sexta-feira, 31 de maio de 2013

Santander vende gestora de ativos

Os americanos compraram parte do Santander

Notícias oficiais.
Não são boatos.
O Santander continua “fazendo caixa”, isto é,
continua precisando aumentar sua liquidez.

Vejam a notícia do Estadão de hoje.

Santander vende gestora por R$ 1,9 bilhões

Warburg Pincus e General Atlantic, fundos de private equity dos Estados Unidos, ficaram com 50% da Santander Asset Management

31 de maio de 2013 | 2h 07 - O Estado de S.Paulo

O Santander, maior banco da Espanha, anunciou ontem a venda de uma participação de 50% de sua unidade de gestão de ativos para os fundos de private equity dos Estados Unidos Warburg Pincus e General Atlantic. Com o negócio, que rendeu ao banco uma quantia de US$ 914 milhões (ou R$ 1,9 bilhão), os três serão sócios em uma holding que reúne 11 gestoras de fundos, em diversos países, inclusive no Brasil.

A venda de parte da Santander Asset Management (SAM) também dá ao banco espanhol apoio financeiro para expandir seus negócios de gestão de ativos fora da Europa e América Latina, onde estão localizados a maior parte dos 152 bilhões em ativos sob gestão. Com a transação, o banco pretende dobrar esses ativos nos próximos cinco anos e desempenhar um papel ativo no processo de consolidação da indústria para competir com os maiores gestores de ativos do mundo.

"Esse acordo coloca a Santander Asset Management na linha de frente do processo de consolidação do setor e contribuirá para que o Banco Santander fortaleça sua relação com seus clientes, com uma oferta mais competitiva e orientada a sua necessidade de investimento", afirmou Javier Marín, presidente do banco, por meio de um comunicado.
Essa área já havia sido colocada à venda em 2008 pelo Santander, mas, por conta da crise financeira e de divergências em relação ao preço, as conversas não foram adiante. O acordo com os fundos de private equity (especializados em comprar participação em empresas) está condicionado à aprovação das autoridades reguladoras e societárias. Com isso, a expectativa é de que a operação deva ser concluída apenas no fim do ano.

Segundo comunicado divulgado ontem pelo Santander, o negócio prevê que o banco distribuirá produtos da SAM nos países em que o grupo tem uma rede de agências. "Adicionalmente, a SAM distribuirá seus produtos e serviços internacionalmente também fora da rede comercial do Banco Santander", diz a nota.

Os novos sócios do Santander são dois fundos de private equity poderosos. A Warburg Pincus administra mais de US$ 40 bilhões em ativos. Já a General Atlantic tem sob gestão US$ 17 bilhões. Warburg Pincus e Santander já são parceiras na unidade de financiamento ao consumo que o grupo espanhol mantém nos Estados Unidos. "Estamos satisfeitos por fechar mais uma parceria com o Banco Santander para acelerar os planos de crescimento da companhia na América Latina, Europa e outros lugares no mundo", afirmou, em nota, Daniel Zilberman, diretor da Warburg Pincus.

Resultado.
O negócio com os fundos de private equity ocorre no momento em que o banco espanhol vem desapontando o mercado com resultados fracos. No primeiro trimestre do ano, a operação global do grupo lucrou 25,9% menos do que no mesmo período de 2012.

As contas do banco foram afetadas principalmente pela redução de margem, que caiu 14,3% no período. O texto cita o Brasil como um dos exemplos em que a redução dos juros diminuiu a margem e afetou a lucratividade.
O Santander é o maior banco estrangeiro em operação no País. Aqui, o lucro líquido do banco também foi menor no primeiro trimestre - a queda chegou a 14,43% em relação ao primeiro trimestre de 2012.

O Brasil representou 26% de todo o lucro do Grupo Santander no primeiro trimestre deste ano. O número coloca a filial brasileira como a mais importante para o resultado da instituição. No total, a América Latina foi responsável por 51% do lucro trimestral. Um ano atrás, o Brasil foi responsável por 27% do resultado total. A sede espanhola aparece apenas como a quarta maior geradora de resultados para o grupo. / REUTERS

5 comentários:

  1. Realmente é muto preocupante essa postura do Santander......

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  2. isso aos poucos vao se definhando e justificam que vendem para crescer

    uma matemática que qualquer professor não entenderia o resultado

    dividir para multiplicar resultados e expandir negócios

    essa conta não fecha a não ser , a continuar a fazer caixa para suprir necessidade de liquidez e resultado do grupo

    segundo trimestre vao apresentar um resultado melhor com essa venda pontual e não recorrente para justificar a queda natural de seus negócios de sua atividade

    ou seja o resultado vira com queda e atenuada com essa venda

    preocupa muito

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  3. Concordo plenamente com vce, é preocupante a postura do Bco!!!!!!

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  4. Sindicalistas ocupam o Santander por causa dos contratos de "Swap"

    Delegados sindicais da Carris ocuparam, este sábado, simbolicamente a sede do Santander Totta em Lisboa em protesto contra os contratos "swap" assinados entre a empresa pública de transporte e o banco de capitais espanhóis.

    O grupo de oito representantes dos trabalhadores, no seu protesto, pediu a restituição "imediata" de 35,5 milhões de euros já pagos pela Carris ao banco, no âmbito dos contratos 'swap' (contratos de cobertura de risco).

    Manuel Leal, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP),reclama o fim de "uma negociata orquestrada entre administradores das empresas, membros dos governos e banqueiros", que se traduziu "na transferência de uma fortuna imensa da esfera pública para a esfera privada".

    O sindicalista justificou a ocupação simbólica como "uma ação de denúncia e, ao mesmo tempo, de exigência para que a gerência do Santander Totta devolva um esbulho do erário público em torno do que é um autêntico escândalo que envolve os contratos 'swap'".

    Na perspetiva dos trabalhadores da Carris, porém, "a solução não pode ser outra que não a devolução imediata à empresa do esbulho de capitais públicos".

    Este negócio, continuou o dirigente da STRUP, é feito com "uma empresa de capitais públicos como é a Carris, que ao longo destes três últimos anos fez descer as remunerações dos trabalhadores mais de 30%, ao mesmo tempo que faz subir o salário do presidente do Conselho de Administração mais de 2.000 euros".

    "Os administradores das empresas públicas que puseram a assinatura nestes contratos foram todos recompensados e bem pagos, um deles, Silva Rodrigues, até foi promovido a 'super administrador' do Metro, Carris, Transtejo e Soflusa", refere o STRUP em comunicado.

    "É para pagar este roubo que os salários estão a ser roubados nas empresas públicas. E é para pagar este roubo que os preços estão a subir brutalmente para os utentes", acusa o sindicato no mesmo comunicado.

    Os sindicalistas comprometem-se a continuar o protesto e a "dar continuidade à denúncia em termos institucionais, recorrendo a todas as formas, sem excluir a responsabilização criminal por uma gestão que, na ótica de uma empresa pública, a gere desta forma".

    Em relação ao Santander, e depois de não terem encontrado "ninguém responsável pela gerência do banco", os representantes dos trabalhadores da Carris vão procurar "a forma direta de levar o protesto e a exigência" que fazem ao banco à sua administração, "com conhecimento dos grupos parlamentares".

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  5. Sem comentários!!!!!!Eu já tinha lido a matéria acima alguns dias atrás.

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