terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Carnaval, Papa, Hitchcock e Truffaut

Tudo a ver!

O Carnaval deste ano foi bonito, cheio de blocos por todo o Brasil, mas a festa foi prejudicada pela renúncia do Papa.

Até parece que ele escolheu a data mais profana do ano para comunicar sua saída, forçando a imprensa a procurar pessoas capazes de falar sobre o papa e seu significado. Mesmo que os comentários fossem improvisados e cheios de banalidades.

Aproveitando os momentos calmos da cidade de São Paulo, além de dar umas passeadas, visitar museus, pegar um cinema e comer fora com restaurantes sempre vazios, aproveitei para agilizar a leitura do livro “Hitchcock” com as entrevistas feitas por Truffaut.

Uma obra de arte do cinema internacional. O mestre e o discípulo trocando ideias maravilhosas.

Para Truffaut, a obra de Hitchcock revelou um dos maiores artífices de toda a história do cinema. Era isto que ele queria mostrar quando, em 1962, propôs ao diretor inglês as quinhentas perguntas que deram origem a este livro, publicado pela primeira vez em 1967.

Como a gente vai ficando velho,
lia as entrevistas numa cadeira de balanço perto da janela,
aproveitando a luz do sol, nos intervalos das chuvas.



Lembrei-me também que no livro
há uma foto do diretor de cinema sentado em sua cadeira de filmagem
e escrito seu nome “Hitchcock”.

É a tal cadeira “diretor”.



E o Papa se vai, como o tempo das pessoas com muitos poderes também está indo.

Vivemos uma época de passagem, onde as pessoas têm cargos, mas não têm poderes para grandes transformações.

Este não é um fenômeno apenas brasileiro, o mundo está em mutação.

A Igreja Católica, graças a Deus, já não tem o poder da inquisição.

E nós sabemos que as mudanças estão acontecendo, mas não sabemos para onde estamos indo.

Ainda bem que os blocos de carnaval de rua podem significar uma esperança...


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