quinta-feira, 9 de maio de 2013

Itaú enlouqueceu?

Não, Itaú sabe comprar empresas

O Itaú paga mais por empresas que seus concorrentes estão querendo comprar e assim vai se consolidando como maior e mais agressivo banco privado brasileiro. Para completar, também tem a imagem de de melhor atendimento aos clientes, apesar de ter caído um pouco a qualidade de um ano para cá.

Quando comprou o Unibanco, o Itaú deu o maior susto no “Mercado”
e agora volta a impressionar os investidores.

Estaria o Itaú louco?

Na minha modesta opinião, Roberto Setúbal é um dos maiores estrategistas existentes no Brasil de hoje.

Mas poderia valorizar mais seus funcionários.
Muitas metas exageradas e muitas demissões comprometem a imagem de “Boa governança” da Instituição.

Vejam a matéria da Folha.

Itaú compra Credicard por quase R$ 3 bi

Com cerca de 10% do mercado de cartões, empresa também era disputada pelo Bradesco e pelo Santander
Sócio da Credicard até 2006, Itaú fez a oferta mais agressiva para não perder liderança para instituições rivais

Folha - TONI SCIARRETTA – 09/05/13

Maior banco privado brasileiro, o Itaú bateu o martelo e fechou a compra da Credicard, a mais antiga e conhecida emissora de cartões do país, por quase R$ 3 bilhões.

O pagamento será feito todo em dinheiro e não envolverá troca de ações, como chegou a ser aventado.
Uma das possibilidades é que seja feito em parcelas.

Os advogados de ambos os lados estão discutindo os detalhes do contrato e o anúncio deve ser feito no início da próxima semana.

Entre os interessados, o Itaú fez, de longe, a melhor proposta financeira pela Credicard, empresa em que tinha participação até 2006.

A oferta do Itaú acabou tirando da disputa os rivais Bradesco e Santander, que também apresentaram suas propostas.

Pelo caminho, ficaram também o Banco do Brasil e o BTG Pactual/PanAmericano, que se credenciaram para ter acesso a informações estratégicas da empresa, mas desistiram sem fazer oferta.

O Itaú já era o maior emissor de cartões de crédito e débito do país, com cerca de 30% do mercado, e não queria perder a posição para o Bradesco, que tem 20%.

O Santander era o banco que mais ganharia com a aquisição, porque tem só 7% desse mercado. O banco espanhol já havia sido a primeira instituição financeira a entrar diretamente no negócio de credenciamento de estabelecimentos para pagamento com cartão (conhecido como adquirência), em que atuam Cielo e Redecard.

OPORTUNIDADE

Com 10% do mercado e 4,8 milhões de cartões, a Credicard foi colocada à venda pelo Citibank no início do ano, que decidiu restringir sua atuação no Brasil aos clientes de alta renda.

Além dos cartões, a Credicard tem cerca de cem lojas próprias, que fazem empréstimo pessoal e financiamento popular.
A empresa tem cerca de 1.200 funcionários.

O valor fechado deve surpreender o mercado de cartões, que acreditava que a Credicard não sairia por mais de R$ 2 bilhões (falava-se entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões) --equivalente a duas vezes o patrimônio líquido.
Sócio do Citi na Credicard até 2006, o Itaú tinha o direito de uso da marca até 2009 e conhece bem os clientes e as sinergias que podem ser alcançadas.

No ano passado, o Itaú fez uma oferta aos acionistas minoritários para fechar o capital da Redecard, empresa de credenciamento de estabelecimentos que nasceu junto com a Credicard nos anos 90. Entre os parceiros estavam Citibank e Unibanco.

Além da Credicard, o Itaú negocia a compra das operações do Citibank no Uruguai, país em que atua desde 2006. O Citi deve manter apenas uma presença mínima no país vizinho para dar suporte ao comércio internacional e às empresas dos EUA.

As negociações seguem de forma independente nos dois países. Procurados, o Itaú e o Citibank preferiram não comentar o assunto.

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