quarta-feira, 10 de abril de 2013

Campos 2014 – Como o diabo gosta

Malafaia, Serra, Roberto Freire, Roberto Jefferson, Folha, Rede Globo

Todos juntos contra o PT.

Se Eduardo Campos aceita Malafaia como porta-voz, aceita a Folha como articuladora de campanha, Serra, Roberto Freire e Roberto Jefferson como “negociadores de apoio”, imaginem que tipo de campanha eleitoral ele fará.

Já estão falando que ele é o “Novo Collor”.

Realmente o início está muito parecido. Bonitinho, com apoio do mundo empresarial e da imprensa, e doido para virar presidente. A que preço?

Ele diz que não será "legenda de aluguel". Realmente ele não estará SÓ. A grande frente neoliberal e dos ressentidos está composta de várias "legendas de aluguel". O Brasil tem mais de 30 partidos para que?

Dilma e todos os militantes que se preparem para a grande peleja.
Em 2014 teremos a Copa do Mundo, mais o maior desafio vai ser ganhar as eleições. Se Lula ganhou em 2006, com toda a baixaria da direita, agora em 2014 vamos precisar de Lula e de muito apoio dos militantes de todo Brasil.

A guerra suja está apenas começando. Como dizia o cordel do cinema novo: “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. Não percam.

Leiam partes desta matéria do jornal Valor de hoje.

Campos corteja Malafaia para palanque
'irreversível' em 2014


Valor - Por Sérgio Ruck Bueno e Cristiane Agostine | De Porto Alegre e São Paulo – 10/04/2014

Cotado para disputar a Presidência em 2014, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, reuniu-se no sábado com o pastor Silas Malafaia, um dos principais líderes evangélicos do país, em busca de apoio.
Segundo Malafaia, Campos teria dito que sua candidatura é "irreversível" e que o PSB não é "voto de cabresto" nem "legenda de aluguel" do PT da presidente Dilma Rousseff.

Líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Malafaia relatou que na conversa de três horas, no Rio de Janeiro, Campos afirmou estar decidido a lançar-se em 2014. "Ele disse que sua candidatura é irreversível. Afirmou que acredita que vai chegar lá [à Presidência] e que vai fazer melhor.

Disse que nenhum partido vai determinar as decisões do PSB e que, apesar de pertencer à base do governo, seu partido é independente. Afirmou que não será voto de cabresto nem legenda de aluguel", declarou Malafaia ao Valor PRO, serviço em tempo real do Valor.

Malafaia comentou ter gostado de Campos. "Estou doido para que ele seja candidato".


A assessoria do governador de Pernambuco confirmou o encontro, mas negou o conteúdo da conversa e afirmou que "Campos nunca disse que será candidato".

Malafaia influenciou a eleição de 2012 em São Paulo,
ao apoiar José Serra (PSDB) e protagonizar o debate sobre o "kit gay".

Nos dois turnos, criticou Fernando Haddad (PT). Em 2010, na disputa presidencial, Malafaia apoiou Serra contra Dilma Rousseff e também destacou-se em discussões sobre aborto e casamento gay.

Campos, apesar de insistir que "não é o momento de discutir a sucessão presidencial", cumpriu intensa agenda política ontem, em Porto Alegre. O governador já trabalha para montar seu palanque no Rio Grande do Sul.

A estratégia local dá preferência para uma coligação com o PDT, que teria o candidato ao governo estadual, com o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque, na disputa ao Senado ou à reeleição, caso o deputado seja o coordenador da campanha do governador pernambucano.

A estratégia de Campos para o Estado é articulada por Beto, um dos maiores entusiastas da candidatura do governador contra a presidente Dilma Rousseff em 2014.

Uma alternativa cogitada é a aliança com o PP, com a senadora Ana Amélia Lemos na cabeça de chapa. "O PP tem nos procurado muito", disse Beto, ressalvando que a considera esta opção mais "difícil" porque os pepistas estão na base da presidente Dilma, embora o PDT também esteja.

Em típica atividade de campanha,
Campos tomou café no Mercado Público, mas não despertou a atenção do público. Na sequência, deu palestra na Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul (Federasul). À tarde, recebeu a medalha do "Mérito Farroupilha" na Assembleia Legislativa, proposta pelo deputado Miki Breier (PSB), e à noite fez uma apresentação no Fórum da Liberdade.


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