quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Vaticano: E no entanto a Terra gira...

Alguma coisa está fora da ordem

Vejam esta matéria do Estadão e da Reuters sobre a possibilidade de o Papa escolhido ser um brasileiro:

Dom Odilo Scherer contra ofensiva evangélica

28 de fevereiro de 2013 | 16h 07 - ESTEBAN ISRAEL - Reuters

O cardeal brasileiro Odilo Scherer viajou esta semana para Roma para o conclave que elegerá o sucessor do papa Bento 16. E seus fiéis rezam para que não volte.

No Brasil, país com o maior número de católicos do mundo, muitos sonham em ver no próximo mês o arcebispo de São Paulo surgir de branco no balcão da Basílica de São Pedro, como o primeiro papa latino-americano.

O cardeal de 63 anos que fala de política e conta piadas em sua conta no Twitter é, dizem seus fiéis, um candidato ideal para tirar a Igreja Católica da crise e renová-la.

"Que ninguém espere coisas espetaculares", advertiu no domingo, em sua última missa antes de embarcar para Roma. "Não imaginemos que a eleição do papa seja uma questão de políticas humanas", acrescentou.

Mas, como pastor de um dos maiores rebanhos católicos do mundo, vários analistas colocam Scherer entre os candidatos para suceder Bento 16, que deixa o pontificado nesta quinta-feira por razões de idade depois de um período abalado por intrigas e escândalos.

"Seria muito bom para o Brasil", disse Ruth de Souza, de 67 anos, na saída da Catedral da Sé, no centro de São Paulo. "Nós, católicos, estamos sendo muito pressionados pelas igrejas evangélicas", acrescentou.

As igrejas na América Latina, historicamente um bastião do catolicismo, foram se esvaziando durante os últimos anos à medida que mais e mais fiéis desertaram para os cultos evangélicos.

E o Brasil é um dos principais campos de batalha na disputa por almas, que, junto com os escândalos de abusos sexuais, será um dos maiores desafios do próximo papa.

A população católica do país minguou de 73,6 por cento em 2000 para 64,6 por cento, segundo o censo de 2010. Na mesma década, a porcentagem de evangélicos cresceu de 15,4 para 22 por cento.

Scherer sabe disso. Sua exortação para redobrar a fé retumbou no domingo em uma catedral com a metade dos bancos vazios e a outra ocupada na maioria por mulheres e idosos.

"Um papa brasileiro ajudaria muito a evangelização da América Latina", disse Valeriano Costa, diretor da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. "Daria à Igreja uma visão juvenil, outra mentalidade", disse.

"Scherer tem a capacidade de assumir um pontificado. Mas não sei se os cardeais estão maduros para tomar essa decisão", acrescentou.

A matemática, pelo menos, está contra ele: apesar de ter 50 por cento dos católicos do planeta, a América Latina contará apenas com 19 cardeais com direito a voto no conclave, ou cerca de 16 por cento do total.
Cerca de 52 por cento dos cardeais que se fecharão no próximo mês na Capela Sistina para escolher o próximo papa são europeus, que nos últimos 15 séculos passaram elegendo o papa entre eles.

DIFÍCIL DE ROTULAR

Os analistas têm dificuldades para rotular Scherer, um homem que escuta Beethoven, mas também Chico Buarque.
Conservador em assuntos como a união de pessoas do mesmo sexo, o aborto ou as investigações com células-tronco, o cardeal brasileiro é visto como um religioso moderno e conectado com a realidade social do Brasil.
Scherer, que costuma andar de metrô e usa um iPhone 4S, ainda tem senso de humor. Preso recentemente em um dos congestionamentos que martirizam diariamente seus fiéis, tuitou em sua conta @DomOdiloScherer: "Espero que o caminho para o céu esteja ainda mais congestionado que o de São Paulo".

O cardeal defende a participação dos católicos na política e não se esquiva de polêmica.
Filho de imigrantes alemães radicados no sul do Brasil, Scherer teve uma carreira meteórica dentro da Igreja, até chegar a cardeal em 2007 com 58 anos, um dos mais jovens da história moderna da Igreja.

Seus assessores dizem que é pragmático e articulador de consensos, algo que poderia ajudá-lo a colocar ordem na Igreja fustigada por escândalos e traições.
Além disso, conhece os meandros da Cúria Romana, onde trabalhou durante anos na Congregação para os Bispos e - dizem - conserva amigos influentes.

Um sinal de que está destinado a coisas grandes, segundo observadores do Vaticano, é que foi designado por Bento 16 para integrar dois grupos de elite: um novo conselho para promover a evangelização e uma comissão para supervisionar o Instituto para as Obras Religiosas, o banco do Vaticano sob suspeitas de irregularidades financeiras.
Seus colaboradores dizem que "há expectativas" em torno do cardeal. Mas Scherer mantém a bola no chão.

"Seria muito pretensioso que um cardeal dissesse: ‘estou preparado'",
disse a jornalistas após a renúncia de Bento 16 no início de fevereiro.
"Ninguém vai dizer: ‘sou candidato'".


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Itália e o Renascimento Político

O Grillo falou e o Povo escutou

O Povo estava sofrendo com as medidas de austeridades dos técnicos e dos políticos conservadores e ortodoxos.
O Povo gostaria que tivesse uma proposta de mudança com responsabilidade.

Monti, que era técnico, foi conservador e não deu certo.
A Esquerda prometeu governar com Monti, que não deu certo. O povo, percebendo que a esquerda estava muito cordata com o sistema financeiro e com os burocratas da União Europeia, e não querendo Berlusconi por este ser promiscuo, o povo resolveu dar um recado claro à classe política:

Não aguentamos mais vocês!
Estamos cansados desta politicagem incompetente e descomprometida.
Vamos votar “Nas cinco estrelas”!
Quem sabe o Cruzeiro do Sul nos guie para um novo caminho,
onde não dependamos de vocês, políticos tradicionais e conservadores.

Muitas vezes, o pior é o início de algo melhor...

A Itália já foi o berço do Renascimento Artístico.
Podemos estar presenciando um Renascimento Político.
No Brasil também há uma vontade e uma necessidade de Renascimento.

Vejam mais uma vez este belo artigo do jornal espanhol El País.

Una señal clara a la clase política

Esta campaña electoral será recordada como la peor
desde el nacimiento de la República

Michele Monina 25 FEB 2013 - 20:32 CET32

Al final, la gran ola, el tsunami tan temido (por algunos) ha arrollado la política italiana. O mejor dicho, como todo tsunami que se respete, ha empezado a arrollarla y en las próximas semanas acabará por completar su implacable cometido.

Si esta jornada electoral transmite un mensaje concreto, es la victoria del Movimiento 5 Estrellas de Beppe Grillo. Y, en el fondo, llamarlo así, el movimiento de Beppe Grillo, suena decididamente poco generoso en relación con los muchos, muchísimos activistas que lo animan, y de los millones de electores que han decidido enviar una señal muy clara a la clase política italiana.

En realidad, esta jornada electoral ha dicho muchas otras cosas, y no con menor nitidez. Ha dicho que nuestra clase política, en vez de captar las señales de descontento, tan evidentes, no ha sabido hacer nada mejor que dar vida a la que será recordada como la peor campaña electoral desde el nacimiento de la República.

Una campaña electoral que no se ha desarrollado entre la gente, físicamente, sino en la televisión, y donde los programas electorales han sido sustituidos por los insultos, o por ocurrencias de marketing al límite de lo embarazoso.

Bersani, que imita a su imitador y que acaba por hablar más que nada de jaguares a los que hay que quitar las manchas;
Monti, que se ve obligado a tomarse una cerveza y a acariciar cachorros de perro en televisión para parecer más humano de lo que es;
Berlusconi, que se juega su última carta de sacamuelas de feria, desmentido por el gobierno suizo, respecto a la posibilidad de un acuerdo que pueda cubrir la prometida restitución del IMU, el equivalente italiano al IBI;
Giannino que, en su condición de conocido comentarista económico, se descubre cual charlatán cum laude, y mientras tanto, ellos, los llamados “grillini” estaban ahí, llenando las plazas, sin detenerse un instante, en su afán por cambiar las cosas.

Que el Movimiento 5 Estrellas no era una estupidez, sino la auténtica encarnación italiana del deseo de cambio,
ellos, los partidos tradicionales, solo lo han entendido al final, demasiado tarde,
y el último día de campaña electoral supuso la prueba definitiva.

Bersani hablando ante unos centenares de militantes en un teatro, Berlusconi afectado por una repentina y salvífica conjuntivitis y ellos, con Grillo a la cabeza, llenando el bastión de la izquierda y de los sindicatos, Piazza San Giovanni en Roma.

Hablar de Revolución, en Italia, siempre resulta difícil.


Los italianos nunca han protagonizado revoluciones.

Y cuando alguien ha protestado, levantando la cabeza, siempre ha sido por mímesis de las otras naciones europeas, nunca por un impulso interno. Incluso recientemente, nada de “Indignados” aquí, nada de “Occupy”. Pero esta vez parece que algo podría estar cambiando.

Siendo conscientes de que un cuarto de los italianos con derecho a voto no ha ejercido esta potestad, grave señal de descontento en un país en el que el voto es obligatorio, ese cuarto de votantes que ha escogido esta nueva fuerza política, nacida desde abajo, autofinanciada y libre da parentelas y coaliciones, es el verdadero dato importante, incluso más que el retorno, fatuo, del Cavaliere Berlusconi. Con estos números, hasta la mera idea de un simple voto de protesta resulta tan ingenua como engreída.

Quien se declare el vencedor, sea el PD, en el congreso, o el PDL en el Senado, sabe en realidad que ha recogido muchos menos votos que en el pasado. Y en lo que se refiere a Monti, en fin, ha desaparecido por el horizonte, probablemente con su nuevo amigo, el perro Empatía. Han perdido todos. Los que perseguían y los que eran perseguidos.
Quien diga lo contrario miente, y lo sabe perfectamente.

No faltará quien afirme que ahora podría reinar el caos; pues qué se le va a hacer, son los inconvenientes de una fase de transición. Probablemente habrá que volver a las urnas antes de que acabe el año, aunque confiemos en que con caras distintas a las que nos han acompañado durante los últimos veinte años.

Como persona de izquierdas, además, deseo que desde ese lado dejen de mirar con engreimiento y aires de superioridad a un movimiento que por lo menos ha regalado una idea de futuro a una generación fantasma. Ya está bien de hablar de populismo, de citar a Gramsci fuera de lugar para demostrar que Grillo es el nuevo Mussolini. Estamos en 2013 y ciertas comparaciones ofenden el presente y la memoria también.

La izquierda debe volver a mirar a la calle,
en vez de a los palacios del poder y a los jaguares.

Respecto a Berlusconi, en cambio, lo deseable sería que empezara a disfrutar de su vejez.
Nosotros, no cabe la menor duda, disfrutaremos de ella como los que más.
________________________________________
Michele Monina, escritor y periodista italiano, autor de Esta vez el fuego (Periférica).
(Traducción de Carlos Gumpert)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Santander e as Forças Ocultas

Algo pode acontecer em Março

Sempre que algo está acontecendo no SANTANDER Brasil, há milhares de acessos no meu blog.
É como se os funcionários do banco sentissem que eu sei alguma coisa e assim eles acessam o blog para ver se “a novidade” aparece.

Tenho ouvido estórias e histórias sobre o Banco e sobre a Espanha.
Confesso que fico abatido, por que, no fundo, eu sempre torço para as coisas darem certo.
E eu não gosto de ver a angústia que paira no ambiente de trabalho do Santander, e da aflição dos familiares dos funcionários.

Neste mês de fevereiro várias pessoas me falaram que a situação do banco será definida neste mês de Março.

Como estamos a dois dias de março, meu blog aumentou muito a procura por noticias do Santander e teremos dois dias de muitas reuniões que dificultarão meu trabalho de leitura minuciosa dos jornais, quero falar para os leitores sobre as conversas que tenho ouvido e minhas preocupações.

Dizem as Forças Ocultas que neste mês de março o Santander será dividido em duas partes,
sendo uma vendida ao Bradesco ou ao Itaú Unibanco e a outra parte ao Banco do Brasil.

