sábado, 27 de abril de 2013

Sabático e Burger King – Erros e Acertos

Estadão pisa na bola

Há duas semanas que não recebemos o caderno Sabático do Estadão.
Acho que os novos administradores acabaram com o caderno.

Acontece que Sabático era O MELHOR CADERNO DO ESTADÃO.

Parece que agora o jornal misturou o Sabático com o Caderno 2. Piorando os dois. O Sabático, na prática acabou, e o Caderno 2 perdeu seu charme, sua edição leve e agradável.

No mundo empresarial, muitas vezes, as coisas acontecem assim. O dono contrata uma consultoria para diagnosticar o porquê a lucratividade não aumenta, e os consultores recomendam cortar custos, cortar funcionários, reduzir cadernos e textos e, se der errado, os consultores não arcam com as consequências.

O Estadão fez uma grande reforma, enxugou o jornal, que ficou parecendo com o Jornal da Tarde, que era o irmão menor do Estadão. Agora, o Estadão corre o risco de desaparecer...

A Folha, sem alarde, também está fazendo uma pequena reforma editorial. Está diminuindo o espaço dos neoliberais e provocadores políticos, está voltando a ficar um jornal mais sério e educativo, mais plural e com mais análises.
Consequentemente, eu que saboreava mais o Estadão do que a Folha, estou voltando a curtir a Folha.

Parece que o Estadão pisou na bola.

Talvez o Estadão precisa chamar o pessoal de Jorge Paulo Lemann para ajudar a administrar o jornal.
Vejam a matéria da Folha sobre o Burger King sob nova direção:

Trio brasileiro enxuga custos e lucro do Burger King sobe 150%


Ganhos da cadeia de fast food aumentam mesmo com uma queda de 42,5% na receita
Controle de gasto é marca registrada de Lemann, Sicupira e Teles, que compraram rede americana em 2010

Folha, 27/04/2013. Com Valor

Com uma estratégia agressiva de corte de custos, a rede de restaurantes fast food Burger King fez seu lucro líquido subir 150% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2012. O ganho, nas operações globais, foi de US$ 35,8 milhões.

O surpreendente é o fato de o forte aumento no lucro ter sido acompanhado por uma queda de 42,5% na receita líquida total da empresa --que somou US$ 327,7 milhões entre janeiro e março deste ano.
Para obter o bom resultado, portanto, foi necessário um corte agressivo nos custos --uma das marcas registradas do fundo 3G Capital, dos empresários brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. O fundo comprou a rede de fast food em 2010.

No primeiro trimestre, os custos totais caíram 69,5%, para US$ 108,1 milhões, influenciados principalmente por gastos 70% menores com a aquisição de matérias-primas (como alimentos e embalagens) e por uma queda de 69% nas despesas com funcionários.

A forte queda nos custos e despesas permitiu ao Burger King uma conquista rara no mundo corporativo: a margem operacional mais que dobrou em um ano, de 14,7% no primeiro trimestre do ano passado para 31,2% em 2013.
O controle de custos, ao lado da meritocracia, é a cartilha básica adotada pelo trio de empresários brasileiros nas empresas que lideram --o maior exemplo é a Ambev.

O fundo 3G Capital também mudou a estratégia de negócios do Burger King --que passou a se basear mais no sistema de franquias do que no de unidades próprias.
No último trimestre, o faturamento com restaurantes controlados pelo próprio Burger King foi 30,6% menor, enquanto a receita com franquias avançou 18,9% no intervalo.

Neste ano, o trio de empresários brasileiros comprou, em sociedade com o megainvestidor Warren Buffett, a empresa de alimentos Heinz.



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