terça-feira, 30 de abril de 2013

Santander – Paga milhões para executivos

Quem ganhar primeiro leva

Santander distribui dinheiro para os executivos do Banco no Brasil e as renúncias continuam, agora na Espanha.

Leiam a material da Contraf e do Estadão de hoje.

Minoritários votam contra R$ 364,1 milhões para 46 executivos do Santander

Contraf CUT – 29/04/2013

Em assembleia de acionistas do Santander, realizada nesta segunda-feira, dia 29, no prédio da Torre, em São Paulo, dois acionistas minoritários votaram contra propostas do banco, como a previsão da remuneração global anual para o exercício de 2013 de R$ 364,1 milhões para os 46 diretores executivos e de R$ R$ 7,7 milhões para 9 membros do Conselho de Administração, o que representa um aumento de 37,5% em relação ao ano passado.

Os minoritários Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT, e Afubesp protocolaram documentos com votos contrários.

"Enquanto o alto escalão é supervalorizado, os milhares de funcionários ganham salários que estão entre os menores do sistema financeiro, sem expectativas de carreira, diante da falta de um Plano de Cargos e Salários (PCS) com regras claras e transparentes para a valorização profissional dentro da empresa", destaca Ademir.

"Desta forma, como pode o marketing do Banco Santander dizer que é o "banco do juntos" se uns poucos ganham milhões de reais por ano e a esmagadora maioria não recebe o suficiente para viver com dignidade? Todos deveriam ter uma remuneração decente!", enfatiza o dirigente sindical.

PDD reduziu PLR dos bancários

Ademir votou contra as demonstrações financeiras do exercício de 2012, "que apontou lucro líquido gerencial de R$ 6,329 bilhões, que corresponde a 26% do resultado global do banco".

"Esse lucro teria sido ainda maior, se não fosse o aumento sem justificativa de 30,11% nas provisões para despesas com devedores duvidosos (PDD), que superaram R$ 14,9 bilhões, apesar de a inadimplência nesse período ter crescido apenas 1 ponto percentual. Essa manobra contábil impactou, consideravelmente, o lucro e reduziu a distribuição de dividendos e o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) aos funcionários do banco", salienta o diretor da Contraf-CUT.

Corte de empregos

"Mesmo com esse lucro bilionário, o Santander não gerou empregos, andando na contramão da economia brasileira. Ao contrário, o banco dispensou 3.153 empregados sem justa causa em 2012, conforme dados do Caged, fornecidos pelo banco, após solicitação do Ministério Público do Público, durante mediação com a Contraf-CUT, em Brasília", lembra Ademir.

Juros altos

"Além de emprego decente, o banco deveria ampliar o crédito e reduzir as taxas de juros, buscando ganhar em escala, a exemplo das instituições públicas. Clientes, funcionários e aposentados do banco pagam no Brasil altas taxas de juros e tarifas de serviços, muito superiores às praticadas na Espanha. Por aqui, o banco pratica um spread bancário acima dos padrões internacionais", cobra Ademir.

Enrolações e pendências

Ademir também votou contra a destinação do lucro do exercício de 2012, pois "o banco enrolou o movimento sindical e não deu solução para várias pendências com os funcionários da ativa e os aposentados".

Para o dirigente sindical, "o lucro obtido possibilita negociar seriamente com as entidades sindicais e encontrar soluções para o atendimento das justas reivindicações dos trabalhadores, tais como pagamento do serviço passado do Plano II do Banesprev, restabelecimento das regras antigas do ex-HolandaPrevi e eleições democráticas no SantanderPrevi, solução para o passivo trabalhista dos aposentados, fim das práticas antissindicais, reversão das terceirizações, igualdade de oportunidades e acordo marco global.

Representante no Conselho de Administração

O diretor da Contraf-CUT votou contra a eleição dos atuais membros do Conselho de Administrativo, "na medida em que essa instância não possui um representante eleito democraticamente pelos funcionários do banco".

"O ex-presidente Lula assinou lei federal nº 12.353/2010, que determina a eleição de um representante dos funcionários nos conselhos de administração das empresas estatais, públicas e de economia mista, ligadas à União. O Santander poderia ser o pioneiro entre os bancos privados no Brasil e garantir a participação dos trabalhadores no Conselho de Administração. Seria uma forma de transparência na gestão e valorização dos funcionários", defende.

Demora em responder boatos

"Aproveito para manifestar a minha preocupação enquanto empregado do banco, dirigente sindical e acionista minoritário, diante da demora da diretoria do Santander em responder aos frequentes boatos envolvendo a venda do banco no Brasil. Isso causa muita apreensão nos funcionários, provoca dúvidas no mercado, gera incertezas na clientela, prejudica a imagem da instituição e dificulta a realização de negócios para o crescimento do banco", ressalta Ademir.

Mudança na gestão do banco

O acionista minoritário criticou a gestão do banco. "Os bancários querem o fim das dispensas e mais contratações, visando acabar com a sobrecarga de trabalho, qualificar o atendimento de todos os clientes, oferecer bons serviços para a sociedade e melhorar a imagem da instituição no Brasil", aponta.

"Os trabalhadores reivindicam também o fim do assédio moral e da cobrança diária de metas abusivas para a venda de produtos. Muitos funcionários estão adoecendo por causa da pressão constante que sofrem no trabalho. O banco deveria também investir mais em equipamentos de segurança, prevenindo assaltos e sequestros e protegendo a vida de trabalhadores e clientes", salienta Ademir.


Os representantes do Santander ouviram a leitura dos votos contrários, mas nada comentaram, limitando-se a votar a favor das propostas do banco.


ENQUANTO ISTO, NA ESPANHA

Presidente global do Santander RENUNCIA após batalha judicial

Estadão – 30/04/2013 – Fernando Nakagawa – corresponde em Londres

Saída de Alfredo Sáenz ocorre em meio a um imbróglio que já dura 20 anos; Javier Marin Romano será o novo CEO

O Banco Santander anunciou ontem a troca de nomes na presidência do grupo espanhol. Em comunicado ao mercado, a instituição informou que o atual presidente do grupo e vice-presidente do conselho, Alfredo Sáenz Abad, pediu renúncia dos dois cargos.

Leia mais no Estadão de hoje, pág B10.

Itaú lucra 1,15 bi por mês

E reduz funcionários de 102.680 para 96.355

Nunca na história deste país bancos ganharam tanto dinheiro.
Nunca na história deste país os bancos terceirizaram tanto como agora.

Lucros aumentam e número de funcionários diminui.
Isto quer dizer muita coisa.

Leiam a materia da UOL sobre o lucro do Itaú neste primeiro trimestre de 2013.
E o Itaú é o banco que mais quer que o governo aumente os juros.

Lucro do Itaú sobe no 1º tri e chega a R$ 3,47 bilhões;
2º maior do banco

Do UOL - 30/04/201307h38 > Atualizada 08h25


O Itaú Unibanco, maior banco privado do país, anunciou nesta terça-feira (30) que teve lucro líquido de R$ 3,47 bilhões no 1º trimestre, alta de 1,34% em relação ao mesmo período do ano passado (quando lucrou R$ 3,426 bi). É o segundo maior lucro da história do banco para o período, ficando atrás apenas do lucro de 2011 (R$ 3,530 bi).

O Itaú informou que reclassificou sua análise gerencial da operação de todos os trimestres de 2011 e 2012, para melhor comparar análises de desempenho.
O banco informou no balanço que espera que o crescimento da carteira de crédito em 2013 fique entre 11% e 14%. No primeiro trimestre, a carteira teve avanço anual de 8,4%, para R$ 434,239 bilhões.

O banco apurou índice de inadimplência de 4,5% nos três primeiros meses de 2013, considerando operações vencidas há mais de 90 dias, queda ante os 4,8% do quarto trimestre de 2012 e dos 5,1% do início do ano passado.
Com a queda nos índices de calotes, após mudanças na política de concessão de crédito causadas por salto na inadimplência no ano passado na indústria bancária do Brasil, as despesas com provisões no primeiro trimestre caíram para R$ 4,939 bilhões ante R$ 5,74 bilhões no fim de 2012 e R$ 6,21 bilhões nos três primeiros meses de 2012.

As receitas com prestação de serviços e de tarifas bancárias tiveram alta anual de 18,8% no primeiro trimestre, para R$ 5,12 bilhões, ficando praticamente estáveis sobre o final de 2012.
Para 2013, a expectativa do banco é que as receitas com serviços e resultado com seguros, previdência e capitalização cresçam entre 15% e 18%.

O Itaú Unibanco encerrou o primeiro trimestre com 96.355 funcionários,
queda de 6% sobre o nível de 102,68 mil registrado ao final de março do ano passado.

Semana passada, o Bradesco abriu a temporada de balanços de grandes bancos do primeiro trimestre, informando que teve lucro líquido de R$ 2,92 bilhões no período, 4,5% mais que em igual etapa de 2012.

O Santander Brasil teve lucro líquido de R$ 609 milhões, queda de 29,6% ante mesma etapa de 2012.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Paineiras, Ipês e Patas de Vacas

Maio está chegando

Este ano as paineiras estão florindo antes dos pés de ipês.
Na Vila Madalena é mais fácil achar paineiras com flores do que ipês.
O ipê do Anhangabaú ainda não floriu.

Os flores dos pés de “patas de vacas” estão chegando
em quantidade e das mais diversas cores.

Outra flor que também está aparecendo bem são as acácias.
Não são comuns na cidade, mas em alguns bairros voce encontra
pés de acácias nos jardins ou mesmo na calçada.

Seria interessante se tivesse fotos destas flores para mostrar,
mas eu só tenho do ano passado,
neste ano ainda não tive tempo de tirar fotos destas árvores bonitas.

Mas as flores pequenas do nosso jardim estão muito bonitas,
principalmente as mariazinhas e a lágrima de Cristo.
Além das violetas e flores do trevo.

Hoje não tenho condições de mostrar as flores de abril,
mas prometo que vou mostrá-las aos poucos.

Com a chegada de Maio, as flores se multiplicarão
e voltaremos a ver as flores na descida da Rua da Consolação,
nos cemitérios e nas árvores do Anhangabaú.

É muito interessante a gente poder comparar as flores durante os meses.
É como acompanhar o crescimento de um filho ou de uma filha.
A gente vai envelhecendo mas ficam as lembranças em fotos.



domingo, 28 de abril de 2013

Santander – Passado, presente e futuro

Cada mês um sofrimento

Vejam o que anda acontecendo com o Santander Brasil.

Cena 1 - O Banco diz uma coisa, a Imprensa diz outra, o Governo “fecha os olhos”, os clientes ficam preocupados e os funcionários entram em desespero.

Cena 2 – O presidente do banco renuncia, os lucros caem 30%, o valor das ações na bolsa também cai e os clientes e funcionários continuam preocupados.

Cena 3 – O Banco Real era bom, o ABN era bom, mas o governo neoliberal de FHC, juntamente com a imprensa, estimulou a privatização de tudo e a venda das empresas brasileiras aos estrangeiros. Privatizaram o BANESPA a preço de banana e o venderam ao Santander, que depois comprou o ABN. A qualidade de vida e de trabalho dos ex-funcionários do Banespa, do Real e do ABN virou um inferno. Graças ao Santander.

Cena 4 – Os comentários e os acessos a este blog se multiplicam e recebemos depoimentos que evidenciam que o Banco Central deveria dar uma olhada mais detalhada sobre o banco, para evitar que se transforme em mais um BVA ou Cruzeiro do Sul.

Cena 5 – Estamos acabando o mês de Abril. O quê irá acontecer em Maio?

Leiam o depoimento abaixo.

Depoimento de um gerente com 17 anos de banco:


Meus caros.

Eu era sou oruindo(a) do Banco Real, que por sua vez virou ABN, para depois, infelizmente se transformar nessa bomba vermelha.

Na mudança para ABN pouca coisa mudou. O ABN era um banco organizado, tínhamos suportes perfeitos em todas as áreas, tínhamos autonomia e éramos mais respeitados a título de remuneração e benefícios.

