, esta matéria assinada por Jamil Chade, que normalmente já é um bom jornalista, mas esta análise de hoje sintetiza tudo. Brilhante análise. Parabéns ao jornalista e ao jornal.

Leiam e reflitam:

Bergoglio tornou-se Francisco em Roma, mas virou papa no Rio


28 de julho de 2013 | 21h 54
Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo

RIO - Há pouco mais de quatro meses, Jorge Mario Bergoglio era eleito para ocupar o trono de São Pedro em Roma e se tornou Francisco, mas foi no Rio que ele despontou como papa. Em uma semana no Brasil, o santo padre esclareceu ao mundo seus planos para a Igreja, reconheceu as "incoerências" da instituição e não deixou de criticar sacerdotes e bispos. Aos jovens, os alertou que não poderiam "lavar as mãos" diante dos problemas atuais do mundo.

Em uma semana no Brasil, o santo padre esclareceu ao mundo seus planos para a Igreja


Às classes dirigentes e aos políticos, a mensagem foi especialmente dura. O papa atacou a corrupção, pediu que os pobres fossem ouvidos e que os governos sejam responsáveis por toda a sociedade.

Foi o banho de multidão, no entanto, e, acima de tudo, o impacto de suas mensagens que passaram a dar um conteúdo a seu pontificado e marcar uma nova realidade no Vaticano: o "governo" de Bento XVI acabou e são as ideias de Francisco que vão marcar o ritmo agora da Santa Sé.

Ao desembarcar no Rio, após 12 horas de voo sem dormir um só minuto, Francisco dava passos cuidadosamente calculados, o que se refletiu em discursos moderados, sem improvisação. Não demorou para que ele começasse a soltar seus ataques frontais às injustiças e não tivesse qualquer complexo em reafirmar dogmas. Não ficariam dúvidas: a forma e os gestos são novos. A prioridade com os pobres é nova, mas não o Evangelho. Os dogmas da Igreja foram reafirmados, mas não como ameaças.

Pessoas próximas ao papa contam que ele mesmo se dava conta da dimensão da viagem e do cargo ao longo da semana. Seu discurso ganhou uma dimensão internacional e as multidões que atraiu para a Praia de Copacabana impressionaram os mais experientes cardeais. Fontes do Vaticano confirmaram ao Estado que o papa chegou a chorar durante a viagem por causa da emoção.

Um dos aspectos que chamou a atenção de seus assessores foi sua vitalidade. Por anos, o Vaticano e os fiéis se acostumaram à imagem de um papa velho ou doente. Agora, se em diversas vezes o palco e o púlpito foram seu teatro, foi sobre o papamóvel aberto que uma parte substancial de sua missão ocorreu. "Ele estava acostumado apenas a trajetos curtos na Praça São Pedro e, por isso, sentiu um pouco quando chegou ao Rio. Logo gostou da ideia", brincou um de seus assessores.

De cima do carro, ele bebeu chimarrão, era alvo de centenas de bandeiras e mexia de um lado ao outro. Para o papa, o momento mais importante de sua viagem foi sua presença numa favela, revelam seus assessores. Fez o que sempre fazia em Buenos Aires, mas, desta vez, visto pelo mundo todo. O Vaticano não nega: a viagem marca um ruptura de fato entre os pontificados de Bento XVI e Francisco.

Após a missa deste domingo, um de seus assistentes comentou com o papa que a viagem já estava chegando ao fim e ouviu, como resposta, algo tipicamente de um santo padre que sabe que não tem tempo a perder. O Rio, segundo ele, era só o início de um caminho. Porém, tanto Francisco quanto o Vaticano sabem: o caminho da reforma será dos mais difíceis e não há qualquer garantia de que os fiéis serão resgatados e que a Igreja voltará a ser ator importante na sociedade.

domingo, 28 de julho de 2013

Flores, Fé e Frio

Julho está acabando

Se o mês de Junho foi atípico em função das manifestações, o mês de Julho está sendo atípico em função do frio intenso e da forte presença do Papa no Rio de Janeiro e em Aparecida do Norte-SP.

Com a temperatura bem abaixo dos anos anteriores, o frio afetou as flores, diminuindo muito a quantidade que tinha no mês de junho e tirando o seu brilho.

É impressionando como as flores precisam do SOL.

Vejam estas mariazinhas. Apesar dos frio, elas continuam bonitinhas...



Já os pés de Ipê continuam floridos, embora com bem menos flores. Quando o SOL voltar, as flores também voltarão. Os ipês amarelos começam a aparecer bem pouquinhos. Em agosto e setembro teremos boas fotos de ipês amarelos.

Vejam este Ipê Rosa



E aproveitando a presença do Papa, quero mostrar a foto de uma Igrejinha bem antiga. É uma Igreja de pescadores da Bahia.


E assim concluímos a apresentação das flores de Julho.

Que venha o mês de Agosto!

sábado, 27 de julho de 2013

Pão de Açúcar faz Casino francês crescer

O Brasil precisa aprender

Leiam com atenção a materia abaixo. Todos precisamos aprender isto.

Com Pão de Açúcar, lucro global do Casino cresce 52%

Por Fernando Nakagawa, correspondente | Estadão – 26/07/2013


A América Latina gerou quase dois terços do lucro operacional do grupo varejista francês Casino no primeiro semestre de 2013. Segundo balanço divulgado nesta quinta-feira, 25, em Paris, a operação latino-americana lucrou 601 milhões, o equivalente a 62% do obtido por todo o grupo. Um ano atrás, a fatia da América Latina era de 41,5%. A companhia atribui o desempenho à incorporação do Grupo Pão de Açúcar no Brasil.

O presidente da varejista, Jean-Charles Naouri, elogiou diversas vezes a filial brasileira durante a teleconferência com analistas. No acumulado do primeiro semestre de 2013, o Casino teve resultado operacional de 969 milhões. O valor é 51,9% maior que o observado no mesmo período do ano passado.

O salto foi registrado basicamente nas operações fora da França, especialmente na América Latina, onde o resultado operacional aumentou 126,8% em um ano. Na região, o Casino também opera em países como Colômbia e Uruguai. Na sede francesa, o resultado operacional aumentou 1,2% no semestre e na Ásia houve queda de 2,5%.

"Na América Latina, tivemos um forte aumento da lucratividade no Brasil", disse Naouri. Nos primeiros minutos da teleconferência com analistas, o executivo destacou positivamente que "a completa consolidação do Grupo Pão de Açúcar gerou um impacto positivo nos números globais do grupo." Os franceses assumiram o controle da varejista brasileira há pouco mais de um ano de forma bastante conturbada. O Casino é sócio do Pão de Açúcar desde 1999 e, pelo contrato assinado em 2005, tinha o direito de se tornar dono do grupo de Abilio Diniz em 2012.

Um ano antes, o empresário brasileiro negociou uma fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour. Os franceses enxergaram no movimento uma tentativa de atropelar o acordo que no ano passado deu ao Casino o controle do Pão de Açúcar. Abilio sempre sustentou que só estava tentando aproveitar uma boa oportunidade. Desde então, eles estão em conflito.

Crescimento

Nesta quinta-feira, 25, durante a divulgação do resultado, o presidente do Casino disse que o Grupo Pão de Açúcar deve acelerar a expansão das bandeiras Assaí e Minimercado Extra durante o segundo semestre de 2013. "Na segunda metade deste ano, vamos acelerar a expansão do conceito cash and carry e de conveniência no Brasil".

Durante apresentação aos investidores e analistas, Naouri disse que os segmentos de cash and carry - conhecido no Brasil como atacarejo - e de conveniência são "muito promissores no País". Por isso, a empresa decidiu apostar mais fichas nas bandeiras Assaí e Minimercado Extra.

No primeiro semestre de 2013, foram abertas 35 lojas com a marca Minimercado Extra e seis novos endereços Assai. Outra frente de aposta da empresa está no comércio eletrônico. Aos investidores, o executivo francês disse que o Grupo Pão de Açúcar, por meio da Nova Pontocom, vai ampliar a ação no e-commerce com a entrada em novas categorias e nichos, como a venda de roupas, móveis e vinhos.

Além disso, o executivo francês destacou que a empresa voltou a investir no segmento imobiliário com a abertura do shopping de vizinhança "Conviva Américas", na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Segundo Naouri, a empresa deve adicionar ao portfólio de empreendimentos imobiliários 35 mil metros quadrados de área locável até o fim de 2013, incluindo os 12,5 mil metros quadros do Conviva Américas.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Jornais Valor, Folha e Estadão amarelaram?

Imprensa Independente?

Nota do Blog:

Fiz a mensagem original como: "Jornal Valor amarelou?", porque tinha visto a propaganda somente no Valor. Embora eu tivesse lido a Folha e o Estadão em casa, na correria, não vi a propaganda também na capa de ambos.

Quando voltei do almoço fui pegar os jornais para ler as matérias sobre o resultado financeiro do Grupo Casino/Pão de Açúcar e vi as propagandas, fiquei mais assustado ainda.

A Folha de São Paulo aceitou abrir mão de metade da capa para botar propaganda de uma empresa estatal, administrada pelo Governo Dilma e pelo PT? Quanto a Folha cobrou pela propaganda? Realmente a Folha está precisando de dinheiro. É a única forma de entender a propaganda.

Já o Estadão colocou a propaganda como um quarto da capa. Foi o jornal que não deu espaço ou foi o Banco que não pediu? Eu sei que o Estadão está precisando mais de dinheiro do que a Folha.

Agora continuem com o texto apresentado pela manhã:

O melhor jornal do Brasil atual é o Valor Econômico, de propriedade da Folha de São Paulo e da Rede Globo. Duas instituições que fazem oposição ostensiva ao governo Dilma e ao PT.

Sou leitor diário da Folha, do Valor e do Estadão, além de esporadicamente ler O Globo, El País, entre outros. Mas hoje, ao chegar ao trabalho, como sempre peguei o Valor para ler. Mas achei que tinha escolhido o jornal errado.

Para minha surpresa METADE DA CAPA do Valor, na parte inferior,

tem uma propaganda do Banco do Brasil,

falando sobre DIA DOS PAIS!!!!

Talvez a intenção do Banco do Brasil tenha sido divulgar que
“para lojistas os recebíveis têm uma taxa promocional de 1,1% ao mês.”

Será que foi só isto?
Será que o “custo benefício compense”?
Quanto será que custou o anúncio?

Por que será que a Editoria do Valor abriu mão de metade da capa para fazer propaganda do Banco do Brasil, um banco estatal, de um governo petista? Será que estão precisando de dinheiro? Será que o preço compensou?