Como das outras vezes, o Bradesco negocia, negocia e negocia, mas o Itaú vai no vendedor e faz uma proposta maior e melhor do que o Bradesco e acaba o Itaú comprando o banco que o Bradesco queria.
Não sei se é por birra ou se é para continuar crescendo e se distanciando do Bradesco.
O Itaú vive com medo de o Bradesco voltar a ser o maior banco privado brasileiro.

O estranho desta história é porque o Banco do Brasil compraria a outra parte. Até hoje não entendi muito o porquê. Talvez, com a compra o BB se distancie do Itau e do Bradesco, ficando sólido na sua posição de o maior banco do Brasil.

O Bradesco não faz questão de voltar a ser o maior banco do Brasil,
mas ficaria eternamente feliz em voltar a ser o maior banco privado brasileiro.

Como das vezes anteriores, os sindicalistas funcionários do Santander não acreditam nestes “boatos das Forças Ocultas”, mas os funcionários do Bradesco e do BB falam muito nesta possibilidade.
Já o pessoal do Itaú não fala nada. Afinal, lá quem decide tudo é Roberto Setúbal. E este sabe manter segredo.

Sobre a manutenção ou não dos empregos e dos clientes, as informações que tenho é que haveria um compromisso em manter o nível de emprego e de se fazer o melhor para os clientes destes bancos.

Como não dá para acreditar em tudo que o “mercado” e as Forças Ocultas falam, só nos resta esperar o mês de MARÇO e nos preparar para o que der e vier.

Que os leitores e funcionários do Santander Brasil me desculpem por guardar estas informações para o final de Fevereiro, mas eu esperei para ver se as informações se confirmavam.

Que venha o mês de Março!
Que seja o melhor para o Brasil, os funcionários e os clientes.



Itália – Voto de protesto contra neoliberalismo

O Tiririca italiano...

Democracia com voto direto é isto, quando os partidos tradicionais deixam de representar os anseios do povo, tanto pela esquerda como pela direita, abre-se oportunidade para que os descontentes votem nos extremos. Seja votando no fascismo ou seja votando nos “Tiriricas da vida...”.

O voto de protesto pode ser uma forma de dizer “não” aos partidos tradicionais e também uma forma de ridicularizar a própria democracia.

Embora o Brasil tenha sido “descoberto” por portugueses, o Brasil sempre esteve mais para jeito de Itália do que de Portugal...

Até na política nos parecemos. Lá tem mais de 50 partidos, aqui, estamos caminhando para este tanto. Política virou um “mercado persa” da pior qualidade.

Qual deve ser a alternativa? Os burocratas da União Europeia não estão sabendo responder. O povo quer um socialismo democrático, com economia de mercado, liberdade, emprego e renda para todos. Fora disto é o caos...

Vejam esta boa matéria do jornal espanhol El País.

‘Tsunami’ populista contra los recortes


Los escándalos que afectan a los grandes partidos dejaron terreno fértil
para quien se presenta como el castigador de los males incrustados en el sistema

•Las urnas conducen Italia al atolladero


Lucia Magi Roma 25 FEB 2013 - 21:46 CET195

El líder del Movimiento 5 Estrellas, Beppe Grillo. / FABIO MUZZI (AFP)

“¡Virgen santa! No me esperaba tanto”. A Elena Fattori le cuesta recomponerse, volver a respirar. Bióloga, con 47 años y tres hijos, es candidata del Movimiento 5 Estrellas al Senado. Es la quinta en la lista de la región de Lacio. Le cuesta creer que, con su formación muy por encima del 20%, a partir de la semana que viene deberá dejar su empleo precario en un herbolario para sentarse en los escaños del palacio Madama. El dividido resultado del voto disimula un dato incontrovertible: el éxito sorprendente del movimiento liderado por el cómico Beppe Grillo (Génova, 1948). Es él el único ganador —sin ser candidato—, el líder —sin definirse nunca como tal—, de una formación que ha desembarcado en todo el país, de Norte a Sur, de forma rotunda.

La sala del hotel Saint John de Roma, alquilada para que el tropel de candidatos locales siguiera el escrutinio, rebosa entusiasmo. Sonrisas y botellas de vino. El candidato regional Davide Barillari es un joven con barba oscura y ojos brillantes sitiado por una selva de periodistas. Repite a todos que lo de ayer “es un sueño hecho realidad”. “El pueblo lanzó una señal fuerte y clara: la vieja política se ha acabado. ¡Todos a casa! Ahora nosotros estamos dentro para ponerles contra la pared”, promete o amenaza Barillari, según quien le escuche.

Roberto D’Alimonte, catedrático de ciencias políticas en la Universidad Luiss de Roma, explica así la irrupción de Grillo y los suyos: “El movimiento supo interpretar las enormes ganas de cambio que recorren el país. Grillo contestó a esa urgencia insistiendo en temas muy sentidos: corrupción, honestidad, transparencia, legalidad, medioambiente. Mezcla temas de derechas y de izquierdas: habla de renta básica, pero dispara contra los sindicatos”.

La crisis que acosa a los ciudadanos y los escándalos que afectan a los grandes partidos dejaron terreno fértil para quien se presenta como el castigador de los males incrustados en el sistema, de la austeridad impuesta por Europa y de la protección dada a los bancos. Quien reúne en las plazas a centenares de miles de seguidores al grito de “¡Todos a casa!”.

“Grillo sacia la rabia social con promesas de cambios para los que no tiene recursos”, comenta Federico Mello, que sigue al Movimiento 5 Estrellas desde los primeros pasos y acaba de publicar el ensayo Bajo las estrellas de Grillo. “Es la esencia del populismo: decirle a cada uno lo que quiere escuchar. En sus mítines recurre a temas de interés general, pero nunca adopta posiciones coherentes y claras sobre las cuestiones que dividen a derecha e izquierdas. Por ejemplo, grita contra las tropas en Afganistán, pero no porque sea pacifista, solo quiere ahorrar. Así abarca todo el abanico del descontento sin alejar a ningún potencial elector”. Es un showman que no quiere perder puntos de audiencia.

En las plazas del tsunami tour —nombre de su campaña electoral— se respiraba tanta indignación como resignación, según Marco Imarisio, del Corriere della sera. Mello describe así a los seguidores: “Están los que solían votar Berlusconi o la Liga Norte y que lo hacían más con el estómago que con la cabeza. Un pueblo más sugestionable que informado, que se abandona a nuevas ilusiones. Por el otro, están los que votaban al PD [Partido Democrático, de centroizquierda] o Sel [Izquierda ecología y libertad]. Estos son los decepcionados, los que ponen la cruz sobre las 5 Estrellas para amonestar a los partidos de izquierdas. Más que una alternativa de Gobierno eligen unos perros guardianes que lleven la contraria a los otros políticos”.

El problema es que un discurso tan diverso para un electorado muy transversal atrae a candidatos muy distintos. La cuestión es cómo van a organizarse el centenar de diputados y la cincuentena de senadores del movimiento. ¿Quién decidirá la línea de un partido que con orgullo reivindica no tener líder ni ejecutiva y que eligió a sus representantes con vídeos de YouTube? “Vamos a decidir y a votar sobre cada ley”, asegura Marta Grande, 25 años, estudiante y flamante diputada. Difícil imaginar que la unidad dure mucho.

Vila Madalena pede ajuda

Combinando lazer com civilidade

Da mesma forma que na região central de São Paulo surgiram as Ações Locais, organizações por rua para ajudar os empresários, trabalhadores e instituições a manterem suas ruas limpas e protegidas, na Vila Madalena tem surgido várias associações de moradores.

As Ações Locais do Centro, são coordenadas pela Associação Viva o Centro, instituição criada por Henrique Meirelles, quando era presidente do Banco de Boston e que, mesmo não existindo mais o Banco, a associação continua existindo e contribuindo muito para a cidade. Seu gestor é Marco Antonio, oriundo também do Banco e já uma figura que faz parte da região.

Voltando à Vila Madalena, quero registrar alguns casos que mostram que, mesmo existindo as associações, os poderes públicos, seja a prefeitura, o governo estadual, a Eletropaulo ou a Sabesp, podem e devem ter um papel determinante e sem omissão.

Quem acompanha meu blog tem observado que eu destaco a presença de flores e de moradores antigos na Vila Madalena.

Mostro também o quanto à modernidade das construtoras está desfigurando nosso bairro e nossa cidade. Mas, com a estação das chuvas, as enchentes e as trovoadas estão deixando os moradores em pânico.

A prefeitura pode ser ágil, mesmo cortando 20% no orçamento?Pode.

1 - Podar as árvores que entopem as calhas das casas custa muito pouco e evita tragédias enormes! Nossa vizinha foi uma destas vítimas. Pediu que a prefeitura podasse a árvore, a prefeitura pediu 60 dias (!!!), a chuva veio, entupiu a calha e a água transbordou para a laje, desta para dentro de casa, para o guarda-roupa e a tragédia foi enorme...

No nosso caso, nós fazemos manutenção da nossa árvore. Temos um jardineiro periódico o que custa mais para a gente, mas evita entupimentos. Nossa vizinha argumentou que os moradores não podem podar suas árvores, somente a prefeitura. E quando a prefeitura não poda? Conheço dezenas de exemplos mostrando que a prefeitura é lerda...

2 - Com as chuvas também aumentam os buracos nas ruas e piora o trânsito, além do perigo. Na Rua Madalena, convivemos por vários dias com um buraco enorme, que prejudicou muito o trânsito. A Rua Madalena é muito bonita, com muitas árvores e flores. Mas, além de as pessoas estacionarem carros nos dois lados da rua, ali também passam muitos ônibus, aumentando o risco de batidas de carros e brigas. Onde está a CET que poderia regulamentar o trânsito nestas ruas com ônibus e muitos estacionamentos? Ontem a prefeitura tampou o buracão. Só falta a CET acertar o trânsito.

3 – Por falar em estacionamentos na Vila Madalena, na Rua Jericó, bem na esquina perto do Fórum, há um bar onde os clientes bebem na rua. Não é na calçada, é na rua mesmo. E como esta rua é mão dupla, o trânsito fica insuportável em função de ter que conviver com os bebuns jovens e simpáticos, por serem de classe média alta, e com carros passando apenas numa faixa, tanto para ir como para voltar.

4 – Não vou falar da parte baixa da Vila Madalena, esta é a mais perigosa quando chove. Os carros são levados pela correnteza... Mas, cada vez que chove, corremos o risco de ficar sem pão para o café da manhã, já que chegar na Rua Harmonia depois da tempestade fica mais difícil do que qualquer um possa imaginar.

5 – Isto por que eu não contei as histórias dos blocos de carnaval, Estas histórias eu já falei antes.

Creio que podemos usar a Vila Madalena como uma experiência positiva de interação entre os moradores, os usuários de fins de semana, os proprietários dos bares, os funcionários dos estabelecimentos e os poderes públicos.

Até conversei com o pessoal do Saj, tradicional restaurante libanês na Rua Girasssol, que um dia ainda levaremos Haddad para experimentar as deliciosas comidas e o bom atendimento. Mas, desde que ele tope dar uma pensada nesta campanha para transformar a Vila Madalena em um exemplo de civilidade interativa na nossa maltratada São Paulo.

Como eu não sei quem é o subprefeito responsável pela Vila Madalena, fica o convite para o prefeito e o secretário, nosso querido Chico Macenas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Abilio recebe apoio do “Mercado”

O deus do dinheiro quer Abilio

A Folha de São Paulo, que sempre apoiou o Casino na disputa com Abilio em relação ao Pão de Açúcar, depois que Abilio teve sua indicação formalizada para o Conselho de Administração da BRF, passou a dar um cobertura mais amena.

A impressão que tenho é que o Grupo Casino/Pão de Açúcar, resolveu maneirar na crítica a Abílio, como tática para facilitar a saída de Abílio do Pão de Açúcar. A Folha sempre foi um bom porta-voz do Grupo Casino/Pão de Açúcar.

