sábado, 25 de maio de 2013

Ipês nos Cemitérios estão floridos

E também nas ruas de São Paulo

Nesta semana, ao passar em frente aos cemitérios da Av. Dr. Arnaldo e da Rua da Consolação, fiquei impressionado como os Ipês estavam floridos.

Lembrei-me que nos dois cemitérios nós tínhamos duas histórias.

Num dos cemitérios estava o corpo de uma pessoa que trabalhou toda a vida na construção da primeira central sindical do Brasil, apesar de o país ter 513 anos de vida. Neste cemitério em flor estava Margarete.

Já no outro cemitério, também estava o corpo de outra pessoa que trabalhou durante toda a vida na construção de um Brasil melhor. Porém, “um melhor” conforme os olhos dos patrões e dos empresários. Neste outro cemitério estava Dr. Ruy Mesquita. Um empresário e jornalista com personalidade forte e compromissos com o Brasil.

Uma pessoa tão importante quanto a outra.
Ambas construíam um Brasil melhor.

E, curiosamente, enquanto o carro descia a Rua da Consolação, o rádio do carro estava sintonizado na Rádio USP, universidade que os Mesquitas ajudaram a criar, e ouvia-se a voz de Gilberto Gil cantando a sua “Canção do Exílio”...

As lembranças das pessoas, a beleza das flores dos ipês e a emoção ao ouvir a música, fez-me com que eu preferisse mostrar apenas a música. As flores ficam para outro dia.

Vejam como a música é bonita.

Aquele Abraço



A vida é assim. Os que apoiaram o golpe militar, por acharem que o Brasil estava caminhando para ser uma “República Sindicalista”, depois lutaram com dignidade para acabar a ditadura que eles ajudaram a criar.

E hoje o Brasil é governado há dez anos por um partido criado pelos sindicalistas.

Faz parte da democracia e da aprendizagem da vida.

E a música de Gilberto Gil,
que foi feita quandopartia para o exílio,
continua sendo parte importante da nossa história.

Aquele abraço para todos e todas.
Como dizem os politicamente corretos, atuais.

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