sexta-feira, 17 de maio de 2013

Portos: Navegar é preciso

Precisamos modernizar o Brasil

Vencida mais uma etapa da modernização brasileira, precisamos, mais uma vez, aprender com os acertos e com os erros.

Poderíamos ter aprovado este projeto sem tanto transtorno? Poderíamos. E porquê não aconteceu? Porquê o governo é difícil, o Congresso Nacional é um pardieiro, os partidos são uma “banca” e nossa imprensa é em vez de priorizar a informação educativa, também toma partido e manipula as informações.

Por exemplo:
As Centrais Sindicais tiveram papel relevantíssimo neste processo.
Mas, quando a ver o balanço do resultado, ninguém cita como se comportaram as lideranças sindicais.
Qual foi o papel de Paulo Pereira, da Força?
Qual foi o papel da CUT e das outras centrais.

Para quem não sabe, o presidente da CUT, Vagner Freitas,
teve um papel fundamental nas negociações tanto com o governo, como com o Congresso Nacional.
O senador Eduardo Braga também está de parabéns!

E a oposição golpista pedindo ajuda ao Supremo para "melar" a democracia?

Muitas águas ainda vão rolar até o Brasil passar a ser, em todos os aspectos, um país moderno.

Para ganhar tempo, leiam partes da análise que saiu hoje no jornal Valor.

Governo vence a batalha dos portos com Renan e Alves


Valor – 17/05/2013
Por Raquel Ulhôa, André Borges, Caio Junqueira e Bruno Peres | De Brasília

Depois de passar por desgaste constante, pressão de seus próprios aliados e confrontos intermináveis com a oposição, o governo venceu a batalha dos portos. Faltando menos de cinco horas para que expirasse a Medida Provisória 595, a MP dos Portos, o Senado aprovou, por 53 votos a favor, sete contra e cinco abstenções, o texto que promete mudar a lógica do setor portuário do país, atraindo a iniciativa privada para a costa litorânea e promovendo maior concorrência em um setor que está estagnado há décadas.

A aprovação da MP não foi a única vitória obtida pelo Palácio.


O texto final, que agora seguirá para sanção da presidente Dilma Rousseff, respeita praticamente todos os itens do relatório final que foi apresentado pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM), relator da comissão mista que avaliou a proposta.

Essa trajetória teve seus custos políticos.


Após a Câmara dos Deputados consumir nesta semana quase 40 horas de discussão para aprovar o projeto - em duas sessões tumultuadas, marcadas por bate-bocas entre parlamentares, que vararam a madrugada -, coube ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a tarefa de garantir a aprovação da MP antes do término do prazo de validade. Renan barrou requerimentos e questões de ordem da oposição, encerrou as discussões e abriu logo o painel de votações, atendendo aos apelos dos líderes governistas.

No Senado, os partidos de oposição (PSDB, DEM e PSDB) chegaram a apresentar ao Supremo Tribunal Federal mandado de segurança com pedido de liminar para suspender a votação, alegando "condução de processo legislativo contrário às diretrizes constitucionais".

Renan criticou o comportamento da oposição, por buscar o "controle prévio" do STF ao processo legislativo, mas não disfarçou a irritação com a demora da Câmara em votar a MP. Classificou o procedimento como "aberração" e "anomalia" institucionais e anunciou que não aceitará que isso se repita. Anunciou que, a partir de agora, não será votada nenhuma MP que chegar ao Senado com prazo de validade inferior a sete dias.

A oposição ainda chegou a apresentar aproximadamente 60 destaques para tentar obstruir a votação da medida, mas elas foram votadas de uma única vez e derrotadas. Confirmou-se a previsão já feita pela ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que previa uma passagem tranquila pelo Senado.

Aprovado o texto, Dilma acionou os ministros da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; e Ideli Salvatti para fazer um agradecimento público ao Congresso Nacional pela aprovação da MP.
Segundo informou Gleisi, a presidente Dilma "ficou muito feliz com a vitória" e agradeceu o empenho do Congresso em telefonemas aos presidentes da Câmara e do Senado.

"Essa é uma vitória do Brasil, da competitividade, do sistema produtivo. É uma medida que fizemos pensando no desenvolvimento da nossa agricultura, da nossa produção industrial, da nossa produção mineral", afirmou Gleisi em entrevista à imprensa, acompanhada de Ideli Salvatti e Leônidas Cristino.

"Tenho certeza que vai reverter em um sistema portuário moderno, que dará emprego e fará que o desenvolvimento do país seja cada vez maior e mais célere", acrescentou a ministra.
Questionados sobre a manifestação que a presidente fará sobre a redação final do texto aprovado no Congresso, os ministros enfatizaram a prerrogativa de vetos presidenciais. O ministro da Secretaria de Portos afirmou que o governo iniciará uma análise da lei já nos próximos dias. Gleisi Hoffmann, por sua vez, disse que é "prematuro" falar sobre vetos.

"Nós vamos honrar os acordos que fizemos", disse.

Nota do blog:

Taí uma das coisas que falta muito no Brasil:

Pessoas que honram acordos assumidos.


2 comentários:

  1. NAVEGAR É PRECISO, POLÍTICA NÃO É PRECISO! PARODIANDO O POETA

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  2. Esses porquês me tiraram a concentração na leitura. "E porquê não aconteceu? Porquê o governo é difícil...".

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