quinta-feira, 11 de abril de 2013

BRF - Do Brasil para o Mundo

BRF sob Nova Direção

O Brasil precisa aprender a disputer o mercado internacional. Esta é a palavra de ordem para todos os segmentos da sociedade. Todos os brasileiros precisam estudar muito, aprender sobre outras culturas e outras histórias, além de aprender inglês.

Aos poucos vamos deixando de ser provincianos para ser internacionalistas.

A palavra de ordem na BRF agora é: Do Brasil para o Mundo!

Leiam a matéria do Estadão de hoje.

Abilio 'congela' planos e vai contratar consultores para BRF

Novo presidente do conselho diz que fará uma 'ampla avaliação' da companhia antes de qualquer mudança

11 de abril de 2013 | 2h 07

RAQUEL LANDIM - O Estado de S.Paulo

O empresário Abilio Diniz assumiu ontem a presidência do conselho de administração da BRF, empresa resultante da fusão entre Sadia e Perdigão, sem implementar medidas drásticas. Ele deixou claro que vai fazer uma ampla avaliação da companhia, cujo dia a dia pretende acompanhar de perto. Os planos de reorganização da estrutura corporativa, com a criação de um posto de CEO global, estão congelados.

O foco da BRF continua sendo a internacionalização, já que a empresa tem pouco espaço para avançar no mercado interno, onde domina 65% das vendas e enfrentaria problemas com os os órgãos de defesa da concorrência. Para Abilio, a BRF ainda é "pequena" fora do País, perto do potencial de expansão. Ele não descarta aquisições ou construção de novas fábricas. A BRF estuda fazer uma nova unidade na China no segundo semestre e já avaliou comprar concorrentes no México e na Turquia.

"Vamos trabalhar com rapidez, mas sem pressa", disse Abilio. Ele não vai "ter sala e secretária", mas pretende se dedicar à BRF nos próximos meses. O empresário vai passar pelo menos duas horas por dia na companhia, reunindo-se com o presidente executivo, José Antonio Fay, e com os vice-presidentes.

Segundo Abilio, sua maior contribuição à BRF será na gestão. Ele revelou que a empresa estuda contratar duas consultorias para ajudá-la nos próximos passos. A BRF, que já trabalha com a McKinsey, estaria negociando com o Boston Consulting Group e com a Galeazzi & Associados.

O consultor Claudio Eugênio Galeazzi é muito próximo de Abilio e tem fama de promover fortes enxugamentos. O empresário, no entanto, descartou reduzir a estrutura da BRF, que hoje conta com mais de 50 diretores e 9 vice-presidentes.

Antes da chegada de Abilio, a BRF preparava uma mudança na estrutura, rumo à internacionalização, com um CEO global e CEOs nacionais. "O plano faz sentido, mas vamos esperar um pouco. Pedi a todos para revisitar a companhia", disse Abilio.

O empresário garantiu que, por enquanto, não vai trazer "gente nova" e que mantém Fay no cargo. Ele afirmou que gostaria de rever o estatuto que prevê a aposentadoria compulsória aos 61 anos, que Fay completa no fim de 2014. "Olha para mim. Dizer que ele está em idade de aposentadoria é brincadeira", disse Abilio, que tem 76 anos.

Emocionado.

O empresário - que também preside o conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar (GPA), fundado por seu pai e do qual perdeu o controle para o sócio francês Casino - confessou que estava "emocionado", porque a BRF é seu primeiro desafio fora do GPA.

Em seu primeiro dia na BRF, Abilio tomou posse junto com os demais conselheiros e respondeu perguntas de funcionários por videoconferência. Depois, almoçou com conselheiros e vice-presidentes e participou da coletiva de imprensa. "A BRF começa um novo ciclo sob a liderança de Abilio", disse Fay.

Abilio foi indicado para substituir Nildemar Secches, que comandou o crescimento da Perdigão e a fusão com a Sadia, pelo fundo Tarpon. Com 8% do capital, o Tarpon acredita que a gestão pode ser mais "agressiva" e ganhou o apoio da Previ, que detém 12,19% das ações. A movimentação encontrou a resistência da Petros (12,22%), que temia um conflito de interesses por Abilio ocupar o mesmo cargo na BRF e no GPA.

Na assembleia de acionistas, Abilio conquistou votos equivalentes a 62% do capital, mas a Petros se absteve e 6% votaram contra. Foi a primeira vez que a escolha não foi por unanimidade. "Se não foi unânime, foi excelente", minimizou Abilio. Ele negou que exista um conflito de interesse - um argumento utilizado pelo Casino, que chegou a pedir a sua renúncia. "Se houvesse conflito, eu não estaria aqui."




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