Quando eu era gerente na época do ABN e nossa agência conseguia fechar 100%, minha remuneração variável era R$840,00 e se fechasse 130% (teto) ia para aproximadamente R$1250,00. Hoje, mais de 5 anos depois da venda do banco, se eu fechar 100% do super ranking ganho somente R$435,00. Porque? Obvio que não tive resposta e isso é apenas uma pequena atitude covarde que esse banco espanhol fez contra seu principal patrimônio (os funcionários).

Esse banco hoje não tem um direcionamento claro, todos na agência batem cabeça sem se entender, uma hora é seguro, outra cp, outra conta e tudo junto. Não é feito um estudo de mercado para cada região e a partir dai se estabelecer metas. Gerentes de agências porte A tem a mesma meta de gerentes de agência porte D. O super ranking vem gerando um sentimento de incompetência nas pessoas porque você fecha o mês com 100 ou 110 % por exemplo e virou o mês é tudo zerado novamente com toda aquela meta absurda.

Os gerentes empurram todo tipo de produto para bater SRK. Concedem empréstimos a qualquer custo e sem análise de crédito prévia. Falta de funcionários, horário de trabalho estendido até 20:00 h quase que diariamente sendo que proíbem de bater o ponto pois não pode gerar hora extra.

Está uma verdadeira vergonha e o pior é que "NINGUEM FAZ NADA".

Era necessário uma intervenção federal neste banco para apurar tudo isso . Esse banco está afundando. Será questão de tempo. PDD nas alturas e acordos feitos na banguela apenas para mascarar SRK.

Bons clientes indo embora e outros bons não querem nem ouvir falar do banco pois está com filme “queimadasso” no Brasil.

Tem pessoas entregando resultados, plenamente competentes e não saem do lugar porque simplesmente decidiram ser bons funcionários e não apenas puxar saco. Existem funcionários no mesmo cargo (abaixo do nível de GG ) com diferenças salariais de até 60% e tempo de banco semelhante.

Reuniões são todas feitas de forma a ameaçar as pessoas de demissão caso não cumpram.Eu sempre bati minhas metas, mas o índice sempre aumenta e o banco nunca esta satisfeito com os números, quer sempre mais e mais. Eles fazem o que querem e nada acontece.

O mais certo é que a estratégia do banco para crescimento baseada no SRK está afundando o banco rapidinho. Esqueceram da receita das contas, querem quantidade . Você chega nas agências hiperlotadas cheio de clientes merda PF e PJ que só ocupa espaço e não da uma receita adequada.E por ai vai de encontro ao que foi citado acima os bons clientes saindo e outros bons nem querem Santander.

E para terminar,aonde já se viu pesquisa de clima onde você precisa digitar o CPF para poder preencher? Seria um canal onde os funcionários poderiam relatar na integra tudo o que acontece na agência e sua verdadeira insatisfação. Mas óbvio que digitando o CPF ninguém é maluco de dizer o que realmente pensa.


sábado, 27 de abril de 2013

Sabático e Burger King – Erros e Acertos

Estadão pisa na bola

Há duas semanas que não recebemos o caderno Sabático do Estadão.
Acho que os novos administradores acabaram com o caderno.

Acontece que Sabático era O MELHOR CADERNO DO ESTADÃO.

Parece que agora o jornal misturou o Sabático com o Caderno 2. Piorando os dois. O Sabático, na prática acabou, e o Caderno 2 perdeu seu charme, sua edição leve e agradável.

No mundo empresarial, muitas vezes, as coisas acontecem assim. O dono contrata uma consultoria para diagnosticar o porquê a lucratividade não aumenta, e os consultores recomendam cortar custos, cortar funcionários, reduzir cadernos e textos e, se der errado, os consultores não arcam com as consequências.

O Estadão fez uma grande reforma, enxugou o jornal, que ficou parecendo com o Jornal da Tarde, que era o irmão menor do Estadão. Agora, o Estadão corre o risco de desaparecer...

A Folha, sem alarde, também está fazendo uma pequena reforma editorial. Está diminuindo o espaço dos neoliberais e provocadores políticos, está voltando a ficar um jornal mais sério e educativo, mais plural e com mais análises.
Consequentemente, eu que saboreava mais o Estadão do que a Folha, estou voltando a curtir a Folha.

Parece que o Estadão pisou na bola.

Talvez o Estadão precisa chamar o pessoal de Jorge Paulo Lemann para ajudar a administrar o jornal.
Vejam a matéria da Folha sobre o Burger King sob nova direção:

Trio brasileiro enxuga custos e lucro do Burger King sobe 150%


Ganhos da cadeia de fast food aumentam mesmo com uma queda de 42,5% na receita
Controle de gasto é marca registrada de Lemann, Sicupira e Teles, que compraram rede americana em 2010

Folha, 27/04/2013. Com Valor

Com uma estratégia agressiva de corte de custos, a rede de restaurantes fast food Burger King fez seu lucro líquido subir 150% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2012. O ganho, nas operações globais, foi de US$ 35,8 milhões.

O surpreendente é o fato de o forte aumento no lucro ter sido acompanhado por uma queda de 42,5% na receita líquida total da empresa --que somou US$ 327,7 milhões entre janeiro e março deste ano.
Para obter o bom resultado, portanto, foi necessário um corte agressivo nos custos --uma das marcas registradas do fundo 3G Capital, dos empresários brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. O fundo comprou a rede de fast food em 2010.

No primeiro trimestre, os custos totais caíram 69,5%, para US$ 108,1 milhões, influenciados principalmente por gastos 70% menores com a aquisição de matérias-primas (como alimentos e embalagens) e por uma queda de 69% nas despesas com funcionários.

A forte queda nos custos e despesas permitiu ao Burger King uma conquista rara no mundo corporativo: a margem operacional mais que dobrou em um ano, de 14,7% no primeiro trimestre do ano passado para 31,2% em 2013.
O controle de custos, ao lado da meritocracia, é a cartilha básica adotada pelo trio de empresários brasileiros nas empresas que lideram --o maior exemplo é a Ambev.

O fundo 3G Capital também mudou a estratégia de negócios do Burger King --que passou a se basear mais no sistema de franquias do que no de unidades próprias.
No último trimestre, o faturamento com restaurantes controlados pelo próprio Burger King foi 30,6% menor, enquanto a receita com franquias avançou 18,9% no intervalo.

Neste ano, o trio de empresários brasileiros comprou, em sociedade com o megainvestidor Warren Buffett, a empresa de alimentos Heinz.



sexta-feira, 26 de abril de 2013

Flores para os dias tensos

Faça caminhadas...

Ao caminhar pelas ruas da cidade, voce pode observar os jardins, as árvores nas calçadas, as casas que não têm árvores nem jardins, as praças e suas árvores ou as praças sem árvores. Assim você vai conhecendo mais seu bairro e sua cidade, vai conhecendo mais pessoas...

Vejam as flores de Abril e que aumentarão ainda mais no mês de Maio.

Vejam belas flores do Manacá da Serra



Esta coisa linda que tem na praça perto de casa



Estas flores dos pés de Ipê Rosa da Vila Madalena,
flores já deste mes de Abril



Nosso verde e amarelo,
nossa bandeira tão maltratada no futebol e na imprensa




Depois que comprei o I-phone, já tirei mais de duas mil fotos de flores

No bairro, na cidade, em outros estados e outros países

O mundo fica mais fraterno e alegre com a presença das flores

São pequenas caminhadas que, com o tempo, representam uma vida.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Santander – Lucro cai 30%

SEM COMENTÁRIOS

Lucro do Santander cai 30% no 1º tri; banco troca comando no Brasil

Do UOL, em São Paulo - 25/04/201308h08 > Atualizada 25/04/2013 - 09h22 - Andy Rain/Efe

O Santander Brasil divulgou nesta quinta-feira (25) queda de 29,6% no lucro líquido do primeiro trimestre sobre o mesmo período de 2012, em meio a aumento de provisões para perdas com crédito e elevação da inadimplência.
O resultado foi divulgado depois que o banco informou na véspera troca de comando, com a saída de Marcial Portela da presidência e entrada de Jesús Zabalza.

A unidade brasileira do banco espanhol divulgou lucro líquido de R$ 609 milhões para os três primeiros meses do ano, comparado a resultado positivo um ano antes de R$ 865 milhões.
Em termos recorrentes, o resultado positivo da instituição somou R$ 1,519 bilhão, quedas de 14,4% na comparação anual e de 5,5% sobre os três últimos meses de 2012.

O banco apurou crescimento anual de 6,2% na carteira de crédito, para R$ 211,7 milhões, mas as provisões para perdas com calotes subiram 9,1%, para R$ 3,37 bilhões.

Enquanto isso, o índice de inadimplência de empréstimos vencidos há mais de 90 dias subiu 1 ponto percentual, para 5,8%, ficando também acima do indicador do quarto trimestre, de 5,5%.
O Santander registrou ainda uma queda de 5,2% na margem financeira bruta, para R$ 7,66 bilhões, enquanto o índice de retorno sobre o patrimônio líquido, excluindo ágio, recuou de 14,6% no primeiro trimestre de 2012 para 12% no fim de março.

Já as receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceram 9,1% sobre um ano antes, para R$ 2,699 bilhões, enquanto as despesas gerais ficaram praticamente estáveis, em 3,891 bilhões.

Banco troca comando no Brasil


O Santander Brasil anunciou na noite de ontem a segunda troca de comando em pouco mais de dois anos.
Jesús Zabalza foi nomeado diretor presidente da unidade do banco espanhol no país, substituindo Marcial Portela, que voltará a ser presidente do Conselho de Administração do banco.

Zabalza, de 55 anos, era diretor geral da divisão América, incluindo operações do grupo na Argentina, Chile, México, Peru, Porto Rico e Uruguai. No banco desde 2002, o executivo já passou também por BBV Argentaria e La Caixa.
Engenheiro industrial, Zabalza terá como missão restaurar a confiança do mercado no banco, que vem acumulando expansão fraca do crédito, baixa rentabilidade e altos níveis de inadimplência desde o final de 2009, quando chegou à bolsa com uma oferta de ações de cerca de R$ 14 bilhões, que trazia consigo a promessa de crescimento acelerado no país.

Em vez disso, enfrentou um processo de consolidação com o ABN Real mais difícil do que o imaginado inicialmente e passou a perder terreno para os rivais. Embora ainda seja o maior banco estrangeiro no país, o Santander teve a quarta posição no ranking por ativos tomada pela estatal Caixa Econômica Federal.

Desde a estreia na Bovespa, suas ações caíram 38%.


No fim de 2010, o então presidente Fabio Barbosa deixou o cargo e Portela assumiu. Desde então, o Brasil virou a principal fonte de lucro do grupo mundial, superando a matriz espanhola, que sofreu os efeitos da forte crise na Europa.

Lucro mundial do banco também cai


O Santander, maior banco da zona do euro, divulgou nesta quinta-feira (25) uma queda de 26% no lucro líquido do primeiro trimestre, pressionado pela desaceleração do crescimento em mercados sul-americanos e pela crise na Espanha.
O banco, que conta com a América do Sul para obter cerca de metade de seu lucro, teve resultado abaixo do esperado por analistas com empréstimos na Europa continental encolhendo e juros menores corroendo margens.
O lucro da instituição no trimestre somou € 1,21 bilhão, abaixo da expectativa média de analistas de resultado positivo de € 1,3 bilhão. Na América Latina, o lucro líquido caiu 18%, enquanto na Grã-Bretanha houve queda de quase 25%.


Joel e a nova goleada alemã

Joel entende de bola

E vai mostrando como o futebol espanhol está ficando igual a Espanha: Desmanchando-se.

Os latinos precisam voltar a ter alegria de viver. Andam muito cabisbaixos...

Vejam o novo comentário de Joel Bueno sobre o REAL MADRID.