Ao abrir o site do jornal, aparece somente a parte superior da capa,
a parte inferior aparece somente parte da frase “Dia dos Pais”.

Será que o Valor, a Folha e a Rede Globo estão precisando de dinheiro?

Eu prefiro que o Brasil tenha Direitas e Esquerdas assumidas e ideológicas”.

Direita fisiológica nós já tivemos com o Integralismo e mais recentemente com o PFL (atual DEM) e parte do PPS. Mas a direita neoliberal tucana não é fisiológica, é pragmática e intelectual...

Ainda bem que na capa do Valor de hoje,
bem acima da propaganda do Banco do Brasil,

tem uma foto de Leonardo Boff e o título:
A TEOLOGIA DA ESPERANÇA.


Eu ainda não perdi a esperança na Democracia, na pluralidade e na liberdade de expressão.
Afinal, Democracia não se aprende somente na escola e nos livros,
é antes de tudo, fundamental praticá-la sempre...

Com Fé, Esperança e Amor.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

BRF às vésperas de mudanças

Não podemos ter medo, mas devemos ter cuidado

Mudanças sempre geram apreensões. Principalmente quando envolve emprego, vida conjugal e filhos. Com a vinda de Abilio Diniz para a BRF, todos já sabiam que haveriam mudanças. Se serão para melhor ou para pior, só o tempo mostrará.

Tudo isto contribui para o clima ficar tenso na empresa, entre os acionistas e, principalmente, entre os funcionários.

Leiam esta longa matéria do jornal Valor.

Clima tenso na BRF às vésperas de mudanças

Por Alda do Amaral Rocha e Graziella Valenti – 25/07/2013.

Na última terça-feira, o "núcleo duro" do conselho de administração da BRF se reuniu durante mais de seis horas para avançar nas decisões finais sobre a reestruturação da gestão dos negócios da empresa.
Estavam presentes Abilio Diniz, presidente do colegiado, e representantes da Tarpon, da Previ e da família Fontana. Esse time é que vem orquestrando as modificações na empresa e já ficou conhecido internamente como "comitê dos quatro" - são eles, além de Abilio, Sérgio Rosa (Previ), Pedro Andrade de Faria (Tarpon) e Walter Fontana.

Faltam, porém, algumas definições, e a expectativa é que elas sejam tomadas e anunciadas, no máximo, até a segunda quinzena de agosto, segundo apurou o Valor. Na reunião de terça-feira, os quatro discutiram o diagnóstico feito pela Galleazzi & Associados, contratada por Abilio para desenhar uma reorganização gerencial da BRF a fim de torná-la mais eficiente. Essa reestruturação deve implicar mudanças na gestão, cortes de custos e alterações na direção da empresa.

As medidas apresentadas na terça serão discutidas na reunião do conselho de administração da BRF, com todos os 11 membros, na sexta-feira. Procurada, a BRF não quis comentar o assunto.

O mercado já antecipa, desde a chegada de Abilio Diniz, que a companhia buscará um aumento de eficiência e também a aceleração da expansão internacional. O preço na bolsa, como é função do mercado de ações, reflete essa perspectiva positiva, a despeito dos desafios atuais do setor.

A companhia está avaliada em R$ 42 bilhões. Pouco distante da máxima histórica alcançada em maio, quando beirou os R$ 43,5 bilhões. Quando o empresário, da família fundadora e presidente do conselho do Grupo Pão de Açúcar (GPA), assumiu seu interesse em atuar na BRF, na virada do ano, a companhia valia perto de R$ 36,5 bilhões na BM&FBovespa.

Enquanto no mercado, há otimismo com a empresa, internamente na BRF, o clima é de apreensão. A ansiedade aumentou ainda mais nos últimos dias - pois a única certeza em relação ao futuro é que mudanças virão.
O aperfeiçoamento da gestão tem sido desde sempre uma obsessão de Abilio Diniz, por ser uma área do gosto pessoal do empresário, enquanto o controle dos custos é uma ideia fixa da Tarpon, o fundo acionista da BRF que costurou a modificação no conselho de administração da empresa resultante da união entre Perdigão e Sadia. A Tarpon também foi acionista histórica da Sadia.

Como Abilio havia prometido, não houve alterações bruscas no dia a dia da companhia após sua chegada. Entretanto, a vida de quem ocupa cargos decisórios na BRF ficou mais agitada e sob tensão. Segundo apurou o Valor, executivos como vice-presidentes e diretores passaram por entrevistas e avaliações. É claro que isso fez o clima pesar, ainda mais em um momento em que a empresa enfrenta o desafio de melhorar - ou ao menos segurar - o desempenho das vendas num cenário de inflação que já reduz o ímpeto de consumo no país.

Quando assumiu, em abril, Abilio disse que o atual diretor-presidente da BRF, José Antonio do Prado Fay, seria mantido no cargo e que precisava de mais tempo para estudar o plano que previa a criação de um "headquarter" global para a BRF.

A ideia, que nasceu antes da chegada de Abilio à companhia, prevê a criação de um escritório global da BRF ao qual estariam ligadas subsidiárias regionais. Nessa estrutura, que necessitaria da aprovação do conselho de administração, Fay seria indicado ao posto de presidente global. Agora, porém, pessoas próximas à empresa afirmam que a ideia do "headquarter" está mantida (com Fay no comando) e que deve haver mudanças na presidência-executiva.

Abilio tem mostrado, desde que chegou ao conselho de administração da companhia, grande respeito pelo trabalho e pelo papel de Fay na BRF. Mas há entre acionistas quem veja a troca do executivo como uma iniciativa importante para consolidar a mudança de cultura que se pretendeu promover com a vinda do empresário do varejo.

A criação do headquarter faz parte da estratégia da BRF de se tornar uma empresa global, o que está em linha com os planos de internacionalização defendidos por Abilio. Como tem restrições para ampliar sua produção no Brasil por conta do acordo feito com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para permitir sua criação, a BRF precisa crescer no exterior e tem "olhado oportunidades".

A companhia chegou a fazer uma oferta pelas operações asiáticas da Keystone e pela Moy Park, ambas controladas pela Marfrig - numa operação estimada em R$ 2 bilhões. Não teve sucesso porque a JBS fez uma proposta melhor pela Seara, também controlada pela companhia. Com o negócio de quase R$ 6 bilhões, a Marfrig não precisou mais abrir mão de outros ativos.

A BRF vê na Ásia, no Oriente Médio e na África as melhores opções de regiões para se instalar no exterior, já que estes são mercados em crescimento, enquanto Estados Unidos e Europa já são mercados consolidados. Já olhou companhias nesses mercados que considera promissores, mas não conseguiu fazer aquisições. Prospectou, por exemplo, a Americana, no Kuwait, a mexicana Sigma, e a sul-africana Rainbow, todas empresas que atuam no segmento de processados de carnes.

A articulação para substituição de Nildemar Secches por Abilio Diniz, idealizada e conduzida pela Tarpon, maior acionista totalmente privada da BRF, gerou como consequência, na base de investidores da empresa, a ideia de que mudanças na condução dos negócios eram necessárias. Atentou ainda para o fato de que a companhia não tem um controlador - são os acionistas organizados que decidem o rumo dos negócios.

A expectativa é que Abilio traga, além de modificações na gestão de recursos humanos, uma visão sobre as necessidades do consumidor final e a sensibilidade do varejo, por conta de sua trajetória em GPA, que resultem em diretrizes estratégicas importantes.

A visão dos acionistas é que a BRF, mesmo já sendo líder e com ampla atuação externa, tem ainda muitos avanços a fazer, em especial na agregação de valor dos produtos vendidos no mercado internacional. A avaliação é de que a companhia pode melhorar a venda de industrializados fora do Brasil, como forma de valorizar a reputação que já construiu com suas marcas.

Para tanto, o processamento fora do país é tido como essencial, pois só assim é possível adaptar os produtos às necessidades de cada mercado local. Daí, a avaliação de diversas plantas internacionais.

A BRF é hoje uma companhia com receita líquida anual pouco abaixo de R$ 30 bilhões.
Do total, cerca de 45% vêm do mercado externo.
A elevação do dólar costuma naturalmente ampliar a participação
das exportações na receita e na rentabilidade do negócio.

Atlético Mineiro é Campeão!

Um bando de loucos!

De alegria, de vontade de ganhar, de tomar gols bestas, de fazer gols quando tudo parece perdido, por ter um técnico louco mas com muita fé, e que, graças a loucura, dá tudo certo!

Parabens!

Não consegui ver o jogo, de tão nervoso que fiquei.

O Estadão, de São Paulo, fez uma boa reportage. Leiam esta material.

Atlético vence nos pênaltis e é campeão da Libertadores

Jô e Leonardo Silva marcaram os gols, enquanto Victor garantiu a vitória nas penalidades máximas

25 de julho de 2013 | 0h 45

FELIPE ROSA MENDES - Agência Estado

BELO HORIZONTE - O raio do Atlético Mineiro caiu duas vezes no mesmo lugar. Depois de reverter grande desvantagem na semifinal, o time do técnico Cuca voltou à carga na noite desta quarta-feira ao anular a vitória do Olimpia por 2 a 0, no jogo de ida, com um triunfo pelo mesmo placar no tempo normal, um 0 a 0 na prorrogação e o salvador 4 a 3 nos pênaltis. A mais nova virada histórica do Atlético assegurou o inédito e sonhado título da Copa Libertadores, em um lotado Mineirão.

De uma só vez, o troféu acabou com a pecha de que o time só conquistava torneios regionais e consolidou a posição do Atlético no panteão dos grandes do Brasil. O título ainda pôs fim à fama de "azarado" de Cuca, que até então só havia faturado estaduais. Com uma parceria bem-sucedida com a experiência de Ronaldinho e Diego Tardelli e a juventude de Bernard, o treinador obteve seu maior troféu da carreira.

Como aconteceu no duelo da semifinal, o Atlético sofreu em campo e levou à torcida ao desespero. Apesar da pressão constante, o time mineiro só chegou ao primeiro gol no início da segunda etapa, com Jô. O segundo veio apenas aos 41, da cabeça do zagueiro Leonardo Silva. Depois de uma prorrogação desgastante, os brasileiros conquistaram a Libertadores nos pênaltis pelo placar de 4 a 3.

