segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Abilio Diniz - Como o diabo gosta...

Confusão no Pão de Açúcar e na BRF

Diz o ditado que “onde Abílio Diniz estiver, ele estará tramando alguma coisa...” É da natureza humana e predadora de Abílio.

Eu tenho dado muito destaque à disputa entre Abílio e o empresário francês e controlador do Casino e agora também controlador do Pão de Açúcar.

Minha posição não é favorável a esta ou aquela pessoa, minha posição é que uma Grande Rede Varejista como o Pão de Açúcar tinha que ficar nas mãos de empresários brasileiros, para competir no mercado internacional.

Sou contra este complexo de vira-lata dos empresários brasileiros de ganho imediato e não competitividade internacional.

Mas agora a confusão do Pão de Açúcar e de Abílio chegou à BRF. E o silêncio de muita gente está incomodando muito. Tem mais mistérios nesta história toda do que apareceu até agora.

Com a palavra a Previ, os Fundos de Pensão, o Governo Federal, Mantega e muita gente que pode estar envolvida e não disse nada publicamente até agora.

Os acionistas minoritários e o povo brasileiro precisam saber mais....

Vejam parte da matéria do jornal Valor de hoje:

Manobra de Abilio provoca reunião de comando da BRF


Valor - 14/01/2013 às 00h00

A diretoria da companhia de alimentos BRF-Brasil Foods deve se reunir ainda hoje, segunda-feira, antecipando o fim das férias de alguns executivos, para discutir as possíveis mudanças que podem ocorrer no conselho de administração na próxima assembleia geral, em abril.

A prioridade, segundo o Valor apurou, é isolar a discussão dos sócios da operação e manter o foco na gestão dos negócios.

Há uma preocupação pelo fato de a articulação do empresário Abilio Diniz, sócio -fundador e principal minoritário do Grupo Pão de Açúcar, ter trazido à tona críticas de alguns acionistas da BRF à atual administração da empresa de alimentos.

Abilio vem conversando com acionistas da BRF para assumir a presidência do conselho de administração, cargo atualmente de Nildemar Secches. Ele também vai se tornar um investidor importante, podendo adquirir uma participação pouco abaixo de 5% na companhia, cujo capital é pulverizado na BM&FBovespa.

Além de buscar motivar os gestores, a alta diretoria está preocupada com o eventual conflito de interesses que possa representar para a BRF a participação de Abilio no conselho de ambas as companhias. Isso porque o grupo varejista é o principal distribuidor dos produtos da BRF no mercado interno.

Assim, o empresário teria acesso a informações estratégicas relevantes de ambos os lados. Alguns acionistas avaliam que o ideal seria que Abilio abdicasse da presidência do conselho do Pão de Açúcar, algo que não estaria nos planos do empresário, que vê outras formas possíveis de isolar eventuais conflitos.

Conforme informações de pessoas próximas às respectivas administrações, atualmente o Grupo Pão de Açúcar seria responsável por quase 11% das vendas da empresa e a BRF seria o principal fornecedor da varejista, somando 6% das compras.

A gestão deverá avaliar se mesmo possíveis abstenções de Abilio em assuntos que possam representar conflito - algo que ele estaria disposto a aceitar - seriam suficientes para evitar o trânsito de informações importantes entre as empresas. O empresário, apesar de presidente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar, não define mais a estratégia da varejista, totalmente decidida agora pelo sócio francês Casino.

A semana será importante também pelo retorno de Nildemar Secches ao Brasil. O executivo, que está desde 1994 na BRF, primeiro como presidente e desde o fim de 2008 apenas no conselho de administração, deve buscar compreender de forma mais ampla e em detalhes o que está ocorrendo entre os sócios.

A expectativa daqueles que são próximos a Nildemar é que ele não ofereça resistência para eventuais mudanças no conselho, se isso for desejo legítimo da maioria dos acionistas. Contudo, deve buscar preservar a gestão executiva.

Na sexta-feira, Abilio vendeu o equivalente a R$ 1,5 bilhão em ações preferenciais do Pão de Açúcar na bolsa, cerca de 11,5% do capital preferencialista ou metade de sua participação nessa espécie de papel.

2 comentários:

  1. Abilio é uma lenda viva, porém com 80 anos será que tem folego....

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  2. Sua sede de liderança o mantem vivo e ativo, sempre jogou para ganhar sem se importar com tamanho da queda do adversário, são ações de risco calculado e com vultuosos valores, mas a adrenalina de uma jogada grande como as últimas que resultaram na quase não fusão com Casas Bahia, fusão com Casino com perda da presidência da empresa que Sr. Santos Diniz fundou e agora com esta manobra para de forma meteórica assumir a presidência da BRF... Sei não... De acordo com a máxima popular "Quem muito quer pouco tem", deve-se ver de longe e com reservas, pois a última jogada que tenho conhecimento de sucesso total foi a aquisição do Ponto Frio, jogada de mestre, acho que seria melhor ele curtir a família, seu filho pequeno, pescar e usufruir de tudo que construiu para seu lazer e seus pares... Boa sorte grande Abílio!

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