terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Lágrimas de Santa Maria

E as “lágrimas de Cristo”

De repente todos conhecem a cidade de Santa Maria no Rio Grande do Sul.
De repente a nossa imprensa só fala das pessoas que passaram pela tragédia de Santa Maria e da fiscalização pública.
De repente todos começam a se preocupar com a segurança das boates...

De repente todo mundo condena “os poderes públicos”.
Sim, eles têm grande parte de responsabilidade.
Mas, as pessoas, a imprensa e as instituições também temos nossa parte de responsabilidade.

As pessoas que bebem e dirigem estão ameaçando a segurança e a vida de outras pessoas; o excesso de passageiros nos elevadores também ameaça a vida das pessoas; atravessar a rua fora da faixa também põe em risco a vida de outras pessoas e assim por diante.

Por que temos que aprender mais “na dor” do que “no amor”?
Como lidar com “os limites individuais e coletivos”?
Como lidar com os direitos e deveres individuais e coletivos?
Como controlar a dor, a raiva e a vontade de vingança?

Precisamos aprender a viver juntos e com segurança preventiva.
Precisamos aprender a dizer sim e a dizer não, conforme for o caso.
Caso contrário, estaremos sempre lamentando as fatalidades...

Como tudo passa e as pessoas esquecem, escolhi três fotos das flores “lágrimas de Cristo”, para mostrar que elas nascem brancas, depois brotam flores vermelhas de dentro das flores brancas, que finalmente ficam roxas e depois secam.

Sendo que o pé fica seco como um graveto morto.
E depois o pé renasce, com belas folhas verdes,
e imediatamente as flores voltam a nascer, embelezando os jardins.

Vejam as flores diferentes deste pé de “Lágrimas de Cristo”:

As brancas e vermelhas.


Agora vejam esta variedade.


E como elas vão ficando secas...



Nesta tragédia de Santa Maria, os filhos não voltarão.
Mas a vida continua, com mais erros ou mais acertos.
Depende de nós e dos poderes públicos.
Vamos aprender com as pequenas flores.

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