domingo, 9 de junho de 2013

Brasil é freguês da França, no futebol

20 anos de derrotas

E Histórias mal contadas. Ninguém entende porque o Brasil perde tanto para a França.

Em 1986, o Brasil ia muito bem na Copa e, de repente, levou um baile da França. O time parou de jogar bola, Ronaldinho passou mal, Roberto Carlos ficou amarrando a chuteira e o Brasil começou a virar freguês da França.

Em 1986, estávamos reunidos no Instituto Paulo VI, em Taboão da Serra, perto de São Paulo, bancários de todo o Brasil, preparando a campanha salarial e também estava presente o presidente da Federação dos Bancários da França, filiada 'a CFDT. Eram 180 brasileiros e um francês. O quê começou como um grande samba, terminou com um verdadeiro vexame.

O francês não acreditava no que via.
Ele ainda não sabia que o futebol brasileiro estava caindo, caindo, caindo...

O curioso foi que um dia, minha filha estava vendo desenho animado na televisão e chamou-me para ver que, no desenho, aparecia uma história de que o Brasil tinha “vendido” o jogo para a França. A verdade é que, até hoje, esta história nunca ficou bem esclarecida e até virou desenho animado. Afinal, como dizia De Gaulle: O Brasil não é um país sério.

A seleção atual, seja com Mano Meneses ou com Felipão,
está parecendo o Corinthians. ó joga 45 minutos, depois amolece...
Vai valer a espera?
Vejam esta boa matéria da Folha de hoje.

Longa espera

Brasil não vence a França, adversária de hoje, há 20 anos;
nesse período, perdeu para os franceses a final de uma Copa
e foi eliminada em outras duas

Folha - 08/06/2013
MARTÍN FERNANDEZSÉRGIO RANGELENVIADOS ESPECIAIS A PORTO ALEGRE

É um clássico na história recente da seleção brasileira.
Véspera de competição oficial, a CBF arruma um rival fraco para o último amistoso.
O time vence com facilidade, a entidade enche os cofres, jogadores e técnico adotam um discurso otimista.

Em 2013, o roteiro é diferente, pelo menos nos sparrings. O Brasil faz hoje na Arena Grêmio, em Porto Alegre, contra a França o seu último amistoso antes de estrear na Copa das Confederações, em 15 de junho, contra o Japão, no estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

A partida serve para Luiz Felipe Scolari fazer os últimos ajustes no time, que tem se mostrado irregular neste ano.
Como país-sede do próximo Mundial, o Brasil já tem vaga garantida e não precisa disputar eliminatórias. O resultado dessa "folga" é um time desacostumado a decisões, a jogos grandes.

Tanto na avaliação de Felipão quanto na de seu antecessor, Mano Menezes, tal situação deixa o Brasil atrás de seus principais rivais na preparação para a Copa-2014.
Para tentar compensar essa abstinência forçada, a seleção tem jogado contra rivais mais fortes. Das seis partidas de 2013, só uma delas foi propriamente uma "baba'.

Também por isso os resultados ainda são pobres: com Felipão, o Brasil perdeu para a Inglaterra, empatou com Itália, Rússia e Chile, só ganhou da Bolívia e voltou a empatar com a Inglaterra.
A seleção ocupa hoje o pior posto da história no ranking da Fifa: é a 22ª colocada, atrás de equipes como Equador e Bósnia. A França também não vive seus melhores dias.

O rival de hoje está em 19º na lista da entidade e vem de uma derrota por 1 a 0 para o Uruguai, na quarta-feira.
Nas eliminatórias para a Copa-2014, a França está em segundo lugar em seu grupo, atrás da Espanha, e deve disputar a repescagem.
"É bom jogar com time bom", disse Felipão ontem.
"Se for enfrentar alguém que tu sabes que vai perder de 4 ou 5 a 0, não serve de nada."

JEJUM

O Brasil não vence a França há mais de 20 anos.
A última vitória foi em 1992, em Paris, com o hoje coordenador--técnico Carlos Alberto Parreira no banco da seleção.
Com seguidas vitórias sobre o Brasil em recentes Copas do Mundo, a França criou traumas na geração que hoje defende o time da CBF.

Os azuis eliminaram a seleção nas quartas de final dos Mundiais de 1986 e 2006, e ganharam a final de 1998.
O capitão Thiago Silva, que joga no PSG da França, lembra de quanto chorou na final daquele Mundial.
"Foi uma decepção grande, um dos grandes jogos do Zidane, por isso estou muito motivado para jogar esse amistoso", disse o zagueiro.

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