sábado, 11 de maio de 2013

Corrupção em Banco e na Justiça

2,23 bi no Banco e 30 milhões no Estado de São Paulo

Crise de Confiança e Credibilidade é a realidade do Brasil e do mundo.

Existe uma grave crise de credibilidade, de confiança e de valores.
Vivemos o “salve-se quem puder”. Isto é perigosíssimo!
Vejam estes dois casos deste sábado:

1 - Neste sábado, quando lemos a Folha de São Paulo

aparece uma denúncia gravíssima contra um banco, que passou por várias auditorias que deram pareceres favoráveis e que foi também monitorado pelo Banco Central do Brasil. Mas, mesmo assim, segundo o jornal e o Bacen,
POR DEZ ANOS O BANCO DEU GOLPES
NO MERCADO E NOS CLIENTES.



2 – Já no jornal O Estado de São Paulo,
o caso, embora em menor valor, é mais grave,
porque quem aparece sendo acusado de corrupção
é UM JUIZ DO TRIBUNAL E TAXAS DA SECRETARIA DA FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO!

3 – Se forem julgados, como foram os assassinos de PC Farias e outros casos, todos serão soltos e poderão gastar seus milhõeszinhos no exterior ou mesmo aqui no Brasil.

Triste Brasil!
Vejam as matérias...

1 – Banco Cruzeiro do Sul


Irregularidade em banco durou 10 anos, diz BC


Folha - (JW E TS) – 11/05/2013

As supostas fraudes que levaram o Banco Cruzeiro do Sul a um rombo contábil de R$ 2,23 bilhões foram praticadas por, no mínimo, uma década. É o que aponta o relatório final da comissão de inquérito do Banco Central obtido pela Folha.
Desse total, R$ 1,27 bilhão --praticamente a metade-- foi gerado por "operações falsas e inexistentes" envolvendo a venda de títulos para FDICs (Fundo de Investimento em Direito Creditório).

Um deles, por exemplo, envolvia uma empresa que estava inativa desde 2008.

Entre maio e agosto de 2011, foram detectados 7.572 clientes com mais de duas operações ativas contratadas (crédito consignado). Cada uma delas estava vinculada a órgãos conveniados distintos, muitas vezes em Estados diferentes. A análise feita pelos interventores não identificou qualquer liberação de recursos pelos clientes.

Esse resultado foi obtido a partir da inspeção, pela equipe do Banco Central, de 320 mil contratos em cinco empresas financeiras do grupo Cruzeiro do Sul.
No total, o rombo contábil gerado por todos os contratos fictícios (não somente os de FDICs) somou R$ 1,38 bilhão, afirma o relatório.

ESMERALDAS

A diferença (R$ 848 milhões) em relação ao rombo total seria explicada por outras operações irregulares. Uma das principais teria sido a simulação de empréstimos aos controladores do Cruzeiro por meio de "laranjas".

Segundo o BC, o banco "vendia" títulos para esses "clientes" e usava os recursos supostamente pagos para aplicar em cotas de fundos de investimento. Esses fundos, por sua vez, compravam papéis emitidos por uma empresa, a Patrimonial Maragato, de Luís Octávio e Luiz Felipe Indio da Costa, ex-controladores do Cruzeiro do Sul.

O maior dos fundos, o Prosper Flex, concentrou R$ 147 milhões em transações supostamente simuladas. Os tomadores de empréstimos não tinham capacidade financeira, de acordo com o BC.
Ainda de acordo com o relatório, houve transações com laranjas para envio de recursos ao exterior. Também foram encontrados R$ 2,5 milhões em esmeraldas no cofre do banco. Um especialista contratado para fazer a investigação atestou que as pedras eram falsas.


2 – Capa do Estadão:

JUIZ COM PATRIMÔNIO DE 30 MILHÕES TEM BENS BLOQUEADOS


Estadão – Fausto Macedo – 11/05/2013

A Justiça decretou o bloqueio de bens do juiz Élcio Fiori Henriques,
do Tribunal de Impostos e Taxas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

Em dois anos e meio, Fiori acumulou patrimônio de R$ 30,75 milhões em imóveis de alto padrão.

Sua remuneração bruta é de R$ 19,49 mil, a líquida é de R$ 132.020.
O juiz diz que os bens têm origem legal e são “oriundos de investimentos bem-sucedidos”.

Ele é suspeito de lavagem de capitais e crime contra a administração pública – como juiz de impostos, segundo os investigadores, teria negociado redução de valores de autuações impostas a pessoas jurídicas.

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