quinta-feira, 2 de maio de 2013

DESINDEXAÇÃO TOTAL JÁ!

Estou com a Míriam Leitão

Ouvindo Míriam Leitão hoje na CBN, fiquei contente, ela não embarcou no oportunismo eleitoral dos que defendem indexar mais ainda a economia através de gatilho inflacionário aos 3% da inflação.

O mais correto para baixar a inflação é DESINDEXAR TUDO.
O mais incorreto é criar mais indexadores para a economia.

Acontece que o que está mais indexado são os contratos da época das privatizações e os serviços públicos.

Se queremos de verdade baixar a inflação, é preciso desindexar tudo.

Que os economistas de plantão provem o contrário!

Leiam partes da matéria do jornal Valor sobre a proposta de gatilho inflacionário.

Lideranças sindicais e políticas negam apoio a gatilho salarial

Valor - Por Raphael Di Cunto, Camilla Veras Mota e Rodrigo Pedroso | De São Paulo - 02/05/2013 às 00h00

Lançada oficialmente ontem pela Força Sindical, a proposta de reajuste automático dos salários foi criticada por dirigentes das outras centrais e políticos nas comemorações do Dia do Trabalho. Os ministros Manoel Dias (PDT), do Trabalho, e Gilberto Carvalho (PT), da Secretaria-Geral da Presidência, disseram que a inflação está sob controle e descartaram a ideia, que não teve apoio nem na oposição.

Aécio participou da comemoração do 1º de maio organizada por Força, UGT, CTB e Nova Central, que reuniu mais de um milhão de pessoas na zona norte de São Paulo. Ele foi o único presidenciável no evento - o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e a ex-senadora Marina Silva (sem partido), cogitaram ir, mas desistiram.
Com um discurso sem críticas ao governo, mas também reconhecendo que a inflação andou alta nos últimos tempos, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que a ideia de indexar os salários à alta dos preços não é boa. "O que temos que olhar é se o salário está ganhando da inflação, e isso está ocorrendo, o trabalhador tem recebido ganho real", afirmou.

O petista, que aproveitou o 1º de maio para anunciar reajuste de 79% no piso do funcionalismo público municipal, reconheceu a alta de inflação, principalmente no setor de alimentos, mas disse que as ações da presidente Dilma já fizeram com que os preços começassem a recuar. "Todo o trabalho do governo de desoneração tributária é para que a inflação volte a padrões razoáveis. Isso é a garantia de que o bem-estar vai continuar como a marca do governo", disse.

O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, afirmou que vai pressionar o governo caso a inflação saia de controle. Disse, porém, que isso não ocorreu ainda e que "não dá para comparar a situação atual com a de 15 anos atrás", quando existia o gatilho para repor as perdas da inflação.
A central, que é ligada ao PT, diz que a discussão tem viés eleitoral. "Existem correntes conservadoras que claramente geraram esse clima para usar isso na eleição do ano que vem. Realmente há uma elevação dos preços, mas não é uma hiperinflação como nos períodos Sarney, Collor e FHC", afirmou.

O tema foi defendido apenas por dirigentes da Força Sindical - os presidentes das outras três centrais que organizaram o evento ignoraram o gatilho e preferiram protestar por outros itens, como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. O deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força, porém, levantou a discussão. De posse do microfone, pediu para a multidão quem estava sentindo a alta de preços. Milhares levantaram as mãos.

Mesmo com o apoio à proposta da Força, o público não deu indícios de descontentamento com o governo. Quando um humorista pegou o microfone para perguntar em quem eles iriam votar, o apoio aos nomes de Dilma - e Lula- foi maciço. Aécio e Marina receberam alguns gritos escassos, e Campos, um retumbante silêncio. "É, acho que ninguém conhece ele mesmo", ironizou o humorista.

Se o gatilho não uniu as centrais, as reclamações quanto à falta de diálogo do governo Dilma com os trabalhadores foi tema comum nos discursos. Freitas, da CUT, reclamou que a pauta só foi respondida anteontem, quando foi à Brasília cobrar uma resposta para as reivindicações entregues em março. Lá, ficou sabendo que o governo não aceita negociar a redução da jornada e o fim do fator previdenciário. Recebeu como resposta apenas que será aberta a negociação, no dia 14, para outros temas, como a regulamentação das terceirizações. "Para os empresários já houve várias benesses, mas para o trabalhador, nada", criticou.

O ministro Gilberto Carvalho procurou minimizar as críticas. "Faz dez anos que a história desse país mudou. Pergunte se antes os sindicalistas eram recebidos no Palácio do Planalto? Isso só mudou por causa do Lula, que teve a coragem de colocar o país a serviço dos trabalhadores", afirmou.

Um comentário:

  1. Voltar ao passado de inflação é o maior perigo produzido pela indexação. No setor de serviços querem indexar todos os ganhos dos trabalhadores, mesmo aqueles decorrentes de omissões das empresas, no reajuste dos contratos. Isso gera uma hiperindexação e provoca ganhos ilícitos em detrimento dos tocadores de serviços.

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