sexta-feira, 7 de junho de 2013

Demissões no jornal Valor

Falta a reestruturação ideológica

As demissões na grande imprensa brasileira continuam.
A Folha, dias atrás, comentou com destaque as demissões e reestruturação no Estadão.
Ontem destacou as demissões e reestruturação na Rede de TV Record.

Hoje foi a vez de o Estadão informar que houve demissões e reestruturação na Folha e que, até o jornal Valor demitiu 50 profissionais.

Como dizia o velho Adoniran: “Que tristeza, que nóis sentia, cada demissão doia no coração...”

Como diz a própria Folha: Sem verba publicitária a imprensa não sobrevive.

Eu pergunto:
Até que ponto a linha editorial conservadora e manipuladora da imprensa brasileira não está interferindo na quantidade de verbas publicitárias?

Mas na hora das demissões, as empresas demitem até os jornalistas neoliberais e manipuladores que os jornais e tevês contrataram. Danusa Leão que diga...

O resultado econômico está acima de tudo, no mundo dos negócios.
Esta é a realidade da vida...

Sobrou até para o GUGU, com seus três milhões de salário por mês.

Leiam a boa análise da Folha sobre a Crise na TV Record.

Queda na verba publicitária é o que leva a cortes na Record


Folha - NELSON DE SÁ – 06/06/2013

Foi a queda na publicidade do comércio varejista, neste início de ano, que levou ao corte de custos na Record --ainda em andamento, mas que já soma centenas de profissionais.
A redução no consumo das famílias no país atingiu diretamente o varejo, que reagiu diminuindo os anúncios em TV aberta, onde tem papel central.

Ou seja, para voltar a crescer em receita, a Record dependeria da retomada no crescimento do país. Mas não tem como reclamar do governo federal, embora o faça, aqui e ali.

É que, um ano atrás, o governo chegou a elaborar um projeto proibindo a venda de horários na TV --o que atingiria seu grande anunciante, a Igreja Universal-- e acabou voltando atrás, pressionado pela bancada evangélica.
"Não foi para frente, não avançou nada, nada", diz o advogado Fernando Fortes, especializado em direito das comunicações, que defende o projeto.

Fortes afirma, porém, que, se desejasse, a agência de telecomunicações poderia agir. "Vender espaço para proselitismo religioso viola o Código de Telecomunicações", diz.

O código estabelece que TV aberta, "que é concessão pública", deve ter finalidade educativa, cultural e jornalística. Mas o advogado admite que a questão divide opiniões.

A estimativa que se ouve, dentro da própria Record, é que a igreja responde por cerca de R$ 500 milhões anuais da receita. E os números vêm crescendo, com horários agora também à tarde, durante o "Balanço Geral".

O motivo seria a queda nas outras fontes, não só o varejo, mas também o governo: a participação da Record no bolo publicitário federal diminuiu de 18,6% em 2011 para 15,5% em 2012.

A maior presença da igreja na programação, não mais restrita às madrugadas, se deve também ao êxito das séries bíblicas, que não têm relação direta com a Universal, mas conquistaram audiência com tema cristão.
Nem as séries bíblicas, porém, escapam da redução de custos. No caso, estão sendo feitas experiências de terceirização.

A próxima série, "Milagres de Cristo", será gravada nos estúdios do Rio e com elenco e diretor da Record, mas deve ser produzida pela independente Academia de Filmes, de São Paulo.

Além dos desafios específicos, a Record enfrenta a derrocada geral da audiência na TV aberta. A Globo cai ano a ano, mas as demais não ganham com isso --e a Record segue na disputa pelo segundo lugar com o SBT.
O desafio se reproduz na publicidade, ainda que em ritmo menor, com o avanço nos últimos dois anos de novos protagonistas, como Google e Buscapé.

O setor já trabalha hoje com a percepção de que o Google,
não mais a Record ou a Abril,
é o segundo grupo em publicidade no país, só perdendo para a Globo.

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