terça-feira, 7 de maio de 2013

Afif ministro e vice-governador

2014 já chegou!

Sou de uma época onde o mundo estava dividido entre Direita e Esquerda, Conservadores e Progressistas, e outros adjetivos. Todo mundo tinha lado.

O mundo atual, ninguém quer se assumir nem como Direita nem como Esquerda, é como se todo mundo passasse a ser de Centro. O quê importa é ser governo e ter poder, tempo de televisão e dinheiro do fundo partidário.

Dilma, com seu jeito de administrar e fazer política, aos poucos vai “comendo os tucanos e seus aliados pelas beiradas”.

Vejam este bom artigo de Fernando Rodrigues.

Nomeação de Afif sinaliza aliança gigante pró-Dilma


Fernando Rodrigues – UOL - 06/05/2013 19:53

Ainda é cedo para fazer o cálculo completo. O Congresso pode votar uma lei mudando as regras. Deputados podem pular o muro e alterar a história. Escândalos às vezes brotam do nada e desarranjam o rumo das coisas.

Mas mesmo com tantas ressalvas, Dilma Rousseff caminha para montar a mais robusta aliança partidária-eleitoral em 2014 – no que diz respeito ao tempo de rádio e de TV, calculado com base nas bancadas de cada legenda dentro de uma coligação. É isso o que sinaliza a nomeação de Guilherme Afif Domingos para ser ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.
Afif pertence ao PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab. Esse partido é hoje o 3º maior dentro da Câmara, apenas atrás do PT e do PMDB.

Tudo indica que Dilma terá, portanto, os 3 maiores partidos do Congresso ao seu lado na campanha da reeleição: PT, PMDB e PSD. Pode também (pelo menos está tentando encaçapar) para sua aliança o PP, o PR e o PDT – as 5ª, 6ª e 8ª maiores legendas da Câmara. Isso sem contar siglas menores como PC do B, PRB e outras.

O 4º maior partido hoje é o PSDB, do provável principal candidato de oposição na corrida presidencial de 2014, o senador mineiro Aécio Neves.

Ocorre que o PSDB de hoje é bem diferente do de 2010.
Está desidratado, assim como o DEM, seu maior aliado.


Em 2010, a dobradinha PSDB-DEM deu apoio a José Serra como candidato a presidente. Os tucanos tinham um tempo de TV correspondente aos seus 66 deputados eleitos em 2006. E os demos faturavam em cima de 65 cadeiras. Total: 131 deputados. Um número respeitável.

Hoje, o PSDB tem 49 deputados.
O DEM está com apenas 28.
Total: 77 deputados.
Ou seja,
juntos agora valem cerca de metade do que valiam há 4 anos.

Eduardo Campos, do PSB, é outro que terá grandes obstáculos para fechar acordos formais para a eleição de 2014. Seu partido tem apenas 26 cadeiras na Câmara.

Marina Silva, do ainda em formação Rede, também deve ficar à míngua.

Tudo considerado, a nomeação de Afif pode ser a primeira pedra na pavimentação da gigantesca aliança que Dilma Rousseff e o PT pretende montar para 2014.



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