Pessoalmente eu acho que o Grupo Casino/Pão de Açúcar deveria fazer uma oferta financeira “indecente” de boa para Abilio. Uma soma financeira tão grande que Abílio pudesse desprender-se de seus laços afetivos com o Pão de Açúcar. Afinal, o Pão de Açúcar é passado para a Família Diniz. Lamentavelmente!

Mas, o mercado financeiro, os investidores, os que gostam de retorno rápido de investimento, este deus do dinheiro, está contente com a ida de Abílio para a BRF. Eu também gosto da ideia de Abilio ir para a BRF, o problema é como limitar a compulsão de Abilio. É preciso constituir mecanismos fortes de prevenção.

Vejam a matéria de hoje da Folha.
A de ontem, domingo, também estava muito “cordial”...

Indicação de Abilio para BRF é bem recebida pelo mercado


Bancos dizem que empresário vai contribuir para valorização da companhia
Ações subiram 5,1% na sexta-feira, dia seguinte à indicação do empresário para dirigir o conselho da empresa

Folha – 25/02/2013

A indicação de Abilio Diniz, presidente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar, para a presidência do conselho da BRF (Brasil Foods) foi bem recebida pelo mercado financeiro.

Em relatórios a investidores, Bradesco, BTG Pactual e Merrill Lynch consideraram que a decisão dos fundos Previ e Tarpon, acionistas da BRF, de indicar Abilio deve resultar na valorização da companhia, criada com a fusão de Sadia e Perdigão.

"Ter um dos mais experientes executivos do varejo de alimentos como membro do conselho vai contribuir para a valorização da empresa no longo prazo", diz o Bradesco.

Na sexta-feira, dia seguinte à indicação, as ações da BRF subiram 5,08%.

A indicação de Abilio, no entanto, foi vista com ressalvas pela diretoria-executiva da BRF, como revelou a Folha anteontem.

A confirmação de Abilio, juntamente com a dos demais membros do conselho, ainda precisa ser votada em assembleia-geral de acionistas da BRF, prevista para 9 de abril.

O conselho de administração não participa do dia a dia de uma empresa, mas define as estratégias dos acionistas.
O BTG considera que a chegada de Abilio tem "grande potencial de melhorar a cultura corporativa e as ambições de longo prazo".

"Abilio traz para a BRF seu profundo sobre varejo e sobre as preferências do consumidor brasileiro", diz o Bank of America Merrill Lynch. O banco também ressalta o fato de Abilio ter "bom relacionamento com o governo".

Para os analistas do banco, conflitos de interesse são evidentes, mas podem ser evitados. A BRF é a maior fornecedora do Pão de Açúcar (e o grupo, o principal cliente da BRF). As empresas também competem em algumas categorias de marcas próprias.

Para evitar conflitos, o banco sugere que Abilio se abstenha de votar em decisões envolvendo o Pão de Açúcar.
O Casino, controlador do Pão de Açúcar, pediu a renúncia de Abilio da presidência do conselho, justamente por ver conflito de interesse.



domingo, 24 de fevereiro de 2013

Itália – Povo prefere Progressistas

A direita já não resolve

Cansados de ter governos conservadores, os europeus a cada eleição vão elegendo novos governos comprometidos com as demandas sociais, em vez de eleger conservadores comprometidos com os banqueiros e com os ajustes fiscais.

Ou a Europa volta a ser competitiva com o resto do mundo, ou o desemprego vai continuar crescendo e a economia continuará estagnada. Quando a economia para, os governos autoritários aparecem.

Ou se acha soluções dentro do processo democrático, ou começarão a surgir propostas desagregadoras para o Euro e para a União Europeia.

A BBC fez um bom resumo. Veja uma parte da noticia da BBC.

Entenda as eleições na Itália

BBC - Atualizado em 24 de fevereiro, 2013 - 07:39 (Brasília) 10:39 GMT

Os italianos vão às urnas neste domingo e segunda-feira (24 e 25 de fevereiro) para votar em eleições parlamentares antecipadas. Das urnas deve surgir um novo primeiro ministro, que terá ou de conduzir a recuperação econômica do país, ou de lidar com o agravamento da crise econômica europeia.

Realizada três meses antes da data prevista, as eleições foram convocadas após o Partido Povo da Liberdade (PDL, na sigla em italiano), do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, retirar seu apoio ao governo tecnocrático de Mario Monti.

Pesquisas de opinião mostram que o partido de Berlusconi, que renunciou em meio a uma série de escândalos sexuais e fraude fiscal, tem se saído bem entre as intenções de voto.

Como promessas de campanha, o ex-premiê tem manifestado a intenção de reverter algumas das políticas de cortes e medidas de austeridade implementadas por Monti, que são impopulares entre os eleitores.

Quais são os principais partidos e seus líderes?


Uma das forças é a coalizão de centro-esquerda liderada pelo ex-comunista Pier Luigi Bersani, do Partido Democrático (PD), que formou aliança com a Esquerda, Ecologia e Liberdade (SEL, na sigla em italiano).

Já o grupo de Berlusconi é composto por uma aliança entre o seu PDL e a Liga Norte, de extrema direita. Alvo de polêmicas, o magnata da mídia já foi primeiro-ministro da Itália por três vezes. A Liga Norte é chefiada por Roberto Maroni.

A terceira principal força é a coalizão de centro liderada pelo atual premiê, Mario Monti, que formou um governo tecnocrático após a renúncia de Berlusconi, com a missão de salvar o país da crise da zona do euro.

Esse grupo inclui o partido de Monti, conhecido como Escolha Cívica, os Cristãos-Democratas e um partido de centro-direita menor, chamado Futuro e Liberdade para a Itália. Monti é um senador vitalício no Congresso italiano e por isso não está concorrendo pessoalmente. No entanto, ele pode ter um papel central na campanha e poderia retornar ao posto de primeiro-ministro caso sua coalizão saia vencedora nas urnas.

Chama atenção ainda o Movimento Cinco Estrelas, ou M5S. Trata-se do grupo criado pelo comediante Beppe Grillo, que acabou se tornando uma liderança política e se saído bem nas eleições regionais. O grupo é visto como "curinga" nas eleições.

O que está em jogo?

Imerso em escândalos sexuais e alvo de denúncias de corrupção, Berlusconi disputa poder na Itália

O resultado das eleições será observado de perto na Europa e no resto do mundo. Os italianos enfrentam escolhas difíceis. O país está imerso em uma recessão profunda, com níveis recordes de desemprego – especialmente entre os jovens.

Os prospectos de instabilidade política logo após as eleições também podem ser devastadores. Se um impasse político for criado e for comprovado que os eleitores rejeitaram nas urnas as medidas de austeridade e reformas elaboradas para conter a crise, os mercados poderiam se assustar e a crise da zona do euro poderia entrar em uma nova fase, com a Itália como protagonista.

Durante a campanha, Berlusconi atacou as medidas de austeridade de Mario Monti e prometeu amplas reduções de impostos caso retornasse ao poder. Seu rival, Pier Luigi Bersani, da coalizão liderada pelo PD, disse que caso seja eleito dará prosseguimento às reformas e à disciplina fiscal implementadas por Monti, mas fará mais pelo crescimento econômico e pela geração de empregos no país.

Quais são os resultados mais prováveis?

A coalizão de centro-esquerda liderada por Pier Luigi Bersani tem liderado as pesquisas de opinião para a Câmara dos Deputados, com uma vantagem de até 10% frente aos rivais, mas Berlusconi conseguiu diminuir essa liderança em cinco pontos percentuais durante a campanha, graças a uma incansável rodada de aparições em programas de TV e rádio.
Uma grande parcela do eleitorado permanece indecisa, o que pode levar a um impasse.

Enquanto uma vitória na Câmara dos Deputados pode colocar Bersani na posição de formar um governo, nenhuma coalizão tem condições de liderar o país de forma efetiva sem o controle também do Senado, e como os assentos dos senadores são decididos de forma regional, é ali que a verdadeira disputa deve ocorrer, dizem analistas.

Berlusconi e seus aliados esperam conquistar assentos suficientes no Senado para dificultar, senão impossibilitar, a formação de um governo liderado por Bersani. E as últimas pesquisas mostraram uma disputa acirrada na câmara alta, sobretudo em regiões como Lombardia e Sicília.

Entretanto, há especulações de que, no caso de um impasse, a coalizão de centro liderada por Mario Monti poderia acabar apoiando a coalizão de centro-esquerda de Bersani, neutralizando assim as ameaças de Berlusconi e seus aliados. Neste cenário, Monti poderia vir a ter um papel de destaque no governo de Bersani.

O Movimento Cinco Estrelas está se beneficiando de uma grande onda de protestos populares e descontentamento dos italianos, e deve sair-se bem nas urnas, mas seu líder Beppe Grillo descartou fazer quaisquer alianças com outros partidos. Ele tem tecido duras críticas aos políticos do país, chamando-os de "zumbis" que precisam ser substituídos por candidatos mais jovens, livres de acusações de corrupção e sem envolvimento em escândalos.


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Sergio Augusto escreve muito bem

Leiam esta crônica de hoje

Todo sábado, quando recebo o Estadão e vou ver o caderno Sabático, sempre tem uma crônica de Sergio Augusto. Leio a maioria delas e sempre fico com certa tristeza por que me dou conta de que não o conheço bem. Mas é sempre uma alegria ler os textos deles.

Acho que o Estadão deveria fazer uma boa reportagem sobre Sérgio Augusto.
Ele também pode ser uma boa notícia.

Vejam que boa crônica...

Quanto mais curto, melhor

23 de fevereiro de 2013 | 2h 00 - Sérgio Augusto - Estadão

Passei anos crente que fora James Dean quem nos aconselhara a partir desta sem rugas. Há dias descobri que o adágio "Morra jovem e seja um belo cadáver" foi afanado pelo ator de um filme de Nicholas Ray, O Crime Não Compensa (Knock On Any Door), e que Willard Motley, autor do romance que serviu de base ao filme, por sua vez o furtara de uma obscura peça encenada na Broadway nos anos 1920.

Devo essa a um sujeito chamado Garson O’Toole, criador e maestro do site Quoteinvestigator.com, tira-teima eletrônico cujo logo, uma silhueta de Sherlock Holmes, me dispensa de detalhar suas atividades. Há outros meios de esclarecer quem na verdade disse o quê, quando e em que circunstâncias, mas o site de O’Toole me parece o mais confiável porque o mais exaustivo em suas pesquisas.

Na era analógica, eu me virava com a dupla Paul E. Boller-John H. George, obstinados rastreadores de falsas citações e atribuições equivocadas que há um quarto de século publicaram um livro deliciosamente instrutivo, They Never Said It (Eles Nunca Disseram Isso), com o melhor de suas apurações. Ok, cultura inútil, mas quanta utilidade!

Não acho inútil, nem sequer irrelevante, saber, por exemplo, que Galileu nunca disse "Eppur si muove" e que não foi Goering o primeiro a prometer puxar uma arma ao ouvir a palavra cultura. O lendário bordão heliocêntrico de Galileu saiu da imaginação de um escritor francês, um século depois da morte do cientista italiano. E o chocante repto celebrizado pelo fundador da Gestapo - "Quando ouço falar em cultura, puxo logo o revólver" - surgiu num drama teatral de Hans Johst, encenado em Berlim no ano em que o nazismo chegou ao poder.

Uma das últimas revelações de O’Toole pôs em xeque uma folclórica bravata literária de Ernest Hemingway. Reza a lenda que, durante um almoço com outros escritores num restaurante nova-iorquino, Hemingway gabou-se do poder de concisão de sua prosa e jurou ser capaz de escrever uma história usando apenas seis palavras; empatou com Hemingway. A fanfarrice derivou para uma aposta com todos os presentes, dez dólares por cabeça. Aceito o desafio, Hemingway escreveu num guardanapo:

"For sale, baby shoes, never worn". (Vendo: sapatinhos de bebê, nunca usados.)

Sob a forma de anúncio de jornal, um microconto sobre a tragédia de uma mãe que perdera o filho durante o parto. Hemingway limpou os dólares da mesa.

