segunda-feira, 27 de maio de 2013

Valor como “cabo eleitoral” de Campos

Quem mais investe em Eduardo Campos

Tenho o hábito de dizer que o melhor jornal do Brasil atualmente é o Valor.
Mas, curiosamente, este é o jornal que mais publica artigos analíticos defendendo Eduardo Campos.

A Folha é tucana e neoliberal; o Estadão é tucano e nacionalista; o Valor vinha sendo mais neutro, procurando ajudar os empresários a conhecerem mais o Brasil, em vez de tentar dirigí-los como faz a Folha. Mas, as “forças ocultas” estão tentando descaracterizar o Valor. Diminuindo assim o seu principal “valor”…

Vejam partes desta longa materia de hoje, onde o jornal mostra detalhadamente como o PT está atuando para dificultar a nova candidatura dos que são contra o PT. Eduardo Campos está cada vez mais com a imagem de Marina.

Isto é:
Buscando apoio da direita para ter recursos para tomar votos da esquerda.
Como diz o ditado: “Fingindo de morto, para comer o urubu”.

Não reproduzi a materia toda porque é muito longa.
Mas leiam esta primeira parte. Vale a pena.

Eduardo Campos mobiliza reação ao cerco petista

Valor - Por Caio Junqueira | De Recife – 27/05/2

Pré-candidato a presidente da República em 2014, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, vê como atentado à democracia o processo em curso, que atribui ao PT e a setores do governo federal, de tentar enfraquecê-lo politicamente dentro de seu partido.

Disse a auxiliares haver nesse movimento um risco de sufocamento da liberdade no país e que resistirá, pois "nasceu escondido em família de foragido político e zela pela democracia".
Os relatos que lhe chegam por governadores, parlamentares e prefeitos do PSB é que há um intenso processo de constrangimento, inclusive com origem nos gabinetes, em Brasília, que funcionam como uma espécie de parada de road-show.

Seus correligionários são chamados em "ministérios-fim", aqueles com responsabilidade de executar os programas de suas áreas, para serem questionados sobre as demandas de seus Estados e municípios.
E, após as promessas de benefícios, terminam nos ministérios políticos ou nas salas dos ministros políticos, onde a conversa costuma se repetir: "Gostamos muito do Eduardo, mas o PSB precisa apoiar a presidenta Dilma em 2014."

Esse roteiro também ocorre por ligações telefônicas e, na avaliação da cúpula do PSB, é o que explica a recente onda de declarações de governadores da legenda, mais diretamente o do Ceará, que vem repetindo um discurso contrário à candidatura presidencial de Eduardo Campos.

O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, e do Espírito Santo, Renato Casagrande, por exemplo, relataram a Campos terem conseguido facilidades na liberação de recursos e desenvolvimento de projetos, ao mesmo tempo em que, sob reserva, garantiram-lhe estar no projeto do partido, que só será definido mais tarde.

Por outro lado, Campos, o alvo dessa estratégia, tenta desde o ano passado conseguir a liberação de um milionário financiamento em Brasília, já aprovado pelo Senado, ainda não liberado pelos cofres federais.
Em outra frente, o governador pernambucano acompanha a articulação de uma outra estratégia de asfixia da sua candidatura, só que desta vez em seu território geográfico.

Encabeçado por setores do PT no Estado alinhados à corrente majoritária petista Construindo Um Novo Brasil (CNB), ela consiste em esvaziar a base aliada de Campos em seu Estado, composta basicamente pelos mesmos partidos que sustentam a presidente Dilma Rousseff em Brasília.

Há, inclusive, a "chapa dos sonhos" que viria a ser o palanque pernambucano de Dilma. Ela tem o senador Armando Monteiro (PTB) como candidato a governador. Na vice, o ex-prefeito de Recife e deputado federal João Paulo Lima (PT). Para o Senado, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), por algum partido aliado do Palácio do Planalto. Pode ser PMDB, PSD ou mesmo PT. No Estado, a chegada de Bezerra a qualquer desses partidos já foi articulada e será bem acolhida. Mas antes ele tem que escolher se quer deixar o projeto Eduardo Campos.

Seu papel é fundamental nesse processo, pois sua saída do PSB, segundo petistas, pressionaria Campos a se posicionar neste ano se é ou não candidato, algo que ele pretende fazer só no ano que vem.
Na ponta do lápis, Campos perderia o apoio em seu Estado de PT, PP, PTB, PSD, PMDB e PRB, para ficar nos mais representativos. Seu candidato partiria com PSB, PCdoB e PR.

4 comentários:

  1. cabo eleitoral bem fraquinho. só quem lê "valor" é o gilmar...

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  2. Joel,

    O jornal Valor é lido por grande parte dos grandes e médios empresários, pelos agentes financeiros e assessores econômicos. Além de Financiadores de campanha, este pessoal é Formador de Opinião entre os ricos.

    Eu aprendi a ler o Valor, principalmente depois que fecharam a Gazeta Mercantil, que era mais antigo e para nós, analistas financeiros, servia de base para analisar os clientes dos bancos.

    Abraços,

    Gilmar

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  3. Gilmar, o PC do B vai estar na aliança com Eduardo Campos para a presidência da República ou estaria com o candidato socialista ao governo de Pernambuco?

    Não ficou claro no seu texto.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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