Futebol - Borussia Dortmund 4 x 1 Real Madrid

Deutschland über alles

Começou com o Borussia pressionando forte. O Real não tinha saída e rifava a bola o tempo todo. O primeiro gol era previsível e saiu antes dos 10.

Foi assim até os 20 minutos, mais ou menos. Aí o time alemão diminuiu de intensidade. Mas marcava forte o Xabi Alonso. O Xabi é a saída de bola do Real. Se deixar com os zagueiros, o passe sai quadrado. Os espanhóis passaram a ter mais posse de bola, mas ficava nisso. Não conseguiam penetrar.

O Real Madrid também não é bobo. Viu que o ataque do Borussia era todo pela esquerda, com o Götze e o Reus. O Sérgio Ramos, que normalmente avança muito, ficou mais na defesa para matar a jogada. A bola ficou um tempo entre as intermediárias, um jogo até um pouco chato. Até que no finzinho do primeiro tempo teve a pixotada do Hummels. Ele tentou atrasar, mas deixou no pé do Higuain. Este agradeceu e botou o Cristiano Ronaldo na cara do gol. 1 x 1.

No intervalo eu pensei: está de bom tamanho para os merengues. Agora o Zé Mourinho vai armar a retranca. Não deu tempo de testar a minha hipótese. O Borussia voltou a mil por hora e fez logo mais dois. E o quarto, de pênalti, aos 22. Que artilheiro, o Lewandowski! Pode até não ser um cracaço, mas é daqueles que a bola procura dentro da área.

Acabou essa frescura de tática, estratégia, esquema, etc. Era o Real desesperado atrás de um golzinho para salvar a honra da casa. E o Borussia seguindo a máxima do filósofo Neném Prancha: "bola pra frente, que futebol é cagada!"

Outra goleada, quem diria.

Pintou uma final teutônica em Wembley.

Eu queria falar de flores

Mas a imprensa só fala de crise

As pessoas estão me cobrando que eu tenho apresentado poucas flores ultimamente. Além de estar envolvido em mais atividades, ao ler os jornais do dia, fico assustado com tantas notícias contra o Governo Dilma que fico pensando: ou eu estou louco, ou a imprensa está passando dos limites?

Como acho que tem um pouco de cada, sempre resolvo publicar assuntos que contestam as manipulações da imprensa e acabo divulgando pouco as fotos das flores.

Hoje, por exemplo, li que Aécio Neves está propondo acabar com a reeleição e voltar a ter mandato de cinco anos. Quem foi o maluco que inventou reeleição no Brasil? Quem comprou votos do Congresso Nacional para aprovar a reeleição? Todo mundo sabe que foi Fernando Henrique Cardoso e seu PSDB.

Agora vem o candidato tucano à presidência e diz que é contra reeleição!

Outra notícia ruim: a violência aumentou em São Paulo. Quem governa o Estado de São Paulo? Quem deveria controlar a Polícia Militar e a Polícia Civil? São os tucanos há vinte anos.

As empresas estão em crise e culpam a China. Quem liberou as importações em 1994 para facilitar o controle da inflação, combater a especulação dos preços e fez o Plano Real? Foi FHC com amplo apoio dos empresários. Agora que estes empresários estão quebrados em função das importações da China, culpam Dilma?


Ainda bem que existem as flores.

Hoje eu tive mais uma reunião no Ceagesp. Para sair do Centro e ir até o Ceagesp a gente passa pela Rua da Consolação, pela Vila Madalena e pelo Alto de Pinheiros. Todos floridos com flores de “pata de vaca”, Manacás da Serra, Paineiras e Ipês.

Uma maravilha...

Confesso que amanhã, antes de sair de casa, vou mostrar umas fotos para voces.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Santander Brasil – Presidente RENUNCIA

As forças ocultas continuam presente

Depois de dois dias de derrotas históricas no futebol,
agora é a vez do Santander no Brasil passar por mais uma mudança.
Presidente renuncia e há expectativas sobre os resultados econômicos no Brasil.

Vejam a noticia do Estadão:

Santander Brasil anuncia renúncia do presidente Marcial Portela


Jesús Maria Zabalza Lotina assumirá o cargo;
Portela irá para a presidência do Conselho de Administração do banco

24 de abril de 2013 | 19h 44 - Leandro Modé, de O Estado de S. Paulo
Texto atualizado às 21h10

SÃO PAULO - Dois anos e meio depois de assumir a presidência do Santander no Brasil, Marcial Portela está deixando o cargo. Ele será substituído por outro espanhol: Jesús Zabalza, que comandava a divisão América, sob a qual estão filiais como a da Argentina, do México, do Chile e do Uruguai. Aos 68 anos, Portela não vai se desligar totalmente do Brasil. Assumirá a presidência do Conselho de Administração do banco.

"A saída estava planejada desde que assumi a presidência executiva. O momento chegou", disse Portela ao Estado. Ele argumentou que a família inteira vive na Espanha, inclusive a mulher, que passa apenas um terço do tempo no Brasil.
O comando do Conselho de Administração permitirá que o executivo volte a viver em seu país de origem. "Nessa posição, acredito que conseguirei passar dois terços do tempo na Espanha", afirmou.

Zabalza será o terceiro presidente executivo do Santander no Brasil desde que o banco espanhol comprou o ABN Amro Real, em outubro de 2007. Antes dele, a instituição era liderada por Fabio Barbosa, oriundo do banco Real. Hoje, Barbosa preside o Grupo Abril.

Os 30 meses em que Portela comandou o Santander foram marcados pelo aumento da participação da filial brasileira nos resultados mundiais (hoje na casa de 26%) e por rumores de que a unidade poderia ser vendida para ajudar o grupo a cobrir perdas na Espanha – que vive o rescaldo da explosão de uma bolha de crédito.
Portela sempre negou as especulações, argumentando que o Brasil é, hoje, a maior unidade em termos de geração de lucro, à frente da própria Espanha.

O executivo avalia seu principal legado é a "criação de uma equipe muito forte, com visão estratégica da missão que está definida para o grupo no mundo". "Construímos bases sólidas para o crescimento de um banco comercial", disse.
Para ele, o ciclo de Zabalza será marcado justamente pelo crescimento em ambiente desafiador. "A indústria financeira está em transformação no Brasil", afirmou, referindo-se à queda da taxa básica de juros (Selic) para os níveis mais baixos da história.

Mundo novo. A avaliação não só de Portela, mas de analistas e executivos do sistema financeiro, é de que as instituições terão de revolucionar suas estruturas (sobretudo de custos) para manter os níveis de rentabilidade das últimas décadas.

"O problema é que a queda do juro, dos spreads e das tarifas aconteceu em uma velocidade muito superior à capacidade de os bancos se adaptarem a esse novo ambiente", diz um banqueiro concorrente do Santander. "Inevitavelmente, a rentabilidade será menor nos próximos anos, como já aconteceu no ano passado."

Para assumir o comando da filial brasileira, Zabalza vai deixar a divisão América. O Santander divulga hoje o balanço (no Brasil e no mundo) relativo ao primeiro trimestre de 2013.


Drogas, Crack e Violência

Todo mundo deve ler

Três depoimentos marcantes sobre o mesmo problema:

1 – Leiam esta ótima observação de Ruy Castro sobre “os especialistas”.

Leigos

Ruy Castro, Folha, 24/04/2013

RIO DE JANEIRO - Todo mundo no Brasil dá palpite sobre drogas: deputados, advogados, juízes, burocratas, ministros, "técnicos", leigos em geral e até um ex-presidente sem pauta. À menor solicitação empregam palavras que acabaram de aprender e não sabem direito o que significam, como dependência química ou síndrome de abstinência. Problemas como combate ao tráfico, internação, tratamento das vítimas do crack e outros são discutidos por seus aspectos legais, como se estes fossem os únicos que importassem.

Ao mesmo tempo, há duas categorias quase ausentes nessa discussão: os médicos (já que a dependência é uma doença, não um crime) e os dependentes que deixaram de usar drogas e adquiriram enorme tarimba a respeito (e nem por isso admitem ser chamados de ex-dependentes; são apenas dependentes que deixaram de usar drogas). Em algumas clínicas, os próprios médicos são esses dependentes, e quem pode saber mais do que eles?

Outro dia, sete ex-ministros da Justiça vieram a público pregar a descriminalização da maconha. Ótimo, é a visão jurídica. Mas, e a visão médica? Fiquei esperando pela opinião de sete ex-ministros da Saúde. Em vão. Talvez porque sejam igualmente leigos e, quando ministros, não se interessaram em se instruir sobre o assunto. Tivessem feito isto, a situação da droga no país estaria longe do atual descalabro.

Também há dias, alguém propôs que o período máximo para a "desintoxicação" em caso de internação involuntária fosse de 60 a 90 dias. Até pelo uso da palavra, vê-se o amadorismo da proposta. A "desintoxicação" é só a base da internação --depois é que o tratamento começa.

Um homem quase terminal como Michael Jackson, se chegasse a ser internado, poderia ter se "desintoxicado" em até menos tempo. Mas, se tratado a sério, não passaria menos de dois anos numa instituição.


2 – Casagrande, seu livro e a entrevista.

Outro dia, vindo para casa por volta das 18:30h, liguei o rádio e tinha uns rapazes entrevistando Casagrande sobre o lançamento de seu livro e seus “causos”. Fiquei impressionado com a desenvoltura que Casagrande falava sobre assuntos tão delicados. Gostei inclusive quando ele fala de Galvão Bueno. Casão era só simpatia e alegria...

Além da importância de ler o livro de Casagrande, eu acho que os educadores, as entidades sociais e os governantes deveriam promover palestras e debates com pessoas como Casagrande e Ruy Castro. Eles viveram o inferno astral das drogas e voltaram à vida “normal”.

São experiências riquíssimas para todos nós.


3 – Mulheres assaltadas por dependentes

No último dia 16, dia do aniversário de 90 anos do Sindicato dos Bancários de São Paulo, comemoramos com a presença de LULA no Centro Sindical dos Bancários. Todo mundo muito alegre e tirando fotos com Lula.

Por volta das 21:00h, uma das amigas que organizou a festa, pegou seu carro para ir para casa. Ao descer à Rua Tabatinguera, o farol fechou, ela parou o carro e, de repente ouviu o barulho imenso do seu lado direito. Ao olhar para trás viu uma pessoa entrar pela janela quebrada do seu carro, pegar sua bolsa e sair andando. Nem correu, apenas saiu andando.

O ladrão que roubou sua bolsa no farol da Tabatinguera, também roubou um monte de pequenas lembranças da mãe e do pai da nossa colega. Levou também documentos do plano de saúde dos filhos, além de todos os documentos e cartões da nossa colega.
Ainda em estado de choque ela procurou ajuda e recebeu indicação de onde era a delegacia de polícia mais próxima. Ao chegar lá para fazer o famoso Boletim de Ocorrência, relatar tudo que aconteceu, ouviu do delegado:

“Com o dinheiro que você tinha na bolsa, o ladrão vai comprar um monte de pedrinhas de crack.”

Ela perguntou inocentemente:

“E por que não prendem ou recolhem estes ladrões dependentes de drogas?”

O delegado educadamente respondeu:

“A gente prende e depois eles são soltos e voltam para os mesmos lugares,
continuam assaltando e matando,
e a gente continua fazendo mais Boletins de Ocorrências.”



Barcelona é humilhado pelo Bayern

Parecia a Linha Marginot francesa

Não era um treino nem um jogo amistoso, era a classificação para a final da Copa da Europa. O campeonato mais importante do futebol, depois da Copa do Mundo.

A Espanha caiu para a Alemanha, como a França caiu com sua Linha Marginot. Coisas do passado...

Assim que vi o resultado pensei em Joel Bueno e Sérgio Vianna. Fiquei imaginando o quê os dois estariam escrevendo sobre o jogo. Hoje pela manhã achei os comentários dos dois. Vejam como eles são bons comentaristas esportivos.

Futebol - Bayern 4 x 0 Barcelona

Já era...

