quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

BTG e Bamerindus

Atacado e Varejo?

O BTG é um dos melhores bancos de investimento do Brasil. Agora comprou o Bamerinuds (em liquidação pelo Banco Central). Será que, depois de comprar o Panamericano, o BTG vai entrar NO VAREJO, com a marca Bamerindus?

Como no Brasil, cinco bancos controlam 80% de tudo, é bom estimular o surgimento de mais bancos de varejo. A população sairá ganhando por melhor atendimento e por mais empregos de qualidade.

Leiam a materia do jornal Valor de hoje:

BTG 'ressuscita' Bamerindus

Valor – 31/01/2013

O Bamerindus saiu de cena em 1998, ao entrar em processo de liquidação extrajudicial. Mas voltou aos holofotes ontem, quando o BTG Pactual anunciou a compra do banco paranaense, interessado em aproveitar ativos que estão paralisados na instituição - principalmente, créditos fiscais.

O BTG pagará R$ 418 milhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), maior credor do Bamerindus, em cinco parcelas anuais. O Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, antecipou no fim da tarde que a operação seria anunciada ainda ontem ao mercado.

Com o acordo, o BTG passa a deter 98% do capital do Bamerindus, que sairá do processo de liquidação. A operação também envolve "a aquisição dos direitos creditórios e ativos detidos pela instituição, que serão utilizados futuramente no contexto das atividades de crédito do BTG Pactual". Ficou de fora do acerto a marca Bamerindus, que pertence ao HSBC.

Um dos principais ativos que restam no Bamerindus após sua liquidação são cerca de R$ 2 bilhões em créditos tributários que poderão ser aproveitados para abater o pagamento de impostos do grupo.
Por enquanto, esses ativos tributários estão dormentes dentro do Bamerindus. Eles só poderão ser ativados depois que o banco sair da liquidação.

Não é apenas esse, porém, o interesse do BTG. Segundo apurou o Valor, o banco também tem em vista outros ativos do Bamerindus. Passada uma década e meia desde a intervenção do Banco Central (BC), a instituição ainda tem uma carteira de créditos em execução judicial e uma série de imóveis que foram dados em pagamento por diversos devedores.

A aposta do BTG é que, fora do processo de liquidação, esses ativos poderão ser geridos de forma menos engessada e gerar valor ao banco.

A compra do Bamerindus pelo BTG vai viabilizar o pagamento de 100% dos credores do banco paranaense. Com o dinheiro, serão pagos neste momento o BC, o Tesouro Nacional e o FGC. O único credor que sofrerá desconto nesse processo é o FGC.

O ex-banqueiro, ex-senador e ex-controlador do Bamerindus, José Eduardo de Andrade Vieira, disse que não estava sabendo da negociação que culminou na venda da massa falida do Bamerindus para o BTG Pactual, anunciada hoje. "Fiquei sabendo agora", disse ele, que passou o dia acompanhando o plantio de milho na fazenda em que mora, em Joaquim Távora (PR), a 340 quilômetros ao norte de Curitiba. "Sabia que quem tem muito imposto a pagar tinha interesse", acrescentou.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pagou, no ano passado, uma parte do valor a que os antigos acionistas do Bamerindus tinham direito depois que encerrou as ações judiciais com os credores do banco. O pagamento da outra parte do valor ficou condicionada à venda do banco, o que aconteceu agora. "Soubemos que havia um banco menor e outro grande analisando o negócio", contou uma fonte, que não quis ser identificada.

Segundo Vieira, o valor de R$ 418 milhões oferecido pelo BTG ficou abaixo da expectativa. "Esperava mais de R$ 1 bilhão", comentou. Questionado sobre quanto ele ainda tem a receber, ele respondeu que "é pouca coisa", sem revelar valores. "É preciso saber as condições do negócio, para saber se terá saldo."

Vieira afirmou que não acompanhou o assunto de perto e não está recebendo notícias. "Minha televisão estragou esses dias. Não estou sabendo de nada", contou.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Flores da nossa rua

A época mais florida

Mesmo depois de um dia com muitas reuniões e estando atrasado com a mensagem para o blog,
quero aproveitar o pouco tempo da noite, ainda sem jantar, para mostrar as flores da nossa rua.

Esta é a época do ano em que nosso pedaço está mais florido.
Árvores que na maior parte do ano ficam secas,
de repente florescem em quantidade variando de cores,
embora a maioria seja cor-de-rosa.

Já quando abrimos a porta da nossa casa,
as flores da árvore da vizinha iluminam nossa vista, dando um bom dia...



Ao chegar à rua, encontramos outras árvores floridas, umas com flores brancas e outras com flores azuis.



Mas, as que preponderam na Vila Madalena são as flores rosas...



Mesmo tendo arrastões nos bares da Vila Madalena,
graças a Deus, ainda não houve incêndios,
mas, enchentes têm sempre que chove forte.

As flores fazem a gente esquecer os problemas da vida
e ter um dia ou uma noite mais alegre.

Você também tem plantas na sua casa, ou no prédio?

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Lágrimas de Santa Maria

E as “lágrimas de Cristo”

De repente todos conhecem a cidade de Santa Maria no Rio Grande do Sul.
De repente a nossa imprensa só fala das pessoas que passaram pela tragédia de Santa Maria e da fiscalização pública.
De repente todos começam a se preocupar com a segurança das boates...

De repente todo mundo condena “os poderes públicos”.
Sim, eles têm grande parte de responsabilidade.
Mas, as pessoas, a imprensa e as instituições também temos nossa parte de responsabilidade.

As pessoas que bebem e dirigem estão ameaçando a segurança e a vida de outras pessoas; o excesso de passageiros nos elevadores também ameaça a vida das pessoas; atravessar a rua fora da faixa também põe em risco a vida de outras pessoas e assim por diante.

Por que temos que aprender mais “na dor” do que “no amor”?
Como lidar com “os limites individuais e coletivos”?
Como lidar com os direitos e deveres individuais e coletivos?
Como controlar a dor, a raiva e a vontade de vingança?

Precisamos aprender a viver juntos e com segurança preventiva.
Precisamos aprender a dizer sim e a dizer não, conforme for o caso.
Caso contrário, estaremos sempre lamentando as fatalidades...

Como tudo passa e as pessoas esquecem, escolhi três fotos das flores “lágrimas de Cristo”, para mostrar que elas nascem brancas, depois brotam flores vermelhas de dentro das flores brancas, que finalmente ficam roxas e depois secam.

Sendo que o pé fica seco como um graveto morto.
E depois o pé renasce, com belas folhas verdes,
e imediatamente as flores voltam a nascer, embelezando os jardins.

Vejam as flores diferentes deste pé de “Lágrimas de Cristo”:

As brancas e vermelhas.


Agora vejam esta variedade.


E como elas vão ficando secas...



Nesta tragédia de Santa Maria, os filhos não voltarão.
Mas a vida continua, com mais erros ou mais acertos.
Depende de nós e dos poderes públicos.
Vamos aprender com as pequenas flores.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Santa Maria não foi fatalidade

Foi irresponsabilidade criminosa

Estou desde indignado com mais esta tragédia brasileira e sem condições emocionais de escrever alguma coisa. Tenho filha jovem, convivo com jovens no trabalho e sei o quanto eles são importantes para os pais. Ver estes jovens morrerem por negligência de empresários e irresponsabilidade de poucos é de cortar o coração.

Por isto, quando voltei hoje do almoço e vi a mensagem de nossa amiga Liliana Pinheiro, achei que ela espelha bem o sentimento do povo brasileiro. Para um país sem lei e sem justiça, nada melhor do que uma carta de repúdio aos canalhas profissionais.

Que estas tragédias não se repitam como “fatalidades”. Vejam a mensagem de Liliana Pinheiro:

QUERIDOS CANALHAS

Amanhã será outro dia. Mas desse bode o Brasil não se recupera tão já.

Santa Maria é o retrato acabado desse país sem juízo, sem cumprimento de regras, sem proteção ao cidadão.

O país em que políticos sacam com mochilas o dinheiro destinado a vítimas de enchentes.

Em que quase todos já apanhamos nas ruas para entregar bolsa e celular. Em que nos prendem dentro de portas giratórias de bancos.

Em que você liga para o serviço de saúde de madrugada pedindo socorro, e te avisam que o SAMU não tem ambulância, nunca tem.

Em que não há médicos nas madrugadas das UPAS.

Em que as contas chegam, mas não os serviços correspondentes a elas.

E em que boates para duas mil pessoas não têm saídas proporcionais ao público em caso de pânico e emergência nem sistema anti-incêndio.

Todo mundo morreu um pouco em Santa Maria, e o Brasil afundou mais um pouco em si mesmo.

Não tenho mais saco para político chorando, luto oficial, nota de pesar, bandeira meio-pau, helicóptero com autoridade baixando, político com ar grave diante das câmeras de TV.

Não acredito mais em vocês, queridos canalhas.

Do Blog:

É preciso construir um novo Brasil!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Lincoln e os Conservadores Brasileiros

Duas Guerras lá e Uma Tradição aqui

Os Estados Unidos não viraram o maior império do Século XX sem dor, enquanto o Brasil nunca teve uma guerra de transformação radical, sempre preponderou a vitória dos conservadores.

Elio Gaspari, na Folha de São Paulo de hoje, mostra o quanto foi difícil unificar para modernizar os Estados Unidos, e depois, garantir na Constituição o fim da escravidão. Valeu a vida do presidente americano. Nada lá aconteceu por pura bondade, foi tudo com muito suor, sofrimento e conquista.

Aqui, os conservadores nunca querem abrir mão de nada, e os progressistas querem mudanças, desde que não tenham que morrer por elas ou muitas vezes sair dos púlpitos. O Brasil ficou um país grande e unificado, porém atrasado, pobre e cheio de préconceitos.

Há males que vem para bem, mas está na hora de o Brasil virar UMA NAÇÃO, moderna, com alfabetização de qualidade para todos os brasileiros, e com recursos para estar presente em todos os fóruns do mundo de cabeça erguida. Sem medo de ser feliz!

Aqui, nossa imprensa hoje fala em preservar seus direitos em nome da liberdade e da constituição, mas em 1964, nossa imprensa se uniu ao imperialismo americano para acabar com a democracia constitucional brasileira e dar um Golpe de Estado, implantando um Ditadura Militar.

As pessoas podem esquecer, mas a História precisa estar registrada.
Aqui, no caso da escravidão, “o sul, conservador e escravocrata, venceu”, como bem lembraram Darcy Ribeiro e Elio Gaspari.

Leiam o bom artigo de Gaspari, na Folha de hoje:

A festa de Abraham Lincoln


Elio Gaspari – Folha S.Paulo – 27/01/2013

Presente para o verão: um grande filme com um grande ator, saído de um belo livro, sobre um período memorável

Coisa muito boa.
Um grande filme ("Lincoln") de um soberbo diretor (Steven Spielberg), com um magnífico desempenho (Daniel Day-Lewis no papel do presidente), extraído de um belo livro ("Team of Rivals", de Doris Kearns Goodwin) sobre um luminoso período da história, o final da Guerra Civil americana, com o triunfo do progresso sobre o atraso.

São duas horas e meia de arte, prazer e instrução. Spielberg fez seu filme tratando das poucas semanas durante as quais Lincoln dobrou a Câmara dos Deputados, aprovou a 13ª emenda à Constituição e acabou com a escravidão nos Estados Unidos. O Sul já estava derrotado, mas a libertação definitiva de 4 milhões de negros significaria o maior confisco patrimonial da história.