Se o episódio de fato ocorreu, às principais biografias do escritor não chegou. Isso não anula sua veracidade, mas, conforme apurou o Quoteinvestigator.com, Hemingway blefou. Teria plagiado o reclame de um carrinho de bebê nunca usado ("For sale, baby carriage, never used") posto à venda em 1910, tema, sete anos depois, de um artigo de William R. Kane para um jornal dirigido ao mercado editorial, que o escritor provavelmente leu. Como ideias literárias são de quem pegar primeiro, que nem samba e passarinho, não há porque condenar a esperteza (e a rapidez) de Hemingway.
Ao pôr à venda os sapatinhos de um bebê que não viveu para calçá-los, Hemingway entrou para os anais da micronarrativa.

Território nobre o das micronarrativas. Já as vi também batizadas de microrrelatos, contículos, ficções relâmpagos, haicais em prosa. É uma fina arte pigmeia, um bonsai literário, com praticantes até em línguas que não entendo. E defensores avant la lettre, como o pensador setecentista espanhol Baltasar Gracián, mestre de Voltaire, Nietzsche, Schopenhauer e La Rochefoucauld. Foi Gracián quem disse que o que é bom só tende a melhorar depois de uma boa poda: "Lo bueno, si breve, dos veces bueno".

Quiçá estimulados por Gracián, os escritores de língua espanhola excedem na prosa miniaturista, geralmente epigramática e irônica. Meus favoritos, infelizmente, já morreram: um há dez anos, o outro há cinquenta. O morto mais antigo, Ramón Gómez de la Serna, madrilenho de nascença e bonairense de adoção (como tantos outros foragidos do franquismo), foi um precursor do gênero e, com suas primeiras greguerías lançadas em 1917, um prógono do surrealismo.

Pensamentos metafóricos e sintéticos, expressos de forma original e com surreal gosto pelo contraditório, greguerías parecem mas não são, genuinamente, aforismos. Três exemplos: "O z é um sete que vai à missa"; "As andorinhas são pássaros vestidos com grife"; "Tentei suicídio, e quase me matei". Há quatro anos, a editora Amauta lançou uma antologia delas, ainda à venda. Ramón (era assim que preferia ser chamado) dizia-se herdeiro de Luciano de Samosata, Horácio, Lope de Vega, Quevedo e Jules Renard, e não viveu o bastante para testemunhar a consagração de seu mais fulgurante sucessor, Augusto Monterroso, o outro morto a quem me referi no parágrafo anterior.

Hondurenho de nascença, guatemalteco de criação e mexicano de adoção (como tantos outros foragidos da ditadura militar que derrubou o governo Arbenz, em 1954), Monterroso construiu seu prestígio internacional com este fenômeno de brevidade e concisão narrativa: "Quando despertou, o dinossauro ainda estava lá". Seis palavras; empatou com Hemingway. Monterroso, que Carlos Fuentes considerava a mistura perfeita de Jonathan Swift com James Thurber, recusava-se a iluminar o laconismo de seu microconto. Que cada leitor imaginasse o que bem entendesse.

Uns nele viram uma paráfrase do Gênese. Em paráfrase vale tudo, inclusive dinossauros, que, como é sabido, só conviveram com o ser humano no cinema, daí minha suspeita de que Monterroso se inspirou em filmes como O Despertar do Mundo e Zaroff, O Caçador de Vidas. Mas também é possível que não se trate de um Adão a despertar, e sim de outro animal pré-histórico, do sexo masculino.

Economia - Crescer ou perder

Tucanos querem que não dê certo

Para ganhar as eleições presidenciais com calma, os petistas precisam que a economia cresça no mínimo 3% em 2013.
Sendo que em 2014 a economia precisa crescer também 3%. Não precisa ser igual à China.
Se isto acontecer, é só saber fazer uma campanha eleitoral bem feitinha que não tem erro. Os tucanos podem botar 3 ou 4 partidos contra Dilma, que não vão nem para o segundo turno.

Mas se a economia ficar fungando e não crescer, aí os tucanos vão ter combustível para infernizar a vida de todo mundo. Tucano é assim, eles podem ser chatos à vontade que pode, mas quando aparecem umas críticas a eles, a reação é de indignação. Tucano de hoje é igual petista de antigamente, torce para não dar certo...

O PT depois que virou governo, ficou mais responsável e pensa mais na governabilidade e na necessidade de o Brasil dar certo. Os tucanos podiam também criar juízo e colocar o Brasil em primeiro lugar.

Este alerta de André Singer é oportuno...

De volta às ruas

André Singer – Folha – 23/02/2013

Enquanto partidos e candidatos se arrumam de maneira previsível nos boxes da corrida presidencial de 2014, um fato novo pode modificar o programa da disputa. Na quarta-feira, 6 de março, as centrais sindicais voltarão às ruas depois de três anos de silêncio.

A sétima marcha da classe trabalhadora a Brasília pretende mostrar que o diálogo sobre os rumos do país não envolve apenas os empresários, como vem ocorrendo, sobretudo, desde que a economia empacou.

Os organizadores da caminhada devem entregar a Dilma Rousseff extensa pauta de reivindicações que vai do fim do fator previdenciário a mudanças na política econômica, agregando às bandeiras específicas do setor operário assuntos que dizem respeito à sociedade em geral, como a reserva de 10% do PIB para a educação.

O momento é propício à iniciativa. Há no ambiente dos movimentos sociais uma percepção difusa de que apenas a mobilização empurraria o Executivo para além do combate à miséria. Acresce que a situação de pleno emprego dá suporte material à ofensiva dos assalariados.

De outra parte, uma ausência estrutural dificulta a pretensão desses de influir na direção do Estado. Seguindo trajetória que o afasta da base, o PT não funciona mais como generalizador político das demandas que emergem dos "de baixo". Ao contrário, há poucos dias dirigentes do partido declaravam a intenção de aumentar o vínculo com o empresariado ("Valor", 13/2/2013).

Compreenda-se a dificuldade em que está metida aquela que é hoje a mais sólida organização partidária do país. Enquanto o regime for capitalista, e o será por um período largo e indeterminado até onde o horizonte atual permite enxergar, não se pode prescindir dos capitalistas para administrá-lo.

A ousadia de enfrentar o capital financeiro na questão dos juros e do câmbio, mesmo que fosse para favorecer os industriais, sublevou o empresariado e emparedou a equipe econômica, levando a uma série de concessões e afagos para tentar "soltar" o investimento.

Ocorre que contradições de classe implicam prejudicar um lado ao ajudar o outro. Exemplo típico é o da desoneração da folha de salários. Os bilhões de reais poupados às empresas pressionarão as contas da previdência, que é instrumento indispensável para o empregado na velhice.

Simpáticas ao governo, as centrais não estão livres das ambiguidades que afligem o PT. Porém, por força do lugar que ocupam, precisam expressar, em alguma medida, a inquietação que vem do chão da fábrica. Já a alma que tomou conta da direção petista a partir de 2002 esqueceu a dura lição de 1964: mesmo que pactos temporários possam ocorrer, a oposição de classes é, no capitalismo, inevitável.

ANDRÉ SINGER escreve aos sábados nesta coluna. avsinger@usp.br

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Roberto Setúbal está ficando velho?

Ninguém é velho aos 60 anos

Curiosamente, repercutiu em toda a imprensa que Roberto Setúbal, presidente do Itaú Unibanco, maior banco privado nacional, tinha conseguido “ganhar dois anos mais de trabalho como presidente do banco”. Que ele, em vez de aposentar-se aos sessenta anos, poderá se aposentar aos 62.

Hoje, lendo as notícias sobre a disputa na BRF, fiquei sabendo que na diretoria desta empresa os diretores e presidentes precisam aposentar-se aos 60 anos e deixar os cargos.

As empresas brasileiras estão na contra mão da atualidade. Na década de 70, uma pessoa de 60 anos poderia ser considerada velha. Tanto em função das condições de vida, como em função da medicina.

Na atualidade, temos brilhantes executivos trabalhando até os 80 anos. Quem conhece a história de Roberto Setúbal sabe muito bem que, depois de enorme sucesso como presidente do Itau, desligar-se do banco seria uma grande perda de conhecimento e sabedoria. Roberto é um dos melhores estrategistas empresariais que o Brasil já teve, mesmo tendo dificuldade no relacionamento com os funcionários.

Imaginem se Lula parasse de fazer palestras e visitar as pessoas, pregando a modernização do Brasil? Lula ainda é um jovem líder que pode ensinar muito ao povo brasileiro e à comunidade internacional.

Os humoristas gostam de fazer piada com a “imortalidade de Sarney”. Mas Sarney, com todas suas virtudes e todos os seus defeitos, continua contribuindo para a política brasileira.

E como evitar que “os velhos” errem?

Da mesma forma que devemos proceder com os jovens: atuando coletivamente! Compartilhando ideias, pesquisas, planejamento e gestão.

Eu também estou chegando aos 60 anos de vida e me sinto “na flor da idade”. Nossos pais estão com 89, nossa vizinha portuguesa está com 95 anos e continuo achando que todos continuam contribuindo para construir um mundo melhor.

Por tudo isto, acho que o Itaú Unibanco, assim com todas as empresas e organizações devem alterar seus estatutos e regimentos, deixando claro que o limite para o trabalho é a capacidade e a motivação, não deve ser a idade do profissional.

Quanto ao Roberto Setúbal continuar presidente do Itaú, enquanto ele estiver motivado, o banco continuar crescendo e tendo lucros como agora, só fica faltando melhorar “o moral e o ambiente de trabalho” para os funcionários. Os funcionários já tiveram mais prazer em trabalhar para o Itaú. E os clientes já gostaram mais do banco.Vamos aproveitar a idade e melhorar o relacionamento humano. Nem só de lucro vive o homem...

Vida longa para Roberto Setúbal e para todos os bons velhinhos e velhinhas que querem continuar trabalhando e ajudando o Brasil.

Devemos acabar com as aposentadorias compulsórias...

Casino/Pão de Açúcar, como o Santander, ganham com o Brasil

Com a crise na França e na Espanha, lucro no Brasil é a salvação

Quem sabe, sabe, quem não sabe bate palmas. Eu tinha um professor na faculdade que gostava de usar esta frase para ilustrar a comparação entre as pessoas empreendedoras e as pessoas passivas.

Ou o Brasil aprende a ser capitalista, tendo seus próprios empresários, ou, cada vez mais, os empresários estrangeiros virão comprar nossas empresas e, com o tempo, estas empresas no Brasil darão mais lucros do que as empresas em seus respectivos países.

E não adianta botar a culpa somente no governo. Todos nós temos uma parte de responsabilidade. Este é um problema cultural, vem do berço e da educação nas escolas e nas comunidades.

Os imigrantes sírios, libaneses, japoneses, entre outros gostam de ter seus negócios, enquanto nas escolas brasileiras se ensina a ser “empregados”, herdando uma cultura monarquista.

Precisamos fazer uma ampla campanha de transformação de nossos valores. Queremos que nossa economia seja forte e competitiva, sendo majoritariamente de brasileiros e aplicando seus lucros no Brasil.

Dilma, sua missão é consolidar este novo BRASIL!

Leiam a matéria do jornal Valor de ontem. Contra fatos, não há argumentos.

Lucro do Casino sobe 87,1% e supera 1 bilhão de euros em 2012


Por Renato Rostás | Valor - 21/02/2013 às 07h14

SÃO PAULO - Impulsionado pelo resultado do Pão de Açúcar, agora consolidado no balanço, o lucro líquido atribuível aos acionistas controladores da rede de supermercados francesa Casino subiu 87% durante 2012 e chegou a 1,06 bilhão de euros, informou hoje a varejista.

Mais uma vez a operação global da companhia conseguiu superar o mau momento que ela vive em seu mercado doméstico. A receita líquida cresceu 22,1% no ano passado, chegando a 41,97 bilhões. Houve queda de 1,6% nas vendas francesas e alta de 50,7% nas internacionais, para 18,45 bilhões de euros e 23,52 bilhões de euros, respectivamente.

Os números de lucro e receita ficaram acima do esperado por analistas consultados pela FactSet. Apesar disso, as ações da empresa caíam 0,6% na bolsa de Paris por volta das 6h45 (horário de Brasília), sendo cotadas a 76,05 euros, depois de abrir em alta de 1,2%.