A final desta quarta não foi histórica apenas em razão do título inédito do Atlético. A segunda partida da decisão contou com um recorde de renda: R$ 14.176.146,00. A cifra é superior ao dobro da marca anterior, de R$ 6.948.710,00, registrada também neste ano, no duelo entre Flamengo e Santos, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

O JOGO


Novamente sob pressão, o Atlético começou a partida desta quarta do mesmo jeito que terminou o segundo jogo da semifinal, contra o Newell''s Old Boys: atacando de forma desesperada. Logo aos 2 minutos Diego Tardelli já criava grande chance de gol ao levantar na área. Bernard e Jô não conseguiram completar a jogada.

Até Ronaldinho, apagado no Paraguai, contribuía de forma mais efetiva. Aos 9, acertou bom chute de fora da área e exigiu boa defesa do goleiro Martín Silva. No minuto seguinte, Réver tentou de cabeça, para fora. O Atlético dominava com facilidade - chegou a ter 70% de posse de bola no primeiro tempo - e dava esperanças à torcida.

Mas, aos poucos, passou a repetir os erros do jogo de ida. As jogadas ofensivas se restringiam ao lado direito, com o lateral Michel, Tardelli e, desta vez, até Bernard, suspenso no primeiro jogo. A insistência por este lado facilitou a marcação paraguaia, que não teve maior problema para neutralizar as investidas.

Com pouco espaço no meio-campo e sem arriscar pela esquerda, o Atlético arriscava nos cruzamentos na área. Foram 22 somente na etapa inicial. Sem sucesso. O ritmo de jogo acelerado desde o apito inicial acabou gerando cansaço a partir dos 30. E o Olimpia tentou aproveitar o momento.

Aos 33, Alejandro Silva teve chance clara dentro da área, mas bateu em cima de Victor. Antes, aos 15, Bareiro havia desperdiçado oportunidade ainda mais clara de gol. Em jogada individual pela esquerda, entrou na área e finalizou direto, enquanto tinha um companheiro sem marcação na pequena área.

O Atlético terminou o primeiro tempo assustado com as investidas perigosas do rival. Nas arquibancadas do Mineirão, a torcida alternava desânimo e desespero. O medo, contudo, foi rapidamente substituído por novos gritos de "eu acredito" assim que o segundo tempo começou.

Antes de o cronômetro completar o 1º minuto, a torcida já comemorava o gol de Jô. O atacante aproveitou furada de Pittoni dentro da área para completar cruzamento de Rosinei, que acabara de entrar em campo, no lugar de Pierre. Com seu sétimo gol, Jô garantia a artilharia da Libertadores.

Retomando o ritmo alucinante do início, o Atlético quase marcou o segundo aos 5, quando Tardelli pegou de primeira dentro da área e parou na grande defesa de Martín Silva. Jô, aos 10, e Leonardo Silva, aos 14, também desperdiçaram boas oportunidades. De cabeça, o zagueiro acertou o travessão.

Além de colocar Rosinei, Cuca trocou Tardelli e Michel por Luan e Alecsandro. O poder ofensivo do Atlético aumentava na mesma medida da afobação das jogadas e do desespero da torcida. A pressão atleticana aumentava a cada minuto até atingir o limite com o chorado segundo gol.

Aos 41, Bernard cruzou da direita na área e Leonardo Silva subiu mais alto para colocar a bola no canto esquerdo de Martín Silva, batido no lance. Dois minutos antes, Manzur havia recebido o segundo cartão amarelo, e o consequente vermelho, deixando o Atlético com um a mais em campo nos instantes finais da etapa final e da prorrogação.

O tempo extra foi um duelo franco entre o ataque atleticano e a defesa paraguaia. O Olimpia abdicou de atacar, satisfeito apenas em catimbar e manter a posse de bola, em busca dos pênaltis. O time mineiro, por sua vez, seguia bombardeando o gol de Martín Silva. Na melhor chance da prorrogação, Réver acertou o travessão.

A bola, contudo, não voltou a balançar as redes enquanto o cronômetro registrava o tempo da partida. E os dois times, sem esconder o desgaste, decidiram o troféu nas penalidades. O Atlético levou a melhor ao converter todas as quatro cobranças que teve, com Alecsandro, Guilherme, Jô e Leonardo Silva, e ver o Olimpia desperdiçar duas finalizações.

Victor fez uma defesa e Giménez mandou na trave,
selando a sonhada conquista atleticana
e a vaga no Mundial de Clubes da Fifa.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Brasil e vizinhos já enfrentam a Velhice

O mundo envelhece...

O jornal Valor fez uma boa reportagem sobre o envelhecimento que vem se ampliando no mundo atual e particularmente no Uruguai e na América Latina.

Confesso que achei a parte sobre o Uruguai um pouco pesada, beirando o preconceituoso. O Uruguai é um país pequeno, tem um tradição histórica muito boa, não é um país que está se acabando e é um grande parceiro do Brasil.

Como eu fiz um texto para o blog com o título: “E quando tivermos 90 anos?”, achei muito pertinente retomar o assunto. O mundo está ficando com mais velhos do que jovens. Além de precisar de recursos financeiros para manter os velhos, os países precisarão de mais saúde, lazer e mais solidariedade.

O Japão é o país que tem mais velhos proporcionalmente e tem tradição de enfrentar os desafios com qualidade.

Vejam partes de uma materia publicada no jornal Valor.

Brasil e países vizinhos vão enfrentar o mesmo dilema

Valor - Por De Montevidéu - 24/07/2013 às 00h00

O panorama demográfico da América do Sul mudará radicalmente nas próximas décadas, segundo estudos recentes das Nações Unidas. Países como Chile e Brasil vão ter, até a metade deste século, uma população proporcionalmente mais velha do que tem hoje o Uruguai. Os índices de envelhecimento ficarão muito próximos dos atuais na Europa.

A Cepal fez um exercício curioso para calcular o envelhecimento das sociedades latino-americanas, observando a quantidade de idosos (acima de 60 anos) e de jovens (abaixo de 15 anos), por país. Em 2010, a proporção era de 36 idosos para cada 100 jovens. Em 2050, na região como um todo, serão 150 idosos por cada grupo de 100 jovens.

Até o fim desta década, o Chile vai superar o Uruguai e rivalizar com Cuba, como população mais velha da América Latina. A explicação está nos baixíssimos índices de natalidade dos chilenos e dos cubanos.

Em 2050, o Brasil também terá consolidado outro perfil demográfico. Nas projeções da ONU, 28,7% de sua população brasileira terá mais de 60 anos - no Uruguai, será 27,4%.

Para Helmut Schwarzer, especialista sênior de seguridade social para as Américas e o Caribe da Organização Internacional de Trabalho (OIT), todas as políticas públicas terão que se adaptar às mudanças graduais da demografia na região.

No sistema de aposentadorias, um dos mais vulneráveis a essas modificações, será preciso desestimular a saída precoce do mercado de trabalho e premiar quem contribui por mais tempo. "Mas o processo de envelhecimento ocorre ao longo do tempo e permite a implementação de ajustes graduais", afirma Schwarzer, que é ex-secretário do Ministério da Previdência Social.

Por isso, segundo ele, a palavra-chave é gradualismo no endurecimento de regras - nem tanta correria para adotar medidas de excessiva austeridade, nem deixar que se torne uma bomba-relógio.

Schwarzer acredita que, nas próximas décadas, outras questões terão que ser pensadas. Ele cita a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, a redução do custo financeiro das crianças (a fim de estimular casais a ter filhos) e o aumento da participação de mulheres no mercado de trabalho (com mais creches e escolas em tempo integral).

Pão de Açúcar e o lucro enxuto

Abilio elogia o resultado

A chamada do jornal Valor diz: “Grupo Pão de Açúcar tem lucro 83% mais enxuto”, quando eu clico para abrir a materia aparece outro título: “Grupo Pão de Açucar tem lucro liquid de R$42 milhões no 2o. trimestre”. Há também outra material Abilio Diniz elogiando o resultado. Parece o Brasil, todo mundo fala uma coisa e na prática quer dizer outra.

Eu tenho sentido que, na loja onde fazemos nossas compras semanais, a qualidade caiu.
E olhem que é uma loja na Praça Panamericana, bairro nobre de São Paulo!

Mas, parece que o quê importa é o lucro…

Vejam a materia abaixo, com os dois títulos juntos.

Grupo Pão de Açúcar tem lucro líquido de R$ 42 milhões
no 2º trimestre – 83% mais enxuto


Por Valmir Zambrano e Daniela Meibak |
Valor - 24/07/2013 às 01h29

(Atualizada às 8h12) O Grupo Pão de Açúcar, maior rede de varejo do País, registrou lucro líquido de R$ 42,090 milhões no segundo trimestre, ante lucro líquido de R$ 254,649 milhões obtidos no mesmo período do ano passado, um recuo de 83,4%, conforme demonstração de resultados consolidada divulgada na noite desta terça-feira. O lucro líquido considerado é o atribuível aos sócios da empresa controladora, base para a distribuição de dividendos.

De acordo com demonstração de resultados consolidada disponível no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que inclui as operações de hipermercados e supermercados da rede Pão de Açúcar e a Via Varejo, a receita líquida foi de R$ 13,382 bilhões no segundo trimestre ante R$ 12,037 bilhões no mesmo período de 2012, em expansão de 11,1%.

O custo de vendas do grupo foi de R$ 9,832 bilhões no segundo trimestre, ante R$ 8,808 bilhões no mesmo período do ano passado, em alta de 11,6%.
O lucro bruto no segundo trimestre atingiu R$ 3,550 bilhões, comparado a R$ 3,229 bilhões no mesmo período do ano passado, um avanço de 9,9%.
As despesas da companhia cresceram 20,1% no segundo trimestre deste ano, para R$ 3,155 bilhões, ante R$ 2,626 bilhões no mesmo período de 2012.

O Ebit (resultado antes do resultado financeiro e de tributos) do segundo trimestre ficou em R$ 395,376 milhões, ante R$ 602,726 milhões no segundo trimestre de 2012, um recuo de 34,4%.

Considerando o segmento alimentar do grupo, a receita avançou 10,6% no segundo trimestre, perante um ano antes, para R$ 7,321 bilhões. Nos seis meses iniciais do ano, houve alta de 10,7%.
Na área de não alimentos, que inclui as lojas físicas da Viavarejo e a Nova Pontocom, a receita líquida ficou em R$ 6,062 bilhões no período, com evolução de 14%. No semestre, o aumentou foi de 11,6%.

