sábado, 15 de junho de 2013

Primavera Paulista – Me dê motivo!

Impasse entre o Público e o Privado

A imprensa continua estimulando “as mobilizações espontâneas contra o atraso nacional”.

1 – Contra a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, por que a FIFA controla o campeonato e o governo paga a conta;
2 – Contra a violência contra os Índios;
3 – Contra a demarcação das terras indígenas;
4 – Contra a promoção da causa gay;
5 – A favor do direito ao casamento gay e da adoção de filhos;
6 – Contra as “bolsas” pobreza e de outras coisas;
7 – contra os impostos;
8 – A favor do ensino de religião nas escolas públicas;
9 – Contra o ensino de religião nas escolas públicas;
10 – Contra qualquer aumento de passagem de transporte;
11 – Contra qualquer aumento nas escolas privadas;
12 – Contra qualquer restrição às manifestações;
13 – Contra qualquer restrição ao controle da mídia por grandes redes.

E se qualquer manifestação começar a botar fogo em tudo, foi porque o movimento saiu do controle. A imprensa continua não tendo qualquer responsabilidade.

Agora, além da imprensa querer ter o poder de definir o que é certo e o que é errado, os advogados empoderados no Judiciário também querem mandar.

Vejam que na matéria abaixo,
onde a Folha e a UOL reconhecem que o Transporte Público em São Paulo
é uma tragédia antiga e que tem a pior avaliação desde 1987,
“em Goiânia e em Porto Alegre, a Justiça acabou determinando
que as tarifas voltassem ao valor pré-reajuste.”


E quem paga a conta do transporte, da Justiça, da policia, da educação, da saúde, da habitação, do saneamento básico, etc.? Os jornalistas costumam dizer: somos nós, o povo. Portanto, não paguem e protestem...

É o estímulo à desobediência civil.
Já que não ganham as eleições, derrubemos os governos.

Um dos manifestantes pichou numa agência bancária: Morte aos Banqueiros!
Aparentemente um protesto inocente.
Mas, sempre a violência coletiva começa matando uma pessoa, uma família real ou mesmo uma etnia como a judaica, armênia ou curda.

Vejam a pesquisa Datafolha sobre o transporte.

Avaliação do transporte público de SP é a pior desde 87,
diz Datafolha

UOL – Folha – 15/06/2013

A série de protestos contra o aumento da tarifa ocorre no momento de maior insatisfação com o transporte público na cidade de São Paulo já captada pelo Datafolha desde a primeira pesquisa realizada pelo instituto sobre o serviço, em 1987. Foram feitas 15 rodadas de pesquisa desde então.
A pesquisa ouviu 815 pessoas, com 16 anos ou mais, anteontem. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

O sistema de transporte, que inclui ônibus, metrô e trem, é considerado ruim ou péssimo por 55% das pessoas, ante 42% da última pesquisa, de setembro de 2011.
No levantamento atual, 15% disseram que o sistema é ótimo ou bom e 29%, regular.
Antes da pesquisa, o mais alto índice de reprovação era de 51%, registrado em 2007.
Pessoas com idade entre 25 e 34 anos (64% de ruim ou péssimo) e com ensino superior (63%) são as mais críticas.
pior avaliação

O ônibus é o meio com pior avaliação --recebe 54% de ruim ou péssimo. Ele é também o meio de transporte utilizado com maior frequência na cidade de São Paulo: 73% das pessoas ouvidas.
Apenas 16% dos entrevistados avaliam o sistema de ônibus como ótimo ou bom. Ele é regular para 27%. A avaliação mais favorável aos coletivos, com 27% de ótimo ou bom, é dada pelas pessoas com 60 anos ou mais, faixa etária que não paga tarifa.

Mesmo o trem, sistema parcialmente paralisado por uma greve anteontem, é apontado como uma alternativa melhor. Recebeu 40% de ruim ou péssimo, 23% de regular e 15% de ótimo ou bom.
É do metrô a melhor avaliação: 32% de ótimo ou bom e 34% de ruim ou péssimo.
No país, ao menos dez grandes cidades já tiveram protestos de rua ou embates por causa do aumento das tarifas neste ano.
Em Goiânia e em Porto Alegre, a Justiça acabou determinando que as tarifas voltassem ao valor pré-reajuste. (JOSÉ ERNESTO CREDENDIO)


Nota do blog:

O maior dilema da atualidade é como viabilizar políticas públicas básicas e fundamentais, com preço acessível para a população em geral, quando se tem um orçamento deficitário e o serviço privado com qualidade muito acima do serviço público, mas infinitamente mais caro do que a população pode pagar.

Quem resolver o dilema acima, descobre o caminho do sucesso no século XXI.

Fora disto, é estimular a barbárie...

2 comentários:

  1. Caro Gilmar, dizer que manifestações a favor dos povos indígenas são manipulação da mídia é muita falta de amor nesse coraçãozinho. No seu texto você mostrou sensibilidade com judeus, armênios, curdos... E os diversos POVOS indígenas? São mais de duzentos povos diferentes, com quase a mesma quantidade de línguas diferentes. Respeite isso. Não são apenas os povos brancos europeus que devem ter respeitadas suas especificidades sociais e culturais. As diferenças entre os povos indígenas não apenas de "folclores". Enquanto o Brasil não for grande o suficiente para respeitar e lidar com isso, não será grande para nada.

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  2. Bando de playboys bem criados... Saem das academias e barzinhos da moda e vão protestar... Tão bonitinhos quebrando patrimônios alheios e jogando pedra na policia ... Tá na moda ser "revolucionário"...

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