Ao assumir o controle do Grupo Pão de Açúcar no Brasil, as vendas fora do território francês continuaram o ritmo de avanço acima da média, para se tornar a principal fonte de receitas do Casino. No fim de 2011, elas representavam 45% do total, proporção que subiu para 56% no ano passado.

Dentro da França, apenas o “Casino Supermarchés”, que representa o segmento de supermercados do grupo, apresentou altas nas vendas. O crescimento orgânico, que considera unidades existentes e exclui efeitos cambiais, foi de 1,8% na divisão. Enquanto isso, o Géant Casino, rede de hipermercados, registrou uma baixa de 7,7% na mesma comparação.

Para 2013, a varejista anunciou que vai “voltar ao básico” na França, segundo as palavras do próprio presidente do grupo, Jean-Charles Naouri. A companhia espera implementar um programa de redução nos custos e cortar preços para atrair mais consumidores, principalmente nos hipermercados. Os negócios mais rentáveis provavelmente terão uma expansão, afirmou o Casino.

Em 2012, um enxugamento na estrutura de custos e nas despesas gerais e administrativas garantiu uma alta de 71% no lucro operacional, antes de juros e impostos, para 2,38 bilhões de euros.

Mesmo assim, a expectativa neste ano é apenas estabilidade no resultado francês da empresa. Internacionalmente, uma nova rodada de crescimento é esperada, “sustentada pelo surgimento de novos membros da classe média” em vários países. No total, a francesa acredita em avanço nas vendas orgânicas e no lucro operacional no período.

Além disso, o Casino prevê a alavacagem da companhia, medida pelo indicador que relaciona dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), continue abaixo de 2 vezes. No ano passado, a alavancagem terminou em 1,9 vez — o endividamento subiu 1,3%, para 5,45 bilhões de euros, e o Ebitda avançou 24,7%, para 2,85 bilhões de euros.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

BRF, Previ, Abilio e Pão de Açúcar

Agora o bicho vai pegar...

As cartas finalmente foram mostradas! Acabou o jogo de cena. Vamos ver se o pessoal do Casino/Pão de Açúcar vai mesmo processar Abilio Diniz. E, se processar, se vão ganhar o processo.

Agora é briga de gente grande. Gente que tem bilhões de reais para jogar.

Vejam as últimas notícias da disputa entre Abilio Diniz, Pão de Açúcar, Previ, Petros, BB, governo e outros grandes nomes, como a Família Furlan, ex-proprietária da SADIA e ainda grande acionista da BRF, novo nome da Sadia-Perdigão.
Foi dada a partida...

Vejam a matéria da Agência Estado.

BRF confirma indicação de Abilio Diniz para presidência do conselho


Caso aprovado, empresário deverá enfrentar uma batalha com o Grupo Casino,
que poderá pedir a sua saída do conselho do Pão de Açúcar

21/02/2013 | 20h 41- Suzana Inhesta e Vanessa Stecanella, da Agência Estado

SÃO PAULO - A empresa de alimentos BRF - Brasil Foods, em comunicado ao mercado nesta quinta-feira assinado pelo diretor vice-presidente de Finanças, Administração e Relações com Investidores, Leopoldo Saboya, confirmou as indicações do empresário Abilio Diniz e do executivo Sergio Rosa, para presidente e vice-presidente do conselho de administração da BRF.

Se aprovado, em assembleia geral ordinária prevista para o dia 09 de abril, o empresário assumirá o lugar de Nildemar Secches, que decidiu não se reeleger para o cargo.

Abilio Diniz agradeceu a confiança dos acionista da BRF pela indicação para assumir a presidência do conselho de administração da companhia. "Abilio Diniz sente-se honrado com sua indicação para a Presidência do conselho da BRF, um dos maiores players globais do setor de alimentos", destaca um curta nota à imprensa divulgada pela assessoria do ex-controlador do Grupo Pão de Açúcar.

Ele exerce atualmente a função de presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar, empresa fundada por seu pai Valentim dos Santos Diniz, há mais de 60 anos.

De acordo com fontes, caso seja aprovado pelos demais acionista ele deve enfrentar uma batalha dentro do conselho da varejista. Isso porque, o controlador do Pão de Açúcar, Grupo Casino, já avisou que se confirmado na presidência o conselho da BRF, Abilio terá que renunciar ao cargo no GPA.

O Casino alega um conflito de interesses como alicerce para seus pedidos de renúncia do presidente do conselho do Pão de Açúcar, segundo fontes. No entanto, pessoas próximas, dizem que Abilio Diniz não entende que exista algum impedimento para ocupar assento nos dois conselhos, simultaneamente.

Segundo antecipado pelo Broadcast, Abilio foi indicado pelos fundos Previ e Tarpon, detentores de 12,19% e 8,02% em ações da processadora de alimentos. Já o ex-presidente da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, foi indicado pela Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás, que possui 12,22% das ações ordinárias da BRF.

Além de Diniz e Rosa, compõem a chapa a ser votada, os já membros efetivos, Paulo Assunção de Sousa, Décio da Silva, Luis Carlos Fernandes Afonso, Luiz Fernando Furlan, Manoel Cordeiro Silva Filho, Walter Fontana Filho, José Carlos Reis de Magalhães e Pedro de Andrade Faria, além da inclusão de Carlos Fernando Costa.

Já os membros suplentes escolhidos foram Eduardo Rossi, Heloisa Helena Silva de Oliveira, que é membro efetiva do conselho, Mauro José Periotto, Sérgio Schwartz, Manuela Cristina Lemos Maçal, Helena Kerr do Amaral, Roberto Faldini, Mauricio da Rocha Wanderley, Eduardo Fontana d'Avila, Fernando Shayer e Daniel Arduine Arruda Cavalvante.

A empresa ainda informou que a convocação e a proposta completa da assembleia será divulgada em 04 de março, juntamente com os resultados do quarto trimestre de 2012 e de 2012.

BB tem maior lucro da história

Mas não tem mulheres na diretoria

O Banco é do Brasil, tem mais de 50 milhões de correntistas, é o banco mais importante para a agricultura brasileira, é controlado pelo Governo Federal, que governado por uma brilhante mulher chamada Dilma Rousseff, e, no entanto, mesmo tendo 65 cargos na diretoria, não tem uma mulher sequer como diretora. É lamentável!

Ainda ontem, funcionários do BB fizeram manifestações em todo Brasil cobrando melhores condições de trabalho. Alguma coisa precisa ser melhorada na gestão do banco.

Já o CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, continua sendo um bom agente de propaganda da imagem do banco. Onde há CCBB, há boas programações. Virou sinônimo de qualidade.

E a Previ, finalmente resolveu agir em relação à BRF e, conforme o Estadão, chamou uma reunião extraordinária do Conselho de Administração para comunicar que quer Abilio Diniz como sócio e presidente do Conselho.

Errar é humano, mas, o melhor é que haja mais acertos do que erros.
O Brasil merece um excelente e social Banco do Brasil

Com a palavra a diretoria do banco, o ministro da fazenda e a nossa querida presidenta da república.
Vejam a matéria sobre o lucro do banco, divulgada hoje cedo pela UOL.

BB bate recorde e lucra R$ 12,2 bi em 2012, com juros menores

Do UOL, em São Paulo - 21/02/201308h03 > Atualizada 21/02/201308h16

O Banco do Brasil fechou o ano de 2012 com lucro líquido de R$ 12,2 bilhões. É o maior lucro da história do banco.
No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 4,0 bilhões, alta de 45,5% em relação ao trimestre anterior.

Segundo nota divulgada pelo banco, a expansão da carteira de crédito foi o principal fator para o crescimento do lucro.

No ano passado, por determinação do governo, os bancos federais (BB e Caixa Econômica) reduziram os juros para empréstimo, o que aumentou a busca pelo serviço.

Ao final de 2012 os índices de inadimplência do BB se mantiveram menores do que os observados no sistema financeiro nacional.

O índice de pagamentos atrasados há mais de 90 dias ficou em 2,05% da carteira de crédito, abaixo dos 2,16% em dezembro de 2011.

No mesmo período, o sistema financeiro nacional registrou aumento no seu índice, de 3,60% em dezembro de 2011 para 3,64% em dezembro de 2012.

Para 2013, a expectativa do BB é de crescimento de 16% a 20% na carteira de crédito ampliada no país.
4º trimestre

No quatro trrimestre, o banco fechou com lucro líquido recorrente acima do esperado pelo mercado, impulsionado por um crescimento de dois dígitos em sua carteira de crédito e queda na inadimplência.

A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil, incluindo operações no exterior, cresceu 24,9% em 2012, para R$ 580,799 bilhões. No Brasil, a carteira do banco terminou o ano passado em R$ 534,367 bilhões, avanço de 24,2%, acima da expectativa da instituição, de crescimento de 17% a 21%.

Caixa também lucrou com queda dos juros

Na terça-feira, a Caixa Econômica Federal anuciou que sua carteira cresceu 42% no ano passado, avanço quase cinco vezes maior do que a taxa média de seus principais concorrentes privados --Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11) .

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Igreja, PT, CUT e o Brasil

Sinais dos Tempos

Nos anos setenta, quando o Brasil vivia o “milagre brasileiro” sob uma ditadura militar ferrenha, sem liberdades democráticas, a Igreja era a principal âncora de proteção aos movimentos sociais e, principalmente, aos trabalhadores do campo e da cidade.Esta Igreja tão importante era representada pelos religiosos da Teologia da Libertação.

O Brasil passava por momentos difíceis:

Quando matavam trabalhadores rurais na Amazônia e no Nordeste, lá estavam os padres e os bispos da Igreja e da Teologia da Libertação cobrando justiça e condenação dos culpados. Mesmo quando matavam os padres a Igreja não recuava. E foram muitos os padres assassinados. A Igreja cobrava Justiça e Liberdade.

Quando prendiam e matavam estudantes e jovens que se organizavam em grupos clandestinos, lá estavam os padres e os bispos cobrando notícias sobre estes presos políticos.

Quando a inflação voltou a subir e a ditadura proibia que os trabalhadores reivindicassem aumentos salariais, lá estavam os padres e os bispos organizando o Movimento Contra a Carestia.

Quando as greves começaram na região do ABC e depois se espalharam por todo o Brasil, lá estavam os padres e os bispos ajudando os trabalhadores a se organizarem e cedendo os espaços das Igrejas para reuniões.

Graças ao amparo da Teologia da Libertação, surgiram o PT – Partido dos Trabalhadores e a CUT – Central Única dos Trabalhadores.
A assembleia de fundação do PT, não por acaso, aconteceu no Colégio Sion, em São Paulo.

Já a CUT, que engatinhava desde a constituição da Comissão Nacional da Pró-CUT, eleita na Praia Grande - SP, em agosto de 1981, era para ser fundada em 1982, mas foi adiada em função das eleições para governadores e parlamentares.

Quando os sindicalistas tentaram organizar o congresso de fundação da CUT em 1983, passaram a ser boicotados pelos sindicalistas ligados ao peleguismo e ao reformismo. Ante a resistência dos conservadores, a alternativa foi novamente procurar o apoio da Igreja. E Dom Paulo Evaristo Arns foi, mais uma vez, fundamental para que outras personalidades como o governador Franco Montoro e o presidente do PMDB, Ulisses Guimarães, também apoiassem a convocação do Congresso Nacional de fundação da CUT em 1983.

Passados quase quarenta anos,
neste mês emblemático de Fevereiro de 2013,
a Igreja, o PT e a CUT vivem momentos históricos:

1 – A Igreja acabou com a Teologia da Libertação há mais de 20 anos, perdeu espaço nas comunidades e até sua autoridade maior, que é o Papa, renunciou. Coisa que só acontece a cada 500 anos;

2 – O PT realiza hoje uma grande comemoração dos 33 anos de fundação e de 10 anos como Governo Federal, com a presença de Lula e Dilma. Comemorações estarão acontecendo em todo o Brasil, neste ano. Lula como o melhor presidente da história do Brasil e Dilma como a primeira mulher eleita para a presidência da república. O PT tem muito para comemorar. E o povo brasileiro também.

