quarta-feira, 13 de março de 2013

Papa será conhecido hoje

Consenso Progressivo no Vaticano

A Igreja Católica está estruturada num sistema parlamentarista,
isto é, quem tem maioria no Colégio Eleitoral define o papa.

E para conseguir a maioria, as partes precisam fazer composições, alianças e muitas negociações.
Para evitar desgastes com a opinião pública, estas negociações são secretas, isto é, devem ficar no âmbito interno do Colégio Eleitoral.

Ontem tivemos duas votações, e, segundo a imprensa, os mais votados foram Scola, de Milão, Odilo, de São Paulo, e Peter, da Hungria. Curiosamente, os três tem algo em comum: Scola tem nome de Angelo, Odilo é de São Paulo, e o húngaro é Pedro. Todos nomes históricos da Igreja.

Hoje haverá QUATRO VOTAÇÕES.


Mostrados os votos iniciais, não há motivo para deixar para amanhã o que se pode fazer hoje.
Todos os indicadores levam a crer que no final do dia teremos o nome do novo papa.

E, se as coisas acontecerem como sugerem os jornalistas, o papa será um brasileiro, ou um húngaro ou um canadense...
Como eu sou amigo das “Forças Ocultas”, mas o Espírito Santo ainda não me deu o nome final, fico com minha torcida...
Acho que, se a Igreja tiver sensibilidade histórica, escolherá um papa brasileiro.

Que as histórias da Igreja e de Jesus sirvam como base principal para que os cardeais definam o novo papa. E que eles não se esqueçam de São Francisco de Assis...

Vejam esta boa matéria do Estadão de hoje.

Conclave começa com fumaça preta; Scola e Odilo teriam mais votos


Nenhuma candidato obteve os dois terços dos votos necessários;
de acordo com o ‘La Repubblica’, o cardeal Angelo Scola foi o mais votado,
seguido por d. Odilo e o húngaro Peter Erdö

12 de março de 2013 | 23h 00 - José Maria Mayrink, Enviado especial


VATICANO - O primeiro dia do conclave que definirá o sucessor de Bento XVI acabou com uma fumaça preta, que subiu da chaminé da Capela Sistina às 19h42 desta terça-feira, horário de Roma, num sinal de que ninguém havia conquistado dois terços dos votos (77).

A contagem é secreta, mas, segundo o jornal La Repubblica, o arcebispo de Milão, Angelo Scola, saiu na frente, seguido pelo arcebispo de São Paulo, Odilo Scherer. Em terceiro lugar estaria o arcebispo de Budapeste, Peter Erdö, cuja candidatura teria se fortalecido após o embate, na véspera, entre integrantes contra e a favor da Cúria.
Os 115 cardeais eleitores - 60 da Europa, 19 da América Latina, 14 da América do Norte, 11 da África, 10 da Ásia e 1 da Oceania, representando no total 48 países - foram isolados nesta terça-feira, às 17h34, quando o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, monsenhor Guido Marini, fechou as portas da Capela Sistina.

"Extra omnes!" (Todos para fora), ordenou monsenhor Marini em voz alta, enquanto todos os assessores, funcionários, guardas suíços e o secretário do Colégio Cardinalício, arcebispo Lorenzo Baldisseri, e ele mesmo, o mestre de cerimônias, deixavam os cardeais diante da tela Juízo Final, de Michelangelo, para elegerem o sucessor de Bento XVI.
Os cardeais chegaram em procissão cantando a Ladainha dos Santos, invocações dirigidas a Maria, aos apóstolos e aos mais importantes do calendário litúrgico, para pedir sua intercessão na hora de escolher o papa. A procissão, que tinha à frente uma grande cruz e um exemplar dos Evangelhos, durou 15 minutos. Às 16h15, os cardeais entoaram as estrofes do hino Veni Creator Spiritus (Vem, Espírito Criador) para implorar as luzes do Espírito Santo.

O presidente da cerimônia, cardeal Giovanni Battista Re, membro mais velho do colégio de eleitores, leu então o texto do juramento, no qual os cardeais se comprometem a obedecer todas as regras do conclave, entre elas a exigência de sigilo total sobre tudo o que acontece durante o processo, e o compromisso de votar naquele que, perante Deus e sua consciência, parece ser o mais indicado para ocupar a cadeira de São Pedro.

Feita a introdução, com os termos gerais do compromisso, os cardeais fizeram uma fila, por ordem de precedência - 4 cardeais-bispos, 81 cardeais-presbíteros e 30 cardeais-diáconos - para formalizar sua adesão pessoal ao juramento. "Deus me ajude, assim como estes Santos Evangelhos, sobre os quais ponho a minha mão", jurou cada um.

Sondagem inicial

O primeiro escrutínio, realizado à tarde, após uma meditação com as portas fechadas, serviu como sondagem preliminar das tendências. E terminou sem a definição do papa.

A fumaça negra subiu da chaminé da Capela Sistina 40 minutos depois do que se esperava, em comparação com conclaves anteriores. Nesta quarta-feira, haverá quatro escrutínios - dois pela manhã e dois à tarde.

A fumaça branca anunciará a eleição do papa logo após o escrutínio em que um dos candidatos obtiver os votos necessários e aceitar a escolha.


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