quarta-feira, 20 de março de 2013

Dialogando com o Mundo

200 mil acessos e 85 países

Nesta manhã o blog chegou a 200.048 acessos e 85 países diferentes. Tudo isto antes de completar dois anos de existência. Para quem começou como um pedido para registrar depoimentos de casos e causos da vida, até que chegamos muito longe.

Este ano, não sei porque, as pessoas estão comemorando muitas datas importantes e tempos dos acontecimentos. Cinquenta anos do disco de João Gilberto com Stan Getz, o mesmo tempo do DISCO dos Beatles que marcou o mundo, 90 anos do Sindicato dos Bancários de São Paulo, 30 anos de CUT, 10 anos de governo Lula/Dilma, 33 anos de PT, 35 anos de formados na FGV-SP, etc.

Por que, de repente, o tempo ficou tão importante?

As fotos também voltaram a ser muito importante. Os fotógrafos, os pintores, os artistas, os escritores voltaram a ser mais importantes do que os políticos. Ainda bem...

Eu gostaria de escrever mais sobre os países e as mensagens que já apareceram neste blog. Por exemplo, falar sobre a Malásia, Angola, Letônia, Ucrânia, Tunísia, Uruguai, China e tantos outros países que, embora não sejam bem conhecidos pelos brasileiros, pessoas nestes países vivem acessando este blog. Serão brasileiros?

Para continuar dialogando com o mundo, já que a Terra é a nossa Pátria, baixei o nosso criador da Bossa Nova cantando uma música lendária e especial, “Corcovado”, cantada por João Gilberto. E para mostrar que nem tudo está perdido, reproduzo uma matéria da Folha de São Paulo sobre os 50 anos da gravação do disco de João Gilberto com Stan Getz, Tom Jobim e outras feras da música. A Folha ainda não sucumbiu...

Mais um motivo para comemorar ouvindo João Gilberto.

Corcovado by Joao Gilberto



Gravação de disco clássico de João Gilberto
com Stan Getz faz 50 anos


Lançado em 1964, "Getz/Gilberto" abriu as portas para a música brasileira nos Estados Unidos
Responsável pelos arranjos, Tom Jobim teve de administrar os egos do violonista e do saxofonista no estúdio

Folha – Lucas Nobile – 20/03/2013

Na noite de anteontem, a cantora Miúcha voltou a se surpreender com seu ex-marido, em visita que fez a ele no apartamento da rua Carlos Góis, no Leblon (Rio).
O encontro não ocorreu por motivos especiais, mas neste ano completam-se cinco décadas que Miúcha conheceu o compositor, cantor e violonista João Gilberto, 81.

Os dois se conheceram logo depois de ele se separar de Astrud Gilberto, com quem havia gravado o antológico "Getz/Gilberto", ao lado do saxofonista americano Stan Getz (1927-1991).
"Ele está cantando e tocando como nunca. A mão dele não envelhece. Talvez ele apronte alguma surpresa, não deu a vida por encerrada", disse a cantora sobre a possibilidade de João retomar os shows cancelados em 2011, que comemorariam os 80 anos do pai da bossa nova.

Rodeado de seus violões, João Gilberto mantém-se recluso como em 1963. Naquela época, somente a mulher de Getz, Monica, foi capaz de convencê-lo a deixar o hotel em Nova York, e seguir para o anexo do Carnegie Hall, onde aconteceriam os ensaios para "Getz/Gilberto".

Depois de muita insistência, João acabou entrando no estúdio A&R, nos dias 18 e 19 de março para gravar o álbum que abriria as portas para a música brasileira no exterior.
Stan Getz já estava de olho na música brasileira. Em 1962, lançara "Jazz Samba", com Charlie Byrd, e "Big Band Bossa Nova".

Admirador de violonistas brasileiros, em 1963 gravou "Stan Getz With Guest Artist Laurindo Almeida" e "Jazz Samba Encore!", com Luiz Bonfá no violão e Tom Jobim no piano e também no instrumento de seis cordas.
Contratado pela Verve, que tinha Creed Taylor como produtor, Getz descobrira sua nova pepita: João Gilberto.

O baiano de Juazeiro era um dos "aventureiros" que decidiram ficar nos EUA, assim como Jobim e o baterista Milton Banana. Em 1962, ele participara do lendário show de bossa nova no Carnegie Hall -que, apesar de problemas técnicos e críticas negativas, é tido como marco da bossa nova naquele país.
Além dos dois protagonistas, estavam no estúdio Jobim, Milton Banana, o baixista Tião Neto, cujo nome foi omitido da ficha técnica.

O disco teve a estreia de Astrud Gilberto, então com 23 anos, que interpretou "The Girl from Ipanema" e "Quiet Night of Quiet Stars", versão em inglês para "Corcovado".

No repertório, além dos dois temas, estavam "Doralice" (Dorival Caymmi), "Pra Machucar Meu Coração" (Ary Barroso), "Desafinado" (Jobim e Newton Mendonça), "Só Danço Samba", "O Grande Amor" (ambas de Jobim e Vinicius de Moraes) e "Vivo Sonhando" (só de Tom).

O álbum, que completa 50 anos de gravação neste mês.

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