O Bayern alternava a marcação: de vez em quando, pressionava a saída de bola; o mais das vezes esperava o Barça bem no meio do campo. A partir dali, todo mundo marcava em cima. O famoso toque catalão ficou recuado e inofensivo. E quando os alemães tomavam a bola partiam para cima numa velocidade estonteante.

Schweinsteiger, um monstro. Colou no Xavi e não deixou ele jogar. E ainda era quem orquestrava a saída de bola do time. Do outro lado, o Messi estava claramente sem condições. Paradão em campo, tentou uma ou outra jogada, mas era fácil marcar.

A defesa do Barça não é nenhuma maravilha. Sem o Puyol e sem o Mascherano faltou reserva. Aquele menino não dá. Em bolas paradas, lançadas sobre a área, surgiram os dois primeiros gols. Nos dois, o Daniel Alves disputou por cima contra um alemão grandão. E perdeu, é claro. Tudo bem que só tem baixinho no time, mas botar o Daniel na área para cabecear é dose.

Depois do segundo gol, o Jupp Heynckes tirou o Mário Gomez, centro-avante, para botar o Luiz Gustavo, volante. Eu pensei: o cara vai retrancar o time e se bobear toma um gol. Que nada. Ele botou o Müller na área, avançou o Schweinsteiger e apostou nos contra-ataques. O Barça ainda tentou uma ou outra gracinha, mas já estava dominado.

Por que diabos o Tito Vilanova não botou o Fabregas em campo? O meio-campo era todo alemão. Alexis Sánchez e Pedro não jogavam nada. Tirava um deles, abria o Iniesta, dava um reforço para o Xavi.

O Barça pode reclamar de dois gols duvidosos. Mas... cá entre nós... culpar o juiz com quatro a zero é um tanto patético.

Não reverte mais. O Bayern está na final, com todo merecimento. Se for contra o Borussia Dortmund, vai sair faísca.

Postado por Joel Bueno às 18:18

Sérgio Vianna disse...

Ótimo resumo da partida. Irreparável.

Tem muito jornalista profissional que não é capaz de uma análise tão correta. E ainda mostrou que conhece os times, inclusive os que não entraram em campo - inexplicavelmente.

Davi Villa e Fábregas deveriam ter jogado nos lugares de Sánchez e Pedro.

O Barça até conseguiu fazer 4 a 0 no Milan - depois de ter perdido de 2 a 0 no jogo de ida - mas o Bayern não é o Milan. Esse mata-mata foi decidido hoje.

Na próxima temporada o Bayern ainda terá o Guardiola e o Gotze, menino de 20 anos contratado do Borússia.

Parece que a Europa vai viver uma fase de domínio do tipo bávaro por um bom tempo.


23 de abril de 2013 20:13

Nota do blog:

Que este domínio seja pela arte, cultura, futebol e economia.
Que os alemães esqueçam as armas e o reacionarismo.
O mundo precisa de inclusão social em todos os sentidos.
Como os brutos também amam,
os alemães, os chineses e os muçulmanos
podem muito bem contribuir por um mundo melhor.

terça-feira, 23 de abril de 2013

BRF e Abílio Diniz juntos diariamente

Com consultoria e tudo

Aos poucos as águas vão se acalmando e tanto a BRF quanto o Pão de Açúcar. Diariamente Abilio visita a BRF, faz consultas e reuniões. Pelo jeito, houve muito barulho para nada. Agora vamos esperar os novos resultados da BRF.

Vejam a materia do Estadão de hoje.

Abilio Diniz define meta de 100 dias para a BRF

Com ajuda do consultor Claudio Galleazzi, novo presidente do conselho tem dito a interlocutores que o objetivo é 'revisitar' estrutura da companhia

Estadão - 23 de abril de 2013 | 2h 04 - 
RAQUEL LANDIM - O Estado de S.Paulo

O empresário Abilio Diniz estabeleceu um prazo de 100 dias para desenhar sua estratégia para a BRF, empresa resultante da fusão entre Sadia e Perdigão. Ele assumiu recentemente o posto de presidente do conselho de administração e, aos 76 anos, enfrenta seu primeiro desafio fora do Pão de Açúcar, varejista fundada por seu pai.

Nesse período, o consultor Claudio Eugênio Galeazzi, da Galeazzi & Associados, ganhou uma sala na BRF e está se reunindo com todas as lideranças da empresa. Com os vice-presidentes, vai para a terceira rodada de conversas. Sua equipe, formada por seis pessoas, também começou a conversar com diretores e gerentes executivos.

A meta de 100 dias foi mencionada por Abilio em sua primeira reunião na BRF, da qual participaram cerca de 60 pessoas. O encontro ocorreu no fim da manhã do dia 10 de abril, logo após ele assumir o cargo. Com base nessa data, o prazo expira em meados de julho.

Abilio tem dito a interlocutores que "pode chegar a conclusão de que não há nada a ser alterado", mas o objetivo é "revisitar" a estrutura BRF. Em sua primeira coletiva de imprensa como presidente do conselho. ele disse que sua maior contribuição à BRF será na gestão.

Galeazzi tem fama de enxugar empresas para elevar sua rentabilidade. Segundo fontes do setor, a operação da BRF está adequada, mas a área comercial é grande. Isso ocorreu porque, para aprovar a fusão de Sadia e Perdigão, a BRF vendeu as marcas Rezende e Confiança para o concorrente Marfrig, mas manteve a equipe de vendas.

O objetivo da empresa era evitar que a "inteligência do negócio" migrasse para o concorrente e ganhar tempo para avançar ainda mais com as marcas líderes. Essa equipe de vendas, formada por mais de mil pessoas, foi deslocada para produtos in natura. Por enquanto, porém, não há evidências de que vão ocorrer demissões na BRF.
Grupo. Abilio vai a empresa todos os dias, muitas vezes com roupas informais, mas não tem sala. Ele costuma despachar junto com o presidente executivo, José Antonio Fay, de quem tem dito que "aprende muito".

Às terças-feiras, participa da reunião de um novo grupo estratégico criado para discutir o futuro da empresa. O grupo é formado por Abilio e três conselheiros: Sérgio Rosa, ex-presidente da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), Pedro Faria, sócio do fundo privado Tarpon, e Valter Fontana, da família fundadora da Sadia.

Com apoio de Previ e Tarpon, Abilio substituiu Nildemar Secches na presidência do conselho da BRF. Secches foi o responsável pelo crescimento da Perdigão e pela fusão com a Sadia, mas alguns sócios capitaneados pela Tarpon acreditam que a empresa pode ser mais "agressiva". Procurados, BRF e Abilio não comentaram.

O envolvimento de Abilio Diniz com a BRF foi um caminho encontrado pelo empresário para compensar a diminuição de sua influência no Grupo Pão de Açúcar, que passou a ser controlado pelo Casino no ano passado. Em briga aberta com os sócios franceses, Abilio não vai recuar tão cedo, mas decidiu diversificar seu tempo, seus investimentos e seu arco de interesses.

Desde o ano passado, já investiu mais de R$ 1 bilhão em ações da BRF.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Benê morreu de morte matada

A intervenção do Banco Central no Banco Nacional afetou sua vida

Ontem recebi a mensagem abaixo comunicando-me a morte de um amigo.

"Nego Véio, vc leu a msg q te enviei sobre o Benê, e FGV, Citi, Bco Nacional?

Soube pela V. P. que ele se suicidou há cerca de um mês.
O conheci pouco: um almoço com a Vanda; umas prosas q renderam apoio do Comitê Betinho a um projeto q ele era envolvido no Jd Ângela; alguns encontros casuais; troca de e-mails.
Certa vez falamos em almoçar com vc....
Pelo jeitão dele, jamais imaginaria....

Oremos, pois, GNVC.

José Roberto Vieira Barboza"

Estou desde ontem pensando em Benê.

Um profissional brilhante, teve sua vida afetada pela intervenção do Banco Central no Banco Nacional.
Posteriormente o Nacional foi entregue ao Unibanco, que depois virou Itaú.
Benê, com a intervenção ficou com os bens indisponíveis e sua vida desorganizada.

Funcionários que são grandes profissionais, que não roubam, que não fazem falcatruas acabam morrendo de desgosto e outras doenças. Já os que roubam muito, que fazem falcatruas acabam livres, mesmo que com menos patrimônio do antes.

Não acredito que no Banco Nacional tenha havido roubo.
Houve jogo contábil, aplicações casadas e outras coisas que o Banco Central sabe muito bem.
Mas há vários outros bancos em liquidação que os donos deveriam estar na cadeia.

Se no Brasil uma mulher é presa por roubar um xampu e depois é agredida na cadeia a ponto de perder um olho, os ricos, principalmente se forem políticos, empresários ou juízes, quando muito passam vexame público, nada mais.

Mas Benê agora está morto.
Como diz o poeta: “Tá lá o corpo estendido no chão...”

Ainda voltarei a este assunto.
Os bancários de hoje não sabem nada de Benê e do Nacional,
nada da Fenaban e das nossas greves de antigamente.

Mas eu voltarei a falar de Benê.
Esta história não pode ser esquecida.

domingo, 21 de abril de 2013

Três olhares americanos do Brasil

Como a experiência americana pode ajudar o Brasil?

Os jornais de ontem e de hoje, isto é, sábado e domingo, estão confusos. Ontem faltaram os dois principais cadernos do Estadão, o caderno de Economia e o caderno Sabático. Hoje a Folha veio com três cadernos repetidos, como se estivessem compensando a ausência dos cadernos do Estadão de ontem. Um dos motivos desta confusão é que o entregador dos dois jornais é a mesma pessoa e, de vez em quando, ele coloca os dois jornais no mesmo saco.

Mas os dois jornais estão ficando muito parecidos. Tem dias que as manchetes e as fotos são iguais. Ou é culpa da internet que antecipa tudo ou é falta de criatividade dos editores de capa.

E o que isto tem a ver com os três olhares americanos do Brasil?

Porque a Folha trás três matérias que são escritas por pessoas que viveram ou vivem nos Estados Unidos e que, ao escreverem trazem também um pouco do modo de vida americano, o antigo “American Way of Life”.

Vejam como são boas contribuições:

1 – A modernização da Imprensa.

Morre fundador do jornal mais popular dos EUA


Al Neuharth apostou com o USA Today na concisão e em formato amigável ao leitor.

“Quando eu digo que os dois jornais – Folha e Estadão – estão cada vez mais parecidos, agora, por exemplo, a Folha na internet está parecendo o Estadão: a matéria acima não aparece no site do jornal. Nem no caderno Mundo, nem em Economia. Simplesmente não aparece. O Estadão de vez em quando faz a mesma coisa, só que com mais frequencia.”

Vou datilografar parte da matéria, pela relevância do assunto.

Neuharth influenciou o jornalismo impresso mundial ao apostar, com o USA Today, fundado em 1982, em um formato editorial voltado para a concisão de texto, gráficos chamativos, fotos coloridas e reportagens “LEVES”.

Com esta fórmula, em contraste com o formato então corrente de longas reportagens e páginas cinzas, o USA Today tornou-se o maior jornal de circulação nos EUA (1,8 milhão de exemplares por dia, segundo o diário).

Nota do blog:


Realmente este novo modelo foi decisivo e mudou a imprensa. A Folha copiou o modelo para o Brasil e deu muito certo jornalistica e economicamente. Mas o jornal não precisava forçar a mão na política. Poderia manter a mesma linha também na politica nacional, sem precisar “virar aparelho do neoliberalismo”. Quem sabe o jornal recupere também sua qualidade política.


2 – Henrique Meirelles enfrentou os Atentados e o Medo


Vejam que bom texto apresentado pelo ex-presidente do Banco de Boston no Brasil e também ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Boston contra o medo

Estava em reunião em Boston, em 2001, quando assisti pela TV aos ataques terroristas do 11 de Setembro.
Como a instituição que dirigia à época nos EUA tinha operação enorme em Nova York, inclusive diante das Torres Gêmeas, fui para lá imediatamente tomar providências e apoiar os funcionários.

