quinta-feira, 21 de março de 2013

Folha, Eleições e Barriga de Aluguel

Dando nomes aos “candidatos”

A Folha, além de passar a priorizar a versão em detrimento dos fatos, resolveu que será a direção nacional da campanha contra o PT, Dilma e Lula. Neste “vale tudo eleitoral”, a Folha coloca-se como meio para divulgar e estimular todos os partidos e candidatos que aceitem fazer parte da “frente ampla” em defesa do neoliberalismo e da valorização dos ressentidos com o PT ou com o PMDB. Nesta guerra, “vale tudo” para desgastar o governo e forçar um segundo turno nas eleições do ano que vem.

“A ameaça é bastante real, com Aécio prometendo grande votação em Minas, Campos abrindo uma cunha no Nordeste, Marina acolhendo os "sonháticos" e Gabeira embalando o voto "cult", sem falar que Chico Alencar (PSOL) pode criar uma opção para o que resta da esquerda pura.”

Leiam esta preciosidade de hoje:

Campos e Serra

Folha – Eliane Cantanhêde – 21/03/2013.

BRASÍLIA - Um dado relevante da pesquisa CNI-Ibope sobre a popularidade da presidente é o período de campo (minado para a oposição): os eleitores foram ouvidos de 8 a 11 de março, ou seja, exatamente em cima do Dia da Mulher e do pronunciamento em que Dilma anunciou, em tom de campanha, pela TV, o fim de impostos da cesta básica. Deve ter sido coincidência...

E um resultado muitíssimo relevante é que a popularidade dela subiu fora da margem de erro e bateu em 85% no Nordeste, região muito populosa, que rendeu votações decisivas para Lula e Dilma e é fundamental para a candidatura Eduardo Campos. Com 85% de Dilma, ele tem pouca margem para trabalhar.

E, sem o Nordeste, pode ir tirando o cavalinho da chuva.

Enquanto Campos tenta se viabilizar e Aécio debate tecnicamente o esfarelamento da Petrobras, a agenda de Dilma é concreta e simbólica, ao mesmo tempo: foto e sorrisos com Francisco, o papa "dos pobres"; redução na conta de luz e no preço do prato que vai à mesa dos brasileiros todo santo dia; pesquisas que demonstram força e sossegam aliados afoitos; ministérios para os partidos; muitas viagens ao Nordeste.

Essa estratégia, aliada à imagem de mulher firme, mantém a presidente como favorita. Não evita, porém, a ameaça do segundo turno, que é sempre uma pedreira --e custa caro.

A ameaça é bastante real, com Aécio prometendo grande votação em Minas, Campos abrindo uma cunha no Nordeste, Marina acolhendo os "sonháticos" e Gabeira embalando o voto "cult", sem falar que Chico Alencar (PSOL) pode criar uma opção para o que resta da esquerda pura. *

Ah! Por falar nisso, José Serra e Eduardo Campos se encontraram sigilosamente em São Paulo. E não foi para falar de flores. Já tem gente até sonhando com uma chapa geográfica e sinuosa: Campos e Serra.

Em política, nada é impossível.

Nota deste blog:

Principalmente no Brasil, onde os partidos, os políticos,
o judiciário e a imprensa não primam pela coerência, transparência e ética.

Além de reeleger Dilma-Temer, precisamos eleger o máximo possível de governadores,
senadores e deputados federais.

Assim teremos condições de providenciar uma Constituição que espelhe o Brasil para todos.

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