De acordo com o relatório, o foco da companhia na expansão possibilitou a entrega de 33 novas lojas no trimestre, sendo 23 do Minimercado Extra, quatro da Casas Bahia, três do Assaí, duas do Pão de Açúcar e uma drogaria. O grupo reafirmou seu compromisso com a projeção de crescimento de área superior a 6% para o GPA Alimentar e entre 2% e 3% para Viavarejo neste ano.

Na segunda quinzena de junho, ocorreram manifestações populares no Brasil que levaram a empresa a fechar algumas lojas por algumas horas, em determinados períodos. A administração do grupo avalia que os impactos em vendas e em outros gastos não foram relevantes e não prejudicaram de maneira significativa o desempenho do trimestre. (Valmir Zambrano e Daniela Meibak | Valor)

terça-feira, 23 de julho de 2013

O Papa e a Imprensa

Olhares diferentes

Peguei os jornais Folha e o Estadão hoje cedo para ver a cobertura sobre o primeiro dia da visita do papa e fiquei surpreso com a diferença. O Estadão tinha muito mais fotos do que a Folha. Não sei porquê a Folha tratou com certa frieza a visita do papa, enquanto que o Estadão que sempre é um jornal mais sóbrio, tratou com mais qualidade editorial.

Como ainda temos vários dias da visita, creio que seja importante ter mais análises tanto quantitativas como qualitativas. Mesmo já tendo saído matérias sobre a diminuição de católicos no Brasil, creio que haja outros assuntos e outras leituras...

Por exemplo, com o fim do bloco comunista, que se autoproclamava “materialista”, houve um crescimento da religiosidade nos países do Leste Europeu. Ao mesmo tempo, nos países com mais tradição democrática, o catolicismo praticante continua pequeno.

Qual será o papel das religiões no Século XXI?


Se está havendo uma descrença nos partidos políticos e na democracia representativa,
qual será o papel das religiões como representação das pessoas na sociedade organizada?

Já pensaram a hipótese de o Brasil ter um dia uma maioria protestante/evangélica?

Já tivemos experiências com Garotinho e a esposa como governadores do Estado do Rio.
Não foi uma boa experiência, mas já pensaram quando isto acontecer
com a presidência da república?
E se eles tiverem maioria no Congresso Nacional?

São perguntas que, a curto prazo, podem parecer estranhas,
mas, a longo prazo, podem se tornar realidade.

A Imprensa pode ajudar o Brasil a entender melhor a visita do Papa.
E o que poderemos ter pela frente...


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Barcelona - Novo Técnico é Argentino!

Além do Papa?

Se o Papa vai beijar o chão do Brasil, os brasileiros,
além de rezarem para o Papa, vão torcer para o Barcelona
e para seu novo tecnico: O argentino Tata Martino.

Vejam a notícia do jornal El País, da Espanha:

Tata Martino, nuevo entrenador del Barcelona

El técnico argentino, de 50 años,
sustituirá a Tito Vilanova
en el banquillo azulgrana
durante las próximas tres temporadas

JORDI QUIXANO / LUIS MARTÍN Barcelona 22 JUL 2013 - 16:52 CET

Gerardo ‘Tata’ Martino será el sustituto de Tito Vilanova en el banquillo del Barcelona. Al argentino, de 50 años, le acompañarán Jorge Pautasso como segundo, y el preparador físico Elvio Paolorosso. El acuerdo se oficializará en las próximas horas y tendrá una duración de dos temporadas con opción a una tercera.

Sin experiencia en el fútbol europeo, en España se dio a conocer por dirigir a la selección paraguaya que se midió a la de Vicente del Bosque, en el Mundial de Sudáfrica. Su último equipo fue Newell's Old Boys, club con el que fue campeón y llegó a la semifinales de la Copa Libertadores.

Gerardo Tata Martino se convierte en el entrenador número 52 en la historia del Barcelona y es el cuarto argentino que pasa por el banquillo del Camp Nou. Sus predecesores son Helenio Herrera, que dirigió al equipo en dos etapas, Roque Olsen, y César Luis Menotti.

La primera etapa de Helenio Herrera fue entre 1958 y 1960, en la que que el Barça conquistó una Copa de Ferias (1958), dos Ligas (1958-59 y 1959-60) y una Copa del Generalísimo (1959). Herrera regresó al Barça entre 1979 y 1981 y añadió a su palmarés la Copa del Rey de 1981. Roque Olsen dirigió al Barcelona durante dos temporadas, la 1965-66 y la 1966-67. Periodo en el que el club azulgrana solo conquistó la Copa de Ferias de 1966, ganando en la final ante el Real Zaragoza. Por último, César Luis Menotti llegó al Barcelona en marzo de 1983. Esa temporada conquistó la Copa del Rey y la Copa de la Liga. La siguiente, su última en el club azulgrana, se hizo con la Supercopa de España.

La contratación de Martino se ha precipitado y ha cristalizado en apenas tres días. El pasado viernes el Barcelona convocó de manera inesperada una rueda de prensa en la que su presidente Joan Rosell anunció que Tito Vilanova dejaba el cargo de entrenador debido a que, en los últimos análisis médicos, se le detectó que se le ha reproducido el cáncer que sufre desde 2011.

El Barcelona disputará este miércoles su primer partido de pretemporada en el campo del Bayern Munich, el equipo que precisamente dirige su exentrenador Josep Guardiola. Es probable que el equipo azulgrana sea dirigido en ese encuentro por los entrenadores ayudantes de Vilanova, Jordi Roura y el recién fichado Rubi.Los próximos amistosos que debe disputar el Barcelona son el sábado día 27 contra el Valerenga noruego y el martes 30 contra el Lechia Gdansk.

Martino podría debutar como entrenador en uno de estos dos encuentros. El compromiso contra el Lechia tenía que haberse celebrado el pasado sábado día 20, pero fue suspendido precisamente por la recaída de Vilanova.

Qatar, Marrocos, China, Russia...

Noticias do Brasil

Ontem surpreendi-me com alguém do QATAR acessando meu blog.
Na mesma semana houve 23 acessos originários do MARROCOS!

Fiquei curioso e achando que Obama e os Estados Unidos
vão querer saber o porquê este pessoal do Oriente Médio
está acessando meu blog.

Puxei a lista mais atual e percebi que não são apenas os Muçulmanos que estão lendo o blog.
Tem também gente da Lituânia, Ucrânia, China, Rússia, Suíça, Portugal, Espanha, Canadá, França, Alemanha, Argentina, Estados Unidos e Brasil. Ufa!

Já pensou se os americanos acharem que sou um subversivo muçulmano?
Um perigo!
Ainda bem que "Sou da Paz!"

Agora são 94 países acessando nosso blog
e já estamos chegando em 250 mil acessos!

O mundo quer notícias do Brasil!

domingo, 21 de julho de 2013

Bolsa Família e o Crime Invisível

Ninguém quer ver...

Aos poucos vai caindo no esquecimento “o festival de besteira que assolou o país e o Bolsa Família”. É daquele tipo de problema que ninguém quer resolver:

Alguém da Caixa antecipou o pagamento à revelia do governo; alguém da oposição aproveitou para espalhar nas redes sociais que o Bolsa Família ia acabar; alguém nas pequenas cidades espalhou o boato; os pobres acreditaram e o inferno tomou conta das agências da Caixa.

A Imprensa deitou e rolou; alguns políticos intempestivamente denunciaram outros políticos; a presidente também reclamou e denunciou; a polícia federal disse que ia apurar mas apurou que não dava para apurar; a Justiça mandou arquivar o processo por falta de consistência; a oposição pediu cópia do processo para continuar a denunciar e tudo vai ficar por isto mesmo.

Este é mais um capítulo do país do "faz de conta"
e da falta de credibilidade das instituições.

Vejam a matéria que saiu na UOL e foi escrita pela Agência Estado.

Juiz arquiva investigação sobre boato do Bolsa Família

André Magnabosco | Agência Estado - Dom , 21/07/2013 às 11:22 | Atualizado em: 21/07/2013 às 13:59

O Juizado Especial Criminal de Brasília determinou o arquivamento da investigação criminal sobre o boato do fim do pagamento do Programa Bolsa Família. De acordo com o site do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), o juiz pediu o arquivamento por não verificar "nenhuma comprovação idônea e adequada de que o crime em investigação tenha sido praticado e que a pessoa investigada, ou indicada pela vítima tenha agido com culpa ou mesmo dolo".

O juiz também destaca em sua decisão o relatório produzido pela delegada federal que investiga o caso, no qual ela cita a "inexistência de elementos capazes de delimitar autoria e materialidade do suposto fato delitivo". A polícia acredita que não seria possível identificar um ponto de origem das notícias que deram início aos boatos sobre um possível cancelamento do Bolsa Família, nos dias 18 e 19 de maio.

A decisão do magistrado do Juizado Especial Criminal de Brasília, publicada hoje no site do TJDFT, acompanha a conclusão das investigações por parte da Polícia Federal. A PF encerrou as investigações sobre o caso no dia 12 de julho, após constatar que o boato sobre o fim do Bolsa Família "foi espontâneo não havendo como afirmar que apenas uma pessoa ou grupo os tenha causado". Dessa forma, a Polícia Federal determinou que não havia elementos que configurassem a possibilidade de "crime ou contravenção penal".

Na mesma decisão, o magistrado do Juizado Especial apreciou requerimentos pendentes e manifestou-se pela perda de objeto da decretação de segredo de justiça, que havia sido pedida pela Polícia Federal. Segundo o TJDFT, o juiz analisou que, concluído o relatório que exauriu as diligências investigativas, não haveria risco de prejuízo ao trabalho investigativo, por isso não haveria motivo para decretação de sigilo nos autos.

Assim, em sua decisão final, o juiz deferiu também o pedido de vista formulado pelo líder do PSDB, deputado Carlos Henrique Sampaio, e também vista à Diretoria Jurídica da Caixa Econômica Federal, que formulou pedido semelhante.

sábado, 20 de julho de 2013

Obama e o Contexto Histórico

Justiça Individual e Justiça Coletiva

Finalmente Obama deu uma dentro. Talvez influenciado pela genialidade de Michele, sua brilhante esposa, Obama, informalmente, deu a melhor entrevista desde quando virou presidente dos Estados Unidos.

Realmente, para se entender as pessoas, tanto individualmente,
como no coletivo, é preciso entender também o CONTEXTO HISTÓRICO.

Há pessoas que precisam estudar isto na escola, estudando filosofia, história, economia e sociologia. Mas há pessoas que, além de poder aprender na escola, também aprendem com a própria vida. Parabém para Obama.