Num primeiro momento, a economia local parou. Restaurantes estavam vazios, empresas perdiam clientes e grandes instituições de Wall Street pensavam em sair dali.
Eram prenúncios de decadência urbana com consequências para a economia regional, americana e global. Como membro de duas grandes ONGs que lideravam o esforço comunitário de revitalização de Nova York, participei de reuniões e ações para re-verter a tendência.

O primeiro movimento importante foi o aparato policial e as autoridades, na mídia, assumindo a responsabilidade pela segurança e transmitindo a sensação de que havia pessoas capazes tomando providências, o que reduziu a sensação de desamparo. O segundo foi a decisão de organizações e pessoas de enfrentar o medo e as razões do medo e mostrar confiança na recuperação.

O pilar desse processo foi o senso de comunidade e solidariedade não só às vitimas e familiares, mas à cidade, com a consciência de que atitudes individualistas levariam à decadência de Nova York e ao prejuízo de todos.
Foi fundamental a demonstração inequívoca de que as causas da insegurança estavam sendo resolvidas. Desse movimento participaram profissionais da imprensa, da cultura, dos negócios, do terceiro setor, todos mobilizados contra o maior problema: o medo.

A grande conquista do ato terrorista, mais que a destruição, é o medo. Ele cria disfunção na sociedade e gera atitudes defensivas destrutivas.
Mas, assim como o medo é contagioso, também o são a coragem, o enfrentamento do medo e o impulso de combater o risco. Isso foi fundamental na recuperação total e inspiradora de Nova York.

O mesmo medo e reação solidária vemos agora em Boston, onde estudei, trabalhei e participo de conselhos acadêmicos de universidades. Uma das características da cidade é justamente o forte senso comunitário.

Nós, que trabalhamos na recuperação das áreas centrais de São Paulo,
que enfrentamos os problemas e a violência das grandes cidades brasileiras, podemos olhar para Nova York, Boston e também para a Europa e o Oriente Médio para tirar lições do enfrentamento não só do medo, mas, principalmente, das razões do medo.
Para isso, é fundamental a ação das autoridades --a demonstração clara de que estão enfrentando os problemas-- e, principalmente, a mobilização da comunidade.


3 – Partidos Políticos que pouco representam


Vinicius Torres Freire escreve regularmente no caderno Mercado da Folha, mas poderia muito bem escrever no caderno de política, chamado na Folha de Poder.

Vejam que bom testo sobre nossa degenerada representação partidária.

Picadinho de partidos


Partidos 'maiores' estão cada vez menores, novas legendas estão no forno e tucanos podem ser fatiados
A DECISÃO judicial que na prática proibiu o troca-troca partidário, em 2007, acabou por incentivar a criação de mais partidos. A fragmentação vinha de antes e foi influenciada pelas vitórias do PT, mas ganhou impulso desde então.
Além de vítima de seu reacionarismo, o DEM foi fatiado na cozinha do picadinho partidário. O DEM é o velho PFL, que em 2007 passou maquiagem para tentar esconder suas rugas de coronel velho.

Entre 1994 e 2002, o PFL fez em média 92 deputados federais por eleição. Em 2006, elegeu apenas 65 deputados, muitos dos quais migraram para partidos da boquinha (coalizão governista). Em 2013, sangrado pelo PSD criptogovernista de Gilberto Kassab, o PFL-DEM tem 43 cadeiras na Câmara.
O PSDB corre risco semelhante ao do compadre DEM. Está cada vez mais reacionário, sem quadros e sem programa. Pode ser amputado pela máquina de fragmentação partidária.

Os tucanos nunca foram tão exuberantes quanto os pefelês, mas fizeram em média 77 deputados entre 1994 e 2002. Agora, estão com 53.
Podem levar uma facada se José Serra aderir à Mobilização Democrática, MD, mistura do PPS com o nanico PMN. Podem levar um talho menorzinho se Marina Silva fundar de fato sua "Rede".

O número de cadeiras da Câmara controladas pelos quatro maiores partidos decresce desde 1998. A fatia dos 6 ou 8 maiores partidos também cai. Os deputados mais e mais migram para a periferia partidária.
É uma hipótese razoável dizer que isso tem a ver com três vitórias seguidas do PT. Os deputados pulam do barco dos partidos oposicionistas para barquinhos agregados ao governismo, pois não têm jeito ou gosto de petistas.

Trata-se do arroz com feijão da política partidária do Brasil. A decisão do TSE que na prática proibiu a troca de partidos em 2007 criou um incentivo para a criação de legendas. Para mudar de partido sem perder o mandato, basta criar um novo.

Ainda assim, a explicação é insuficiente.


Por que antes de 2007 os deputados não migravam para o PMDB, o veículo maior e tradicional do adesismo? O PMDB é o partido grande mais estável do país. Mais inflado, seu apoio sairia mais caro. Por que o PMDB é incapaz de organizar até um programa tão oportunista quanto esse?

Por que nenhum partido maior é incapaz de manter ou incorporar um movimento político mais novo (ou menos velho) como o de Marina Silva (verdes, sustentáveis e outros)?

Por que gente politicamente tão parecida ou sem gosto quanto Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), ou até Kassab (PSD, ex-DEM-PFL), não está no mesmo partido?

Sim, o início das histórias políticas de Aécio, Campos e Kassab foi bem diferente. Hoje em dia, são a mesma farinha em sacos diferentes. Sim, são de regiões diferentes, o que faz muita diferença no Brasil. Sim, são caciques que precisam de carro próprio para suas candidaturas vazias de ideias.

Sim, o custo de ter um partido para chamar de seu é menor do que organizar a disputa interna em um partido maior.
Sai barato fazer salada partidária. Que sociedade é essa em que isso é possível?

Enfim, faria diferença se os partidos fossem estáveis?



sábado, 20 de abril de 2013

Violência em São Paulo é epidêmica

Os bandidos perderam o medo da polícia.

Ninguém quer ver sua filha e seu neto ameaçados por bandidos armados e atirando por qualquer motivo. Ninguém quer ter um filho de apenas 19 anos assassinado na porta da casa por outro jovem drogado. Ninguém quer ter sua filha sequestrada e assassinada. Ninguém quer ter seu prédio sofrendo “arrastão”. Ninguém quer ir num restaurante japonês e ver chegar quadrilhas de jovens roubando tudo e todos.

Tudo isto vem acontecendo semanalmente em São Paulo.

Um estado rico como São Paulo
chegar ao ponto em que o vice-governador declara que
a violência é epidêmica é porque perdemos o controle da situação.

Tudo indica que OS BANDIDOS PERDERAM O MEDO DA POLÍCIA.


Vejam a matéria de hoje da Folha.

Vice de Alckmin diz que violência é 'epidêmica'
após filha sofrer ataque

Folha - 20/04/2013 - 03h10

A filha do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), foi alvo de um ataque ontem ao tentar escapar de um assalto no Morumbi, zona oeste da capital paulista. Seu carro blindado foi atingido por dois tiros.

Após o assalto, o vice-governador afirmou que o Estado vive uma "epidemia de insegurança". Afirmou que ele e "pessoas próximas" já foram alvo de criminosos.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Grella Viera, declarou neste mês que se sentia seguro na cidade de São Paulo.

Maria Cecília Domingos Sayoun, 33, levava o filho de dois anos para a escola,
por volta das 7h40, quando foi abordada por dois homens.


Segundo seu depoimento, um dos criminosos entrou na frente do veículo, enquanto o outro, ao lado do carro, anunciou o assalto. Os dois portavam revólveres.

A abordagem ocorreu no cruzamento da rua Dr. Flávio Américo Maurano com a Dr. Getúlio de Paula Santos,
a cerca de 1 km da entrada do Palácio dos Bandeirantes,
sede do governo estadual e próximo de uma ladeira conhecida como reduto de crimes.

Segundo o depoimento da vítima, quando notou que o criminoso saiu da frente do carro, ela acelerou o jipe Land Rover e fugiu do local. Os assaltantes atiraram e dois disparos atingiram o veículo --um no capô e outro no para-brisa, na altura da cabeça da motorista. Nenhuma bala atravessou a blindagem.

Após a tentativa de assalto, ela voltou para sua casa, também no Morumbi, e depois foi com o marido registrar um boletim de ocorrência no 89º DP (Jardim Taboão). O carro passou por perícia no local e foi liberado.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a vítima foi orientada a ir a outra delegacia para tentar reconhecer os criminosos por meio do banco de fotos da polícia.

Até a conclusão desta edição, ninguém foi preso.

ROUBO DE CARROS

A região onde ocorreu o crime vive um aumento nos assaltos. Em janeiro e fevereiro foram registrados 170 casos no 89º DP, aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. Considerando somente os roubos de veículos, o crescimento foi de 44%. (ANDRÉ MONTEIRO e DANIELA LIMA)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Violência em São Paulo chega ao Palácio

Nem a filha do vice-governador escapa

É o fim do mundo.
Ninguém está seguro em São Paulo.
Isto nos dá uma tristeza imensa.
É revoltante!

Leiam mais esta pérola.

Filha de vice-governador tem carro baleado em tentativa de assalto


Folha – UOL - ANDRÉ MONTEIRO - 19/04/2013 - 13h40 Atualizado às 15h11.

A filha do vice-governador de São Paulo, Guilherme Affif Domingos,
foi vítima de uma tentativa de assalto na manhã desta sexta-feira (19),
no Morumbi (zona oeste de SP).

Segundo informações do Palácio dos Bandeirantes, Maria Cecília Domingos Sayoun, 33,
levava o filho de dois anos para a escola quando foi abordada por dois assaltantes.

Os criminosos entraram na frente do seu veículo no cruzamento
da rua Flávio Américo Maurano com a Getúlio de Paula Santos.
A abordagem aconteceu por volta das 7h40.

Como Maria Cecília não parou, os criminosos atiraram duas vezes.
Um disparo atingiu o para-brisa do carro na altura da cabeça da motorista.
O outro tiro atingiu a lataria do veículo.

Segundo o Palácio dos Bandeirantes, ninguém ficou ferido
pois o Land Rover da vítima é blindado.
Após ser abordada, Maria Cecília voltou com o filho para casa,
também no Morumbi. Depois, ela seguiu com o marido até o 89º DP (Portal do Morumbi),
onde a ocorrência foi registrada.

O veículo passou por perícia e foi liberado para a vítima.

Ninguém foi preso.


VIOLÊNCIA NA REGIÃO

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública,
em janeiro e fevereiro deste ano foram registrados, respectivamente,
três e seis homicídios na área do 89º DP.

No mesmo período do ano passado, ocorreu apenas um assassinato em cada mês.
Na região não foi registrado nenhum latrocínio (roubo seguido de morte)
no ano passado nem neste ano.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

As flores dos Ipês começam a chegar

Apesar dos políticos e de seus partidos

Como sempre em São Paulo, ao chegar o mês de Abril os pés de Ipês, principalmente os rosas, começam a florir.
Em vários bairros da cidade já é possível você encontrar algumas flores nos pés de Ipês.

Na Vila Madalena têm os tradicionais Ipês que começam primeiro.
Vejam este pé de Ipê da Rua Livi.




Simplesmente divino!

Vejam o mesmo pé de Ipê em outra posição.



Muito bonito!

O detalhe é que este ano o pé está exatamente assim, mas estas fotos são de maio do ano passado.
Esta semana eu consegui parar o carro durante a semana e tirar algumas fotos que depois vou mostrá-las. Ainda não as “revelei”. Como o dia estava nublado não ficaram tão boas quanto estas acima.

Fui olhar o grande pé de Ipê que tem numa pracinha perto desta rua, mas ele ainda não começou a florir.
Vou olhar também o pé de Ipê do Anhangabaú para ver se ele já floriu. Geralmente ele é o primeiro.

Por enquanto, apreciem esta foto do Ipê do Anhangabaú, mas tirada em maio de 2012.



Não sei se a inflação ou os políticos estão influenciando na florada dos Ipês.
Mas espero que as flores aumentem muito, iluminando nossa cidade e diminuindo a violência.

