sábado, 16 de fevereiro de 2013

Marina e o Partido da Folha

Todos contra o PT

Tudo bem que as pessoas tenham direito de fundar quantos partidos quiserem. Faz parte da democracia.

O que não vale é se fazer de inocente. Na política não existe inocência. Na política todos têm lado. A Folha assumiu a paternidade do Partido de Marina, como parte da estratégia para derrotar o PT. Tanto assumiu que finalmente assumiu o porquê está fazendo isto.

Antigamente, o PSOL, com sua candidata nervosinha, se fazia de vítima, mas soube aproveitar o apoio explícito da imprensa, como forma de tirar votos do PT e assim termos segundo turno, aumentar as chances de derrotar ou desgastar o PT.

Depois veio a candidatura de Marina pelo PV, com o discurso da “pureza”. Conseguiram muitos votos, conseguiram dinheiro para campanha e muito, muito espaço favorável na imprensa. As eleições foram para segundo turno, mas não conseguiram derrotar o PT.

Agora, a direita percebeu que só dois partidos contra o PT é pouco. Lançar o PSDB como cabeça e um outro partido como sublegenda não tem sido suficiente.

Agora a direita está “pagando tudo que for necessário” para ter três partidos contra o PT.

A direita até aceita que Aécio (PSDB), saia como segundo plano, tendo Eduardo Campos, do PSB, como candidato principal e que “o partido de Marina”, faça o papel de “coletor de votos dos inocentes”, e quem sabe assim consigam ganhar uma eleição e restabeleçam o neoliberalismo no Brasil.

Ser esperto faz parte do jogo, o que não deve fazer parte do jogo é a desonestidade moral ou financeira. E isto tem de monte na política brasileira. Inclusive na imprensa.

O curioso é que “nenhum articulista” assumia isto.
Fingiam de morto, escrevendo maravilhas sobre a nova leva de partidos políticos que estão surgindo.

Finalmente, hoje no PAINEL DA FOLHA,
saiu a confirmação da estratégia da direita brasielira.

Vejam que forma delicada de dar o recado.
Bem ao estilo sutil dos tucanos...

Folha de S. Paulo – 16/02/2013

Painel

Nem aí
. Na contramão dos interesses de Kassab e do governo,
o PSDB não deve apoiar tentativas de melar o cronograma político de Marina.
Os tucanos acham que, se for candidata,
a ex-petista tira mais votos de Dilma Rousseff que da oposição.

Nota deste blog:

Ainda bem que o PT ainda tem Dilma, Lula e a política de pleno emprego, minha casa minha vida, bolsa família, estímulo ao empresariado brasieliro e respeito à liberdade de imprensa, mesmo que a imprensa viva de falar mal do PT.

Democracia sem povo, não é democracia,
é convescote como na República Velha.



2 comentários:

  1. No site da uol já falam no Suplicy. Depois, lendo melhor, percebe-se que só apóia ... Uol 16/02. 22:00 h

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  2. Caro Gilmar Carneiro,

    Muito boa sua análise do fenômeno Marina recriando-se em novo partido.
    Com a ajuda "sincera, porém serena" da Folha e demais veículos do PIG a lógica poderá render algum resultado que interessa aos neoliberais de plantão. "De plantão para alguma sobra", diria meu velho pai que acrescentava: "vai que dá certo, estamos prontos para ocupar o espaço".

    O ataque virá certamente. Difícil saber a quantidade de dinheiro que está sendo investido nesse plano. Importa saber que o investimento é grande. E o governo precisa se movimentar. Afinal, que fica parado é poste.

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