segunda-feira, 22 de abril de 2013

Benê morreu de morte matada

A intervenção do Banco Central no Banco Nacional afetou sua vida

Ontem recebi a mensagem abaixo comunicando-me a morte de um amigo.

"Nego Véio, vc leu a msg q te enviei sobre o Benê, e FGV, Citi, Bco Nacional?

Soube pela V. P. que ele se suicidou há cerca de um mês.
O conheci pouco: um almoço com a Vanda; umas prosas q renderam apoio do Comitê Betinho a um projeto q ele era envolvido no Jd Ângela; alguns encontros casuais; troca de e-mails.
Certa vez falamos em almoçar com vc....
Pelo jeitão dele, jamais imaginaria....

Oremos, pois, GNVC.

José Roberto Vieira Barboza"

Estou desde ontem pensando em Benê.

Um profissional brilhante, teve sua vida afetada pela intervenção do Banco Central no Banco Nacional.
Posteriormente o Nacional foi entregue ao Unibanco, que depois virou Itaú.
Benê, com a intervenção ficou com os bens indisponíveis e sua vida desorganizada.

Funcionários que são grandes profissionais, que não roubam, que não fazem falcatruas acabam morrendo de desgosto e outras doenças. Já os que roubam muito, que fazem falcatruas acabam livres, mesmo que com menos patrimônio do antes.

Não acredito que no Banco Nacional tenha havido roubo.
Houve jogo contábil, aplicações casadas e outras coisas que o Banco Central sabe muito bem.
Mas há vários outros bancos em liquidação que os donos deveriam estar na cadeia.

Se no Brasil uma mulher é presa por roubar um xampu e depois é agredida na cadeia a ponto de perder um olho, os ricos, principalmente se forem políticos, empresários ou juízes, quando muito passam vexame público, nada mais.

Mas Benê agora está morto.
Como diz o poeta: “Tá lá o corpo estendido no chão...”

Ainda voltarei a este assunto.
Os bancários de hoje não sabem nada de Benê e do Nacional,
nada da Fenaban e das nossas greves de antigamente.

Mas eu voltarei a falar de Benê.
Esta história não pode ser esquecida.

Um comentário:

  1. Estou arrasado com a notícia... Bene era um cara especial.

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