terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Abílio Diniz - A Imprensa confunde

Folha e Estadão se calam. Valor fala...

A disputa por controle de empresas não diz respeito apenas aos empresários. Interessa também aos trabalhadores, aos governos e neste caso da BRF, aos Fundos de Pensão.

Este jogo está apenas começando. É preciso tornar as regras públicas. É preciso ter “fair play”...

Vejam mais esta matéria do Valor de hoje. Um bom jornal...

Petros não apoia Abilio Diniz no conselho da BRF, dizem fontes

Valor - 14/01/2013 às 18h39

RIO E SÃO PAULO - Se o empresário Abilio Diniz for, de fato, eleito para o conselho de administração da BRF - Brasil Foods não será exatamente de forma harmoniosa. O Valor apurou que o nome do acionista do Grupo Pão de Açúcar não é consenso entre os fundos de pensão que controlam a empresa de alimentos.

A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, não apoia a ideia. Abilio foi convidado pela gestora de recursos Tarpon para ocupar vaga no conselho como membro e possivelmente, na presidência, e o vazamento dessa informação incomodou a Petros.

Não há exatamente uma restrição à pessoa do empresário Abilio Diniz.
A questão é que, de acordo com fontes, os maiores acionistas da BRF não estão mais tão afinados sobre os rumos da empresa. A Tarpon lideraria um grupo, no qual estaria a Previ, que quer mudanças, enquanto a Petros acredita que a empresa deve continuar com a liderança de Nildemar Secches, atual presidente do conselho.

Em razão disso, cada corrente deverá ter em mente uma chapa para compor o novo conselho de administração da BRF, que deverá ser eleito em abril, em assembleia. A Tarpon não adota, geralmente, uma postura de confronto maior em relação aos negócios em que o fundo atua como sócio.

Isso explica porque Abilio Diniz está comprando ações da BRF no mercado.
Para compor o conselho, Abilio não precisa de uma posição acionária relevante. No entanto, suas ações significarão votos que podem ser necessários para a sua eleição. A Tarpon e o empresário não pretendem fazer uma oferta pelo controle da companhia. Desejam ter um poder maior no comando das decisões pela maioria no conselho — a BRF é uma empresa de capital pulverizado.

Incomodada com a iniciativa da Tarpon, a Petros avalia a possibilidade de contratar assessores para formular uma 'raid defense'. A expressão é um jargão de mercado para criar uma forma de "defesa de controle”, utilizada quando um acionista percebe que outro acionista quer controlar a companhia.

Nesse caso, apurou o Valor, a intenção não seria defender-se de uma oferta hostil, mas de um "ativismo” na BRF. Entre a estratégia estaria a intenção de arregimentar investidores, existentes e novos, para votar com a administração atual — em uma movimentação semelhante àquela que está sendo feita pela Tarpon que, de seu lado, também pode estar enxergando que a Petros quer exercer o controle da BRF, argumentou uma fonte ouvida.

Existiram rumores de que a Previ, inicialmente, não estaria tão alinhada aos interesses da Tarpon, mas hoje o fundo já teria deixado claro esse apoio. A Tarpon quer que essa transição no conselho aconteça da forma mais tranquila possível. O Valor apurou que a Tarpon e a Previ são contra mudanças no comando da empresa, presidida pelo executivo José Antonio Fay.

O cenário que se desenha é que os acionistas deverão solicitar que a eleição do novo conselho da BRF seja por voto múltiplo — nesse caso, em vez de votar em chapas, cada candidato a conselheiro receberá votos individualmente — ficará mais difícil prever qual a composição final do conselho da BRF. Nildemar Secches que está em férias e se prepara para voltar ao trabalho, tem dito a pessoas mais próximas que prefere fazer uma transição de sem traumas para a empresa.

Por conta dessa agitação entre seus acionistas, as ações da BRF tendem a cada vez mais engatar trajetória de alta. Conforme dados disponíveis na BM&FBovespa , atualizados em 26 de dezembro, Tarpon possui 8% da BFR; Previ 12,21%; Petros, 11,31%; Sistel 1,34% e Valia, 2,54%; além do BlackRock, que tem 4% da empresa.

Procurados pelo Valor, Previ, Petros e Tarpon não deram entrevista. Nildemar Secches não foi localizado. Abilio Diniz, por meio de sua assessoria, não se manifestou.

Um comentário:

  1. Sou um humilde vendedor desta empresa,como varios colegas.Existe algum risco nesta mudança,como demissoes? Alguem poderia me responder?

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