O filme saiu do "Team of Rivals", no qual o episódio da aprovação da emenda, com suas tramoias, ocupa menos de dez páginas. A mágica de Spielberg esteve em capturar a alma da obra de Doris Kearns Goodwin. Ela trabalhou na Casa Branca, escreveu sobre os presidentes Roosevelt, Kennedy e Lyndon Johnson. (Seu marido, Richard Goodwin, assessorou os dois últimos e, em julho de 1962, defendia que os militares derrubassem logo o presidente João Goulart.)

O Lincoln de Daniel Day-Lewis entrará para a história do cinema como uma das melhores caracterizações de um personagem, disputando com o general Patton de George C. Scott, que era mais fácil.

Aquilo que parece exagero tem tudo para ser acerto. O andar de Lincoln era esquisito, sem se apoiar no calcanhar, porque tinha pés chatos. Ademais, era desengonçado mesmo. Resta só um problema: não há gravação de sua voz.

Spielberg cometeu poucas licenças cenográficas. Uma delas, deliberada. Na rendição do general sulista Robert Lee, Ulysses Grant, comandante das tropas do Norte, aparece com o uniforme em razoável estado e as botas limpas. Na realidade, estava enlameado e a roupa, amarfanhada. Quem os visse, pensaria que o vencedor da guerra fora Lee. Além disso, é improvável que Thaddeus Stevens (Tommy Lee Jones) tenha levado para casa o original da emenda.

A edição americana do "Team of Rivals" tem 944 páginas. A autora fez uma versão resumida que foi publicada na França e saiu no Brasil, com um terço do tamanho. Com os cortes, sumiu a cabala narrada no filme.

O "Lincoln" acaba de chegar às livrarias. Custa R$ 34, e não tem versão eletrônica. Desse jeito, cria-se um pedágio para o uso da língua portuguesa, pois o e-book da edição integral, em inglês, sai por R$ 20,39.

EM PINDORAMA, O SUL VENCEU


Deve-se a Darcy Ribeiro um resumo da desdita brasileira na segunda metade do século 19: "Aqui o Sul venceu".

Enquanto na Guerra Civil americana morreram 600 mil pessoas e entre 1863 e 1865 libertaram-se todos os escravos, em Pindorama, nessa época havia cerca de 2 milhões de pessoas escravizadas, mas a abolição só veio em 1888.

D. Pedro 2º manteve-se neutro (piscando o olho para o Sul) e os portos brasileiros davam guarida a navios rebeldes que pirateavam no Atlântico Sul. Isso até outubro de 1864, quando o governo acolheu no porto de Salvador uma embarcação confederada. Uma canhoneira do Norte atacou o barco, sequestrou-o e afundou-o em alto mar.

A essa época, o embaixador americano no Brasil era James Webb, um jornalista americano, cupincha do secretário de Estado William Seward (aquele que usa roupa de brocado no filme).

Um picaretaço. Achava que a abolição era mais perigosa que a escravatura. Diante da simpatia de Lincoln pela ideia de uma deportação dos negros americanos, Webb foi à luta e tentou organizar uma empresa de colonização capaz de trazer 100 mil negros para a Amazônia. Ela teria um capital binacional de até 5 milhões de dólares e cada deportado receberia um lote de 40 hectares, uma choupana e algum equipamento.

O presidente da companhia seria nomeado pela Casa Branca. Quem? Ele. O plano naufragou em Washington, em Londres e no Rio de Janeiro. Aqui, mostrando que Darcy Ribeiro tinha razão, o marquês de Abrantes disse a Webb que a migração lhe parecia inviável, pois o governo imperial não pretendia admitir negros livres na Terra de Santa Cruz. (Passados mais de 150 anos, o gerente da concessionária Autokraft da BMW, na Barra da Tijuca, enxotou da loja uma criança negra livre de sete anos.)

A Guerra Civil americana causou tanto horror à sociedade escravocrata brasileira que o maior dos poetas abolicionistas, Castro Alves, passou batido no assunto. Seis anos depois da morte de Lincoln, chamou seu assassino de "cavaleiro sinistro".

Terminada a guerra, d. Pedro foi aos Estados Unidos, visitou o presidente Grant e andou de braço dado com o general Sherman, o devastador do Sul. Sua obra foi mostrada em "E o Vento Levou...".

As relações dos Estados Unidos com o Brasil nesse período estão contadas num grande livro: "O Sul mais Distante" ("The Deepest South"), do professor americano Gerald Horne. A tradução, em papel, sai por R$ 59,50. O original está na rede por R$ 20,72.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Cuba - Sinais dos Tempos

Estamos no Século XXI

A China virou capitalista, o comunismo no leste europeu implodiu sozinho, restando somente Cuba e Coreia do Norte com o discurso comunista. Cuba, aos poucos vai reintroduzindo a economia de mercado, a Coreia do Norte está cada vez mais esquizofrênica, esperando alguém que dê um final ao delírio coletivo.

Passam os impérios e passam as ditaduras,

mas a humanidade não consegue viver sem as religiões.
Isto ainda é um grande fenômeno.

Segundo a UOL, Cuba começa a devolver os bens da Igreja Católica.

Só falta os Estados Unidos acabarem com o “bloqueio econômico”, para que CUBA se liberte de vez da pobreza atual e do discurso superado pelo tempo.

Precisamos descobrir um novo Socialismo, democrático, popular, com liberdade política e religiosa, além de economia de mercado. Isto vale para todos os países.
O século XXI está apenas começando.

Cuba devolve propriedades da Igreja Católica nacionalizadas em 1961

Em Havana – UOL - 25/01/2013 - 15h09

Autoridades da província de Granma, no sudeste de Cuba, devolveram à Igreja Católica dois edifícios e um terreno, como parte de uma política do presidente Raúl Castro de restituir bens da instituição nacionalizados pelo regime revolucionário em 1961.

"É um gesto totalmente positivo que a Igreja recebe como muito bem-vindo", declarou à AFP Alvaro Beyra, bispo da Diocese de Bayamo-Manzanillo, Granma.

Além da restituição das três propriedades, o governo provincial deu à Igreja um terreno para construir um novo templo.

Foto 81 de 84 - 28.mar.2012 - Papa Bento 16 se encontrou com o ex-líder cubano Fidel Castro, em Havana. A reunião ocorreu após o pontífice oficiar uma missa pública na capital de Cuba. Em seu discurso de despedida, pediu exercício pleno de "liberdades" e fim de embargo no país.

Em 2012, o governo comunista devolveu para a Arquidiocese de Havana a capela da antiga Universidade de Villanueva, que está muito deteriorada e precisa agora ser restaurada.

Em meados de 1961, ao declarar o socialismo em Cuba, Fidel Castro nacionalizou a educação, uma decisão que, segundo o historiador Augusto Montenegro, destinou-se a passar para o estado a propriedade de 339 escolas e universidades católicas de Villanueva e La Salle, em Havana.

A medida, que também abrangeu escolas evangélicas e laicas, privou a Igreja Católica da sua principal fonte de renda, bem como algumas igrejas e capelas que estavam nesses centros de estudo.

Esse foi o período de maior confronto entre a Igreja e o governo comunista. Mas, meio século depois, em 2010, Raúl Castro iniciou um diálogo com a Igreja, cujo primeiro resultado foi a libertação de mais de 130 presos políticos e deu mais espaço para o trabalho pastoral dos bispos.

Em março de 2012, o Papa Bento XVI realizou uma visita pastoral à ilha e celebrou duas missas, ambas assistidas pelo presidente cubano.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Aniversário de São Paulo

De repente, é só alegria!

Acordei cedo para abrir a porta para a faxineira, fazer café, comprar pão e depois ir fazer feira. Demandas que normalmente são do SÁBADO! Mas, como hoje é aniversário de São Paulo e feriado municipal, aproveitei para antecipar as tarefas do sábado para hoje e deixar o sábado para ir ver nossa filha.

Depois de ter feito todas as tarefas, fui ler os jornais para ver se achava algo interessante para repercutir no blog. Não achei nada. Só matérias e cadernos falando sobre as virtudes de São Paulo e as propostas que os moradores apresentam.

De repente, tudo é só alegria e só se fala de coisas boas da nossa cidade. Parece festa de casamento...

Resolvi não aproveitar nenhuma matéria para o blog.
As matérias que me chamaram mais minha atenção foram as páginas dedicadas ao filme Lincoln, que começa a passar nos cinemas a partir de hoje. Mas as matérias eram muito longas e achei que não combinavam com o aniversário de São Paulo.

Já que a imprensa destacou tanto os Estados Unidos. Vou mostrar uma foto muito bonita e simbólica que tiramos num museu em Nova York. Afinal, eu sempre achei que a cidade brasileira que simboliza o clima de Nova York seja São Paulo. Sim, acho que simbolicamente São Paulo está mais para Nova York do que o Rio de Janeiro.

O Rio continua lindo. Considero o Rio a cidade mais bonita do mundo, sendo ameaçada somente por Sidney, na Austrália, e a velha Paris, com seu charme histórico. Mais o clima metropolitano e mundial é mais de Sampa.

Por falar em histórico, o que mais gostei em Nova York não foram os prédios monumentais, nem as pontes; o que mais visitamos e passamos horas e horas foram os museus, como o Metropolitan, o Moma e o Guggenheim. Uma infinidade de Picasso e, no Metropolitan, os impérios antigos, pomposos, cheio de luxos, mas que representavam o passado. Sinalizando que os impérios presentes também passarão.

Vejam que imagem bonita é esta jovem egípcia, que carrega oferendas para o seu rei ou seu deus. Esta estátua é de 1800 anos Antes de Cristo.



São Paulo ainda não tem um Metropolitan, embora tenha bons museus como a Pinacoteca e mesmo o decadente Masp. Com o tempo teremos...

Mas o que eu gosto mais na cidade de São Paulo são as flores...

Vejam estas bonitas rosas da Vila Madalena



E vejam também estas plantinhas verdes com suas flores amarelas.


Neste mês de janeiro elas estão muito bonitas, comemorando as chuvas e o sol.

São Paulo já é uma cidade do mundo, apesar de ainda ter uma imprensa provinciana e um metrô, que não é tão feio como o de Nova York, mas que é tão pequeno que faz com que a beleza fique em segundo plano.

Com mais de dez milhões de habitantes, torna-se imprescindível governar para a maioria, respeitando as diversidades e os bairros distantes.

Que Haddad, com sua humildade e persistência, possa manter o olhar para toda a cidade, sendo um governante que as pessoas tenham orgulho em tê-lo como prefeito!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Santander – Demissões, Venda e Falta de Transparência

Empresas podem ter responsabilidade social

Se o Santander desde o início informasse a todos os seus funcionários, e aos sindicatos, o que pretendia efetivamente fazer, a situação estaria bem mais tranquila.

Acontece que o banco negou as demissões mas teve que mostrar os numeros detalhados e ficou desautorizado.

O mesmo acontece com as notícias sobre a venda do Santander Brasil.
O banco vive negando, mas as informações e as notícias continuam, deixando os funcionários inseguros. Pode não ser venda, mas pode ser fusão com outro banco. Ou pode ser só avaliação de ativos… O Banco precisa recuperar a credibilidade.

O Ministério Público, à pedido dos sindicatos, teve um papel fundamental neste processo de esclarecimento para os funcionários. A CVM – Comissão de Valores Mobiliários também pode ajudar a informar aos acionistas e funcionçarios.

O governo pode ajudar muito mais. Para isto existem os ministerios, o Banco Central e as agências reguladoras.

Vejam a material que saiu hoje no site da Contraf-Confederação Nacional dos Bancários da CUT.

Contraf-CUT comprova no MPT demissões em massa no Santander

Fonte: Contraf-CUT – 23/01/2013

Quarta audiência de mediação no MPT, em Brasília

Na quarta audiência de mediação com o banco espanhol, realizada na tarde desta quarta-feira (23) no Ministério Público do Trabalho (MPT), em Brasília, a Contraf-CUT apresentou estudo do Dieese que comprova a ocorrência de demissões em massa em dezembro de 2012. Enquanto a média de dispensas sem justa causa era de 182 entre janeiro e novembro, o banco despediu 1.153 no último mês do ano passado, quase seis vezes mais, significando um crescimento de 533,5%.


Demissões em massa

A análise do Dieese, feita com base nos novos dados fornecidos pelo banco na última segunda-feira (21) após determinação da procuradora do MPT, Ana Cristina Tostes Ribeiro, revela também que as dispensas imotivadas em dezembro dispararam em relação a novembro, quando o banco mandou embora 256 empregados, o que representou um crescimento de 350,4%.

Confira o número de demissões sem justa em 2012:

- janeiro: 198
- fevereiro: 170
- março: 218
- abril: 179
- maio: 234
- junho: 176
- julho: 157
- agosto: 126
- setembro: 147
- outubro: 139
- novembro: 256
- dezembro: 1.153

- Total no ano: 3.153

A procuradora do MPT questionou o Santander se os dados estavam corretos.
Os advogados do banco consultaram suas tabelas e os números foram conferidos mês a mês. "Todos bateram, mostrando a seriedade, a competência e a qualidade do trabalho do Dieese", destaca o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Foi registrado em ata que "o banco confirmou os desligamentos sem justa causa (janeiro a dezembro/12) apresentados no estudo do Dieese".

"Lamentável é que o banco escondeu esses números até agora, negando o direito à informação e mostrando falta de transparência, mas graças à atuação do MPT finalmente foi possível comprovar a dispensa coletiva na véspera do Natal, que só não foi maior por causa das denúncias, dos protestos e das manifestações dos sindicatos em todo país", ressalta.

O estudo do Dieese apresenta ainda os números por tipos de desligamentos (demissão sem justa causa, demissão por justa causa, aposentadoria, falecimento e término de contrato). Estão excluídas as transferências entre agências, que estavam incluídas nos primeiros dados fornecidos pelo banco, razão pela qual os números do estudo anterior do Dieese foram diferentes dos atuais.

Corte de 975 empregos em dezembro

O levantamento do Dieese revela o total de admitidos e desligados em 2012, com o saldo de empregos mês a mês. O destaque é dezembro, quando o banco desligou 1.302 empregos e admitiu 327, o que representa um corte de 975 postos de trabalho.

Em novembro, o banco já havia fechado 150 vagas. Em todo ano, o saldo foi negativo, com a extinção de 183 empregos.

"O Santander faz propaganda milionária, dizendo que está investindo forte no Brasil, mas não explica aonde. O certo é que não investe no emprego, pois eliminou postos de trabalho", critica o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira.

Rotatividade do Santander foi de 11% em 2012

Com os novos dados, o Dieese calculou a taxa de rotatividade (excluídas as transferências) do Santander, ficando em 11% entre janeiro e dezembro de 2012, com base no Caged. Trata-se do mesmo número informado recentemente pelo banco em notícia da Folha de S.Paulo. Já a rotatividade do setor bancário de janeiro a novembro do ano passado foi de 7,6%, conforme o Caged.

A taxa de rotatividade descontada (que exclui transferências, demissões a pedido, desligamentos por morte e aposentadorias) atingiu 6,8% no Santander, ficando acima do índice de 4,4% dos trabalhadores do setor bancário que foram substituídos em 2012.

Por ambos os métodos, a rotatividade no Santander é superior à média do setor bancário.

Proteção ao emprego

Ao final da audiência, a Contraf-CUT reiterou que diante do estudo do Dieese, do número apurado de demissões sem justa causa em dezembro, do corte de empregos em 2012 e da rotatividade acima do setor bancário ficou caracterizada a despedida em massa de trabalhadores no banco. Foi registrado em ata que "é necessário negociar formas de proteção ao emprego".

O MPT deverá se manifestar após a próxima terça-feira (29).

"Concluímos o processo de mediação no MPT, garantindo acesso à lista de desligados em dezembro e obtendo pela primeira vez dados do Caged de um banco privado, possibilitando que o Dieese apurasse as demissões mês a mês e calculasse a taxa de rotatividade do banco", avalia Miguel.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Santander – como superar a angústia?

Mais uma vez diz que não está a venda

Estava no Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, trocando ideias com os diretores e fazendo análise de conjuntura, quando vi na UOL que o presidente mundial do Santander estaria com nossa presidente Dilma e que, mais uma vez, estava comunicando que o Santander no Brasil não estava à venda.

Por que será que este boato não acaba, nem o presidente do banco dizendo que não venderá? O ideal é que “ou não venda ou, se for vender ou fazer fusão com o Bradesco, que faça logo”. A angústia dos funcionários é muito grande.

Imagine acordar todos os dias sem saber o que vai acontecer com o banco que voce trabalha. É muito triste!

O Estadão fez uma matéria grande, que resolvi colocá-la na íntegra.

Botín diz que Santander é comprador no Brasil

Depois de se reunir com Dilma Rousseff, presidente mundial do banco espanhol rechaça rumores de que instituição poderia ser vendida no País

23 de janeiro de 2013 - RAFAEL MORAES MOURA - O Estado de S.Paulo

O presidente mundial do Grupo Santander, Emilio Botín, negou ontem que esteja em discussão a venda das operações brasileiras do banco. Segundo o executivo, a instituição quer "comprar" ativos. Para mostrar a disposição de ampliar os negócios, o banqueiro disse que pretende destinar até R$ 5 bilhões para o financiamento de projetos de infraestrutura no País.

"O Banco Santander compra (ativos). Algumas vezes vendemos algo, mas no Brasil compramos", disse o executivo, após ser recebido por uma hora pela presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. "O Santander pode às vezes comprar, hoje não tenho tempo para comprar. Em outras viagens, eu vou comprar, não vender. Para nós, o Brasil é o país número 1 entre os que estamos."

A fala de Botín se segue a uma onda de rumores sobre uma possível fusão entre o banco espanhol e o Bradesco. Os boatos são negados pelas duas instituições.

As palavras de Botín repercutiram no mercado financeiro. As ações do Santander caíram mais de 3% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ontem, enquanto os papéis dos principais concorrentes subiram. Nas últimas semanas, as ações da filial brasileira do banco espanhol apresentaram forte valorização justamente por causa da expectativa de venda ou fusão no País.

No ano passado, o Santander também foi alvo de rumores, mas a "noiva" da ocasião era o Banco do Brasil.

O encontro com Dilma deu continuidade às conversas da presidente com empresários. Há cerca de 10 dias, ela recebeu o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. A última vez em que Dilma e Botín se reuniram foi em junho do ano passado, também em Brasília.

PIB.Botín disse estar otimista com a economia brasileira em 2013, após um 2012 marcado por um crescimento que deve ficar em torno de 1%. "Estou convencido de que este ano vai ser melhor que o ano passado para a economia brasileira. O que pensamos é que a economia vai crescer 3%. No ano passado, cresceu 1%. É pouco para o Brasil.
Mas, comparado com o que ocorre na Europa e em outros lugares, é muito bom", afirmou.
Indagado se o governo não estaria intervindo demais na economia, Botín respondeu. "Olha, em outros países do mundo, estão intervindo mais do que deviam, como na Europa. O Brasil é um país que tem grandes empresários e confio que o governo não fará esse tipo de intervenção (semelhante à da Europa)."

O empresário disse à presidente Dilma que o Santander pretende investir R$ 3 bilhões neste ano na abertura de novos escritórios e aquisição de máquinas. No primeiro semestre, deverá ser aberto um novo centro de processamento de dados em Campinas, no interior de São Paulo, que será um dos cinco grandes centros do banco no mundo.

"O sistema bancário brasileiro funciona muito bem, tanto os três grandes bancos privados (Itaú, Bradesco e o próprio Santander) quanto os três grandes bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES). Temos plena confiança na marcha do Brasil, esse grande país que é a sexta economia do mundo e logo será a quinta. Estamos muito otimistas."

O executivo também destacou que o Santander vai destinar entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões para financiamento de projetos de infraestrutura. "A presidente está muito interessada em portos, aeroportos, rodovias e o banco Santander vai participar com projetos de médio e longo prazos", afirmou, destacando as áreas que receberam planos de investimento do governo em 2012.

Botín ainda frisou que o banco deve aumentar a carteira de crédito no País entre 15% e 20% em 2013. "Este ano, o objetivo do grupo é crescer a carteira de crédito", afirmou. Além de Dilma, Botín se encontrou ontem, em Brasília, com o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, e com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. / COLABOROU LEANDRO MODÉ

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Haddad e a luz que ilumina mais

Pode ter sido coincidência

Neste final de semana, quando nossa filha veio do interior para nossa casa, ela observou que uma luz forte e amarelada iluminava a frente da nossa casa e o nosso jardim.

Ela perguntou que luz era aquela, e minha esposa respondeu que era a luz de Haddad, e que ela iluminava mais.

Achei interessante o diálogo e fiquei imaginando o simbolismo.
A luz branca e vencida que existia não iluminava quase nada, a rua ficava escura dando medo aos moradores. A nova luz amarela ilumina tanto que até os moradores estranham e associam com o novo prefeito.

Talvez não tenha sido planejada a troca das lâmpadas, mas a população sentiu a mudança. Isto aconteceu na nossa rua na Vila Madalena. Será que está acontecendo em toda a cidade?

Ao mesmo tempo que a rua está mais iluminada, as árvores em frente das casas também estão quase todas floridas, representando um dos momentos mais bonitos da nossa rua. Depois mostro fotos das flores azuis, brancas, rosas escuras, rosas claro, amarelas, etc.

A chuva pode trazer angústia para o prefeito e os moradores, em função das enchentes, mas também trás muitas flores e muito verde. Mas, como o verde cresce muito rápido os moradores pedem que haja poda com mais frequência, senão “o mato toma conta”.

Se o prefeito e os moradores se unirem para fazer nossa cidade melhor, podemos ter um imenso jardim, cheio de alegrias e confraternizações.

Conte as histórias de seu bairro, sobre o que vem melhorando com a administração de Haddad.

Já pensaram o bom resultado se todos ajudarem?

Seria um grande presente de aniversário para nossa cidade.

Feliz Aniversário, São Paulo


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Previ, Petros e Tarpon com Abilio Diniz

Jogo pesado continua

O jogo está sendo jogado e os trabalhadores beneficiários dos Fundos de Pensão, assim como muitos pequenos acionistas e a sociedade em geral não estão sabendo as regras do jogo.

O Estadão começou a noticiar, o jornal Valor continua fazendo a melhor cobertura e a Folha continua "esperando orientações do Grupo Casino/Pão de Açúcar". Só isto explica a omissão da Folha. Ou ela não dialoga com os empresários e os acionistas?

No sábado o Estadão noticiou que Mantega apoia Abilio, hoje, o Valor mostra que "No mercado, comenta-se que os vendedores foram um dos três maiores acionistas, Previ, Petros e a Tarpon, com quem Abílio negocia a aliança."

E os representantes dos trabalhadores nos Fundos de Pensão, estão achando o quê destas negociações todas? Não vão soltar um comunicado público?

Democracia e representação pressupõe TRANSPARÊNCIA E PARTICIPAÇÃO.

Leiam mais esta boa matéria do jornal Valor:

Nildemar Secches, atual presidente, vai deixar a BRF em abril

São Paulo, SP, 21 de Janeiro de 2013 - Valor - Graziella Valenti

A BRF, companhia de alimentos resultado da combinação de Perdigão e Sadia, vai mesmo passar por mudanças significativas na formação de seu conselho de administração neste ano. Nildemar Secches, atual presidente do colegiado, pretende encerrar seu ciclo na companhia na assembleia de abril. O Valor apurou que a decisão já estava tomada no fim de 2012.

Em abril termina o mandato atual de Nildemar, figura que há anos personifica a identidade da BRF. O executivo já havia decidido encerrar esse ciclo em sua carreira. Ele está na companhia desde 1994, quando o negócio era apenas Perdigão. Foi o homem escolhido pelos fundos de pensão para promover a recuperação da empresa.

Em dezembro, antes de iniciar suas férias, Nildemar já havia inclusive comunicado sua decisão a alguns dos fundos de pensão. O plano era, ao retornar, começar o trabalho de composição de uma nova formação para o conselho e comunicar sua decisão com tranquilidade ao mercado. A companhia vale hoje quase R$ 40 bilhões. Procurado, o executivo preferiu não comentar o assunto.

Apesar de já ter decidido que era hora de deixar a BRF, Nildemar não estava sabendo das intenções do empresário Abilio Diniz, sócio-fundador e hoje minoritário no Grupo Pão de Açúcar, de possivelmente se candidatar a uma vaga no conselho da empresa - depois ser convidado para esse projeto e a investir na empresa pela gestora de recursos Tarpon, maior acionista da BRF depois dos fundos de pensão do Banco do Brasil e da Petrobras, Previ e Petros, respectivamente.

A Tarpon possui 8% da BRF, equivalente a pouco menos de R$ 3,2 bilhões. Dado que administra um total de R$ 8 bilhões, é possível afirmar que concentração de recursos na empresa é entre 35% e 40%. No passado, quando era substancialmente menor, a Tarpon chegou a ter concentração semelhante na Sadia.

Nildemar esteve à frente da presidência da Perdigão até outubro de 2008, quando passou o cargo a José Antônio do Prado Fay. Logo em seguida, dedicou-se integralmente à condução das negociações para absorção da Sadia, que havia quebrado com a crise financeira internacional por conta da elevada exposição a derivativos de risco.

A expectativa é que não haja nenhuma mudança imediata na administração, especialmente porque Fay deve completar em breve 60 anos, data limite determinada pela empresa para um executivo manter-se em suas funções.

A combinação da Perdigão com a Sadia foi anunciada em maio de 2009 e finalizada em setembro daquele ano. No ano passado, a BRF terminou de cumprir as exigências feitas pelo Conselho Administrativo do Defesa Econômico (Cade).

Em junho do ano passado, enquanto a BRF fechava a permuta de ativos com a Marfrig, passo essencial ao cumprimento do Termo de Compromisso de Desempenho (TCD) com o xerife da concorrência, Abilio era convidado pela Tarpon a pensar na possibilidade de investir na BRF e, inclusive, tornar-se conselheiro na empresa.

Naquele momento, o grupo francês Casino assumiu o controle isolado do Pão de Açúcar e Abilio se tornaria minoritário na empresa. Diante disso, novas perspectivas poderiam se abrir ao empresário e a Tarpon quis ser um dos primeiros a apresentar alternativas.

Até o fim do ano passado, Abilio não apostou muito suas fichas nessa ideia. Mas passou a avaliar mais de perto essa alternativa após perceber que as chances de negociar uma saída definitiva com o Casino da companhia de varejo estavam esgotadas.

Entretanto, vem comprando ações da BRF. O empresário não revelou quanto pretende adquirir. Na sexta-feira, houve um leilão de R$ 355 milhões de ações da empresa de alimentos e Abílio foi um dos compradores. O total vendido equivale a pouco menos de 1% do capital da empresa, mas é quase três vezes mais do que a media do giro diário do papel, em torno de R$ 120 milhões. Caso queira comprar uma participação relevante antes da assembleia, tanto mais leilões mais interessante.

No mercado,
comenta-se que os vendedores foram um dos três maiores acionistas,
Previ, Petros e a Tarpon, com quem Abílio negocia a aliança.


Amor, Doença e Morte

Como lidar com isto?

Depois de lermos bons comentários sobre o filme dirigido por Michael Haneke, diretor alemão, fomos ao cinema assistir ao filme AMOR.

Mesmo sendo seção do início da tarde de domingo, ficamos impressionados com a quantidade de gente no cinema. Todos provavelmente estavam com grande expectativa.

A plateia era composta amplamente por pessoas de mais de 50 anos... Todos, como nós, já lidamos com a morte de parentes e amigos que estão indo, muitos deles mais jovens do que nós. Daqui para frente, os avisos de morte serão mais frequentes.

Mas, o filme, que segunda a crítica, seria uma homenagem ao amor,
também aborda, de forma forte, a EUTANÁSIA, o SUICIDIO
e as relações pais e filhos no mundo moderno.

Sei que não é recomendável falar sobre o final do filme, mas achei muito desagradável os críticos fazerem apologias do amor no filme e não falarem nada sobre eutanásia e suicídio. Dois assuntos tão polêmicos.

Antes de mais nada, recomendo a todos que vejam ao filme. É bom em todos os sentidos, principalmente pelo grande desempenho do casal de idosos...

Mas, como todos sabem que sou espírita da teologia da libertação. Mesmo sendo libertário, fiquei preocupado com a quantidade de pessoas idosas, muitas com dificuldades de locomoção, que vão ao cinema em busca de estímulo e esperança para lidar com a velhice e a solidão, e podem ficar chocadas com a resposta ser a eutanásia e o suicídio.

É evidente que, para os ateus, que não acreditam em nada após a morte, a solução do filme é bastante pertinente e simples. Evita-se o sofrimento, como nas civilizações antigas ou mesmo em Esparta na velha Grécia.

Há um filme antigo japonês, muito bonito, chamado "Balada de Narayama”, que também aborda a questão da velhice e da morte, numa sociedade de escassez, como era o Japão na época. Já vi filmes sobre a África onde os velhos doentes eram abandonados à noite para as hienas. Literalmente....

Como estou ficando velho, chegando aos 60 anos, meus pais estão com 89 e ainda estão vivos, considerei que seria importante compartilhar estas questões com os amigos.

O mundo atual, com tanta medicina, plano de saúde, legislação sobre terceira idade, precisa lidar com vida afetiva até os 100 anos de idade, saúde de idosos, companhias para os idosos, e principalmente afeto e amor familiar.

Se não garantirmos estes benefícios, os velhos se transformarão em fardos para os filhos e para a comunidade, inclusive o erário público. E a saída para eles, os filhos e os poderes públicos, será estimular a eutanásia e o suicídio. Será mais barato e não ficarão com sentimento de culpa.

A gente pode ter direito a tudo, mas não podemos deixar de refletir sobre estas questões. Sem demagogia barata, sem dogmatismo, sem ceticismo e levando em consideração quem vai ao cinema em busca de esperanças.

Como vocês estão vendo, o filme mexeu comigo...

domingo, 20 de janeiro de 2013

Garrincha - Histórias e Estórias

Ruy Castro e suas histórias

O Brasil não conhece o Brasil. Ambos com “S”. Tudo que se aprende nas escolas brasileiras precisa ser lido em várias versões. Infelizmente, a grande maioria do que se ensina há apenas poucas versões. Preponderando assim as versões conservadoras.
Como Garrincha não fez parte da “elite branca”, fica mais fácil de ver sua História ser reescrita.

Ruy Castro é um profissional que merece crédito.
Por isto, estou reproduzindo seu texto sobre os 30 anos da morte do nosso eterno Garrincha.

Trinta anos após morte, Garrincha ainda não descansou

RUY CASTRO - COLUNISTA DA FOLHA - 20/01/2013 - 03h01

Trinta anos após sua morte, certos mitos sobre Garrincha continuam mais difíceis de matar do que Rasputin. O de que ele chamava seus marcadores de "João", por exemplo --significando que não queria nem saber quem eram, porque iria driblá-los do mesmo jeito. Garrincha nunca disse isso.

A história foi inventada por seu amigo, o jornalista Sandro Moreyra, em 1957, para mostrá-lo como um gênio ingênuo e intuitivo. Garrincha a detestava, porque os adversários, que não queriam ser chamados de "João", redobravam a violência contra ele.

Que Garrincha era um gênio intuitivo do futebol, não há dúvida. Mas não tinha nada do ingênuo, quase débil, com que algumas histórias o pintavam. Ao contrário, era até muito esperto a respeito do que o interessava --mulheres e birita, a princípio nesta ordem--, e não havia concentração que o prendesse. Nos seus primeiros dez anos de carreira, 1953-1962, Garrincha conseguiu conciliar tudo isso com o futebol. Dali em diante, a vida lhe apresentou a conta.

Outro mito é o de que, às vésperas do Brasil x URSS na Copa-1958, na Suécia, os três jogadores mais influentes da seleção --Bellini, Didi e Nilton Santos-- foram ao técnico Vicente Feola e exigiram sua escalação na ponta direita, com a consequente barração de Joel, do Flamengo, então titular. Em 1995, isso me foi desmentido pelos quatro jogadores (Bellini, Didi, Nilton Santos e Joel), pelo preparador físico daquela seleção, Paulo Amaral, e por outros membros da delegação.

Perguntei a Nilton Santos por que, durante tantos anos, ele confirmara uma história que sabia não ser verdadeira. Ele admitiu: "Era o que as pessoas queriam ouvir". No futuro, em entrevistas, contaria a versão correta: a de que Joel se contundira ante a Inglaterra, e a entrada de Garrincha aconteceria de qualquer maneira. Note-se que, até o jogo com a URSS, Garrincha ainda não era o Garrincha da lenda, e Joel, também grande atleta, era uma escolha normal para a ponta.

Outro mito, este agora bastante atenuado, mas ferocíssimo na época, refere-se à participação de Elza Soares na vida de Garrincha. Para os desinformados, ela ajudou a destruí-lo. A verdade é o contrário: sem Elza, Garrincha teria ido muito mais cedo para o buraco. Quando ela o conheceu (em fins de 1961, e não em meados de 1962, durante a Copa do Chile, como até hoje se escreve), Elza estava em seu apogeu como estrela do samba, do rádio e do disco. E ninguém imaginava que Garrincha, logo depois de vencer aquela Copa praticamente sozinho, logo deixaria de ser Garrincha.

Ninguém, em termos. Os médicos e preparadores do Botafogo sabiam que Garrincha, com o joelho cronicamente em pandarecos (e agravado pela bebida), estava no limite. Mas ele não se permitia ser operado --só confiava nas rezadeiras de sua cidade, Pau Grande. O que Garrincha fez na Copa foi um milagre. Mas, assim que voltou do Chile, os problemas se agravaram.

Mesmo jogando pouquíssimas partidas, levou o Botafogo ao título de bicampeão carioca --e, assim que o torneio acabou, com sua exibição arrasadora nos 3x0 ante o Flamengo, ele nunca mais foi o mesmo. Marque o dia: 15 de dezembro de 1962 --ali terminou o verdadeiro Garrincha.

Um outro Garrincha --gordo, inchado, bebendo às claras ou às escondidas, incapaz de repetir seus dribles e arranques pela direita-- continuou se arrastando pelos campos, vestindo camisas ilustres (do próprio Botafogo, do Corinthians, do Flamengo, do Olaria e da seleção) por mais inacreditáveis dez anos --até o famoso Jogo da Gratidão, organizado por Elza Soares. Foi sua despedida oficial, a 19 de dezembro de 1973, com um Maracanã inundado de amor.

Naquela noite, um time formado por Felix, Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo, Rivellino e Paulo César; Garrincha, Jairzinho e Pelé --praticamente a seleção de 1970 com Garrincha-- entrou em campo para enfrentar uma seleção de estrangeiros que atuavam no Brasil, estrelada por Pedro Rocha, Forlan, Reyes e outros.

Isto é Garrincha


Numa das várias preliminares, cantores e artistas, como Chico Buarque, Jorge Ben, Wilson Simonal, Paulinho da Viola, Miele, Sergio Chapelin, Francisco Cuoco e outras celebridades também se enfrentaram. Pelas borboletas do estádio, passaram 131.555 pessoas e, com exceção de uma pessoa --o ditador Garrastazu Medici--, todos pagaram para entrar, inclusive os jornalistas. Era o dinheiro que garantiria o futuro de Garrincha.

Da renda de quase 1 milhão e 400 mil cruzeiros (US$ 230 mil de 1973, uma nota), cerca de 500 mil cruzeiros saíram do cofre do Maracanã direto para cadernetas de poupança em nome de suas oito filhas oficiais e um apartamento ou casinha para cada uma. Este era um dos objetivos do jogo. Com os descontos da Receita e outros, sobraram-lhe mais de 700 mil cruzeiros para fazer o que quisesse --e que ele, naturalmente, torrou logo, sem saber como.

Daí o último e maior mito a ser derrubado sobre Garrincha: o de que ninguém o ajudou --o que, no fim da vida, ele declarou em entrevistas para a televisão, que ainda hoje são reprisadas. Mas a verdade é que Garrincha foi muito ajudado, e em várias etapas de sua vida.

Entre seus maiores benfeitores, estavam o banqueiro José Luiz Magalhães Lins, do então poderosíssimo Banco Nacional; o empresário Alfredo Monteverde, dono do Ponto Frio; o Instituto Brasileiro do Café (IBC) e a Legião Brasileira de Assistência (LBA), que lhe deram empregos generosos, aos quais ele não correspondeu; e seus ex-colegas do futebol, agrupados na Agap (Associação de Garantia ao Atleta Profissional), que não se cansaram de recolhê-lo em coma alcoólico na rua e interná-lo em clínicas de "desintoxicação" --das quais era criminosamente liberado dois ou três dias depois de dar entrada.

O alcoolismo matou Garrincha há 30 anos
--e continua a matá-lo até hoje, a cada uma de suas vítimas
que o Brasil deixa de assistir.

RUY CASTRO é autor de "Estrela Solitária -- Um Brasileiro Chamado Garrincha"
(1995), Companhia das Letras, atualmente na 16ª reimpressão

sábado, 19 de janeiro de 2013

Mantega apoia Abílio na BRF?

Jogo pesado já envolve 280 milhões

O Estadão resolveu sair do silêncio e fez uma boa matéria sobre os negócios entre Abílio Diniz e a BRF. A Folha continua omissa. O Valor era o único jornal a noticiar sobre o assunto. O que o Estadão mais contribui é que noticia que, além de comprar milhões de reais em ações, Abilio esteve com Mantega, em Brasilia, e pelo que o jornal diz, o governo apoia as intenções de Abilio.

O governo controla os Fundos de Pensão, principalmente a Previ. Logo, ou o governo esclarece sua posição para os funcionários das estatais, para o mercado e para a sociedade, ou a situação do governo pode ficar delicada.

Leiam com atenção e preparem-se para os próximos dias...

Abilio Diniz compra mais ações da BRF e já tem fatia relevante da companhia

Fundo que administra os investimentos do empresário já desembolsou pelo menos R$ 280 mi na compra de ações da companhia;
segundo fontes, porém, aquisições podem somar R$ 1 bi

18 de janeiro de 2013 - Raquel Landim e Melina Costa, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Abilio Diniz vem comprando dia a dia ações da BRF, empresa resultante da fusão de Sadia e Perdigão. Segundo o Estado apurou, na última quarta-feira, o fundo Santa Rita, que administra investimentos do empresário, possuía cerca de R$ 280 milhões em ações da empresa. A participação de Abilio, no entanto, já pode ser muito maior. Fontes próximas ao negócio acreditam que chega a R$ 1 bilhão, o que significaria cerca de 3% da BRF.

Com apoio dos fundos Previ e Tarpon, dois dos principais sócios da empresa, e com o aval do governo federal, Abilio Diniz costura um acordo para se tornar presidente do conselho de administração da BRF, substituindo Nildemar Secches, responsável pelo crescimento da Perdigão e pela fusão com a Sadia. O nome de Abilio deve ser proposto pelos fundos na assembleia geral da BRF, que vai ocorrer em abril.

Abilio tenta até essa data se tornar um acionista relevante da empresa, com uma fatia próxima a 4%. No dia 31 de dezembro, pouco depois de começar a montar sua estratégia, o fundo Santa Rita tinha apenas cerca de R$ 75 milhões em ações da BRF. No dia 16 de janeiro, último dado oficial disponível, o valor chegou a R$ 280 milhões. O empresário vem comprando as ações pouco a pouco para evitar uma valorização excessiva.

Nesta sexta, a corretora Link adquiriu R$ 350 milhões em ações da BRF. Segundo fontes do mercado, a operação teria sido feita a pedido do fundo Santa Rita, de Abilio Diniz. Por meio de sua assessoria de imprensa, o empresário não comentou o assunto.

No dia 11 de janeiro, Abilio levantou R$ 1,5 bilhão com a venda de ações preferenciais do Pão de Açúcar, grupo fundado por seu pai, cujo controle foi vendido ao varejista francês Casino. Ele ainda detém 47,5% das ações ordinárias da Wilkes, a holding que controla o Pão de Açúcar, e segue como presidente do conselho de administração do grupo.

A expectativa de fontes envolvidas no caso é que a situação fique mais clara no dia 1 de fevereiro, quando ocorre a próxima reunião do conselho da BRF, a primeira desde as movimentações de Abilio. Os principais acionistas da companhia são os fundos de pensão estatais Previ e Petros, com 12% e 10% do capital, respectivamente, e o fundo privado Tarpon, com 10%.

Abilio Diniz teria sido convidadopelo Tarpon para tentar assumir a presidência do conselho de administração da BRF. Tarpon e Previ estariam insatisfeitos com a gestão da empresa, que consideram pouco agressiva. O empresário esteve em Brasília no fim do ano passado e conversou com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o assunto. Segundo o Estado apurou, o governo federal apoia as intenções de Abilio.

Mudanças. Antes da movimentação dos acionistas para substituir Nildemar Secches, a BRF estava preparando silenciosamente a sucessão de seu comando, já que, pelos estatutos da companhia, o presidente executivo, José Antonio do Prado Fay, tem de se aposentar dentro de pouco menos de dois anos, quando completa 60 anos.

A BRF criaria o posto de presidente mundial, que seria ocupado por Fay até a sua aposentadoria. A empresa também escolheria um presidente para o Brasil, onde está a maior parte de suas operações. Dois nomes estavam sendo cotados para o cargo: José Eduardo Cabral Mauro, vice-presidente de Mercado Interno, que veio da Sadia, e Luiz Henrique Lissoni, vice-presidente de Supply Chain, que trabalhou na Femsa, Os planos estão congelados até que a mudança no conselho de administração seja votada.

Nandinas do Brooklin

Em busca da Liberdade

Numa manhã nublada, visitando Nova York, fomos conhecer o Brooklin e olhar a ilha de fora da confusão de prédios.

Depois de pegar um velho metrô, ao andar pela parte também velha do Brooklin, ficamos com a impressão de que o tempo tinha parado naquelas paragens e resolvemos caminhar em direção à orla, ao “Pomerade”.

No caminho encontramos uma padaria belga maravilhosa, daquelas raridades que costumamos encontrar somente em países da língua francesa. Tomamos um café reforçado, fomos muito bem atendidos e continuamos nossa caminhada para a orla.

Quando lá chegamos, a primeira coisa que chama atenção é a construção de quadras esportivas sobre as águas do mar, buscando-se criar mais alternativas de lazer e esportes. Depois, ficamos encantados com os pequenos prédios e suas sacadas de ferro, modelos antigos.

Mas, o que mais chamou minha atenção foram estas nandinas dos jardins das casas.



Vejam que frutas vermelhas bonitas! As nossas são menores e não brilham tanto.

Vejam agora os pés de nandinas e suas flores.




Você fazer caminhadas por uma orla tão bonita faz sua vida ficar melhor.

Mas as flores e as pessoas, ao olharem para o outro lado do mar, com o tempo nublado, veem ao longe uma Estátua da Liberdade, que já foi o símbolo para todos os imigrantes que foram “tentar a vida na América”.



Esta mesma América que deixou de ser a esperança da humanidade e passou a ser um país paranoico.

Na verdade, assim como os imigrantes antigos, atualmente todos estamos procurando um novo símbolo de Liberdade e de “Fé na Vida”.

Como as flores que mudam, secam e renascem, os impérios também crescem e morrem, mesmo sem a gente perceber. Ficando só a angústia...

Onde andará a nova Liberdade?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

BRF Internacional

O Brasil que dá certo

Veja um dos motivos do porque Abilio Diniz está interessado na BRF. Quem não sabe, esta empresa é a fusão entre a Perdigão e a Sadia, duas gigantes da alimentação brasileira.

A Perdigão estava em crise e a Previ, com o apoio do BNDES, entrou no negócio, salvaram a empresa e, com o tempo, a Perdigão ficou economicamente melhor do que a Sadia, que era a melhor de todas.

Com a crise dos recebíveis, a Sadia perdeu liquidez e foi salva pela proposta de fusão com o controle acionário nas mãos da Previ e outros sócios.

De repente, aparece no noticiário que Abílio está negociando ser presidente da BRF, além de grande acionista. Devagar com a carruagem. Participar da BRF pode, querer ser o controlador, nem pensar....

Precisamos criar mais empresas brasileiras como a BRF, Gerdau, Odebrecht e muitas outras...

Leiam esta matéria do Valor e entenda um pouco mais do jogo...

BRF conclui aquisição de 49% da Federal Foods por US$ 37,1 milhões


Valor – 16/01/2013 às 18h10

SÃO PAULO - A BRF - Brasil Foods concluiu hoje a aquisição de 49% da Federal Foods, distribuidora de alimentos de Abu Dhabi. A companhia desembolsou US$ 37,1 milhões pela aquisição.

Conforme a BRF, a Federal Foods é líder na distribuição de alimentos nos Emirados Árabes Unidos. A companhia detém seis filiais nos Emirados Árabes e uma no Qatar e emprega cerca de 1,3 mil trabalhadores.

A Federal Foods distribui produtos da Sadia na região há 20 anos. Atualmente, os produtos da BRF representam aproximadamente 65% da sua receita da empresa.

A compra da Federal Foods integra o plano de internacionalização da BRF, que está construindo uma fábrica em Abu Dhabi e já anunciou os planos de erguer uma unidade na China.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Lula e as Elites Conservadoras

Não fazem e não gostam de quem faz

Vim para o Centro hoje pensando nas fotos publicadas sobre a reunião de Lula com a equipe de Haddad, na prefeitura de São Paulo. As fotos e os textos possibilitam várias analises.

Quando abri o computador, tinha recebido o texto abaixo sobre Lula e as Caravanas, que ele pretende retomá-las. Quem o enviou foi um amigo de longa data e recomendou-me como bom texto para nosso blog. Embora longo, resolve publicá-lo na íntegra. Vale como reflexao.

Não sei quem é o autor do texto, mas, quando souber eu o acrescentarei no blog.
Conforme prometido, autor é: Saul Leblon, da Carta Maior. Vai o link original:
http://cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1172

Entenda um pouco mais da “guerra suja” que a imprensa faz com Lula e o PT.

Caravanas: há uma pedra no meio do caminho

Antes que o PT esboçasse o roteiro das caravanas que Lula planeja realizar este ano o dispositivo midiático iniciou a sua.

Reportagens publicadas nos últimos dias pelo 'Estadão' e 'O Globo' revisitaram marcos do governo petista. 



Alguns títulos pinçados desse primeiro arranque :

'Dez anos depois, população pobre do Brasil permanece refém de programas de renda'; 

'Berço’ do Fome Zero não muda com programas sociais'; 

'Em Guaribas, 87% da população vive do Bolsa Família'.

'PT tira milhões da pobreza, mas abandona responsabilidade fiscal'

Vai por aí a coisa.



As referências de partida às cidades pobres de Guaribas (PI) e Itinga (BA), recheiam o propósito de alvejar por antecipação os símbolos previsíveis de um roteiro petista.

Ambas estão associadas ao Fome Zero, o primeiro programa lançado por Lula no primeiro ato, do primeiro dia, do seu primeiro governo, em 3 de janeiro de 2003.

Emerge dos textos a ordem unida que deve afinar a desconstrução desse ciclo incômodo.



Na superfície, benevolência: milhões deixaram a pobreza, mas...

Na costura, a lógica desidrata a dinâmica social negando a emergência de qualquer sujeito histórico capaz de afrontar o veredito do fracasso irremediável.

'O modelo é insustentável' , arremata em pedra e cal o sociólogo tucano Bolívar Lamounier, na última linha do texto do O Globo. 



Foi nisso que deu a luta contra a miséria. 

Para todos os efeitos, o Brasil é reduzido a uma fila de seres vegetativos alimentados pela sonda infatigável do populismo. 

O fato de a demanda colecionar 16 trimestres seguidos de expansão, num momento em que o planeta estrebucha em anemia, é um acidente de percurso.



A caravana conservadora tira isso de letra. Literalmente

É só ouvir 'especialistas' especializados em alvejar o PT. 

No atacado ou no varejo? O cliente é quem manda.



A varredura atinge por extensão o 13 de fevereiro próximo, quando o partido comemora 33 anos de fundação, acumula munição para 2014 e executa a missão imediata: colocar uma pedra no meio do caminho da mobilização de resistência acenada pelos dirigentes .

Não qualquer pedra. 

Mas aquela capaz de suscitar a dúvida: de que adianta Lula afrontar a pauta da criminalização e da desqualificação se a narrativa da nova caravana da cidadania caberá ao monopólio midiático?

Nos anos 90, as redações foram pegas de surpresa pela iniciativa original. Num primeiro momento, cederam à repercussão diante do efeito contagiante por onde comitiva petista passava. 



Organizadas entre 1993 e 1996, as Caravanas da Cidadania percorreriam mais de 40 mil quilômetros. Ao todo, foram seis expedições que vasculharam os quatro cantos do território nacional. 

A primeira, de 24 dias, partiu de Garanhuns, interior pernambucano; finalizou em Vicente de Carvalho (SP).



Reeditou o percurso de um pau de arara que em 1951 levaria Lula, a mãe e irmãos até São Paulo e daí para o litoral, fugindo da seca, da fome e da pobreza.

A imagem de um novo 'cavaleiro da esperança' a escancarar a realidade do país como o seu melhor argumento, rapidamente acendeu o farol vermelho nas redações.

A tolerância inicial cedeu lugar então às cobranças. Duras. Repórteres escalados para cobrir as viagens eram intimados a entregar a encomenda. 
Às favas com fatos, pessoas e paisagens.



O jornalista Ricardo Kotscho acompanhou de perto aquela aventura como assessor de imprensa de Lula. 

Em depoimento à Fundação Perseu Abramo, em 2006, revela detalhes da operação desmonte acionada pelas chefias de redação para sufocar o comício ambulante do líder metalúrgico. 



Telefonemas irados chegavam do Rio e de São Paulo cobrando recheio para manchetes prontas, lembra Kotscho:

"Vocês têm que dar pau, é demagogia, é populismo do Lula, não sei o quê"-, o mais jovem repórter que estava lá foi cobrado também. Aí ele falou no telefone na frente de todo mundo, porque só tinha um telefone na portaria do hotel, era uma promiscuidade telefônica, todo mundo sabia de tudo.

Ele disse para o chefe dele o seguinte: "Olha, eu vou continuar mandando as matérias com aquilo que eu vejo, eu não vou mentir, eu não vou entrar nessa, se vocês quiserem, vocês me demitam (...)" O Mário Rosa (da Veja) me disse, com todas as letras: "Eu escrevo para 3 mil leitores da Veja". "Como 3 mil? São 700 mil", eu perguntei. "O resto não interessa", ele falou. "Escrevo para o top, o top da elite. Vim aqui fazer uma análise psicológica do Lula."

Depois que saiu a matéria sobre a caravana na Veja, o Lula ligou para o Roberto Civita, apontou as mentiras que a revista tinha publicado e pediu informalmente um espaço para resposta. O Civita negou, dizendo que isso não era um hábito da publicação..." 



Dezesseis anos e três governos petistas depois, chega a ser desconcertante que o gargalo da comunicação permaneça intacto --no partido e no país (leia a análise irretocável de Venício Lima; nesta pág). 



A caravana preventiva do dispositivo conservador mostra o quanto a batalha da comunicação continua atual, decisiva e mal resolvida pelo PT.

Não por acaso, os adversários creditam à mídia a tarefa de desqualificar a maior conquista progressista deste ciclo, sem o quê tudo o mais fica um tanto difícil: a redução superlativa da fome, da miséria e da pobreza. 

É um osso duro de roer. 



Os avanços acumulados desde 2003 são inegáveis. Em certa medida, épicos. 

A desigualdade brasileira ainda grita alto em qualquer competição mundial. 
Mas, exceto no caso da China, foi a que registrou o maior queda em plena crise do capitalismo, quando dois terços das nações viram crescer a distancia entre ricos e pobres.



No Brasil deu-se o inverso.

A linha da exclusão que antes figurava como o eletrocardiograma de um morto passou a se mexer. 

Inquieta, alterou o metabolismo de toda a nação. 

Chega a ser paradoxal .

A narrativa conservadora desconsidera a dinâmica vigorosa embutida nesse degelo social. 

Mas incendeia as manchetes com o esgotamento (real) da infra-estrutura, a saturação dos aeroportos, a pressão da demanda sobre a oferta elétrica.

Ou bem isso , ou aquilo.

Ou se reconhece os novos aceleradores do desenvolvimento ou o alarde dos gargalos é descabido.

Ambos são reais. 

A década do PT tirou da miséria e propiciou a ascensão na pirâmide de renda a uma população equivalente a da Argentina. 



Dados do IPEA ignorados pelo jornalismo conservador fornecem detalhes preciosos de um país em mutação inconclusa, mas dificilmente reversível a frio.



Fatos: 



a) de 2003 a 2011, a economia brasileira cresceu a uma taxa acumulada de 40,7%; o PIB per capita aumentou 27,7%; mas a renda nos domicílios cresceu mais de 40%. A diferença evidencia o peso das transferências sociais -Bolsa Família, aposentadorias e benefício de prestação continuada, como a aposentadoria rural;



b) a renda per capita dos 10% mais pobres avançou 91,2% em termos reais nesse período --e 16,6% entre os 10% mais ricos;



c) a dos 10% mais pobres cresceu 550% mais rápido que a dos 10% mais ricos. 


d) os 20% mais ricos tiveram um aumento de renda inferior ao de seus pares dos BRICS.



e) mas o crescimento da renda dos 20% mais pobres superou o dos BRICs, exceto China.



f) a renda do Nordeste cresceu 72,8% entre 2003 e 2011 -- variou 45,8% no Sudeste. 



g ) similarmente, cresceu mais nas áreas rurais pobres, 85,5%, contra 40,5% nas metrópoles e 57,5% nas demais cidades.



h) a dos pretos e pardos teve um salto de 66,3% e 85,5%, respectivamente -- ficou em 47,6% no caso dos brancos.



i) a renda das crianças de 0 a 4 anos avançou mais de 60%.



i) sem as políticas redistributivas do Estado, a desigualdade teria caído 36% menos que os 57% efetivamente registrados.



j) a renda média precisaria ter aumentado quase 89%, em vez dos 32%, para que a pobreza tivesse a mesma evolução, sem a intervenção direta do Estado.



Ao contrário do que assevera o balanço da mídia isenta, portanto, o modelo não é insustentável. 

Ele é avassalador por conta das massas de forças que despertou, sacudiu, agregou e conflitou. 



O principal impulso de todo o processo, ao contrário do que pontifica a tese do assistencialismo insustentável, decorre predominantemente da renda do trabalho.

Ela representa mais de três quartos da renda total que lubrifica a economia -- e é preciso impedir que o seu efeito multiplicador vaze para fora, nutrindo-se de importações que geram empregos e investimentos de qualidade lá e não aqui.



A constatação não altera a essência política do que está em jogo: o Brasil foi o país que melhor utilizou o crescimento econômico dos últimos cinco anos para elevar o padrão de vida e o bem-estar da população.

Não é propaganda eleitoral do PT. 

É o que concluiu um levantamento feito pela consultoria Boston Consulting Group (BCG), cuji estudo compara indicadores econômicos e sociais de 150 países.



Sua conclusão : 

"Se o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu a um ritmo médio anual de 5,1% entre 2006 e 2011, os ganhos sociais obtidos no período são equivalentes aos de um país que tivesse registrado expansão anual de 13%.

O desempenho brasileiro deve ser creditado principalmente à distribuição de renda. O Brasil diminuiu consideravelmente as diferenças de rendimento entre ricos e pobres na década passada, o que permitiu reduzir a pobreza extrema pela metade."



Não é algo que se despreze,como teimam as manchetes conservadoras. Mas há uma pedra no meio do caminho.

Ela infantiliza o debate dos desafios reais --que não são pequenos-- inscritos nas escolhas que devem orientar o passo seguinte da história do desenvolvimento brasileiro.

Emergências e alarmes soam para avisar que um tempo se esgotou; outro range, ruge e pede para nascer. 



A inexistência de uma estrutura de comunicação progressista, capaz de substituir o monólogo conservador por uma discussão plural das escolhas intrínsecas a esse parto, ameaça abortar o novo.

Se algo se tornou insustentável foi isso.

Fortuitamente, o PT está prestes a renovar um cargo cujo ocupante pode --deve-- ter uma participação significativa na tarefa de afastar essa pedra do caminho.



Ao novo secretário de comunicação do PT caberá em alguma medida a tarefa de criar condições que pavimentem vias e abram clareiras por onde devem circular a caravana de Lula e os projetos que ela catalisa.



Um dos nomes cogitados para essa tarefa é o do deputado Emiliano José (PT-BA).

Doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), professor aposentado da Faculdade de Comunicação, onde lecionou por 25 anos, Emiliano é jornalista de carreira e escritor com nove livros publicados.

Paulista de nascimento, mas baiano de coração,lutou contra a ditadura militar em São Paulo, como vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes (UBES).

Perseguido, viveu clandestino na Bahia até ser preso, torturado e condenado a quatro anos de prisão.

Sua a carreira jornalística começou na Tribuna da Bahia; depois, passou pelo Jornal da Bahia, O Estado de S. Paulo, O Globo e pelas revistas Afinal e Visão. Escreveu para os alternativos Opinião, Movimento e Em Tempo. Tem peso e medida para sacudir a omissão histórica do PT numa questão que ameaça agora devorá-lo.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Santander - 14.980 demissões

Uma vergonha internacional!

Os Sindicatos dos Bancários e a Confederação Nacional dos Bancários da CUT estão fazendo reuniões com o Ministério do Trabalho e o Ministério Público para forçarem o Banco Santander Brasil a abrir os números de demissões e contratações dos funcionários no Brasil em 2012.

Com a maior cara de pau, o Banco Santander diz nas reuniões que, apesar de terem realizados quase 15 mil demissões em 2012, também contrataram 14.692 novos funcionários.

O quê o Santander precisa reconhecer, é que fazer uma política de rotatividade de 28,8% ao ano é um verdadeiro crime! Principalmente por que é no Brasil que o banco arrecada a maior parcela do lucro mundial. Sendo maior inclusive do que na própria Espanha.

Além de que, o Santander não demite e não rebaixa os salários na Espanha, mas, aqui no Brasil, a intenção deliberada de demitir bancários de mais de dez anos de emprego e contratar pessoas com o salário muito menor do que os demitidos, é uma forma deliberada de baixar os custos e desconsiderar o trabalho de seus funcionários antigos.

Quando o Banco Itaú Unibanco demitiu quase dez mil funcionários, todos reclamamos com razão. E olhem que o Itau Unibanco tinham mais de cem mil funcionários. Enquanto o Santander demitiu 14.980 funcionários, sendo que o total de empregados no Brasil é de apenas 51.237. A metade dos funcionários que tem o Itaú ou o Bradesco.

O governo demorou para abrir os olhos.
Os sindicatos reclamaram com muita razão.
Em 2013 todos precisam estar atentos contra as baixarias do Santander
e exigir respeito aos trabalhadores e à sociedade brasileira.

Dilma e seus ministros, incluindo o Banco Central do Brasil,
precisam botar limites no Banco Santander.

Em 2013, não podemos dar moleza ao Santander!
Ou para a rotatividade e as demissões
ou vamos exigir que este banco saia do Brasil!

Interessados não faltam!

Império dos Sentidos e Sentido dos Impérios

Morreu Nagisa Oshima

Ainda ontem eu comentava com os colegas de trabalho sobre “os valores” da Cultura Japonesa. Como os ocidentais pensam que as japonesas são dóceis em função da postura delicada delas. Eu dizia que era pura aparência e educação, que quando elas estão com “as portas fechadas” a história é outra.

Isto vale para as mulheres, mas vale também para a sociedade japonesa. Eles são educados e prestativos, mas também são guerreiros e duros nas negociações.

O filme Império dos Sentidos marcou nossa geração e marcou a história do cinema mundial.

Estamos precisando de alguém que escreva sobre o “Sentido dos Impérios”…

Recomendo a quem ainda não viu o filme, que o veja. E quem já viu, que veja novamente. É impactante do início ao fim…

Veja esta boa análise, desta brasileira que dá aula na Inglaterra e é uma autoridade em cinema mundial. Tenho um livro de Lucia Nagib e gosto muito dos comentários dela.

A Folha pode andar ruim de política, mas na cultura, continua boa.

VIVA OSHIMA!!!!

Diretor revolucionário queria produzir uma nova realidade

LÚCIA NAGIB - ESPECIAL PARA A FOLHA – 16/01/2013

Nagisa Oshima contou que certa vez um jornalista alemão "extremamente impertinente" lhe perguntou por que ele fazia cinema. A resposta que lhe ocorreu no momento foi: "Para entender o tipo de pessoa que eu sou".

O jornalista retrucou que, se era só isso, ele podia fazer filmes em 8 mm, não precisava de formato scope e cor. Oshima então refletiu que o elemento constitutivo de seu cinema era o belo e que, para isso, ele precisava de cor, scope e muito mais.
No meu entender, a verdadeira resposta está num parágrafo que ele escreveu num de seus muitos artigos: "O que os cineastas realmente querem é filmar a morte. E também filmar homens e mulheres (ou homens e homens, mulheres e mulheres, pessoas e animais) praticando o sexo".

A obra desse maravilhoso e revolucionário diretor de cinema foi exatamente isto: filmar os extremos, o limite do cinema com a vida, e desta com a morte. Seu lema era transformar o cinema num modo de vida, que envolvia a equipe e os atores. Seus filmes tinham o intuito não apenas de reproduzir, mas de produzir uma nova realidade.

E foi isso que sua obra-prima, "O Império dos Sentidos", alcançou: nunca mais a vida dos atores e técnicos que participaram dessa aventura de sexo e amor ao vivo seria a mesma, e o cinema erótico também se transformaria para sempre.

Em meu livro "World Cinema and the Ethics of Realism" (cinema do mundo e a ética do realismo), chamei de "atitude ética" a escolha de Oshima de filmar de modo explícito a beleza do sexo extremo que culmina em morte.

Seu compromisso com a verdade resumia o ideal de toda uma geração de cineastas interessados em explorar as propriedades transformadoras do cinema. Oshima foi o líder inconteste da chamada "nouvelle vague japonesa" nos anos 1960 e 1970.

Porta-voz em seus abundantes escritos e aparições na mídia desse grupo revolucionário, teve a coragem de combater abertamente o tratado de segurança nipo-americano ("Conto Cruel da Juventude"), o stalinismo que penetrava o meio estudantil ("Noite e Névoa no Japão") e a discriminação dos coreanos ("O Enforcamento").

E ninguém como ele soube representar o homossexualismo transbordante entre samurais e militares ("Tabu" e "Furyo: Em Nome da Honra").

Seu ato mais ousado foi o de sexualizar a nação, transformado o círculo do Sol da bandeira japonesa em manchas vermelhas de sangue, ou negras de morte, às quais estudantes rebeldes ateiam fogo e nas quais casais incestuosos e estupradores se envolvem ("Maníaco à Luz do Dia", "Canções Lascivas do Japão", "Diário de um Ladrão de Shinjuku").

Seus filmes eram destrutivos e autodestrutivos e, por isso, Oshima os comparava à fênix, que morre e renasce de suas próprias cinzas.

LÚCIA NAGIB é professora de cinema na Universidade de Leeds (Inglaterra) e autora de "Nascido das Cinzas: Autor e Sujeito nos Filmes de Oshima" (Edusp).

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Abílio Diniz - A Imprensa confunde

Folha e Estadão se calam. Valor fala...

A disputa por controle de empresas não diz respeito apenas aos empresários. Interessa também aos trabalhadores, aos governos e neste caso da BRF, aos Fundos de Pensão.

Este jogo está apenas começando. É preciso tornar as regras públicas. É preciso ter “fair play”...

Vejam mais esta matéria do Valor de hoje. Um bom jornal...

Petros não apoia Abilio Diniz no conselho da BRF, dizem fontes

Valor - 14/01/2013 às 18h39

RIO E SÃO PAULO - Se o empresário Abilio Diniz for, de fato, eleito para o conselho de administração da BRF - Brasil Foods não será exatamente de forma harmoniosa. O Valor apurou que o nome do acionista do Grupo Pão de Açúcar não é consenso entre os fundos de pensão que controlam a empresa de alimentos.

A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, não apoia a ideia. Abilio foi convidado pela gestora de recursos Tarpon para ocupar vaga no conselho como membro e possivelmente, na presidência, e o vazamento dessa informação incomodou a Petros.

Não há exatamente uma restrição à pessoa do empresário Abilio Diniz.
A questão é que, de acordo com fontes, os maiores acionistas da BRF não estão mais tão afinados sobre os rumos da empresa. A Tarpon lideraria um grupo, no qual estaria a Previ, que quer mudanças, enquanto a Petros acredita que a empresa deve continuar com a liderança de Nildemar Secches, atual presidente do conselho.

Em razão disso, cada corrente deverá ter em mente uma chapa para compor o novo conselho de administração da BRF, que deverá ser eleito em abril, em assembleia. A Tarpon não adota, geralmente, uma postura de confronto maior em relação aos negócios em que o fundo atua como sócio.

Isso explica porque Abilio Diniz está comprando ações da BRF no mercado.
Para compor o conselho, Abilio não precisa de uma posição acionária relevante. No entanto, suas ações significarão votos que podem ser necessários para a sua eleição. A Tarpon e o empresário não pretendem fazer uma oferta pelo controle da companhia. Desejam ter um poder maior no comando das decisões pela maioria no conselho — a BRF é uma empresa de capital pulverizado.

Incomodada com a iniciativa da Tarpon, a Petros avalia a possibilidade de contratar assessores para formular uma 'raid defense'. A expressão é um jargão de mercado para criar uma forma de "defesa de controle”, utilizada quando um acionista percebe que outro acionista quer controlar a companhia.

Nesse caso, apurou o Valor, a intenção não seria defender-se de uma oferta hostil, mas de um "ativismo” na BRF. Entre a estratégia estaria a intenção de arregimentar investidores, existentes e novos, para votar com a administração atual — em uma movimentação semelhante àquela que está sendo feita pela Tarpon que, de seu lado, também pode estar enxergando que a Petros quer exercer o controle da BRF, argumentou uma fonte ouvida.

Existiram rumores de que a Previ, inicialmente, não estaria tão alinhada aos interesses da Tarpon, mas hoje o fundo já teria deixado claro esse apoio. A Tarpon quer que essa transição no conselho aconteça da forma mais tranquila possível. O Valor apurou que a Tarpon e a Previ são contra mudanças no comando da empresa, presidida pelo executivo José Antonio Fay.

O cenário que se desenha é que os acionistas deverão solicitar que a eleição do novo conselho da BRF seja por voto múltiplo — nesse caso, em vez de votar em chapas, cada candidato a conselheiro receberá votos individualmente — ficará mais difícil prever qual a composição final do conselho da BRF. Nildemar Secches que está em férias e se prepara para voltar ao trabalho, tem dito a pessoas mais próximas que prefere fazer uma transição de sem traumas para a empresa.

Por conta dessa agitação entre seus acionistas, as ações da BRF tendem a cada vez mais engatar trajetória de alta. Conforme dados disponíveis na BM&FBovespa , atualizados em 26 de dezembro, Tarpon possui 8% da BFR; Previ 12,21%; Petros, 11,31%; Sistel 1,34% e Valia, 2,54%; além do BlackRock, que tem 4% da empresa.

Procurados pelo Valor, Previ, Petros e Tarpon não deram entrevista. Nildemar Secches não foi localizado. Abilio Diniz, por meio de sua assessoria, não se manifestou.

Prefeitura de SP - Confusão na Imprensa

A prioridade é a gestão compartilhada. Não é salário.

Já que a Imprensa vem publicando assuntos polêmicos sobre a nossa nova gestão na prefeitura de São Paulo, acho importante a militância, a gestão e a sociedade se posicionarem também publicamente.

Este debate sobre as Subprefeituras começou torto porque se priorizou engenheiros em vez de lideranças comunitárias da comunidade. Burocracia é para dar suporte de gestão, não é para ser mais importante do que as lideranças políticas.

Democracia é política, não é apenas administração. A história do Brasil mostra que “os doutores” governaram por 500 anos e nosso país ficou na pobreza e na má distribuição de renda.

O melhor exemplo de combinação política com gestão quem deu até hoje foi LULA.São Paulo precisa seguir o exemplo de Lula e governar com todos e para todos.

Vejam as matérias do Estadão e da Folha de hoje:

Subprefeituras terão aliados de vereadores

Estadão – 15/01/2013

O prefeito Fernando Haddad (PT) vai nomear aliados de vereadores da base governista para as chefias de gabinete das 31 subprefeituras de São Paulo. Os nomes estão sob análise do secretário de Coordenação das Subprefeituras, Chico Macena, que exigiu pessoas com histórico de liderança comunitária e de "ficha limpa" com a Justiça .

Cada chefe de gabinete de subprefeitura vai ganhar R$ 17,3 mil mensais. O governo recebeu as indicações, mas não adiantou nenhum nome que será contemplado, o que tem provocado ansiedade entre os parlamentares, principalmente na bancada do PT, que havia criticado a nomeação de engenheiros de carreira para comandar as subprefeituras

"O chefe indicado até pode ter apoiado o vereador, mas não é esse o critério.Nosso critério é o da eficiência", argumentou ao Estado João Antonio (PT), secretário municipal de Relações Governamentais.

Questionado se havia recebido nomes indicados por vereadores, Antonio admitiu que sim.

"Estamos recebendo diversos currículos, indicações. Mas ninguém vai assumir função alguma se não nos mostrar que possui competência, experiência e credibilidade", acrescentou.

Aprovações. Haddad também nome ou para comandar a diretoria do departamento de aprovações (Aprov) de prédios residenciais da Secretaria Municipal de Habitação a funcionária de carreira Arlete dos Anjos Grespan - ela assume função que foi de Hussain Aref Saab, afastado sob suspeita de enriquecimento ilícito.

Arlete trabalhou na equipe de fiscalização de Aref, entre 2007e 2008, e já havia comandado a aprovação de empreendimentos residenciais em São Paulo na gestão Marta Suplicy (2001-2004).

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Vereador indicará chefe de gabinete em subprefeitura

15 de janeiro de 2013 - Folha de S. Paulo | Cotidiano | BR

O secretário de Coordenação de Subprefeituras, Chico Macena (PT), está recebendo indicações de vereadores para chefiar os gabinetes em cada uma das regionais. Cada chefe de gabinete pode ganhar até R$ 17 mil.

Os parlamentares também poderão indicar outros assessores, mas não coordenadores de obras, fiscalização, administração e finanças, que são cargos-chave nas subprefeituras.

Os nomes são apresentados ao secretário de Relações Governamentais, João Antonio, e, posteriormente levadas a Macena. João Antonio disse, porém, que as nomeações atenderão a critérios técnicos e podem ser recusadas. "Nenhum vereador vai mandar na prefeitura, nenhum."

Ontem, João Antonio se reuniu com integrantes do PR. "Vou me reunir com todos os da base aliada", afirmou. Haddad tem o apoio de 40 dos 55 vereadores.

PAINEL – Folha S.Paulo – 15/01/2013.

Ato... Depois do protesto de petistas, líderes da Igreja Católica contestam critérios de escolha dos subprefeitos em São Paulo. "Não pode ser um burocrata que pega o carro às 17h e vai embora pra casa. Fernando Haddad prometeu que seria alguém do bairro, para motivar a comunidade local", diz o padre Antonio Marchioni, o Ticão.

... de contrição O prefeito nomeou para a administração regional de Ermelino Matarazzo, área de atuação do padre, Cláudio Toshio Itinoshe, que mora na Mooca.

Nota do blog:

Precisamos "Orar e Vigiar, Sempre".



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Abilio Diniz - Como o diabo gosta...

Confusão no Pão de Açúcar e na BRF

Diz o ditado que “onde Abílio Diniz estiver, ele estará tramando alguma coisa...” É da natureza humana e predadora de Abílio.

Eu tenho dado muito destaque à disputa entre Abílio e o empresário francês e controlador do Casino e agora também controlador do Pão de Açúcar.

Minha posição não é favorável a esta ou aquela pessoa, minha posição é que uma Grande Rede Varejista como o Pão de Açúcar tinha que ficar nas mãos de empresários brasileiros, para competir no mercado internacional.

Sou contra este complexo de vira-lata dos empresários brasileiros de ganho imediato e não competitividade internacional.

Mas agora a confusão do Pão de Açúcar e de Abílio chegou à BRF. E o silêncio de muita gente está incomodando muito. Tem mais mistérios nesta história toda do que apareceu até agora.

Com a palavra a Previ, os Fundos de Pensão, o Governo Federal, Mantega e muita gente que pode estar envolvida e não disse nada publicamente até agora.

Os acionistas minoritários e o povo brasileiro precisam saber mais....

Vejam parte da matéria do jornal Valor de hoje:

Manobra de Abilio provoca reunião de comando da BRF


Valor - 14/01/2013 às 00h00

A diretoria da companhia de alimentos BRF-Brasil Foods deve se reunir ainda hoje, segunda-feira, antecipando o fim das férias de alguns executivos, para discutir as possíveis mudanças que podem ocorrer no conselho de administração na próxima assembleia geral, em abril.

A prioridade, segundo o Valor apurou, é isolar a discussão dos sócios da operação e manter o foco na gestão dos negócios.

Há uma preocupação pelo fato de a articulação do empresário Abilio Diniz, sócio -fundador e principal minoritário do Grupo Pão de Açúcar, ter trazido à tona críticas de alguns acionistas da BRF à atual administração da empresa de alimentos.

Abilio vem conversando com acionistas da BRF para assumir a presidência do conselho de administração, cargo atualmente de Nildemar Secches. Ele também vai se tornar um investidor importante, podendo adquirir uma participação pouco abaixo de 5% na companhia, cujo capital é pulverizado na BM&FBovespa.

Além de buscar motivar os gestores, a alta diretoria está preocupada com o eventual conflito de interesses que possa representar para a BRF a participação de Abilio no conselho de ambas as companhias. Isso porque o grupo varejista é o principal distribuidor dos produtos da BRF no mercado interno.

Assim, o empresário teria acesso a informações estratégicas relevantes de ambos os lados. Alguns acionistas avaliam que o ideal seria que Abilio abdicasse da presidência do conselho do Pão de Açúcar, algo que não estaria nos planos do empresário, que vê outras formas possíveis de isolar eventuais conflitos.

Conforme informações de pessoas próximas às respectivas administrações, atualmente o Grupo Pão de Açúcar seria responsável por quase 11% das vendas da empresa e a BRF seria o principal fornecedor da varejista, somando 6% das compras.

A gestão deverá avaliar se mesmo possíveis abstenções de Abilio em assuntos que possam representar conflito - algo que ele estaria disposto a aceitar - seriam suficientes para evitar o trânsito de informações importantes entre as empresas. O empresário, apesar de presidente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar, não define mais a estratégia da varejista, totalmente decidida agora pelo sócio francês Casino.

A semana será importante também pelo retorno de Nildemar Secches ao Brasil. O executivo, que está desde 1994 na BRF, primeiro como presidente e desde o fim de 2008 apenas no conselho de administração, deve buscar compreender de forma mais ampla e em detalhes o que está ocorrendo entre os sócios.

A expectativa daqueles que são próximos a Nildemar é que ele não ofereça resistência para eventuais mudanças no conselho, se isso for desejo legítimo da maioria dos acionistas. Contudo, deve buscar preservar a gestão executiva.

Na sexta-feira, Abilio vendeu o equivalente a R$ 1,5 bilhão em ações preferenciais do Pão de Açúcar na bolsa, cerca de 11,5% do capital preferencialista ou metade de sua participação nessa espécie de papel.

Voltando à Rotina

De boas e más notícias

Completado o balanço de 2012, quando mostramos nosso olhar sobre o quê aconteceu e como podemos ver mais pelo lado positivo do que pelo negativo, como nossa imprensa insiste em fazer.

Depois de uma pausa na rotina, ao voltar para casa e olhar os jornais, a impressão que a imprensa mostra é sempre a mesma. “No Brasil NADA está dando certo, tudo está errado, a não ser aquilo que é contra o governo ou contra o PT.” É constrangedor!

Voltei a pensar se não é o caso de cancelar as assinaturas dos jornais, mas, como sou pluralista e preciso saber o quê nossos adversários pensam e fazem, continuo com as assinaturas e com o blog mostrando outro olhar sobre os assuntos abordados pela imprensa. Além de mostrar outros temas e outros olhares...

Fico pensando como Dilma faz para não ficar mal humorada quando olha os “releases” dos jornais... Acho que, para compensar, ela pensa no neto, na filha e no povo brasileiro. Pensa também na vida que viveu e na missão que está executando.

Uma das coisas boas que fizemos nestas férias foi visitar museus. Coisas maravilhosas onde, além das belezas das pinturas e das esculturas, percebemos o quanto a nossa vida é transitória.

Impérios que cresceram e se acabaram mostrados de forma tão didática.
O quê somos hoje é muito pouco perto de doze mil anos da história humana e perto dos bilhões de anos da Terra.

Mas, podemos contribuir muito no nosso dia a dia. Uma pequena flor, uma simples música ou uma bela pintura ou ainda um simples gesto pode mudar pequenas coisas que se transformarão em grandes mudanças.

Chegamos com a chuva presente em todo Brasil. Isto foi um bom sinal.

Bonito também foi, ao chegar no jardim da frente, encontrar as flores amarelas brilhando na chuva. E ao chegar no quintal, encontrar dezenas de “mariazinhas” comemorando a chuva.
Já as flores do pé de “lágrimas de Cristo”, estão envelhecendo...

Vejam estas fotos das “mariazinhas”.


Vejam como são belas:



Tão simples e tão marcantes...

Podemos fazer assim com 2013.
Ser o ano da simplicidade e do trabalho marcante,
para mostrar que no Brasil, o futuro é agora.


domingo, 13 de janeiro de 2013

Ravi Shankar, Oscar Niemeyer e Dona Canô morreram...

12 - Notícias de Dezembro de 2012

Tivemos muitas mortes importantes no mês de dezembro de 2012, destacamos o grande músico indiano, líder da geração dos anos 60, Ravi Shankar, depois nosso grande arquiteto, Oscar Niemeyer e finalmente nossa querida Dona Canô, mãe de Betanha e Caetano, além de outros filhos também importantes.

O Banco Santander no Brasil continuou sendo notícias ruins e em dezembro não foi diferente. Resolveu fazer demissões em massa em todo Brasil, apesar de o Brasil ser sua principal fonte de lucro no mundo. Maior até do que na Espanha.

Os Sindicatos reagiram e, com a colaboração da Justiça Trabalhista, o Banco Santander foi obrigado a suspender as demissões. Além de passar muita vergonha pública e criar mais um mal estar com seus funcionários.

A grande conquista para os trabalhadores, neste mês de dezembro, foram o anúncio do novo salário mínimo para 2013, e, finalmente, a isenção de imposto de renda para parcelas da PLR - Participação nos Lucros e Resultados das empresas. Esta foi uma boa briga que começou com os bancários de São Paulo, depois virou nacional, depois teve o apoio fundamental dos metalúrgicos do ABC paulista e das demais centrais sindicais.

Foi um ótimo presente de Natal da nossa presidente!

Esta conquista da redução do imposto de renda na PLR representa 1,7 bilhões de reais para os trabalhadores.

E as flores, como as estrelas, continuam brilhando no mês de dezembro.

Ainda bem que, apesar de tudo, nós temos as flores e as estrelas.

Sem contar os presentes dos amigos, colegas e parentes.

A vida continua e novas conquistas virão.

Sem medo de ser feliz!



Ques estas flores, estas pedras e este caminho,
que formam um pequeno jardim japonês,
sirvam de esperanças para nossoa ano de 2013.