quarta-feira, 13 de março de 2013

Pelo fim do Imposto Sindical

Jogando na Confusão

O Estadão, de vez em quando, dá uma escorregada e faz “contrainformação”, ou joga na desinformação.

A desinformação pode render capa de jornal e, quem sabe, alguns dividendos para os interessados nas reportagens distorcidas. Alguns jornalistas trabalham 24 horas por dia para conseguir este espaço e, algumas vezes, convencem seus editores a publicar textos que confundem os leitores e geram falsas polêmicas.

Esta semana, mais um exemplo desta antijornalismo foi usado por um repórter do jornal O Estado de S. Paulo. A reportagem “Governo quer substituir taxa sindical”, de João Villaverde, publicada no dia 11, afirma que o governo vai criar um novo imposto sindical, que vai onerar abusivamente os/as trabalhadores/as e que isto seria uma reivindicação da CUT. Nada mais falso.

Apesar da contrainformação clara, tanto que não foi compartilhada pelos outros órgãos de imprensa, o jornal publicou hoje, 13, um editorial – Cada vez piores e mais caros – desancando a CUT que, segundo os donos do jornal, é pelega. Mostrando que, além do jornalista, o jornal está entrando na canoa furada ou na provocação.

Restabelecendo a verdade dos fatos:


A CUT defende, sim, a substituição do imposto sindical pela contribuição negocial. E motivos não faltam para isso.
O imposto sindical é compulsório, sustenta sindicatos fantasmas tanto de trabalhadores como de empresários, de gavetas, sem nenhuma ação sindical, com sedes enormes e bem localizadas para abrigar falsos sindicalistas em amplas salas com ar condicionado.

A proposta de contribuição negocial é clara: só pode ser cobrada se for aprovada pelos trabalhadores em assembleias amplamente divulgadas e com quoruns comprovados e não pode substituir a sindicalização. O trabalhador decide se e quanto quer pagar apenas depois do sindicato realizar uma negociação que lhe garanta ampliação de direitos e benefícios como melhoria das condições de trabalho e renda.

Ao contrário do que diz o editorial do jornal, não se trata da troca de uma contribuição compulsória criada por Getúlio Vargas por outra.

É verdade que um esboço dessa nova taxa foi inserido no projeto de lei que regulamenta a profissão de comerciário, que aguarda sanção da presidenta Dilma Rousseff, que provavelmente vetará este item.
O que não é verdade, como afirma a reportagem, é que essa nova taxa está sendo proposta para todos os trabalhadores, muito menos que está de acordo com a proposta da CUT.

Aliás, pelo texto da reportagem, vê-se que o repórter não se deu ao trabalho de entrevistar nenhum representante da CUT. Limitou-se a afirmar isso ou aquilo como se fosse um grande especialista no assunto.

Tudo isto é uma pena. Um assunto tão importante como a necessidade de se acabar com o Imposto Sindical, tanto para os sindicatos dos trabalhadores como para os sindicatos patronais, não pode ser tratado de forma tão leviana.

Um comentário:

  1. concordo com o fim do inposto compulsório! basta de explorarar os trabalhadores! ja basta o confederativo as mensalidades e e taxa negocial.

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