3 – A CUT realiza no próximo dia 27, ato de lançamento das comemorações pelos 30 anos de fundação. Estarão presentes sindicalistas de todo o Brasil, parlamentares, governantes e lideranças comunitárias e terá como ato principal uma palestra do sindicalista histórico, fundador do PT e principal avalista da CUT, Luis Inácio LULA da Silva.

A CUT, que é a primeira central sindical criada no Brasil em 500 anos de história, está consolidada em todos os estados brasileiros, é a quinta maior central sindical do mundo e continua a ajudar a organizar os trabalhadores do campo e das cidades.

A Igreja, o PT e a CUT ajudaram a mudar a história do Brasil.
Mudar para melhor.

Tomara que, com a renúncia do papa, seja eleito um papa brasileiro,
que a Igreja volte a gostar dos trabalhadores e dos pobres do mundo;

Que o PT continue a representar os anseios dos brasileiros por um Brasil rico, sem pobreza,
com boas escolas para todos e com boa políticas públicas;

E que a CUT continue lutando para que os trabalhadores do campo e da cidade tenham melhores condições de vida e de trabalho, com liberdade e solidariedade.

Com quarenta anos de militância em São Paulo,
podemos fazer um balanço muito positivo:

Nós contribuímos para que nosso Brasil esteja bem melhor do que era antes.


Pão de Açúcar aumenta pressão sobre Abilio

Guerra de posições e de imagem pública

Mal coloquei a matéria do jornal Valor sobre adisputa entre o Pão de Açucar/Casino e Abilio Diniz, apareceu esta matéria na UOL avisando que na Assembléia do Grupo Pão de Açúcar, os representantes do Casino pediram a RENÚNCIA DE ABILIO.

Na verdade, as partes atuam com pareceres jurídicos, marcando posições para forçar negociações para valorizar os preços das ações de cada um.

Mas, enquanto a disputa não chega ao fim, a imagem do Pão de Açúcar fica comprometida.
A Previ, ao ficar em silêncio e não informar nada aos associados, também fica comprometida.

E a vida continua...

Casino, controlador do Pão de Açúcar,
pede a renúncia de Abilio Diniz


TONI SCIARRETTA – UOL - 20/02/13 – 10h00

O grupo francês Casino, controlador do Grupo Pão de Açúcar (CBD), pediu nesta quarta-feira (20) a renúncia do empresário Abilio Diniz do cargo de presidente do conselho da maior varejista do país.

O pedido aconteceu durante assembleia extraordinária de acionistas, chamada para aprovar a substituição de dois membros do conselho indicados por Abilio.

Segundo o Casino, a entrada de Abilio na alimentícia BRF --maior empresa de alimentos do país, criada após a fusão entre Perdigão e Sadia, em maio de 2009-- configura um conflito de interesse porque a empresa é uma de suas maiores fornecedoras e compete com o Pão de Açúcar em produtos de marca própria.

"A presença do Sr. Abilio Diniz nas duas companhias causaria grande desconfiança na diretoria, nos demais conselheiros, nos acionistas e demais stakeholders (inclusive o acionista controlador). Tal cenário também colocaria a CBD em situação desconfortável no seu mercado de atuação, criando problemas de interlocução com os seus demais fornecedores relevantes dos produtos também fornecidos pela BRF", disse Marcelo Trindade, ex-presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que representou o Casino na assembleia.

Apesar de não controlar mais o Pão de Açúcar, Abilio Diniz tem cadeira vitalícia como presidente do conselho do grupo. O acerto foi feito ainda em 2005, quando Abilio vendeu o Pão de Açúcar para o grupo francês e as relações entre os dois eram boas.

O Casino hoje fala em nome da Wilkes Participações, a holding controladora da varejista, que inclui as ações do próprio Abilio Diniz. "O comportamento do Sr. Abilio Diniz, desde a assunção do controle isolado pelo Casino em meados de 2012, tem sido o de criar turbulência, ignorando o interesse da companhia (...) O Sr. Abilio Diniz é um acionista minoritário, que entretanto tenta impor sua presença apenas para obter benefícios privados, abusando do seu direito contratual de permanecer como presidente do conselho."

O pedido da renúncia foi feito como manifestação de voto do Casino, que aprovou os nomes de Cláudio Galeazi e Luiz Fernando Figueiredo, indicados por Abilio Diniz em substituição a Geyze Diniz e Pedro Paulo Diniz no conselho do grupo.

Pão de Açúcar e Casino falam com BRF

Abilio e Previ se calam

Enquanto a Previ continua sem informar a seus associados, Abilio Diniz está incomodado com a iniciativa de o Casino procurar a BRF.

É importante que todos acompanhem esta disputa entre grandes empresários.
Os funcionários e o próprio Brasil serao afetados com os resultados desta disputa.

Vejam mais esta material do jornal Valor.


Casino fala com BRF e irrita Abilio Diniz


São Paulo, SP, 20 de Fevereiro de 2013 - Valor – Adriana Mattos

O Casino, sócio de Abilio Diniz no Grupo Pão de Açúcar, tem procurado os principais acionistas da empresa de alimentos BRF para deixar claro a sua posição contrária à ida de Abilio para o conselho da BRF, apurou o Valor. O contato com os fundos de pensão Previ, Petros e com a Tarpon tem sido feito pelos franceses nos últimos dias e incomodou Abilio, a ponto de o assunto ter sido tratado ontem (19) entre advogados do Casino e Abilio, pouco antes da reunião do conselho de administração do GPA, na tarde de ontem.

Segundo fontes próximas às partes, Abilio questionou Marcelo Trindade, advogado do Casino, sobre essa postura do sócio, em um encontro nos corredores da sede do grupo. "Agora vocês estão também falando com os fundos?", perguntou Abilio. Trindade disse que o Casino estava defendendo os interesses da companhia - dentro da ideia de que existiria, na visão do sócio, conflito de interesses na ida de Abilio para o conselho de BRF. "Tudo o que vocês queriam eu fiz [a respeito das condições de negociação para sua saída do GPA]. Agora querem impedir que continue com minha vida?", disse Abilio. A conversa não avançou.

Fonte ligada ao Casino conta que Abilio teria dito que ainda está "aberto a conversas" com o sócio - pessoas próximas à Abilio negam que tenha comentado essa possibilidade. As negociações para a saída de Abilio do GPA pararam em novembro.

Esse tom nada amigável permeou a reunião do conselho do GPA, ocorrida na tarde de ontem (19). Conforme antecipou ontem o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, logo no início da reunião, Luiz Fernando Figueiredo e Cláudio Galeazzi, futuros membros do conselho de GPA, convidados por Abilio para a reunião, não puderam acompanhar o encontro. Arnaud Strasser, membro do conselho indicado pelo Casino, pediu que os dois se retirassem. Abilio já havia, na segunda-feira, informado os membros do conselho que chamaria Figueiredo e Galeazzi para serem ouvintes na reunião. Strasser informou, em troca de emails, que era contra.

Os dois nomes foram indicados por Abilio para substituir Geyse e Pedro Paulo, mulher e filho de Abilio e atuais conselheiros. Para o Casino, não haveria porque permitir a entrada de possíveis membros ainda não eleitos (a assembleia para eleição ocorre hoje dia 20) para discutir tópicos sensíveis à empresa, disse o Casino. Aos mais próximos, Abilio diz que queria integrá-los mais rapidamente ao grupo.

Nas horas seguintes da reunião, membros do conselho do Pão de Açúcar aprovaram uma "carta conforto", fato inédito na empresa. Nela, fica assegurado que se Abilio entrar com uma ação criminal contra algum dos administradores da empresa, inclusive o presidente Enéas Pestana, o Casino fica responsável pela defesa dos administradores, uma espécie de seguro para os gestores.

Ainda foi aprovado por maioria a remuneração para membros do comitê da companhia, mas foi acertada a necessidade de fazer um estudo paralelo a respeito dos valores da remuneração. O valor do plano de retenção também foi alvo de debate. Geyse Diniz, mulher de Abilio, questionou se o montante dos benefícios do plano estavam sendo seguidos, no valor de R$ 130 milhões para todos os participantes do plano. Strasser respondeu que não abriria valores de remuneração, inclusive porque, disse ele, Abilio teria interesse em levar diretores do GPA para a BRF.

Strasser questionou Abilio sobre essa hipótese. O empresário não respondeu. Strasser, por algumas vezes, repetiu a pergunta durante a reunião, o que foi considerada uma provocação por Abilio.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Nova York – Museus e Livrarias

São Paulo – Livrarias e Museus

Há uma inversão turística entre Nova York e São Paulo. No material turístico de Nova York aparecem mais os museus maravilhosos, as livrarias e bibliotecas ficam em segundo plano. Já aqui em São Paulo, os turistas vão muito mais na Livraria Cultura do Conjunto Nacional do que nos museus da cidade.

Talvez seja porque os museus de Nova York sejam muito maiores e melhores do que os museus de São Paulo. Mas, andamos tanto por Nova York, fomos várias vezes aos museus mas vimos poucas livrarias na cidade. Fomos ä Biblioteca de Nova York, mas quase que não achamos livrarias.

Para minha surpresa, hoje o jornal Valor publica uma grande matéria sobre uma das maiores livrarias do mundo. Só que é na Rua 12, lá em baixo, na parte velha da cidade. E não vimos nenhum destaque sobre esta livraria em nenhum guia turístico. Foi uma pena. Compramos livro e disco no museu Metropolitan.

Para que todos que forem a Nova York saberem que lá tem uma grande e boa livraria, publico a seguir a boa material do Valor de hoje.

O segredo da Strand, que vende livros novos e usados em NY


Por Gisele Regatão | Para o Valor, de Nova York – 19/02/13

Numa tarde de segunda-feira chuvosa, a livraria Strand está cheia de clientes. Situada no bairro do East Village em Nova York, a loja de cinco andares, com 975 metros quadrados de área, não só é uma instituição cultural na cidade, mas uma rara sobrevivente no turbulento mercado de venda de livros.

Espremida entre estantes, uma pequena escrivaninha no andar térreo é o escritório do dono da Strand, Fred Bass. Ele tem 84 anos e trabalha na livraria desde os 13 - a loja foi fundada por seu pai Benjamin Bass em 1927. Fred Bass gerencia o negócio com sua filha Nancy Bass Wyden. "Eu adoro sentir e tocar livros," diz ele, em entrevista ao Valor. "A gente trabalha duro, e não desiste."

Considerando o mercado atual, não faltam razões para desistir. O crescimento das vendas pela internet e a recente proliferação de livros eletrônicos levou centenas de pequenas livrarias a fecharem as portas. Até a grande rede de livrarias Borders, que tinha 650 lojas, foi à bancarrota no ano passado.

Nos Estados Unidos, sobram livros nas prateleiras do varejo. As vendas totais de livros impressos caíram 9% no mercado americano ano passado, segundo a Nielsen BookScan. A queda é de 22% desde 2007, quando os livros digitais começaram a crescer.

Outras lojas também lutam para sobreviver. Maior cadeia de livrarias dos EUA, a Barnes & Noble anunciou recentemente que vai fechar um terço das suas 689 lojas na próxima década.

Qual é então o segredo da Strand, que há 86 anos vende livros? "Nós temos os livros, e temos ótimos preços," resume Fred Bass. O acervo é de precisamente de 2,5 milhões de livros, distribuídos nas estantes da loja e em dois galpões de armazenagem no bairro do Brooklyn. E embora Bass reconheça que a loja tenha perdido "1% ou 2%" de vendas por ano nos últimos anos, em 2012 as vendas voltaram a subir.

Numa economia que cresce devagar e muitos consumidores buscam descontos, a Strand se beneficia pela venda de livros usados. A empresa começou como loja de livros de segunda-mão, e estes, ainda hoje, representam metade da receita.

A Strand também vende pela internet - 20% da receita total -, mas não entrou no mercado de livros digitais. "Livros eletrônicos custam US$ 9,95, mas nós temos os mesmos livros, de verdade, por US$ 7,95," diz Bass. "De certa forma, os livros eletrônicos até nos ajudaram, porque os clientes percebem o quão barato nossos livros são." Na calçada da loja, na esquina da Broadway com a rua 12, estantes mostram livros por menos ainda, na faixa de US$ 1 a US$ 3.

