quarta-feira, 13 de março de 2013

Governo é para governar

Na alegria e na tristeza...

Os políticos fazem campanhas eleitorais, se elegem e depois vão fazer reformas e planejamentos.
Tudo isto é muito importante, mas o prioritário é começar a governar desde o primeiro dia. Os planejamentos devem constar dos programas eleitorais e a execução do programa deve começar já no primeiro dia de gestão.

Haddad é um prefeito muito simpático. Foi um candidato brilhante, saiu de 1% e ganhou de Serra no segundo turno, na cidade de São Paulo, o que não é pouca coisa. Haddad vem fazendo um governo sem atritos, educado e com boa imagem.

Mas, todo dia chove muito, com tempestades e enchentes. E aí a gente sente falta de uma intervenção mais enérgica da prefeitura. Os faróis não funcionam, a culpa é da Eletropaulo, se falta luz, também a culpa é da Eletropaulo.

Mas, com as enchentes, a gente não vê o pessoal da CET para orientar o trânsito e para impedir que motoristas deixem os carros nas ruas perigosas e para não deixar que motoristas tentem passar no meio das correntezas. Quando as pessoas morrem, as autoridades dizem que foi “fatalidade”. Não é bem assim. Se houver ações preventivas fortes, as fatalidades diminuem.

Eu moro na Vila Madalena e sempre que chove, enche tudo, falta luz e não vemos a CET. Mas as multas continuam... Por que o pessoal da CET não está nas ruas para ajudar à população?

Governar deve ser como casar.
Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza...

Haddad, conte com a gente,
mas não deixe a burocracia se sobrepor à governabilidade.

Plano de Haddad terá cerca de 100 metas

Com metade do número de ações da gestão anterior, programa permite que a população acompanhe se as promessas são cumpridas

Adriana Ferraz – Estadão - 13 de março de 2013

O plano de metas do prefeito Fernando Haddad (PT) será mais enxuto que o apresentado por seu antecessor. O objetivo do petista é cumprir cerca de 100 metas nos próximos quatro anos - menos da metade do programa de Gilberto Kassab (PSD), formulado com 223 compromissos. A ordem dada às secretarias é priorizar ações concretas, possíveis de serem colocadas em prática até 2016. A apresentação oficial será feita na última semana deste mês.

A coordenação do programa foi dada à Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, responsável por fazer a triagem das propostas enviadas pelas demais pastas.
O trabalho começou com 300 ideias. Atualmente, já são 139, mas o objetivo é reduzir ainda mais. Haddad não quer exageros para evitar desgaste no fim de seu mandato, assim como ocorreu com Kassab, duramente criticado por só cumprir 55,1% de seu plano de metas.

E a segunda vez que um prefeito de São Paulo será obrigado a informar a população o que pretende fazer durante os quatro anos de seu governo. O programa é uma exigência legal, criada em 2008 por meio de uma emenda à Lei Orgânica do Município apresentada pela Rede Nossa São Paulo e outras 570 entidades da sociedade civil.
Promessas.

De acordo com a lei, o plano tem de contemplar as promessas de campanha feitas e ser discutido com a população em audiências públicas. A expectativa é de que os encontros sejam temáticos e ocorram em todas as 31 subprefeituras de São Paulo. A isenção da taxa da inspeção veicular, a criação do bilhete único mensal, dos 150 km de corredores de ônibus e da Rede Hora Certa, por exemplo, consumirão parte da pauta debates.

O plano de Haddad não deve conter muitas surpresas nem metas burocráticas que envolvam ações de interesse apenas dos gestores públicos.
O prefeito quer dar prioridade à execução dos projetos que considera essencial para "colocar a cidade no rumo", como a implementação do Arco do Futuro, iniciativa que visa a decentralizar o desenvolvimento da cidade, levando empregos e moradias para a periferia de São Paulo.

Bairros.

Com nova metodologia, o plano de metas da gestão Haddad promete detalhar as propostas por território - demanda pleiteada pela sociedade civil, mas não atendida pelo governo anterior. O objetivo é chegar ao nível do bairro, da forma mais didática possível, com explicações sobre como foram feitas as escolhas das metas e as suas conseqüências a longo prazo.
Na semana passada, representantes da Rede Nossa São Paulo reuniram-se com funcionários da Prefeitura para conhecer o novo modelo de divulgação.
"A grande preocupação é que o plano de metas seja compreensível para a população", afirmou ontem o coordenador-geral da secretaria executiva da entidade, Maurício Broinizi.

Câmara receberá programa no dia 26

O programa de metas da Prefeitura será apresentado em primeira mão às cem personalidades escolhidas para compor o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da cidade. Na lista estão o rapper Mano Brown, a empresária Viviane Senna e o ex-jogador Raí, por exemplo. A primeira reunião está marcada para às 9h do próximo dia 26, na sede da Prefeitura. Em seguida, o plano será encaminhado à Câmara Municipal.

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