domingo, 3 de fevereiro de 2013

Cerveja – USA, México e Brasil

O mundo vai ficando pequeno

O século XXI está desenhando um mundo onde os governos são cada vez mais fracos e as empresas se organizando em oligopólios internacionais e nacionais, controlando o mercado, os políticos, os juízes e a mídia. As pessoas serão vistas apenas como consumidoras e descartáveis.

Hoje a Folha e o Estadão ou estão sem assunto ou combinaram em dar uma pausa para ver como noticiar os assuntos a partir do carnaval. Os dois jornais estão vazios e rabugentos. A única matéria que achei razoável para comentar e reproduzir é esta da Folha sobre o crescimento da AB InBev tanto no mercado americano, como no México e no Brasil. O mundo vai ficando pequeno...

Como todo mundo gosta de cerveja, leiam a matéria com atenção.
Sem deixar de saborear uma cerveja bem gelada...

Concorrência de cerveja é menor no México

AB InBev teria 46% do mercado dos EUA se comprasse a Modelo,
mas participação chegaria a 60% no país vizinho

No México, duas empresas dominam mercado;
governo americano que barrar negócio de US$ 20 bi

Folha – Mercado – 03/02/2013

O Departamento de Justiça dos EUA quer barrar a compra da mexicana Modelo pela AB InBev porque o negócio de US$ 20,1 bilhões daria à belgo-brasileira 46% do mercado de cerveja no país e maior poder para elevar preço.
Mas é no país da Modelo que a AB InBev teria maior concentração de mercado.

No duopólio mexicano da cerveja, a Modelo, com suas Corona, Pacifico e Victoria, tem 60% de participação.
Praticamente todo o restante pertence à Cuauhtémoc Moctezuma, adquirida pela Heineken e que tem marcas como Tecate, Dos Equis e Sol.

Como comparação, no Brasil, a Ambev, da AB InBev, tem por volta de 68%.

O cerca de 1% restante do mercado mexicano é das cervejarias artesanais, que já levaram aos órgãos de defesa de concorrência reclamações sobre o duopólio.

Até uma outra gigante das bebidas, a britânica SABMiller, já se queixou às autoridades do México de supostas práticas anticoncorrenciais do duopólio, como pagar a comerciantes para não aceitar outras marcas.

A AB InBev já tem 50% de participação na Modelo, herdada na operação de compra da Anheuser-Busch, em 2008.
Para tentar o aval dos órgãos reguladores americanos, a Modelo propusera vender à sócia Constellation os 50% que tem na joint venture Crown Imports, que distribui nos EUA suas cervejas.

O Departamento de Justiça, no entanto, achou a proposta insuficiente e na semana passada entrou com processo para barrar o acordo.

As autoridades de defesa da concorrência do México, por sua vez, não viram prejuízo ao consumidor e aprovaram em novembro a compra da Modelo pela AB InBev.

A empresa contestou a decisão do governo americano e disse que vai recorrer.
Mas também pode negociar mais compensações ou simplesmente desistir do negócio, segundo analistas.


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