Realmente ser negro ou afro-descendente nos Estados Unidos, Europa e mesmo no Brasil não é fácil. É uma competição que o negro sempre começa perdendo. A não ser que esteja disputando futebol, basquete ou boxe. Pode também disputar programa de cantores. São imbatíveis!

Mas disputar o direito de ser igual não é fácil.
Mesmo quando os juízes são negros...

O segurança hispânico, que atirou no garoto, tem sua parte de culpa, mas não é o principal culpado. Talvez o segurança não mereça ir para a cadeia, mas merece ir para uma escola de “reeducação”, para aprender a respeitar sua etnia e a etnia dos negros. Ambos são muito parecidos...

O mundo precisa passar por uma “reeducação”. Aprender a ser solidário, respeitar a diversidade religiosa, política, cultural e étnica não é fácil para ninguém. Uma coisa é falar, outra coisa é praticar.

Este Dilema Americano vale para todos os povos
e todos os países. Inclusive o Brasil.

Leiam esta reportagem da Folha sobre OBAMA e o CONTEXTO HISTÓRICO:

Obama diz entender frustração de negros

Presidente pondera que reação à absolvição de vigia que matou Trayvon Martin precisa ser entendida em contexto
Segundo ele, negros do país sabem que há "uma história de disparidade racial na aplicação de leis"

RAUL JUSTE LORES - DE WASHINGTON – Folha – 20/07/2013

Quase uma semana após a absolvição de George Zimmerman, o homem que matou o adolescente negro Trayvon Martin, 17, na Flórida, o presidente Barack Obama falou ontem que o país precisava de "contexto" para entender os inúmeros protestos contra a decisão da Justiça.

Ele pediu ainda um debate nacional "entre as famílias, nas igrejas e nos locais de trabalho" sobre raça e oportunidades para jovens negros.

"A comunidade afro-americana sabe que há uma história de disparidades raciais na aplicação das leis criminais, da pena de morte ao combate às drogas", afirmou.

Foi o primeiro grande discurso sobre racismo de Obama desde que chegou à Casa Branca. Ele disse que "poderia ter sido Trayvon Martin há 35 anos". Quando o crime ocorreu, em fevereiro de 2012, já havia dito que o adolescente poderia ser seu filho.

"Poucos afro-americanos neste país não tiveram a experiência de ser seguidos enquanto faziam compras em lojas de departamentos", disse.

"Ou, ao andar pela rua, ouvir as portas dos carros sendo travadas imediatamente. Acontecia comigo antes de virar senador", descreveu.

"Esses conjuntos de experiências dão forma à maneira pela qual a comunidade afro-americana interpreta o que aconteceu na Flórida."

No dia 14, Zimmerman foi absolvido por legítima defesa. Ele trabalhava como vigia voluntário do bairro e seguiu Martin, que usava moletom com capuz, por suspeitar de seu comportamento.

O vigia chegou a ligar para a polícia, mas diz que, antes da chegada dos agentes, foi golpeado pelo adolescente. Ele acabou matando Martin com um disparo de revólver.

Mais tarde descobriu-se que o jovem estava desarmado
e seguia para a casa da namorada do pai.

Obama destacou que a juíza foi "profissional", que defesa e promotores puderam apresentar seus argumentos e o júri tomou sua decisão. "É assim que nosso sistema funciona", contemporizou.

"Isso não quer dizer que a comunidade afro-americana seja ingênua sobre o fato de que jovens afro-americanos são desproporcionalmente envolvidos no sistema criminal, como vítimas e perpetradores de violência. Mas há um contexto histórico."

"Parte da violência que acontece nos bairros negros pobres do país nasce de um passado violento da nação."

Para diversos analistas políticos americanos, Obama evita o tema racial por achar que o debate pode acabar se centrando nele próprio. Por ser uma figura polarizadora, ele fala pouco do assunto.

Diante do silêncio, porém, algumas lideranças negras vinham cobrando uma posição do presidente, apesar da limitação de seus poderes.

"Tradicionalmente, esses assuntos são de esfera local e estadual. Seria útil examinar algumas leis locais e estaduais", disse Obama no discurso de ontem.

E fez uma provocação:
"Há um senso de que se um adolescente branco
estivesse envolvido em um caso parecido,
os resultados teriam sido diferentes de cima a baixo."

Nota do blog:
Esta constatação que Obama fez acima, significa PRECONCEITO.
Nossa sociedade é PRECONCEITUOSA.

E superar isto não é apenas uma questão legal,
isto requer um Processo Histórico.

Requer gerações...

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Lula fala aos Estudantes

Não neguem a política nem os partidos

O tema da conferência de Lula foi “Brasil no mundo: mudanças e transformações”
e ele começou falando da escolha de colocar a fome
como tema crucial em todos os fóruns internacionais.”

Leiam a materia abaixo:

Lula fala sobre política externa em conferência na UFABC

Ex-presidente disse se orgulhar de ter alçado a fome
a tema central de todos os fóruns mundiais.

A uma plateia jovem, também falou sobre manifestações:

“Não neguem a política. Não neguem os partidos”

Instituto Lula, com agências de notícias. 18/07/2013

“Gostaria de falar de três pontos que acho que merecem destaque na nossa política externa”, começou Lula em palestra nesta quinta-feira (18) na Universidade Federal do ABC. Ele falou da importância de ter colocado a fome como tema central em todos os fóruns mundiais, da aproximação com os países da América Latina e da África e dos esforços para mudar as instituições multilaterais e a governança global.

Lula palestrou na Conferência Nacional “2003-2013: uma nova política externa”. O encontro aconteceu na Universidade Federal do ABC (UFABC) entre os dias 15 e 18 deste mês e contou também com a participação dos ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), Celso Amorim (Defesa), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Maria do Rosário (Direitos Humanos) além de importantes intelectuais e lideranças sindicais.

A CUT Nacional apoiou o evento e recebeu o agradecimentos do do ex-presidente.

O tema da conferência de Lula foi
“Brasil no mundo: mudanças e transformações”
e ele começou falando da escolha de colocar a fome
como tema crucial em todos os fóruns internacionais.

“Uma das coisas que me orgulho na nossa política externa é ter conseguido colocar a questão da fome como central”, contou Lula lembrando diversos momentos em que fez questão de debater esse tema.

“Eles queriam falar de comércio internacional e eu querendo debater a questão da fome”, contou. O ex-presidente também lembrou que essa luta ainda continua e que recentemente o Instituto Lula, junto com a FAO e a União Africana, realizaram um encontro na Etiópia para discutir a questão.

O segundo eixo destacado por Lula foi a aproximação do Brasil com a América Latina e os países africanos.

“Queremos ter relação com os Estados Unidos, o que não podemos é nos tornar dependentes. Por isso nos voltamos para a América Latina”, disse Lula lembrando que o número de empresas brasileiras nos países latino-americanos aumentou enormemente a partir de seu governo.

Em relação à África, Lula falou da dificuldade que enfrentou, inclusive dentro da diplomacia, de convencer as pessoas de que aumentar as relações com os países africanos era importante.

“Nós não podemos pagar nossa dívida com a África em dinheiro, mas podemos pagar com solidariedade”, destacou. Ele lembrou que como resultado foram criadas 19 novas embaixadas brasileiras na África e o comércio do Brasil com os países africanos saltou de 5 para 26 bilhões de dólares.

A luta por uma mudança nos organismos multilaterais e pela construção de uma governança global foram o último ponto abordado pelo ex-presidente. Ele falou da importância de ter uma governança global eficiente nos atuais tempos de crise e questionou “Quem vai ajudar a regular o sistema financeiro hoje?”.

Lula ressaltou que a ONU hoje não tem força e não representa a atual correlação de forças mundiais. A luta pela entrada do Brasil e de outros países no Conselho de Segurança da ONU também foi lembrada.

Lula terminou destacando que hoje se comemora o aniversário de 95 anos de Nelson Mandela.

Ao final, Lula respondeu perguntas da plateia.

SOBRE AS MANIFESTAÇÕES

- Os sites de notícias destacaram as falas do ex-presidente, diante de uma plateia majoritariamente jovem, sobre as manifestações.

Seguem alguns trechos e frases de Lula no evento de hoje (18).

"Viva o protesto. De protesto em protesto a gente vai consertando o telhado",

"De protesto em protesto, um dia vocês vão chegar à Presidência da República", afirmou. Para ele, o brasileiro está indo às ruas em busca de mais conquistas.

"Na Europa, os protestos são para não perder o que conquistaram. No Brasil, protestos são para conquistar mais."

O ex-presidente pediu aos jovens que "não neguem" a política.

"Quando vocês estiverem putos da vida, mas putos, que vocês não confiem em ninguém, não gosto do Lula, não gosto da Dilma, não gosto do [Luiz] Marinho, não gosto não sei de quem, ainda assim, não neguem a política. E muito menos neguem os partidos. Vocês podem fazer outros.", disse.



"A pior coisa que pode acontecer no mundo é a gente aceitar a negação da política. Não existe nenhuma experiência no mundo em que a negação da política teve resultado melhor do que a podridão da política", disse durante a palestra.

O discurso de Lula encerrou a Conferência Nacional "2003 - 2013: Uma nova política externa", da universidade em São Bernardo do Campo. Os jornalistas não puderam acompanhar o evento no auditório e assistiram à palestra através de um telão ao ar livre.

SOBRE 2014

- Após a palestra, Lula concedeu entrevista coletiva e falou de reeleição, reforma política, protestos e sobre a expectativa para que ele volte a se candidatar à Presidência.

Lula descartou concorrer nas próximas eleições presidenciais.

"Eu elimino (a possibilidade) porque tenho candidata. Eu tenho candidata a presidente da República. Não tem ninguém batendo na porta e as pessoas sabem que não adianta bater na porta", disse.

Na defesa de sua "candidata", o ex-presidente afirmou que é contra as propostas para acabar com a reeleição e alterar o mandato de quatro anos.

Segundo ele, a possibilidade de reeleição foi incluída para dificultar sua candidatura.
"Não tínhamos reeleição. Com medo de mim até reduziram o mandato para quatro anos.
Depois ganharam e aprovaram a reeleição", disse.
“Agora querem acabar com medo da Dilma se reeleger”, disse.

Querem matar LULA?

Ou torná-lo INELEGÍVEL?


Os jornais de hoje destacam três assuntos sobre Lula:

1 – Que Lula desmente que esteja “morrendo de câncer”;

2 – Que Lula é devedor de multa do TSE – Tribunal Superior Eleitoral
conforme ação de autoria do PSDB, do DEM e do PPS;

3 – Que Lula teria mais votos que Dilma
e todos os demais candidatos a presidente,
mas que Lula declara não ser candidato.