A Strand consegue oferecer preços competitivos porque vende muito, diz Bass, e compra em grandes quantidades. E a empresa também tem diversificado suas operações. Uma das áreas de crescimento é a venda de bibliotecas personalizadas para clientes ricos. Há demanda para aluguel de livros para filmes e shows de televisão; e eventos com escritores, com venda de ingressos. A Strand também fatura com produtos como bolsas, canecas e doces com a marca da loja; e vendendo livros raros para colecionadores.

Aos sábados e domingos, Bass visita clientes, com hora marcada, em suas casas em busca de raridades. "Essa é a parte mais divertida, que eu mais gosto", diz.
E se tem uma coisa que mudou na Strand é o atendimento, segundo o filho do fundador. Seus 175 funcionários são muito melhor treinados hoje do que antigamente, sabem muito sobre livros e muitas vezes encaminham os clientes até as estantes. "É um negócio familiar, não somos parte de uma cadeia, e muita gente hoje está procurando uma atendimento diferenciado," diz a gerente de marketing da companhia, Jessica Strand, cujo sobrenome não tem relação com a loja.

Mesmo com o mercado extremamente competitivo, a Strand não é a única livraria independente que sobrevive nas ruas de Nova York. A Community Bookstore (ou livraria da comunidade) está no bairro de Park Slope, no Brooklyn, há 42 anos. Uma loja muito menor, ela tem 14 mil livros, numa área de 160 metros quadrados.
A Community Bookstore passou por maus bocados, e só não fechou faz alguns anos porque a antiga dona fez um apelo à comunidade, e muitos se prontificaram a ajudar, trabalhando na loja de graça, apoiando a administração.

Ezra Goldstein comprou a loja há dois anos e meio. Ele nunca tinha tido uma livraria antes, nem sequer tinha experiência conduzindo um negócio. Goldstein diz que a livraria consegue sobreviver, e tem inclusive regsitrado crescimento de vendas nos últimos anos, porque a clientela do bairro apóia a loja.

Ele, que vive há 28 anos no bairro, diz conhecer muito bem a vizinhança de classe média, com alto grau de instrução.
"Não oferecemos apenas commodity, mas uma atmosfera completa para as pessoas conversarem, lerem, e manusearem livros", diz. A experiência na loja inclui até a presença do gato de Goldstein, o Pequenino, que passeia pelos tapetes e poltronas.

Embora exista uma loja da Barnes & Noble a seis quadras da Community Bookstore, e outra livraria independente acaba de abrir no bairro, Goldstein diz que a loja dá lucro. "Muitas livrarias têm fechado", diz. "As que sobreviveram é porque sabem o que estão fazendo."

A Community Bookstore também usa a internet, mas ainda não está no mercado de livros eletrônicos. E como a Strand, tem investido mais no negócio de eventos literários, com escritores locais. Apesar da queda geral nas vendas de livros, Goldstein é otimista sobre o futuro.

"Em dez anos, tenho certeza que ainda estaremos aqui," diz. "Vai ser cada vez mais difícil, mas eu não vejo as livrarias desaparecendo para sempre."
Talvez o segredo de empresários como Fred Bass e seu pai, o fundador da Strand, seja simplesmente a persistência.

Depois que a tempestade Sandy deixou áreas de Manhattan sem luz por vários dias, no fim de outubro, a Strand teve que fechar as portas por uma semana. Fred Bass disse que queria abrir a loja de qualquer jeito, usando uma porção de lanternas.
"Eu estava até pedindo para vários amigos me darem lanternas", contou. Ele só desistiu porque os advogados da loja não o deixaram seguir com seu plano. Mas não foi uma briga fácil, ele diz, orgulhoso.


Pão de Açúcar em alta

Enquanto o mercado discute BRF

Faz parte da vida a gente ganhar e a gente perder. Abílio sempre ganhou, até fazer uma operação com o Casino, grupo francês controlado por alguém mais arrojado do que ele. É como se fosse um grande jogo de cassino. Ganha-se toda uma vida e, de repente, perde-se tudo num único lance.

Mas, a vida continua e Abílio agora planeja novos voos, tão amplos como os anteriores.

Esperamos que a separação entre Abilio e o novo proprietário do Pão de Açúcar seja a menos traumática possível e com menos reflexos negativos no mercado.

Enquanto isto, os novos donos do Pão de Açúcar vão nadando de braçada, usufruindo da nova classe média brasileira e o bom governo Dilma.

Vejam a matéria do jornal Brasil Econômico de hoje:

Pão de Açúcar deve registrar alta de 9% na receita do quarto trimestre

BrasilEconômico - 19/02/2013 - Niviane Magalhães

Estimativa de analistas do HSBC é de um faturamento de R$ 14,5 bilhões. Balanço será apresentado hoje

A expectativa dos analistas de que o Grupo Pão de Açúcar (GPA) irá surpreender ainda mais neste ano faz com que suas ações sejam as preferidas do setor de consumo. Desta maneira, a divulgação dos resultados do quarto trimestre e de 2012, marcada para hoje, após o fechamento dos mercados, é a mais animadora possível.

A estimativa dos analistas do HSBC é de receita líquida de R$ 14,5 bilhões no quarto trimestre de 2012, alta de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior. No consolidado de 2012, a projeção é de R$ 50,9 bilhões e para este ano, de R$ 56,4 bilhões.

"O foco no crescimento orgânico do segmento de produtos alimentícios deve impulsionar o aumento da receita e a expansão da margem a partir de 2013", apontam Francisco Chevez e Manisha Chaudhry, do HSBC. "Nossa pesquisa com 2 mil consumidores no Brasil indica que a parte alimentar do Grupo Pão de Açúcar tem uma grande oportunidade para acelerar o crescimento de sua participação de mercado", destaca Richard Cathcart, analista do Banco Espírito Santo, em relatório.

Já Tobias Stingelin, Ronaldo Kasinsky e Bruno Taveira, analistas do Santander, apostam no crescimento rápido e na liquidez mais elevada das ações para o bom desempenho da empresa no ano de 2012.

A melhora no segmento de produtos alimentícios é vista como sustentável e refletida pelo controle das despesas com vendas, gerais e administrativas sob a gestão do acionista controlador, o Casino, apesar da pressão observada sobre a margem bruta, devido ao crescimento mais rápido do Assaí.

No entanto, todos os mecanismos de impulsos podem ser pressionados. Entre os riscos, estão o possível aumento da taxa básica de juros, despesas operacionais devido a elevação nos salários e atraso no programa de expansão de 2013.

A equipe do Santander vê também a desaceleração da economia brasileira, a deterioração no conflito entre os acionistas, risco de crédito por meio da Viavarejo e uma possível fusão mal sucedida entre as sinergias da Viavarejo, como preocupantes.

Em relação à Viavarejo, segmento de utilidades domésticas, a oportunidade de redução de custos é alta, elevando o potencial de gerar ganhos no mercado. "Segundo nossa expectativa, esta tendência irá prosseguir e deve se acelerar ainda mais assim que o Cade aprovar a fusão Casas Bahia/Ponto Frio, fazendo com que a margem Ebitda aumente para 6,3% em 2013", apontam os analistas.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

BRF, Abilio, Petros e Previ: o jogo continua

Ganha-ganha ou perde-perde?

Enquanto a Previ silencia, omitindo informações para seus associados, Abílio Diniz continua articulando seu time para assumir a gestão da BRF. A Petros, aparentemente desgostosa com a Previ, toma a iniciativa de comprar mais ações da BRF para se defender melhor.

Como a Previ e a Petros são controladas pelo Governo Federal, a omissão de ambas passa a impressão de que o governo está fazendo o jogo de alguém. Mas o desgaste da Previ é evidente.

E a CVM como fica?

Vejam estas duas notas no Estadão de hoje:

BRF 1
Abílio já busca executivos para cargos-chave

A chapa com o nomo nome para assumir a presidencia do conselho da BRF ainda nem foi indicada, mas Abilio Diniz já se prepara para, pelo menos, ter influência política na empresa.

Segundo o Estado apurou, o empresário sondou dois executivos do setor de alimentos para ocupar posições na BRF. Os cargos específicos não foram revelados. Abilio perguntou apenas se os executivos querem fazer parte do "projeto BRF". Procurado, Abilio Diniz negou a informação.

Em reunião no inicio do mes, Arnaud Strasser, executivo da rede francesa Casino (e Pão de Açúcar), perguntou a Abilio se o empresário estaria indicando executivos do Grupo Pão de Açúcar para a BRF. Abilio não respondeu a questão.


BRF 2
Sem alarde, Petros amplia participação para 12,9%

A Petros vem na surdina comprando ações da BRF e, na divulgação do próximo balanço, deve aparecer como maior acionista da emapresa, à frente da Previ.

O Fundo de Pensão dos funcionários da Petrobrás deteria hoje 12,9% das ações da BRF, acima da Previ - caixa de aposentadorias do Banco do Brasil, cuja participação continuará em 12,2%.

A Petros não gostou da movimentação da Previ e da Tarpon para por Abilio Diniz no lugar de Nildemar Secches no conselho de administração da BRF.

O Fundo se sentiu o "marido traído"porque só soube do assunto quando começou a vazar na imprensa, mas a tendência é que se acerte com a Previ por uma chapa de consenso para o conselho, encabeçada por Abilio.


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Flores Especiais de Fevereiro

Além do carnaval e da chuva

Temos flores especiais neste mês de fevereiro. Vários tipos de flores diferentes.
Vou mostrar três flores entre as várias que já fotografei neste mês.

Estas são as flores do TREVO.
Nasceram entre a grama da entrada da garagem.
E, mesmo os carros passando por cima delas todos os dias,
elas brotaram e se abriram embelezando a nossa saída para o trabalho e a nossa volta para casa.



Já este pé de rosas pequenas e em grande quantidade,
ele está plantado na frente do prédio do Ceagesp, aqui em São Paulo.
Enquanto aguardava outras pessoas para uma reunião, vi vários pés de frutas e de flores.

Por enquanto, vou mostrar esta linda roseira para vocês.




E nos pequenos jardins e pequenos vasos, temos os pés de violetas, que dão flores de várias cores.
Esta flor com esta cor não é muito comum de ser encontrada, pelo menos no nosso jardim




Como vocês podem ver, as flores aparentemente são apenas flores. Cada mês com suas flores específicas.
Mas, na verdade, cada flor é uma flor, própria, naquele lugar e naquele dia.
Na medida que, todos os meses eu tiro fotos de flores,
eu posso comparar as flores de um ano com as flores dos outros anos.

E as flores, mesmo sendo parecidas, todas têm significados diferentes.
É como a música no tempo.
Aparentemente é a mesma música,
mas tem um impacto diferente conforme o tempo
e o lugar onde está sendo ouvida.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Brasileiros, Capitalistas e Vitoriosos

Uma geração pós ditadura e vitoriosa

O Brasil quer ser capitalista mas não sabe como. Nas escolas se ensinam generalidades, nas religiões se ensinam frágeis solidariedades e na vida se ensinam o “salve-se quem puder” e o “vale tudo”.

Os empresários brasileiros vivem das benesses dos governos e do judiciário, e quando suas empresas crescem, vendem-nas aos estrangeiros, gerando uma frustração muito grande aos brasileiros. Vivemos o “complexo de vira-lata”.

Mas, assim como na política, na economia temos bons casos de sucessos. Este trio que a Folha mostra hoje representa bem um grupo que sabe ganhar e também sabe perder. Um grupo que soube romper as fronteiras brasileiras e tornar-se um grupo grande de investidores internacionais. É o lado multinacional brasileiro. Com todos os seus méritos e seus defeitos.

Como dizia uma personagem político famoso: Vergonhoso não é perder, vergonhoso é não fazer nada.

Há vários dias que estou tentando ter tempo para repercutir as informações sobre “os brasileiros donos da Ambev se unem a Buffett e pagam US28 bi pela Heiz“, como deu manchete o Estadão no caderno Economia de ontem. O jornal Valor fez uma boa matéria e a Folha também noticiou com destaque.