A Rua da Consolação florida é um estímulo para quem vem trabalhar.
Que venham as flores...

Arraes não fez acordo com os reacionários

Esta é uma grande diferença

Já o neto está negociando somente com os aventureiros.
Vejam com quem Eduardo Campos tem se reunido e verão
quão distante é a história do digno Arraes deste novo Collor.
O tempo irá mostrar o resultado desta aventura.
Vejam mais esta matéria do jornal Valor.

Campos diz a senadores que não desistirá


Autor(es): Por Raquel Ulhôa | De Brasília
Valor Econômico - 18/04/2013

Com críticas incisivas à política econômica - que poderá levar a uma crise maior -, ao estilo centralizador da presidente Dilma Rousseff de governar e à sua dificuldade de se relacionar com aliados, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, apresentou-se como "candidatíssimo" à Presidência da República em 2014, em jantar com 14 senadores de oito partidos (PMDB, PDT, PP, PTB, PSB, PP, DEM e PSDB), na terça-feira, na casa de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), em Brasília. Essa foi a opinião quase unânime dos presentes.

"Meu avô [o ex-governador Miguel Arraes], com espingarda no peito, não fez acordo", disse, para garantir que não será intimidado pelas pressões do governo para tentar demovê-lo da disputa - como a suposta espionagem da Abin a reuniões suas com sindicalistas contrários à medida provisória que muda o marco regulatório dos portos e o assédio sobre o ex-presidente do PSB de Goiás, José Batista Júnior, o Júnior do Friboi, para se filiar ao PMDB.

Na avaliação dos participantes, Campos está cada vez mais distante de Dilma e lutará até o fim para garantir palanques nos Estados. Ele considerou esgotado o modelo de governar do PT, com medidas econômicas conjunturais e paliativas e uma política social que não oferece porta de saída dos programas de transferência de renda. Definiu Dilma como uma presidente que não dialoga politicamente com os aliados e considera inimigo aquele que se dispõe a debater.

A vontade de levar a candidatura até 2014 também ficou clara quando Jayme Campos (DEM-MT) brincou, após a apresentação, que o carro do governador parecia não ter marcha à ré, e perguntou se não havia risco de um recuo mais à frente, deixando os apoiadores numa situação difícil. O governador disse que o caminho será "penoso", mas garantiu que irá até o fim. Lembrou que, quando disputou o governo de Pernambuco pela primeira vez, foi muito aconselhado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva a desistir, mas ele entrou na disputa como azarão e terminou vitorioso.

"O jantar foi um êxito. Encontro político em Brasília é sempre uma incógnita, os compromissos são muitos e a gente nem sempre tem certeza se os convidados vão aparecer. E todos foram, além de alguns que nem estavam na lista. A conversa fluiu bem e o Eduardo estava inspirado", afirmou Jarbas, o anfitrião, que ofereceu lagosta, carne seca e vinho português. "Foi um jantar histórico", definiu o líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF).

Pedro Simon (PMDB-RS) comparou Campos ao avô, Miguel Arraes. "Ele é um gentleman, bem mais tranquilo que Arraes, que era duro, sério."

Para Ana Amélia (PP-RS), que pode disputar o governo do Rio Grande do Sul em aliança com o PP, Campos "falou como alguém que está com os pés no chão e com a cabeça em 2014", ao fazer o cenário da economia nacional e internacional e das ações do governo, que considera improvisadas, e ao mostrar preocupações com a inflação, mas com "racionalidade e serenidade".

"É uma candidatura decidida, porém indefinida, porque, em política, definir com tamanha antecedência algo tão importante é o mesmo que enxugar gelo e cercar vento", afirmou Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Além de Jarbas, Rollemberg, Ana Amélia, Ferraço, Simon e Jayme Campos, participaram do jantar os senadores Waldemir Moka (PMDB-MS), Pedro Taques (PDT-MT), Cristovam Buarque (PDT-DF), Armando Monteiro (PTB-PE), Luiz Henrique (PMDB-SC), Casildo Maldaner (PMDB-SC), Acir Gurgacz (PDT-RO) e Ruben Figueiró (PSDB-MS).

Luiz Henrique e Maldaner chegaram mais tarde, após reunião da bancada catarinense com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Embora o PMDB de Santa Catarina esteja apoiando Dilma e tentando levar o PT para a aliança com o PSD do governador Raimundo Colombo, Maldaner disse que é importante "ouvir o outro lado" e que "o projeto catarinense não está fechado com ninguém" para a Presidência da República.

Os deputados Beto Albuquerque (PSB-RS) e Raul Henry (PMDB-PE) também estavam presentes. O PSB vai decidir pela candidatura própria a presidente em setembro. Até lá, Campos tentará arregimentar o maior número possível de senadores.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Duas notícias sobre Serra e Campos

Sinais dos tempos e da política

A vida anda confusa, a inflação anda dando trabalho, os políticos estão parecendo formigas antes da chuva, os partidos estão em mutação, mudando de nome e de endereço, mas continuam cada vez pior. Este é o Brasil.

Mas a China anda decepcionando na economia porque só cresce 7,7%, os Estados Unidos não controlam os atentados e a Europa continua uma zona: do Euro confuso e da política sem políticos. A Venezuela pega fogo com o empate técnico nas eleições e a Argentina continua imponderável.

E então eu me pergunto:
O quê deu na Folha para publicar as duas notícias abaixo?
Eu estou sonhando ou a Folha está se democratizando?
Eu adoro sonhar com a velha Folha!

E o Estadão está anunciando que “vai mudar sem mudar”.
Vai encolher mantendo o conteúdo, parece assalariado administrando o salário do mês.
Não é o salário que é curto, é o mês que é muito longo.
Isto é reflexo da forma de medir a inflação inventada por FHC.
Só mede algumas coisas, assim a inflação fica baixa, e o custo de vida caríssimo...

Mas a Folha publicou duas notícias que devemos ler e pensar muito sobre elas:

Primeira notícia:

Serrista perde eleição para presidir PSDB de SP


Antes favorito, Matarazzo foi derrotado por articulação liderada por secretários de Alckmin

Folha de S.Pulo - 17/04/2013 – Daniela Lima

Após votação tumultuada, o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) retirou sua candidatura à presidência do PSDB de São Paulo acusando três secretários de Estado tucanos de terem usado a máquina do governo Geraldo Alckmin para influenciar o resultado da disputa e derrotá-lo.

Aliados de Matarazzo disseram temer uma debandada da sigla na capital, a exemplo do que houve em 2011, quando seis vereadores trocaram o PSDB pelo PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab.
O possível abrigo dos descontentes, agora, seria o partido que resultará da fusão do PPS com o PMN. Matarazzo é aliado e amigo do ex-governador José Serra, que foi convidado e estuda migrar para a nova sigla.

"Me preparei para disputar com um candidato, mas enfrentei três secretarias de Estado, com todo o poder delas. Aí, obviamente, perco com orgulho", disse Matarazzo, numa referência aos secretários José Aníbal (Energia), Bruno Covas (Meio Ambiente) e Julio Semeghini (Planejamento).

Covas e Aníbal se uniram para montar uma candidatura alternativa à de Andrea. O nome escolhido foi o do ex-deputado Milton Flávio, que é subordinado a Aníbal na Secretaria de Energia.

Os dois secretários e Matarazzo almejam disputar a Prefeitura de São Paulo em 2016, o que ampliou a hostilidade na votação do PSDB.

Com a desistência de Andrea, Flávio foi eleito por aclamação. "Reconheço a vitória do Milton Flávio e a do Aníbal, que foi quem de fato ganhou" afirmou Matarazzo.

Procurado, Aníbal disse que a fala do vereador reflete uma "visão torta" da sigla "Ganhou a militância."
Semeghini, que é o atual presidente da sigla, foi quem conduziu as negociações. Ele, Covas e Matarazzo chegaram a fechar acordo em torno da eleição de Andrea, negociando os demais cargos da executiva. O vereador afirma esse acordo foi quebrado.
"Eu fui derrotado junto com o Andrea. Não acredito que estivesse se referindo a mim", disse Semeghini. "O Semeghini não está comigo em nada. Nem na vitória, nem na derrota", devolveu Matarazzo.


Segunda notícia:

Candidatura do PSB é inoportuna, diz Ciro Gomes

Folha de S.Paulo - DE FORTALEZA – 17/04/2013 - (Aguirre Talento)

Expoente da ala "dilmista" do PSB, o ex-ministro Ciro Gomes diz que a possível candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é "inoportuna".

"Se meu partido tiver candidato, depois que fizer minhas ponderações, vou acompanhar. Mas vou fazer uma discussão dizendo que a candidatura é inoportuna", disse.

O ex-ministro e o irmão Cid, governador do Ceará, defendem, diante das recentes movimentações presidenciais de Campos, o apoio do PSB à reeleição de Dilma Rousseff. A presidente, por sua vez, tem feito agrados a Cid em eventos e audiências.

Preterido pela cúpula do PSB nas eleições de 2010, quando o partido, presidido por Campos, preferiu apoiar Dilma, Ciro questiona agora a eventual opção da sigla por candidatura própria em 2014, estando ainda na base aliada. "Qual a explicação para mudar de posição agora?"
O ex-ministro disputou a Presidência em 1998 e em 2002 (ainda pelo PPS).

Ciro também critica Campos e o mote que o governador do PSB tem adotado em público.

"Está bom mas podemos fazer melhor? Isso é conversa de marqueteiro. O Brasil precisa de debate profundo de ideias", disse. "O PSB não tem ideia nenhuma, pelo que eu saiba", disse, ponderando que Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (Rede), outros possíveis candidatos em 2014, também não.

Ciro diz que Campos é o mais preparado dos três. "Mas é zero de ideia." Afirmou ainda que o governador "faz um discurso também reacionário quando vai conversar com empresários reacionários de São Paulo".

"Vamos disputar com a Dilma pela direita?"


Nota do blog:

Adorei esta pergunta final de Ciro!
Quando comecei a militar no Sindicato dos Bancários, meu "orientador político" ensinava:
Combater sempre pela esquerda, pela direita jamais.

Eu no início perguntava qual era a diferença e ele respondia:
Se queremos ajudar os trabalhadores a ser democratas e socialistas, devemos manter a coerência mesmo que percamos uma votação. O importante é formar a consciência política e de classe.

Ganhar, insistia ele, com o tempo ganharemos.
O futuro será socialista e democrático.
Parece que meu orientador político tinha razão.

P.S.: Para quem não sabe, nosso orientador político era o Velho do Rio, o Augusto Campos.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Lula hoje nos Bancários – Uma História Feliz

Hoje o Sindicato faz 90 anos

O Centro Sindical dos Bancários de São Paulo, na Rua Tabatinguera, 192, no Centro de São Paulo, vai receber o melhor presidente que o Brasil já teve e também um velho amigo.

Hoje Lula estará mais uma vez fazendo uma palestra para milhares de dirigentes sindicais e militantes políticos de várias regiões do Brasil.

O fato de a palestra ser no Centro Sindical dos Bancários não é por acaso.
Este espaço foi mais uma iniciativa brilhante do então presidente dos bancários na época, Augusto Campos.

Toda vez que, a partir de 1978, precisávamos de um espaço grande para realizar assembleias dos bancários ou de outras categorias numerosas como professores, metalúrgicos, etc. não tinha espaço apropriado e a Ditadura Militar proibia que os espaços privados fossem alugados para nós.

Assim, Augusto resolveu comprar um grande terreno onde tinha um estacionamento e começou a construir a Quadra, como é conhecida, mas também pediu ao famoso arquiteto Artigas, construtor do Estádio do Morumbi e também do prédio da FAU-USP, para que fizesse o projeto de um prédio para o Sindicato, com espaço cultural e que coubesse também o DIEESE, a CUT e outras instituições dos trabalhadores.

Aí, mais uma vez a DITADURA agiu, intervindo no nosso sindicato em 1983, e nos Metalúrgicos do ABC, dos Metroviários, dos Petroleiros de Campinas e da Bahia.