O recado está explícito!

Se o governo Dilma está vivendo o pior momento de sua vida,
ainda existe Lula como sombra ameaçadora sobre os reacionários, neoliberais, oportunistas e invejosos que não admitem a possibilidade de os pobres serem beneficiados com as políticas econômicas e sociais de Lula, Dilma, PT e seus aliados.

Se Dilma deixa de ser uma ameaça,
é preciso destruir a ameaça propriamente dita.

Ou matam Lula de câncer ou inventam-se pretextos jurídicos para tornar Lula inelegível. A Justiça, os Juízes, os políticos oportunistas e inescrupulosos e a imprensa estão aí para isto. É só montar o quebra-cabeça.

Vamos aos fatos:

1 – Lula bom, é Lula morto?

Outro dia, quando eu vinha trabalhar, recebi um telefonema de um amigo em pânico avisando-me que um médico importante o tinha avisado que Lula estaria morrendo de câncer e, para ninguém saber, ele comparecia ao Hospital Sírio Libanês sempre às madrugadas.

De pronto eu respondi que era mentira porque eu tive reunião no dia anterior com os assessores de Lula e todos estavam tranquilos e eram pessoas de minha confiança.

Como sou do “Orai e vigiai, sempre”, imediatamente telefonei para um assessor de Lula e relatei o fato. Sugeri também que eles falassem com a imprensa e aí fiquei sabendo que tinha saído creio que na revista Época. Mas insisti para que Lula voltasse a declarar para a imprensa sobre sua saúde. Agora voltou tudo de novo e Lula, na sua simplicidade de sempre, declara: “Se eu tivesse com câncer, jamais esconderia” (Capa da Folha de hoje).

A verdade é que os inimigos de Lula, tanto na imprensa como nas redes sociais, estão torcendo muito que ele morra para ficarem livre de Lula e dos pobres...

Mas Lula não morrerá tão cedo!

A não ser que a direita brasileira faça como os americanos, que matam com arma de fogo seus presidentes e suas lideranças históricas. Não acho isto impossível, embora considere improvável.

2 – Lula inelegível?

Vejam a preciosidade na matéria principal no PAINEL
da Folha de São Paulo de hoje,
parte mais lida de todo o jornal:

“O site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrava ontem que o ex-presidente Lula não pagou dentro do prazo uma multa de R$ 10 mil a que foi condenado por propaganda antecipada para Dilma Rousseff, em janeiro de 2010. O prazo de quitação expirou em 1o. De Julho. A ação é de autoria de PSDB, DEM e PPS. Lula havia recorrido ao STF (Superior Tribunal Federal), mas perdeu o recurso. Caso não quite a dívida, o ex-presidente pode responder a uma ação de execução fiscal.”

Pronto:

Se for EXECUTADO (não por bala de revolver) mas judicialmente,
Lula passaria a ser FICHA SUJA e, portanto, ficaria INELEGIVEL!
É tudo que nossa oposição reacionária, oportunista e inescrupulosa quer!

3 – Lula supera Dilma em votos.

Manchete e capa do Estadão de hoje: Ibope: Lula supera Dilma em votos.

Isto é novidade? Não!

Lula supera qualquer candidato da direita ou da esquerda.
Podem somar tucanos, serristas, marinistas e outras cores enrustidas que Lula ganha de todos!

Sabem porque?
Porque Lula foi o melhor presidente da república que o Brasil já teve
e, depois de Mandela, é a maior liderança mundial.
Lula nunca fez concessões ao golpismo e manipulações autoritárias.
Lula sempre valorizou e respeitou a Democracia,
sempre mantendo-se fiel aos trabalhadores e ao povo brasileiro em geral.

Lula é tão bom que, humildemente, declara:
Não sou candidato!
Minha candidata chama-se Dilma Rousseff.

Quem será o candidato ou a candidata a presidente em 2014
só o futuro dirá.
Lula apoia Dilma e com o apoio de Lula e da militância,
Dilma ganhará as eleições.
Isto não quer dizer que Lula, em hipótese alguma, será candidato.

O futuro a Deus pertence!
A nossa parte é não deixar matarem o Lula,
nem deixá-lo inelegível.

Fora disto,
enquanto tivermos Lula vivo e forte,
o destino do Brasil passará por ele.

Tudo isto está escrito nos jornais, é falado nas rádios e na TV,
além de aparecer diariamente nas redes sociais.
Sem falar nas reuniões públicas e privadas!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Flores e Música

Flores da Bahia e música do Japão

Vejam as belas flores do jardim de nossos pais, em Serrinha-Bahia.
Para minha surpresa, o pé de primavera não estava mais na entrada da garagem.
Talvez como reflexo da “Primavera Brasileira”,
mas as rosas e o manacá estavam floridos...

Vejam estas Rosas, belas e vermelhas.



Agora vejam esta rosa amarela.



E estas flores do Manacá. Um arbusto relativamente grande e todo florido. Aqui estão algumas das flores.



E agora, mais uma música sobre a vida no Japão.

朧月夜   東京放送児童合唱団



Minha família é assim: parte veio da Bahia e a outra parte veio do Japão.
Por isto gostamos de flores, de música e da vida.


Folha quer protestos na visita do Papa

É o “Quanto pior, melhor!

Vejam mais uma preciosidade da Folha de São Paulo!
Um editorial orientando os jovens em como fazer seus protestos durante a visita do Papa.

É evidente que, sob orientação juridica, eles começam o subtítulo dizendo que: “Desde que sem violência”, mas acabam o editorial dizendo: "Essa é uma lição que as autoridades brasileiras, perdidas entre o abuso da força contra protestos não violentos e a omissão diante de atos de vandalismo, ainda precisam assimilar.”

Isto é, os protestos devem ser contra os governantes atuais:
o prefeito do Rio, o governador do Estado do Rio e,
evidentemente, Dilma e seus representantes.

Não precisa ser advogado, nem jornalista para entender o recado da Folha.
Ainda bem que a Rede Globo é mais católica e não vai entrar na provocação da Folha.
Como diz o jornal O Globo, os governantes e a Imprensa de São Paulo precisam cuidar mais da segurança da população paulista.
Já virou até manchete do Globo:
“Grupo de policiais sequestrava parentes de traficantes quando não recebia propina”.

Vade retro, Satanás!

Quem tem uma “imprensa neutra e civilizada como a Folha,
não precisa de inimigos”. Leiam o Editorial de hoje:

Protestar não é pecado


Desde que sem violência,
manifestações durante a visita do papa
precisam ser tratadas como um fenômeno
que faz parte da democracia

Folha – 18/07/2013 - EDITORIAIS

Menos mal que seja assim. Entre as possíveis fontes de ameaça à visita do papa Francisco ao Brasil na próxima semana, somente a ação de "grupos de pressão" mereceu alerta vermelho da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Questões por certo mais graves, como o crime organizado ou a hipotética atuação de grupos terroristas, não chegam a preocupar tanto a Abin quanto o risco de confrontos durante a passagem do pontífice pelo Rio, onde participará da Jornada Mundial da Juventude.

O que deveria provocar certo alívio, porém, converteu-se em motivo de preocupação para as autoridades nacionais, ainda desconcertadas diante da recente predisposição dos brasileiros para o protesto.

Responsáveis pela segurança do papa no Brasil, a Abin, o Exército e a Polícia Federal conversam com a equipe do Vaticano acerca de alterações que poderiam ser feitas na agenda oficial a fim de aumentar a proteção oferecida ao pontífice e a sua comitiva.

Estão em estudo a suspensão de compromissos e até mudanças, feitas de última hora, nos locais de alguns encontros.

A principal modificação diria respeito à recepção do papa Francisco, no dia 22.
A solenidade, com a presença do governador e do prefeito do Rio,
está marcada para o Palácio Guanabara, sede do governo fluminense.
Para policiais, o local --que tem sido alvo de agressivos protestos-- não é seguro.

Até aqui, entretanto, o chefe da Igreja Católica não deu sinais de ter se sensibilizado com os temores brasileiros. Dois dias atrás, o Vaticano pediu para a Polícia Federal dispensar o uso de fuzis pelos agentes que acompanharão Francisco em Copacabana --haverá apenas policiais com pistolas.

Ontem, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que o pontífice manterá a programação original e acrescentou que as manifestações nada têm de específico contra o papa ou a igreja.

O argumento não é preciso.
Pelo menos um ato contra os gastos públicos no megaevento católico já foi convocado pela internet, e há muito tempo militantes da causa gay ou feminista, por exemplo, têm seus motivos para protestar.

Parece prevalecer na declaração e nas atitudes do Vaticano, ainda assim, a percepção de que manifestantes, no exercício pacífico de seu direito, não representam ameaça nem podem ser confundidos com criminosos.

Essa é uma lição que as autoridades brasileiras, perdidas entre o abuso da força contra protestos não violentos e a omissão diante de atos de vandalismo, ainda precisam assimilar.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

As notícias, as flores e a música

É de chorar...

Os jornais estão cheios de notícias contra o governo e não dão a mínima importância as notícias que envolvem as pessoas da oposição, sejam tucanos, sejam juízes ou qualquer outro assunto. É uma verdadeira vergonha!

Fiquei tão irritado que resolvi dar prioridade às flores simbólicas de julho.

Escolhi as flores das cerejeiras das ruas da Vila Madalena, em São Paulo.
São as mais bonitas...

Vejam as pequenas flores



Agora vejam a árvore da cerejeira


E vejam também a árvore na praça.



E para recuperar a alegria, pequei um disco especial para ouvir no caminho de casa para o trabalho. Por acaso achei o disco de Yo-Yo Ma com Melodias Japonesas. Entre elas escolhi uma muito especial: Nara-Yama

Confesso que não sei se a versão abaixo é a de Yo-Yo Ma, por estar escrita em japonês, mas meu irmão irá tirar a dúvida depois. Independente disto a música é bonita do mesmo jeito.


平城山:ヨーヨー・マ(チェロ)



O quê poderia dar motivo para chorar de tristeza da nossa imprensa, pode transformar-se num chorar de emoção em ver as belas flores de nossa cidade e ouvir a bela música japonesa, tocada por um sino-canadense.

A Pátria do Mundo é realmente a Terra!

terça-feira, 16 de julho de 2013

E quando chegarmos aos 90 anos?

E se não tivermos saúde?

Em breve o Brasil terá 40 milhões de pessoas com mais de 60 anos.
Também muito em breve a China terá 300 milhões de pessoas com mais de 60 anos.

