sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Brasil continua à Venda – Pastifícios

Até os mineiros estão vendendo!

Os chilenos compraram a TAM, os Americanos compram as farmácias e mais um monte de coisas
e até os PERUANOS chegaram aqui para comprar.

Parece aqueles anúncios de “Família vende tudo”.
Onde estão os empresários brasileiros? Viraram quintandeiros?

Vejam mais esta notícia do Estadão de hoje:

Peruana Alicorp compra a Santa Amália

Grupo peruano, que vem se internacionalizando, pagou R$ 190 milhões pela fabricante de massas de Minas Gerais

08 de fevereiro de 2013 | 2h 09 - FERNANDO SCHELLER - O Estado de S.Paulo

O grupo peruano de bens de consumo Alicorp, que vem espalhando sua atuação pela América do Sul nos últimos anos, chega ao Brasil com a compra da empresa familiar mineira Pastifício Santa Amália. O negócio, fundado em 1954, sofria com alto endividamento e foi adquirido por R$ 190 milhões - o equivalente a menos da metade do faturamento anual da companhia, segundo apurou o Estado.

A Santa Amália, que tem mais de mil funcionários, é a terceira colocada no mercado de macarrão no País, com 9% de participação, atrás das líderes M. Dias Branco (25%) e Selmi (21%), segundo dados da Nielsen compilados pela revista Supermercado Moderno.
O pastifício buscou diversificar seu portfólio nos últimos anos e passou a produzir biscoitos, bolos, sobremesas, condimentos e conservas. A empresa tem três fábricas em Minas Gerais e distribuição própria na região Sudeste.

Gigante latino.
O negócio com a Santa Amália é mais um passo de uma estratégia agressiva de tornar a Alicorp uma empresa regional, com atuação em diversos mercados sul-americanos. Entrar no Brasil era uma meta antiga da companhia. As negociações com a Santa Amália se arrastavam havia vários meses, de acordo com fontes de mercado.
O grupo, que fatura cerca de R$ 3,5 bilhões, tem comprado várias concorrentes desde 2005. Embora a maioria das empresas adquiridas seja de origem peruana, o grupo já comprou concorrentes em países como Colômbia, Argentina, Equador e Chile.

Hoje, as vendas fora do Peru representam cerca de um quarto do negócio da Alicorp. No terceiro trimestre, no entanto, a operação internacional da companhia cresceu 1,9%, contra expansão de 5,6% das vendas no Peru.
A Argentina é o mercado internacional mais importante para o grupo e concentra 45% das vendas externas - o resultado é fruto de três aquisições feitas no país. O Equador é o segundo maior mercado externo, com 26,3%, seguido por Colômbia (5,4%) e Chile (4,8%).

Por causa das aquisições já feitas, o portfólio da Alicorp é composto por dezenas de marcas, o que torna a empresa uma espécie de Unilever peruana.

Apesar de ser mais conhecida na área de alimentos, a Alicorp fez aquisições multissetoriais, que reforçaram sua presença também nos segmentos de rações, higiene e beleza e produtos de limpeza.

Nenhum comentário:

Postar um comentário