Augusto não esmoreceu, mesmo com o sindicato sob intervenção, continuou trabalhando para que a construção não fosse interrompida e passou a ficar tempo integral na Quadra. Um dia os funcionários pegaram meu fusquinha emprestado para carregar sacos de cimentos para a obra. Só que quase mataram o fusquinha ao colocarem dez sacos de cimento!

Este espaço passou a ser a principal referência de reuniões e assembleias de todas as categorias e movimentos sociais.

Além de manter a construção da Quadra, conseguimos manter a Folha Bancária Diária e Livre, com a ajuda financeira da própria categoria bancária e de outros sindicatos.

Este reencontro dos Bancários com LULA e os militantes da CUT, do PT e da Teologia da Libertação é uma forma especial de comemorar os 90 anos de existência do nosso Sindicato.

Que esta aliança entre Bancários, Metalúrgicos e todos os trabalhadores continue por muitos e muitos anos, ajudando a construir um Brasil livre, soberano, cidadão e sem pobreza.

Vida longa ao Sindicato e a Lula!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Mínimo de 719 reais?

360 dólares?

Lembram que o Salário Mínimo de Fernando Henrique Cardoso era de 80 dólares? Equivalem hoje a 160 reais por mês! É por isto que os economistas tucanos estão defendendo aumentar o desemprego e baixar salários. Este pessoal tucano não gosta de pobre, gosta só de ricos.

Já com Lula e Dilma todo mundo está ganhando, se beneficiando do crescimento econômico e da distribuição de renda. É evidente que está na hora de melhorar mais o nível de renda da classe média, possibilitando manter o poder de compra, já que os preços de serviços, materiais de limpeza e comida está subindo mais que os salários da classe média.

A grande maioria dos assalariados e dos aposentados brasileiros é beneficiada com esta política de aumento real do Salário Mínimo.

Vejam estas noticias do hoje da UOL-Folha.

Governo prevê salário mínimo de R$ 719 para próximo ano


Folha – UOL - Atualizado às 15h55.- Com Agência Brasil, Valor e Reuters
15/04/2013 - 15h13

O salário mínimo deverá passar para R$ 719,48 no próximo ano. O valor consta no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014, enviado nesta segunda-feira (15) pelo Executivo ao Congresso Nacional.

Pela proposta, o mínimo terá reajuste de 6,12% no ano que vem. Desde janeiro deste ano, o salário é de R$ 678.
Pela legislação, o piso salarial deve ser elevado no primeiro dia do ano conforme a variação do INPC no ano anterior e a expansão da economia no ano retrasado --em 2012, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 0,9%.

O documento apresentado hoje pelo Ministério do Planejamento contém as diretrizes macroeconômicas que guiarão a elaboração do orçamento federal do próximo ano.

Além do valor do salário mínimo, o projeto também prevê crescimento de 4,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2014 e inflação oficial também de 4,5% pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Apesar da perspectiva de que o Banco Central volte a reajustar os juros básicos da economia na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, o documento indica manutenção da taxa Selic em 7,25% ao ano pelos próximos três anos, até o fim de 2016.

Além disso, o projeto de LDO para o ano que vem espera que a taxa de câmbio médio seja de R$ 2,04 por dólar. Para 2013, a estimativa é para o câmbio é de R$ 2. A massa salarial nominal deve crescer 12,34%, em média, em 2014, após alta de 11,64% em 2013.

META FISCAL
A meta de superávit primário será de 3,1% do PIB em 2014, ou R$ 164,4 bilhões. O abatimento poderá ser de até R$ 67 bilhões do PAC e desonerações.
De acordo com o documento divulgado pelo Planejamento, o governo federal não terá a obrigação legal de compensar resultados a menor de Estados e municípios

DÍVIDA
O governo federal espera terminar 2013 com uma dívida líquida do setor público em 33,4% do PIB (Produto Interno Bruto). O documento sinaliza também que em 2014 essa relação será de 30,9% do PIB. A fonte é o Banco Central.
A proposta de LDO precisa ainda do aval do Congresso Nacional. O governo também vai formular a proposta de Orçamento da União para 2014, que deverá ser enviada ao Legislativo até o fim de agosto.
O documento permite, caso aprovado sem modificações, que o governo execute despesas com investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e investimento das estatais sejam realizadas mesmo que o Orçamento de 2014 não seja aprovado até 31 de dezembro de 2013. A regra em vigor autoriza a execução de um duodécimo do utilizado no ano anterior.

domingo, 14 de abril de 2013

Bachelet também acha que: “Es necesaria una nueva Constitución”

Brasil, Chile, Argentina precisam de Nova Constituição

Para consolidar a Democracia nos países subdesenvolvidos que passaram por ditaduras militares e que fizeram constituições logo após o fim das ditaduras, torna-se mais do que necessário atualizar os sistemas de governo destes países.

Os partidos políticos, a legislação eleitoral, o judiciários, a imprensa, enfim todo o sistema legal está ultrapassado e emperram a modernização e as regras de competitividade e de governança.

Ou o mundo se moderniza, incluindo as milhões de pessoas na classe média, ou o povo votará nos extremos, aumentando o impasse e o risco de guerras e rupturas.

Bachele está certa: PRECISAMOS DE UMA NOVA CONSTITUIÇÃO!


Vejam parte de sua primeira entrevisgta a um jornal de fundamental importância que e o EL PAÍS da Espanha.

Entrevista exclusiva a Michelle Bachelet: “Es necesaria una nueva Constitución”


El País - Patricio Fernández 11 Abril, 2013

La ex directora de ONU Mujeres concedió a The Clinic su primera entrevista a un medio escrito. En ella Bachelet profundizó en las tres grandes reformas que impulsará en un eventual nuevo mandato -educacional, tributaria y constitucional- y en los costos de postular nuevamente al poder: “Yo aspiraba sinceramente a que hubiera un recambio generacional.

Se lo dije a cuanta persona pasó por allá, en comidas, en discusiones: ‘yo creo que es hora de recambio. Pero no sucedió y por eso estoy aquí`”. También se declaró partidaria de legalizar el aborto terapéutico y por violación y aseguró que tendrá una propuesta sobre el debate de matrimonio igualitario. Además dijo estar arrepentida de haber aplicado la ley antiterrorista en el conflicto mapuche.

La mitad del comando de Michelle Bachelet, en la calle Tegualda, es una casa de ladrillos, vieja y noble, con muros altos y baldosas con dibujo, como las que se han puesto de moda últimamente, pero en versión original. La otra mitad es un galpón dividido con paneles baratos. La oficina de la ex presidenta fue uno de los dormitorios de la casona con fachada continua.

Ahí conversamos durante más de dos horas. Algo que me cuesta definir cambió en su fisonomía. Está más angulosa. Quizás se deba a su nuevo corte de pelo. A propósito de otro asunto, comentó que no le era fácil sacarse la ONU de encima. Quienes aseguran que está llevando a cabo un plan minuciosamente pensado y diseñado en secreto a lo largo de sus años de ausencia, se equivocan. Ella no quería ser candidata. Yo lo diría de este modo: la forzaron las encuestas, la ausencia de mejores alternativas. Ella considera que se debe a su gente. La Concertación ya no es su jaula.

La palabra “ciudadanía” no suena hoy en su boca igual que para la campaña anterior, el 2005.

Hoy pareciera referirse con ese nombre a una gran organización, algo huérfana, pero poderosa. Ella sabe que los partidos políticos están ahí, y seguirán estando por mucho que les moleste su accionar displicente. Les reconoce su importancia, pero hoy no son la linda de la fiesta. La carne fresca no entra en sus auditorios. Le ha gustado la música de la calle, pero le teme, al mismo tiempo. Sabe que allá afuera la cosa está brava. Ella quisiera marchar, pero le tocó ser candidata.

Al despedirse, en Nueva York, dijo que echaría de menos el anonimato de extranjera.

Yo le creo. Si se trata de leer rasgos, los suyos denotan más la preocupación por una tarea seria, que la exaltación de un candidato ganador. No tiene respuesta para todo. No llegó con una cartilla para leerle a los chilenos. Resulta evidente que una idea de país le ronda la cabeza, no así el modo de conseguirlo. Quiere ayuda, o colaboración. Si llega al gobierno, será el antónimo de lo que ha representado Piñera. Nuestro actual presidente se supone que está en todas, que conoce hasta los últimos detalles de cada asunto, que no se mueve ni una hoja sin que él lo sepa. La candidata Bachelet sostiene que su mayor talento es meterse en los zapatos de los demás.

No es una intelectual, lo que está bien lejos de parecerse a la tontera. Tampoco es eso que suele llamarse “animal político”. Y es raro, porque durante la última década se ha dedicado a nadar en ese mar de tiburones, y parece que no sólo ha sobrevivido. Su campaña recién comienza. Ayer mismo hizo unas declaraciones poco afortunadas respecto de la gratuidad en la educación. “Se trapicó”, diría la Charo Maldonado. Acá intenta explicarlo.

Nos dio la primera entrevista que le concede a un medio escrito en Chile, desde que fuera presidenta. Es de imaginar que no tiene ganas de hacerle genuflexiones a los grandes magnates. A comienzos de la democracia, hasta Volodia Teitelboin soñaba con ser entrevistado por El Mercurio. Los tiempos han cambiado. Por ella, que un rostro nuevo hubiera estado en su lugar. Está consciente, en todo caso, que las grandes transformaciones no se dan de golpe y porrazo. Carga con el afecto irrestricto de muchos, y con la desconfianza de otros. Hoy los jóvenes vuelven a marchar.

La mítica reina del silencio, esto fue lo que nos dijo:


-Los periodistas andan demasiado ansiosos.
Lo entiendo, ellos han estado hablando tres años de que yo soy candidata. Pero yo no he estado de candidata. Tengo que organizarme, buscar los equipos, no sé qué, no sé cuánto, mientras todo el mundo estaba convencido de que yo tenía todo armado, y que durante tres años estuve trabajando en esto.

Por otro lado, yo entiendo lo que pasa con el silencio, pero, ¿tú te imaginas si yo hubiera opinado sobre cada una de las políticas que este gobierno determina? Hubiera sido de una irresponsabilidad republicana enorme.

Yutaka e a recaída da Folha

Uma boa recaída

Os jovens que leem a Folha atual têm dificuldade de imaginar que este já foi um jornal de vanguarda, moderno, que norteava a juventude brasileira na luta contra a ditadura e na busca de novos valores culturais. Os donos do jornal tinham um jornal mais progressista e outro que era porta voz da ditadura, mas eram dois jornais para dois públicos diferentes.

Atualmente existe somente um jornal, que por ser um somente um, trás as esquizofrenias de quem ser porta voz da nova direita com seu neoliberalismo e também quer ser porta voz dos jovens e da cultura. Não combina.

Mantenho a assinatura da Folha, apesar do conservadorismo e do oportunismo político e econômico do jornal, reconheço e gosto do seu lado moderno e culto, apesar de lidar a cultura também como “fast food”, coisas para ser lidas rapidamente, sem aprofundar em quase nada.

Hoje a Folha emocionou-me ao voltar ao seu lado bom e humano.
Ao valorizar a vida das pessoas e a busca da felicidade coletiva.

Hoje a Folha teve uma boa recaída.


Minha família, que conhece bem a história de Yutaka e seus filhos,
e nossos amigos que conviveram com a música e arte destes amigos japoneses, com certeza também se emocionaram com esta reportagem e também com seu autor, este jovem jornalista que conta com o apoio do pai.

A Folha deve ter mais espaço para este lado humano e familiar.
Quando isto acontece, a gente sente como se um amigo doente estivesse se recuperando.
Conte com a gente, nós precisamos de uma mídia assim.

Leiam a reportagem e se quiserem ver a edição do jornal com fotos e tudo, o link é:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/103826-unidos-pela-musica.shtml

Unidos pela música


Casal cria banda de rock com filhos dos relacionamentos anteriores para juntar a família

Folha – 14/04/2013 - Marco Aurélio Condez colaboração par a Folha

Na crescente onda de formação das chamadas "novas famílias", Yutaka Isoda, 62, e Kátia Shimabukuro, 48, têm tido que surfar com desenvoltura para manter duas casas e unir cinco filhos.

