quarta-feira, 26 de junho de 2013

Dilma recebe as Centrais Sindicais

O clamor do povo é a pauta da vez

De vez em quando ”as florestas se movem” e as pautas das sociedades mudam, deixando de ser o que as instituições vinham tocando para, emergencialmente, se preocuparem com as novas demandas.

Dentro da sequencia de reuniões com os representantes dos movimentos sociais, a presidente Dilma reuniu-se com as Centrais Sindicais, nesta quarta-feira, antes do jogo do Brasil.

Vejam o depoimento da CUT

Em reunião com centrais, Dilma afirma que só aprovará projetos em consenso com os trabalhadores


26/06/2013 – site da CUT

Presidente da CUT também afirmou apoio ao plebiscito e ressaltou que entidade fará campanha por reforma política


A CUT e as demais centrais sindicais reuniram-se na manhã desta quarta-feira (26) com a presidenta Dilma Rousseff, em Brasília, para discutir as recentes manifestações que tomaram as ruas do Brasil.



Durante o encontro, ela enfatizou que não aprovará qualquer projeto sem que exista acordo entre trabalhadores, empregadores e governo, atendendo à reivindicação das centrais de estabelecer um canal de diálogo permanente.



Dilma também afirmou que a pauta da classe trabalhadora – com itens como o combate à terceirização, fim do fator previdenciário e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais – será negociada como um todo, as negociações continuarão e o governo apresentará uma resposta até agosto.



A presidenta admitiu que é preciso aprimorar a interlocução com as centrais e disse concordar com as críticas das ruas sobre a qualidade dos serviços públicos. Afirmou, ainda, que a pressão das mobilizações está correta e ajuda na transformação do país.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, porém, ponderou que as melhorias só existirão com o investimento na rede pública.



“O governo tem de se debruçar sobre a saúde, transporte, educação e segurança pública de qualidade. Não adianta querer melhorar privatizando. Apontamos que a resposta tem de vir do Estado e ela concordou.”

Vagner criticou a postura do presidente da Força Sindical e deputado federal, Paulinho da Força, que classificou a reunião como lamentável e disse que a presidenta chamou sindicalistas, levantou e foi embora sem dizer qualquer palavra.



“Não foi uma rodada de negociação da pauta das centrais, que já tem fórum quadripartite e reunião marcada para o próximo dia 3 de julho, quando discutiremos o PL (Projeto de Lei) 4330/3004, da terceirização. Mas sim um espaço para que discutíssemos o que está acontecendo e como devemos fazer para que o movimento crie propostas progressistas.

”

O dirigente comentou, ainda,que a CUT irá construir uma campanha nacional pela reforma política e pelo plebiscito e citou a importância de dar ouvido ao povo.

“Qualquer político ou organização que for contra essa consulta é porque está acostumado à velha política e quer tratar esses assuntos longe da população e da classe trabalhadora, exclusivamente nos corredores do Congresso.

”

Por fim, Vagner destacou que
as conquistas do movimento sindical são resultado de mobilizações
e da capacidade de organização da classe trabalhadora
e não concessão do poder público".

Nenhum comentário:

Postar um comentário