Quem cuidará de tantos velhos?
Onde e como eles viverão?
Os jovens ainda não pensaram nisto.

Muitos acham que nunca chegarão aos 90 anos.
Mas, cada vez mais pessoas, chegarão aos 90 e até aos 100 anos de vida.

Como o tempo passa muito rápido, as famílias terão poucos filhos e estes não terão condições de manter seus pais e avós morando com eles. O corre-corre da vida não sobrará tempo para dar atenção aos velhos e aos doentes. Já pensaram nisto?

Ou as sociedades, através do Estado, dos Fundos de Previdência, das Caixas de Assistência Médica, das Associações Fraternas planejam como cuidar, acolher, dar atenção, lazer e atividades lúdicas para os idosos, ou teremos tragédias individuais e coletivas em toda parte do mundo. Se for em outra cidade ou outro país, as pessoas não sentirão tanto, mas, quando forem os próprios parentes ou as próprias pessoas, como reagirão?

Precisei mudar os planos e ir visitar meus pais,
lá em Serrinha, no interior da Bahia.

Meu pai, que sempre foi um sergipano forte, inteligente e trabalhador,
agora precisa da ajuda de outras pessoas para trocar de roupa,
levantar-se e fazer outras coisas.

São quase 90 anos de vida,
tem uma boa aposentadoria do serviço público federal,
convênio médico do Banco do Brasil,
filha médica que mora na cidade vizinha,
profissionais que ajudam na residência
e filhos que podem ajudar com frequência.



Meu pai, com 89, minha mãe, com 90,
e eu, que vou fazer 60 anos. Todos velhos...


E se nossos pais não tivessem tudo isto,
como estariam vivendo?

Já com a vida avançada, gosta de ficar com a esposa,
receber os filhos,
ver o homem subir no coqueiro para tirar cocos...



e olhar as galinhas caipiras comendo no quintal.



É claro que, mesmo com todas as dificuldades, tem orgulho da vida.

É um vencedor!
Teve sete filhos, todos fizeram faculdade e estão realizados profissionalmente.
Já tem netos e bisnetos.
Viu seu país deixar de ser uma fazenda precária para ser uma grande nação.

Os jovens precisam pensar que, seus pais e avós de hoje,
podem ser o retrato do futuro que muitos terão ou deixarão de ter.

Deus dá a vida, mas não dá tudo,
é preciso que a coletividade cuide da natureza e da vida de cada um.
E na Terra, não existe o “salve-se quem puder”.
Ou a humanidade é solidária ou ela não sobreviverá...

Lula fala ao mundo sobre nossa Primavera

Os Jovens e a Política

Leiam com atenção. Todos precisamos entender a mensagem...

A Mensagem da Juventude do Brasil

Por Luiz Inácio Lula da Silva
Publicado em: 16 de julho de 2013
Do site do Estadão traduzido do “The New York Times”

São Paulo - Os jovens, os dedos rápidos em seus celulares, tomaram as ruas ao redor do mundo.
Parece mais fácil de explicar esses protestos quando ocorrem em países não democráticos, como no Egito e na Tunísia em 2011, ou em países onde a crise econômica aumentou o número de jovens desempregados para máximos assustadoras, como na Espanha e na Grécia, que quando eles surgem em países com governos democráticos populares - como o Brasil, onde atualmente gozam as menores taxas de desemprego da nossa história e uma expansão sem precedentes dos direitos econômicos e sociais.

Muitos analistas atribuem os recentes protestos a uma rejeição da política.
Eu acho que é precisamente o oposto:
Eles refletem um esforço para aumentar o alcance da democracia,
para incentivar as pessoas a participar mais plenamente.

Eu só posso falar com autoridade sobre o meu país, o Brasil, onde eu acho que as manifestações são em grande parte o resultado de sucessos sociais, econômicos e políticos.

Na última década, o Brasil dobrou o número de estudantes universitários, muitos de famílias pobres.
Nós reduzimos drasticamente a pobreza e a desigualdade.

Estas são conquistas importantes, no entanto, é completamente natural que os jovens, especialmente aqueles que estão obtendo coisas que seus pais nunca tiveram, desejem mais.

Estes jovens não viveram a repressão da ditadura militar nas décadas de 1960 e 1970.
Eles não vivem a inflação dos anos 1980, quando a primeira coisa que fazíamos quando recebíamos nossos salários era correr para o supermercado e comprar tudo o possível antes de os preços subirem novamente no dia seguinte. Lembram-se muito pouco sobre a década de 1990, quando a estagnação e o desemprego deprimiam nosso país.

Eles querem mais.É compreensível que assim seja.

Eles querem que a qualidade dos serviços públicos seja melhor. Milhões de brasileiros, incluindo os da classe média emergente, compraram seus primeiros carros e começaram a viajar de avião. Agora, o transporte público deve ser eficiente, tornando a vida nas grandes cidades menos difícil.

As preocupações dos jovens não são apenas material.
Eles querem maior acesso ao lazer e atividades culturais. Mas acima de tudo, eles exigem que as instituições políticas sejam mais limpas e mais transparentes, sem as distorções do sistema político e eleitoral anacrônico do Brasil, que tem se mostrado incapaz de gerir a reforma. A legitimidade dessas demandas não pode ser negada, mesmo que seja impossível encontrá-las rapidamente. É preciso primeiro encontrar fundos, estabelecer metas e definir prazos.

A democracia não é um compromisso de silêncio.
Uma sociedade democrática está sempre em fluxo, debatendo e definindo as suas prioridades e desafios, em constante desejo de novas conquistas. Apenas em uma democracia pode ser eleito um índio presidente da Bolívia, e um Africano-Americano ser eleito presidente dos Estados Unidos. Apenas em uma democracia pode ser eleito o primeiro metalúrgico e uma mulher ser eleita presidente do Brasil.

A história mostra que, quando os partidos políticos são silenciados, e as soluções são procuradas pela força, os resultados são desastrosos: as guerras, as ditaduras e as perseguições às minorias. Sem partidos políticos não pode haver uma verdadeira democracia. Mas as pessoas simplesmente não querem votar a cada quatro anos. Elas querem interação diária com os governos locais e nacionais, e participar na definição de políticas públicas, oferecendo opiniões sobre as decisões que as afetam cada dia.

Em suma, eles querem ser ouvidos.
Isso cria um enorme desafio para os líderes políticos. Ele exige as melhores formas de engajamento, através da mídia social, no trabalho e nos campi, reforçando a interação com grupos de trabalhadores e líderes da comunidade, mas também com os chamados setores desorganizados, cujos desejos e necessidades não devem ser menos respeitado por falta de organização.

Tem-se dito, e com razão, que enquanto a sociedade entrou na era digital, a política permaneceu analógica.
Se as instituições democráticas utilizarem as novas tecnologias de comunicação como instrumentos de diálogo, e não por mera propaganda, eles iriam respirar ar fresco em suas operações. E isso seria mais eficaz trazê-los em sintonia com todas as partes da sociedade.

Mesmo o Partido dos Trabalhadores, que ajudei a fundar e que tem contribuído muito para modernizar e democratizar a política no Brasil, precisa de profunda renovação.

É preciso recuperar suas ligações diárias com os movimentos sociais e oferecer novas soluções para novos problemas, e fazer as duas coisas sem tratar os jovens paternalista.

A boa notícia é que os jovens não são conformistas, apáticos ou indiferentes à vida pública. Mesmo aqueles que pensam que odeiam a política estão começando a participar. Quando eu tinha sua idade, eu nunca imaginei que me tornaria um militante político. No entanto, acabamos criando um partido político quando descobrimos que o Congresso Nacional praticamente não tinha representantes da classe trabalhadora.

Foi através da política que conseguimos restaurar a democracia,
consolidar a estabilidade econômica e criar milhões de empregos.

É evidente que ainda há muito a fazer.
É uma boa notícia que os nossos jovens querem lutar para garantir que a mudança social continue em um ritmo mais intenso.

A outra boa notícia é que a presidente Dilma Rousseff propôs um plebiscito para realizar as reformas políticas que são tão necessárias. Ela também propôs um compromisso nacional para a educação, saúde e transporte público, em que o governo federal iria fornecer apoio técnico e financeiro substancial para estados e municípios.

Ao conversar com jovens líderes no Brasil e em outros lugares, eu gostaria de dizer-lhes o seguinte: Mesmo quando você está desanimado com tudo e com todos, não desista da política. Participe! Se você não encontrar em outros, o político que você procura, você pode achá-la em si mesmo.

Luiz Inácio Lula da Silva é um ex-presidente do Brasil,
que agora trabalha em iniciativas globais com o Instituto Lula.

BNDES e a crítica leviana

Cesar Colnago (PSDB-ES) quer CPI do BNDES

"É um banco público, usando recursos do Tesouro sem nenhum critério para desenvolver cadeias produtivas ou gerar muitos empregos e sem nenhuma transparência", disse um dos autores da ideia, Cesar Colnago (PSDB-ES).

Quem lê a declaração acima pode imaginar que o BNDES seja um pardieiro, uma espelunga a serviço da lavagem de dinheiro.

Acontece que, principalmente no governo FHC, o BNDES foi o responsevel pelas privatizações em todo Brasil, e historicamente, o BNDES é uma das maiores e mais importantes instituições de fomento do mundo.
O próprio ex-governador do Espírito Santo, estado do próprio Cesar Colnago, foi diretor do BNDES.

Fui representante da CUT no Conselho de Administração do BNDES, no governo FHC durante vários anos e sou testemunha da seriedade histórica do banco. Compreendo até o direito de o parlamentar questionar a situação do Grupo de Eike Batista e querer informações sobre as operações com o BNDES, mas não posso concordar nunca com a forma grosseira e desrespeitosa das críticas à própria instituição.

É lamentável que isto parta de um parlamentar do PSDB.
Ou o jornal Valor deturpor a entrevista ou o parlamentar deve pedido de desculpas ao Banco e ao povo brasileiro.

Leiam a materia que saiu no jornal Valor.

Oposição pede CPI para investigar BNDES

Valor - Por Caio Junqueira | De Brasília – 16/07/2013

A oposição pretende nesta semana aprovar um requerimento de convocação do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, começar a colher assinaturas para instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o banco e avançar com um projeto de lei que altera a lei que trata de sigilo bancário. A ideia é que bancos de fomento não sejam submetidos a ela e devam divulgar informações sobre suas operações.