A fórmula que o casal encontrou para ter alguma rotina na vida familiar foi inusitada, criar uma banda de rock, a "Banda dos Irmãos".

Os Isoda também criaram regras de almoços conjuntos aos domingos, noites com jogos de tabuleiro e cartas, e viagens para que ficassem juntos, mesmo que pai e mãe tenham casas diferentes.

Na banda, o mais velho, Gil, 31, que é ilustrador, toca bateria, Marcos, 29, é arquiteto e toca baixo, Nara, terapeuta, é a tecladista e vocal, o estudante de audiovisual Heitor, 23, e o caçula Lucas, 13, comandam as guitarras.

O pai dá manutenção nos equipamentos. A mãe ajuda no apoio moral aplaudindo as exibições, que acontecem em casamentos, festas ou mesmo em casa.

"A banda não é a única coisa que une a gente, mas tocar junto é muito gostoso", afirma Nara.
De acordo com dados do Censo 2010, do IBGE, 16,2% dos lares habitados por casais com filhos contam com a presença de filhos de relacionamentos anteriores, reflexo do número de rompimento de relações.

Mas o caso de Kátia e Yutaka vai além: são filhos de relações diferentes convivendo em família em duas casas.
A maneira como se originou a união do casal também foi fora dos padrões considerados convencionais.

"Mesmo viúvo, com quatro filhos, o louco do Yutaka se ofereceu para ser pai e criador de um filho que eu teria de ter para combater as dores de uma doença no útero", explica Kátia.

Ela tinha endometriose, que causa dores agudas e que, em alguns casos pode desaparecer após a gravidez.
Yutaka, na época, era apenas amigo da atual mulher e foi prestar serviço de interprete para a empresa em que ela trabalhava. Eles ficaram amigos e ele se ofereceu para "resolver a questão".

Eles acabaram se apaixonando e tendo Lucas, o "queridinho" do grupo.

CASAS

A família Isoda se organiza em duas casas, ambas na Aclimação, na zona sul.

Em uma moram Kátia, o filho mais novo, Lucas, e a avó materna. Na outra, a poucas quadras da primeira, ficam o pai com três filhos --Gil resolveu viver sozinho-- e onde a família mais se reúne.

É também lá que ficam os instrumentos musicais e onde rolam os ensaios da banda."Quando junta todo mundo é uma bagunça, mas não tem briga. Todo mundo se diverte" afirma Yutaka.

Segundo Lucas, a casa onde vive o pai é mais liberal e a da mãe tem mais regras. De acordo com a mãe, "em qualquer uma das casas, todos seguem as regras do jogo e respeitam o estilo."

A decisão de morar em casas separadas nunca foi baseada em fatores financeiros, segundo o casal.

Eles gostam mesmo é de cada um ter seu espaço. "Não tem desgaste. Quando a gente sai, é para namorar", afirma Yutaka, sorridente.

Lucas vê sua família como "diferente", mas está acostumado a viver assim e não imagina outra forma de organização. "Os pais dos meus amigos quase não se falam. Meus pais sempre estão na boa", afirma.

sábado, 13 de abril de 2013

Abril com flores e chuvas

Um sábado com muita chuva

Para evigtar mostrar a choradeira dos nossos jornais, hoje vou mostrar somente flores e chuva.

Aqui na Vila Madalena os pés de Manacás da Serra começaram a florir com suas flores de cores diferentes. Um belo fenômeno da natureza. Um pé com flores de várias cores...




Já as flores amarelinhas, estas brotam com muita facilidade.




As violetas também gostam deste tempo de sol e chuva.




E as mariazinhas brilham mais do que quando tem muito sol.




Ainda bem que todos os anos temos as quatro estações.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Lula em Cajamar - Uma foto histórica

Ouvir, Sonhar, Realizar e Amar

A vida dos militantes da CUT, do PT e das Comunidades de Base.

Quando a vida no Brasil ainda estava sob a ditadura militar, algumas pessoas se dispuseram a ir à luta pela redemocratização do Brasil, pela melhoria da qualidade de vida e pela solidariedade humana.

Naquele momento, por mais que sonhássemos, jamais alguém pensou que um dia não muito distante, o orador desta foto iria tornar-se o mais importante presidente da república que o Brasil já teve.



Os sonhos se tornaram realidade e hoje, todos já de cabelos brancos, inclusive Suplicy, vivemos um outro desafio:

O de continuar governando o Brasil para que todos os brasileiros sejam parte de uma imensa classe média, com mais emprego, mais salário, mais escolaridade, mais respeito e mais liberdade.

É a partir dos sonhos que construimos grandes momentos da nossa vida e da nossa história.

Parabéns a Lula,Suplicy e a todos que passaram pelo Instituto Cajamar e nos ajudaram nesta caminhada.

Esta foto foi enviada pelo amigo Douglas Mansur.
Ficou faltando a data. Se alguém souber,
por favor me envie para acrescentá-la.

A Luta Continua...

PS.: Recebi do autor da foto a seguinte mensagem:

"Gilmar, esta não é do Cajamar, é no Acampamento dos Desempregados no Ibirapuera,em 09-10-1983. Depois vou enivar a foto de Cajamar.
Abraços fraternos, sempre.
Douglas Mansur"

Acontece que ele havia prometido enviar a foto de Cajamar, como a foto recebida não veio com identificação, conclui que fosse de Cajamar, e que ficasse faltando apenas a data.

Assim, fico esperando a foto de Cajamar, a qual acrescentarei nesta mesma página, ficando duas fotos históricas:

1 - Lula, já naquela época, preocupado com os desempregados da Crise de 1983;

2 - Lula em reuniões no Istituto Cajamar.

Notícias atualizadas e compartilhadas. É o mundo moderno.

É preciso amar

Apesar de tudo

Quando ligamos o rádio, ouvimos notícias só de problemas e tragédias; quando ligamos a TV, é a mesma coisa; quando vamos ler os jornais, vemos problemas e tragédias sendo detalhadas e ilustradas... Sobra pouco espaço e pouco tempo para as coisas boas. E, no entanto, as coisas boas estão presentes em todos os lugares e mesmo perto da gente.

Por que priorizar só as coisas ruins em detrimento das coisas boas? Não precisamos ser polianas, não precisamos negar os problemas nem as tragédias, mas a vida é o conjunto de coisas boas e coisas ruins. Talvez seja uma variável cultural da nossa sociedade, cultivar a tragédia em detrimento do trabalho e da solidariedade. Tem muita gente que vê o comportamento construtivo e respeitoso como algo brega. Mas, no fundo, somos todos carentes...

Por isto que, além de trabalhar muito, eu ainda arranjo tempo para cuidar de flores, cuidar da família, ter tempo de ler e buscar coisas positivas da vida. Não é fácil, mais é possível.

Vejam estas pequenas flores dos pés de TREVOS no nosso jardim.
Só quem presta atenção vê estas pequeninas flores.
No entanto elas estão lá, iluminando nosso jardim.



E esta foto de outro ângulo.



E estas amarelinhas, ótimas vizinhas dos Trevos.



Mas, se quiserem ver apenas as flores murchas,
vejam estas orquídeas que já foram maravilhosas.



Aproveitem o fim de semana para olhar as flores e as pessoas que estão perto de voce.

É preciso amá-las.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

BRF - Do Brasil para o Mundo

BRF sob Nova Direção

O Brasil precisa aprender a disputer o mercado internacional. Esta é a palavra de ordem para todos os segmentos da sociedade. Todos os brasileiros precisam estudar muito, aprender sobre outras culturas e outras histórias, além de aprender inglês.

Aos poucos vamos deixando de ser provincianos para ser internacionalistas.

A palavra de ordem na BRF agora é: Do Brasil para o Mundo!

Leiam a matéria do Estadão de hoje.

Abilio 'congela' planos e vai contratar consultores para BRF

Novo presidente do conselho diz que fará uma 'ampla avaliação' da companhia antes de qualquer mudança

11 de abril de 2013 | 2h 07

RAQUEL LANDIM - O Estado de S.Paulo

O empresário Abilio Diniz assumiu ontem a presidência do conselho de administração da BRF, empresa resultante da fusão entre Sadia e Perdigão, sem implementar medidas drásticas. Ele deixou claro que vai fazer uma ampla avaliação da companhia, cujo dia a dia pretende acompanhar de perto. Os planos de reorganização da estrutura corporativa, com a criação de um posto de CEO global, estão congelados.

O foco da BRF continua sendo a internacionalização, já que a empresa tem pouco espaço para avançar no mercado interno, onde domina 65% das vendas e enfrentaria problemas com os os órgãos de defesa da concorrência. Para Abilio, a BRF ainda é "pequena" fora do País, perto do potencial de expansão. Ele não descarta aquisições ou construção de novas fábricas. A BRF estuda fazer uma nova unidade na China no segundo semestre e já avaliou comprar concorrentes no México e na Turquia.

"Vamos trabalhar com rapidez, mas sem pressa", disse Abilio. Ele não vai "ter sala e secretária", mas pretende se dedicar à BRF nos próximos meses. O empresário vai passar pelo menos duas horas por dia na companhia, reunindo-se com o presidente executivo, José Antonio Fay, e com os vice-presidentes.

Segundo Abilio, sua maior contribuição à BRF será na gestão. Ele revelou que a empresa estuda contratar duas consultorias para ajudá-la nos próximos passos. A BRF, que já trabalha com a McKinsey, estaria negociando com o Boston Consulting Group e com a Galeazzi & Associados.

O consultor Claudio Eugênio Galeazzi é muito próximo de Abilio e tem fama de promover fortes enxugamentos. O empresário, no entanto, descartou reduzir a estrutura da BRF, que hoje conta com mais de 50 diretores e 9 vice-presidentes.

Antes da chegada de Abilio, a BRF preparava uma mudança na estrutura, rumo à internacionalização, com um CEO global e CEOs nacionais. "O plano faz sentido, mas vamos esperar um pouco. Pedi a todos para revisitar a companhia", disse Abilio.

O empresário garantiu que, por enquanto, não vai trazer "gente nova" e que mantém Fay no cargo. Ele afirmou que gostaria de rever o estatuto que prevê a aposentadoria compulsória aos 61 anos, que Fay completa no fim de 2014. "Olha para mim. Dizer que ele está em idade de aposentadoria é brincadeira", disse Abilio, que tem 76 anos.

Emocionado.

O empresário - que também preside o conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar (GPA), fundado por seu pai e do qual perdeu o controle para o sócio francês Casino - confessou que estava "emocionado", porque a BRF é seu primeiro desafio fora do GPA.

Em seu primeiro dia na BRF, Abilio tomou posse junto com os demais conselheiros e respondeu perguntas de funcionários por videoconferência. Depois, almoçou com conselheiros e vice-presidentes e participou da coletiva de imprensa. "A BRF começa um novo ciclo sob a liderança de Abilio", disse Fay.

Abilio foi indicado para substituir Nildemar Secches, que comandou o crescimento da Perdigão e a fusão com a Sadia, pelo fundo Tarpon. Com 8% do capital, o Tarpon acredita que a gestão pode ser mais "agressiva" e ganhou o apoio da Previ, que detém 12,19% das ações. A movimentação encontrou a resistência da Petros (12,22%), que temia um conflito de interesses por Abilio ocupar o mesmo cargo na BRF e no GPA.

Na assembleia de acionistas, Abilio conquistou votos equivalentes a 62% do capital, mas a Petros se absteve e 6% votaram contra. Foi a primeira vez que a escolha não foi por unanimidade. "Se não foi unânime, foi excelente", minimizou Abilio. Ele negou que exista um conflito de interesse - um argumento utilizado pelo Casino, que chegou a pedir a sua renúncia. "Se houvesse conflito, eu não estaria aqui."