domingo, 10 de fevereiro de 2013

Biblioteca Brasiliana Midlin na USP

Midlin, enfim seu sonho se realiza

Parabéns à Folha pela boa reportagem no sábado, dia 09,
e também parabéns ao Estadão pela ampla reportagem neste domingo.

Infelizmente, por mais que eu tentasse, não consegui copiar nenhuma foto da biblioteca. São fotos muito bonitas e que lembram o Moma e o Guggenheim, em Nova York. Peço ajuda aos que sabem copiar as fotos dos jornais para me darem dicas como fazer, assim a reportagem fica mais bonita.

Mesmo os textos do Estadão, que estavam interessantes, não consegui achá-los para mostrar para vocês. Ainda vou procurar com mais calma e depois retornarei a este assunto. Afinal, as Bibliotecas devem ser eternas. Não estão presas ao tempo, como notícias.

Como ainda não tenho fotos da Biblioteca na USP, vou mostrar fotos do Moma e do Guggenheim. Se eu consegui , eu acrescento as fotos “brasilianas”.

Vejam esta foto do Moma



E este espaço interno do Guggenheim, um grande espaço com uma mureta onde você pode ver todo o museu, além do teto de vidro muito bonito.


Agora vejam a matéria da Folha de sábado.

Livros velhos, casa nova

Coleção doada por José Mindlin à USP em 2006 é transferida ao prédio definitivo;
abertura ainda não foi marcada

Trajano Pontes, colaboração para a Folha – 09/02/2013

A maior coleção brasiliana pertencente a uma universidade chegou ao seu destino.
Na semana passada, foram transferidos ao seu prédio definitivo os cerca de 32 mil títulos -ou aproximadamente 60 mil volumes- da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.

Agora, o ainda inacabado edifício de 21.950 m² (quase dois campos de futebol), projetado por Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb e que, desde 2006, consumiu cerca de R$ 130 milhões, contém o acervo doado pelo bibliófilo.
Os livros, manuscritos, mapas, periódicos e imagens que agora estão no campus Butantã da USP (Universidade de São Paulo), ficavam antes em uma residência da família no Brooklin, zona sul da capital.

Comumente associado a esta notável coleção, o termo "brasiliana" não lhe é exclusivo. Aplica-se aos conjuntos de livros, gravuras, pinturas ou cartões-postais sobre o Brasil, de autores brasileiros ou impressos no país.
Quando a biblioteca for inaugurada - e, segundo seu diretor, o historiador da USP Pedro Puntoni, a data ainda não foi fixada-, a universidade terá acesso mais direto aos itens coletados ao longo de décadas pelo casal.

Acesso deve ser aqui entendido com uma dupla ressalva. Por um lado, diz Puntoni, o acervo estará sujeito ao rigor que as obras raras exigem.

"Não é recomendável que sejam folheadas à exaustão, já que existe uma perspectiva de preservação."

Segundo ele, regras de acesso ainda serão definidas.
"Será a primeira tarefa dos bibliotecários. O que se sabe é que a coleção não será aberta ao público para consulta nos primeiros meses. E que o acesso às obras não digitalizadas precisará ser justificado", explica.

Por outro lado, o diretor defende que a digitalização do acervo será capaz de garantir o acesso ao conteúdo por vezes exclusivo da coleção.
"Com as novas tecnologias, estamos preparados para garantir acesso universal, dentro dos limites impostos pelo direito autoral."

Puntoni refere-se ao processo de digitalização que, desde 2009, alcançou 4.000 títulos da coleção -3.600 deles já disponíveis na internet.
"Também digitalizamos obras raras de outras coleções da USP. Foram 2.400 livros, mas eles ainda não estão disponíveis on-line".

Para as obras já em domínio público, a internet abriu portas. No campus, pode haver controle. "A segurança quer que haja catracas para as exposições [no térreo]. Catraca sempre gera uma situação de embaraço. Eu queria que o térreo fosse livre. Ele foi pensado arquitetonicamente para isso", defende o diretor.


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