"É um banco público, usando recursos do Tesouro sem nenhum critério para desenvolver cadeias produtivas ou gerar muitos empregos e sem nenhuma transparência", disse um dos autores da ideia, Cesar Colnago (PSDB-ES).
O deputado foi autor de um pedido de informações sobre as operações do BNDES com as empresas do empresário Eike Batista. Constatou que, entre 2006 e 2012, foram desembolsados mais de R$ 11 bilhões.

Na análise dos documentos encaminhados pelo banco, Colnago disse ter encontrado muitos privilégios a Eike. "O pagamento de muitas parcelas dos empréstimos foram prorrogados por 12 meses, 15 meses, adiando o pagamento. Muitas dessas prorrogações ocorreram às vésperas do pagamento."

Ele também aponta muitos casos de garantias frágeis. "São garantias aquém das exigidas pelo mercado, como penhor de ações das próprias companhias e patrimônio ainda não incorporado às empresas. Além disso, os juros praticados são abaixo da taxa Selic", disse.

Para ele, a ideia geral que passa é de que Eike obteve condições muito favoráveis para alavancar seus negócios por ser "o amigo do rei". "Me interessei por esse assunto quando o Eike tentou tirar o estaleiro Jurong do Espírito Santo. Verifiquei que ele teve acesso a diretores da Jurong em Singapura a partir de agentes do Estado [Eike queria levar o investimento para o seu porto, em Açu, Rio do Janeiro]. Fui atrás então de mais benefícios do Estado a ele."

Colnago também apontou a falta de transparência do banco. "É uma verdadeira caixa-preta. Meu primeiro pedido foi informal, e eles me responderam com uma nota técnica muito vaga. Depois entrei com o pedido de informações na condição de deputado, e também deixaram de responder muitas coisas tendo por base a lei do sigilo bancário, por isso apresentei um projeto de lei para mudar isso em relação aos bancos de fomento", declarou.

O tucano também afirmou que a oposição deve começar a recolher assinaturas para instaurar uma CPI mista sobre o BNDES. São necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 senadores.

No documento que analisou as respostas do BNDES ao pedido de informações do deputado, a Consultoria Legislativa também fez reparos ao banco. À questão "quais projetos desenvolvidos com recursos do BNDES pela EBX com respectivas especificações e metas a serem cumpridas?", a consultoria diz que "as respostas foram mais focadas no que foi financiado e não se tais investimentos foram ou estão sendo realizados de forma tempestiva".

Em outra pergunta, "quais os procedimentos adotados pelo BNDES para acompanhamento e fiscalização do uso dos recursos pela EBX?", outra crítica: "O BNDES não aborda a fiscalização específica do grupo EBX e seus resultados. Não fica claro, portanto, se houve visitas aos empreendimentos financiados do grupo EBX e muito menos se foi constatado uso adequado dos recursos."

A menção a lei complementar que regula o sigilo bancário foi dada pelo BNDES na última questão: "Qual a dívida, se houver, do grupo EBX, por empresa, com o BNDES?". Para a consultoria legislativa, "esta regra faz pleno sentido para entidades privadas emprestando para tomadores privados e caberia verificar em que medida ela deveria se estender para os financiamentos de bancos públicos como o BNDES".

Conclui: "Em sendo o credor, ao final e ao cabo, a própria coletividade, e o empréstimo se dar sob condições privilegiadas, cabe avaliar se o primado da transparência dos recursos do setor público se sobreporia ou não ao princípio do sigilo bancário avocado pelo BNDES. Afinal, se o particular opta por um financiamento público, a "publicidade" seria um custo natural a se pagar pelas condições facilitadas que todo o resto da sociedade está disponibilizando a ele."

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Egito – O melhor artigo sobre Golpe e Primavera

Não deixem de ler

Mesmo o jornal Estadão sendo reacionário na política nacional, o jornal continua sendo o que melhor cobre o noticiário internacional. Pena que seu site seja enrolado e lerdo...

Mas não deixem de ler este excelente artigo com entrevista de um professor de Denver - Estados Unidos.
NADER HASHEMI é diretor do Centro de Estudos sobre o Oriente Médio na Universidade de Denver.

Golpe no Egito não pode ser visto pelas lentes do Ocidente

A Irmandade caminhava para uma derrota eleitoral,
que provocaria uma reflexão e poderia transformá-la
em um grupo mais moderado

14 de julho de 2013 | 2h 02
O Estado de S.Paulo

Os indivíduos liberais em assuntos de política externa americana saudaram, no dia 3 de julho,
a destituição do primeiro presidente do Egito eleito pelo democraticamente, Mohamed Morsi.

Foi um "golpe militar válido" que os americanos deviam apoiar, afirmaram, porque foi em nome do povo, porque defende valores progressistas e, o que é mais importante, afasta os islamistas do poder, abrindo as portas para os secularistas egípcios.

Esses argumentos nos fazem lembrar de uma famosa frase atribuída a um major americano no Vietnã: "Foi preciso destruir a aldeia para salvá-la". Os pressupostos e o raciocínio em que eles se baseiam não resistem a uma análise crítica.
O golpe assinala um revés colossal para as perspectivas de um Egito democrático. Militares incontroláveis e irresponsáveis voltaram a ocupar o centro da política, o que torna as vozes americanas que aplaudem a derrubada de Morsi algo ainda mais espantoso. Entretanto, sua aprovação reflete um problema filosófico mais profundo no Ocidente:

como pensar o desenvolvimento da democracia nas sociedades muçulmanas?


Essa questão filosófica é, ao mesmo tempo, histórica, cultural e, durante séculos, contaminou o debate intelectual do Ocidente sobre as sociedades muçulmanas . Fundamentalmente, trata-se de um problema relativo ao persistente eurocentrismo; à relutância a olhar o mundo islâmico através do prisma da experiência histórica dele e não da experiência ocidental.

São muitas as questões essenciais.

Será possível pensar de maneira diferente a relação entre religião e evolução do pensamento político? Existirão caminhos alternativos para a modernidade por meio dos quais os grupos islâmicos possam contribuir para a democratização?

O desafio da democracia nas sociedades muçulmanas não pode ser compreendido utilizando-se o mesmo arcabouço interpretativo usado normalmente para avaliar a política americana. Os americanos deveriam hesitar ao comparar e julgar sociedades desenvolvidas com as do mundo em desenvolvimento.

As distorções analíticas resultam da avaliação da política nas sociedades pós-industriais modernas - onde a consolidação da democracia vem ocorrendo há muito tempo e onde as normas básicas da sociedade foram negociadas de maneira democrática - e da comparação com sociedades que há muito se encontram sob um governo autoritário e cujas normas básicas ainda não foram negociadas. Isto se aplica, particularmente, à função normativa da religião na vida pública, que mal começou a ser debatida no mundo árabe.

Desastre.
Esse problema intelectual está relacionado à tendência natural, mas errônea, de pressupor que a experiência histórica ocidental é universal, particularmente em questões de religião e secularismo. O pressuposto equivocado é que, como o Ocidente, depois de séculos de derramamento de sangue e de experimentações, chegou a um amplo consenso secular liberal, o mesmo deveria valer para o resto do mundo.

Esse ponto cego inibiu a compreensão da evolução política nas sociedades muçulmanas, em que o caminho para a democracia levará muito tempo e não poderá evitar o obstáculo da política religiosa.

A experiência da modernização do mundo árabe islâmico tem sido quantitativamente diferente da experiência ocidental. Por razões complexas decorrentes dos fracassos do Estado pós-colonial, a modernização produziu fortes movimentos de oposição de inspiração religiosa e fracos grupos seculares em sociedades profundamente polarizadas.

Com a Primavera Árabe, esperava-se que essa polaridade se reduzisse gradativamente com a queda de ditadores há muito encastelados no poder e com a transição para a democracia. A lógica da política multipartidária, da responsabilização democrática e de uma forte sociedade civil, inevitavelmente, levariam a uma transformação ideológica, ao compromisso político e ao aprendizado da democracia. Entretanto, isto estaria condicionado à permanência do processo democrático nesse caminho.

No Egito, depois da queda de Hosni Mubarak, em 2011, a transição estava se realizando com todas as dificuldades, as controvérsias e o caos previsíveis - em grande parte, um legado do antigo regime. Os militares estavam em retirada e os egípcios foram às urnas seis vezes (para votar em algum programa, em eleições presidenciais, parlamentares e constitucionais). Todas as vezes, a Irmandade Muçulmana ganhou.

Como muitos previram, a primeira tentativa da Irmandade de exercer o poder revelou sua incompetência. Morsi tomou uma decisão errada após a outra e a popularidade do seu partido caiu. A Irmandade caminhava para a derrota certa nas próximas eleições parlamentares. O que provavelmente levaria a um período de autoanálise e debates internos.
Quem sabe, o processo desse origem a uma ramificação mais abrangente e moderada. Agora, jamais saberemos. O que os liberais ocidentais não compreendem é que a integração dos islamistas em uma política formal é parte essencial da luta pela democracia no mundo árabe islâmico.

As perspectivas de que isto venha a ocorrer agora receberam um golpe terrível. A lição que os islamistas aprenderão é que o respeito pelas regras da democracia não é importante, porque quando seus adversários ganham as eleições, não respeitam essas mesmas regras. Agora, provavelmente, o processo de radicalização envenenará a política do Egito - e o mundo islâmico como um todo - nos próximos anos.

Há 20 anos, o embaixador americano Edward Djerejian indagou em um famoso discurso se seria possível confiar que os islamistas respeitariam as regras da democracia. Refletindo a preocupação geral, ele sugeriu que o problema consistia num conceito de democracia que podia ser resumido no seguinte: "um homem, um voto, uma vez".

Reflexão.
Os recentes acontecimentos no Egito viraram a equação de cabeça para baixo. Não foram os islamistas tradicionais, mas alguns grupos secularistas e liberais, aliados aos militares, que subverteram o processo democrático.

Tudo isto sugere a necessidade de repensar a abordagem e os pressupostos ocidentais da luta pela democracia no mundo árabe islâmico. As fórmulas e os paradigmas comuns, extraídos da história ocidental, a respeito de quais são os eleitorados políticos que atuam como os melhores agentes da democratização, desintegram-se num exame.

Isto se aplica também às lutas políticas nas democracias muçulmanas estabelecidas, como a Turquia e a Indonésia, bem como nas democracias em desenvolvimento, como a Tunísia e o Marrocos.

Para os que procuram compreender os desafios com os quais a democracia se defronta no Oriente Médio, será imprescindível, neste momento, um grau de humildade e reflexão sobre um golpe que derruba um governo civil, independentemente da incompetência desse governo. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA