quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Igreja, PT, CUT e o Brasil

Sinais dos Tempos

Nos anos setenta, quando o Brasil vivia o “milagre brasileiro” sob uma ditadura militar ferrenha, sem liberdades democráticas, a Igreja era a principal âncora de proteção aos movimentos sociais e, principalmente, aos trabalhadores do campo e da cidade.Esta Igreja tão importante era representada pelos religiosos da Teologia da Libertação.

O Brasil passava por momentos difíceis:

Quando matavam trabalhadores rurais na Amazônia e no Nordeste, lá estavam os padres e os bispos da Igreja e da Teologia da Libertação cobrando justiça e condenação dos culpados. Mesmo quando matavam os padres a Igreja não recuava. E foram muitos os padres assassinados. A Igreja cobrava Justiça e Liberdade.

Quando prendiam e matavam estudantes e jovens que se organizavam em grupos clandestinos, lá estavam os padres e os bispos cobrando notícias sobre estes presos políticos.

Quando a inflação voltou a subir e a ditadura proibia que os trabalhadores reivindicassem aumentos salariais, lá estavam os padres e os bispos organizando o Movimento Contra a Carestia.

Quando as greves começaram na região do ABC e depois se espalharam por todo o Brasil, lá estavam os padres e os bispos ajudando os trabalhadores a se organizarem e cedendo os espaços das Igrejas para reuniões.

Graças ao amparo da Teologia da Libertação, surgiram o PT – Partido dos Trabalhadores e a CUT – Central Única dos Trabalhadores.
A assembleia de fundação do PT, não por acaso, aconteceu no Colégio Sion, em São Paulo.

Já a CUT, que engatinhava desde a constituição da Comissão Nacional da Pró-CUT, eleita na Praia Grande - SP, em agosto de 1981, era para ser fundada em 1982, mas foi adiada em função das eleições para governadores e parlamentares.

Quando os sindicalistas tentaram organizar o congresso de fundação da CUT em 1983, passaram a ser boicotados pelos sindicalistas ligados ao peleguismo e ao reformismo. Ante a resistência dos conservadores, a alternativa foi novamente procurar o apoio da Igreja. E Dom Paulo Evaristo Arns foi, mais uma vez, fundamental para que outras personalidades como o governador Franco Montoro e o presidente do PMDB, Ulisses Guimarães, também apoiassem a convocação do Congresso Nacional de fundação da CUT em 1983.

Passados quase quarenta anos,
neste mês emblemático de Fevereiro de 2013,
a Igreja, o PT e a CUT vivem momentos históricos:

1 – A Igreja acabou com a Teologia da Libertação há mais de 20 anos, perdeu espaço nas comunidades e até sua autoridade maior, que é o Papa, renunciou. Coisa que só acontece a cada 500 anos;

2 – O PT realiza hoje uma grande comemoração dos 33 anos de fundação e de 10 anos como Governo Federal, com a presença de Lula e Dilma. Comemorações estarão acontecendo em todo o Brasil, neste ano. Lula como o melhor presidente da história do Brasil e Dilma como a primeira mulher eleita para a presidência da república. O PT tem muito para comemorar. E o povo brasileiro também.

3 – A CUT realiza no próximo dia 27, ato de lançamento das comemorações pelos 30 anos de fundação. Estarão presentes sindicalistas de todo o Brasil, parlamentares, governantes e lideranças comunitárias e terá como ato principal uma palestra do sindicalista histórico, fundador do PT e principal avalista da CUT, Luis Inácio LULA da Silva.

A CUT, que é a primeira central sindical criada no Brasil em 500 anos de história, está consolidada em todos os estados brasileiros, é a quinta maior central sindical do mundo e continua a ajudar a organizar os trabalhadores do campo e das cidades.

A Igreja, o PT e a CUT ajudaram a mudar a história do Brasil.
Mudar para melhor.

Tomara que, com a renúncia do papa, seja eleito um papa brasileiro,
que a Igreja volte a gostar dos trabalhadores e dos pobres do mundo;

Que o PT continue a representar os anseios dos brasileiros por um Brasil rico, sem pobreza,
com boas escolas para todos e com boa políticas públicas;

E que a CUT continue lutando para que os trabalhadores do campo e da cidade tenham melhores condições de vida e de trabalho, com liberdade e solidariedade.

Com quarenta anos de militância em São Paulo,
podemos fazer um balanço muito positivo:

Nós contribuímos para que nosso Brasil esteja bem melhor do que era antes.


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