Ainda em função do tempo, hoje reproduzo a boa matéria da Folha e voltarei ao assunto em outros dias.

O Brasil continua à Venda, mas também temos gente que sabe comprar empresas no Brasil e no Mundo.
Brasil, o futuro é agora.

Vejam a matéria da Folha.

Trio brasileiro dá as cartas na cena global dos negócios

Sócios do 3G criam cultura de metas, bônus generosos e cortes nos custos
Contrariando fama de oportunistas,
executivos ampliam empresas, se associam a bilionário e sonham com a PepsiCo

Folha – 16/02/2013.

Toni Sciarretta, Claudia Rolli de São Paulo.
Luciana Coelho de Washington

Eles têm alma de banqueiros, só entram em companhias em que podem dar as cartas, chegaram a ser considerados oportunistas nos negócios e hoje mostram a empresários "puro-sangue" como gerir equipes e tornar rentáveis suas empresas.

Eles são os brasileiros do fundo 3G -Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles-, sócios desde o Banco Garantia, que formaram a maior cervejaria do mundo e compraram três ícones do consumo dos EUA: a cerveja Budweiser, a rede Burger King e o ketchup Heinz.

Com a promessa de bônus agressivos e de dar a chance de um office-boy chegar à presidência (caso de Telles, que entrou no Garantia como boy e comandou a Ambev), eles levaram às empresas por onde passaram a cultura da meritocracia, também conhecida como a política da "cenoura e do porrete".

Onde chegavam trocavam os presidentes e traziam para a área financeira executivos capazes de elevar ganhos e cortar custos, mesmo que isso significasse demissões. Instituíram no vocabulário do empresariado brasileiro temas como metas de rentabilidade, eficiência, qualidade de produto e ambição de ganhar espaço fora do Brasil.

A entrada no mundo das empresas aconteceu quando o Garantia comprou a quase falida Lojas Americanas em 1982 e a Brahma em 1989.

Enquanto o mercado apostava que eles sairiam desses negócios, surpreenderam ao patrocinar a fusão com a arquirrival Antarctica, algo como unir Corinthians e Palmeiras.

Nascia a Ambev, surgia a preocupação com a concentração de mercado, e os empresários deixavam de ver os concorrentes como inimigos.

Passaram a enxergar nas fusões a possibilidade de ganhos de sinergia, menor competição e ganhos fiscais -a empresa não paga imposto ao comprar outra por um valor acima do mercado (ágio).

Não só ficaram no ramo de bebidas, contrariando a fama de oportunistas que compravam empresas quase falidas com o objetivo de vendê-las, como transformaram a brasileira Ambev na maior cervejaria do mundo, ao fundi-la com a belga Interbrew e depois com a americana Anheuser-Busch (Budweiser).

Há três anos, compraram o Burger King, que dobrou seu lucro no último trimestre, apostando no corte de custos. A política deve chegar à Heinz, adquirida anteontem em parceria com o bilionário Warren Buffett. No caminho, fica o sonho de adquirir a PepsiCo, rival da Coca-Cola.



Marina e o Partido da Folha

Todos contra o PT

Tudo bem que as pessoas tenham direito de fundar quantos partidos quiserem. Faz parte da democracia.

O que não vale é se fazer de inocente. Na política não existe inocência. Na política todos têm lado. A Folha assumiu a paternidade do Partido de Marina, como parte da estratégia para derrotar o PT. Tanto assumiu que finalmente assumiu o porquê está fazendo isto.

Antigamente, o PSOL, com sua candidata nervosinha, se fazia de vítima, mas soube aproveitar o apoio explícito da imprensa, como forma de tirar votos do PT e assim termos segundo turno, aumentar as chances de derrotar ou desgastar o PT.

Depois veio a candidatura de Marina pelo PV, com o discurso da “pureza”. Conseguiram muitos votos, conseguiram dinheiro para campanha e muito, muito espaço favorável na imprensa. As eleições foram para segundo turno, mas não conseguiram derrotar o PT.

Agora, a direita percebeu que só dois partidos contra o PT é pouco. Lançar o PSDB como cabeça e um outro partido como sublegenda não tem sido suficiente.

Agora a direita está “pagando tudo que for necessário” para ter três partidos contra o PT.

A direita até aceita que Aécio (PSDB), saia como segundo plano, tendo Eduardo Campos, do PSB, como candidato principal e que “o partido de Marina”, faça o papel de “coletor de votos dos inocentes”, e quem sabe assim consigam ganhar uma eleição e restabeleçam o neoliberalismo no Brasil.

Ser esperto faz parte do jogo, o que não deve fazer parte do jogo é a desonestidade moral ou financeira. E isto tem de monte na política brasileira. Inclusive na imprensa.

O curioso é que “nenhum articulista” assumia isto.
Fingiam de morto, escrevendo maravilhas sobre a nova leva de partidos políticos que estão surgindo.

Finalmente, hoje no PAINEL DA FOLHA,
saiu a confirmação da estratégia da direita brasielira.

Vejam que forma delicada de dar o recado.
Bem ao estilo sutil dos tucanos...

Folha de S. Paulo – 16/02/2013

Painel

Nem aí
. Na contramão dos interesses de Kassab e do governo,
o PSDB não deve apoiar tentativas de melar o cronograma político de Marina.
Os tucanos acham que, se for candidata,
a ex-petista tira mais votos de Dilma Rousseff que da oposição.

Nota deste blog:

Ainda bem que o PT ainda tem Dilma, Lula e a política de pleno emprego, minha casa minha vida, bolsa família, estímulo ao empresariado brasieliro e respeito à liberdade de imprensa, mesmo que a imprensa viva de falar mal do PT.

Democracia sem povo, não é democracia,
é convescote como na República Velha.



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

PLR maior em função do IR menor

Quem luta conquista!

Com pouco tempo como presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvândia Moreira já tem duas conquistas significativas no seu mandato.

A primeira grande vitória foi quando conseguiu incluir na Convenção Coletiva Nacional dos Bancários o direito de as mães terem licença maternidade até seis meses. Foi a primeira categoria a ter este direito em nível nacional.

Agora, depois de muitas manifestações em conjunto com os Metalúrgicos do ABC, a CUT e seus sindicatos filiados, o governo Dilma, no final do ano, finalmente concordou em reduzir o Imposto de Renda que deve incidir sobre a PLR – Participação nos Lucros e Resultados.

Os funcionários do Bradesco foram os primeiros beneficiados, mas todos os bancários logo, logo estarão também recebendo mais dinheiro e menos imposto de renda.

Quem luta conquista!

Vejam a matéria do site do Sindicato dos Bancários de São Paulo:

PLR sem IR chega no bolso dos bancários


Funcionários do Bradesco foram os primeiros a receber segunda parcela com isenção total de imposto de renda para PLR de até R$ 6 mil e tributação menor para todos

São Paulo - “Fiquei isenta do imposto de renda na PLR e recebi R$ 1.200 a mais. Guardei tudo para a reforma da casa, que pretendo fazer em breve. Todos ficaram satisfeitos em meu setor, inclusive um colega que irá pagar somente R$ 80 de imposto, pois a mordida do leão foi bem menor.” O depoimento é de uma atendente de agência do Bradesco que recebeu a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e do adicional na sexta 8, já com a conquista da nova tabela de IR que isenta o pagamento até R$ 6 mil.

O sentimento da trabalhadora é compartilhado com colegas de outras dependências e que ocupam outros cargos no Bradesco. “Vou continuar sendo tributado, mas pelos meus cálculos estou economizando entre R$ 800 e R$ 900 em relação à tabela de imposto de renda anterior, o que considero muito bom”, diz o gerente de agência.

Na Cidade de Deus, matriz do banco, os empregados também comemoram. “Ficar isento de imposto de renda na PLR, como é o meu caso, é a melhor coisa que ocorreu nos últimos anos. Recebi cerca de R$ 800 a mais por conta dessa mudança”, relata um bancário com mais de dez anos de Bradesco e que também utilizará o dinheiro na reforma de sua residência.

As mudanças nas regras do imposto de renda no pagamento da PLR beneficia milhares de trabalhadores e fazem girar a roda da economia. O valor economizado com o tributo está sendo investido, por exemplo, na compra de material de construção. Ganham todos: o bancário que pode fazer a reforma que precisava, a loja que vende, a indústria que produz, a sociedade com a geração de empregos.

A conquista é resultado de campanha lançada em 2011 por bancários, metalúrgicos, químicos, petroleiros e urbanitários. Mobilização que durou mais de um ano e que contou com manifestações de milhares de trabalhadores na Via Anchieta, na Avenida Paulista e em Brasília, reuniões com representantes do governo federal, além da coleta de mais de 200 mil assinaturas junto à população.

“Essa vitória mostra como a unidade é importante para provocar mudanças que beneficiam não apenas os trabalhadores, mas toda a sociedade. Com mais recursos, os empregados podem investir em qualidade de vida, aquecendo a economia interna”, destaca a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Bairro do Brás e CUT juntos no Carnaval

Colorado do Brás é Campeã

Enredo exaltando os/as trabalhadores/as dá a Colorado do Brás título de campeã do Grupo I

Escola homenageou os 30 anos da CUT - em 28 de agosto deste ano: "Unidos somos fortes e podemos ir além", foi o recado campeão dos sambistas

Escrito por: site CUT Nacional – 13/02/2013

Com o enredo “O trabalho enobrece o homem: lutas, direitos e conquistas de um povo vencedor”, que homenageou os trabalhadores do campo e da cidade e os 30 anos da CUT, a escola de samba Colorado do Brás levou o campeonato do Grupo I e, em 2014, estará no Grupo de Acesso do carnaval de São Paulo.

Além das diversas formas de trabalho e profissões, o enredo ressaltou os direitos dos trabalhadores, como férias, por exemplo, e a luta dos dirigentes sindicais CUTistas para garantir e conquistar novos direitos.

Com um grupo de jovens batalhadores, liderados pelo presidente Leandro Donato, administrador de empresa de 33 anos, e um carnavalesco – Danilo Dantas - de apenas 27 anos, a escola iniciou o ano com um lema interno que estimulou a comunidade a trabalhar dia e noite para viabilizar um projeto ousado de voltar ao Grupo Especial.

“Sangue nos olhos, faca nos dentes e samba no pé, foi o lema que levou a comunidade a acordar cedo e dormir tarde para trabalhar como todos os operários do país. E os trabalhadores foram justamente o tema do nosso samba-enredo”, conta Leandro, agradecendo à determinação dos moradores do Brás e região e à CUT.

Segundo o presidente da Colorados do Brás, a “grande parceira da escola com a CUT nos últimos 3 anos foi fundamental para a conquista”. Ele explicou que o objetivo da CUT nesta parceria é valorizar, cada vez mais, o bairro e a vitória neste Carnaval é um passo importante. Sobre a parceria com a CUT, Leandro disse que a Central ajuda a escola chamando membros da bateria para shows e eventos, indicando os instrumentistas para sindicatos CUTistas etc.

“A escola falou sobre todos os tipos de trabalhadores, do camelô ao artista de TV e de cinema, do operário ao trabalhador rural. E, no final, fizemos uma bela homenagem ao presidente Lula e à presidenta Dilma Rousseff.

O encerramento foi com um bolo gigante, homenagem aos 30 anos de luta da CUT pelos direitos dos trabalhadores (a CUT faz 30 anos no dia 28 de agosto deste ano)”, concluiu Leandro.

Ao som da bateria “Ritmo Responsa”, os 1.200 componentes da Colorados do Brás – cerca de 80% dos sambistas moram no Brás, no Pari, no Canindé e região - entrou no Sambódromo Paulistano com o samba na ponta da língua, com muito entrosamento e uma bela comissão de frente.

Para o carnavalesco Danilo Dantas, que está na escola desde 1998, “apesar das dificuldades, o projeto audacioso de voltar ao grupo de acesso, não foi alterado”. Segundo ele, o presidente da escola não pediu para mexer em uma única fantasia, em um único carro alegórico, foi à luta para conseguir patrocínio e “conseguimos fazer belas fantasias e alegorias”.

Mas, disse ele, o que garantiu o título foi a garra dos componentes da escola.