sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Santander é obrigado a suspender demissões

Se vale para São Paulo, tem que valer para todo o Brasil

Vitória do Sindicato dos Bancários de São Paulo
e dos funcionários do Santander em todo Brasil.
Valeram as pressões e as mobilizações.

Agora é aumentar a pressão para que a sentença do TRT-SP – Tribunal Regional do Trabalho no Estado de São Paulo tenha validade para todo o Brasil.

Que vexame, Santander!

Leiam a matéria do site do Sindicato dos Bancários de São Paulo:

TRT-SP suspende demissões do Santander

Sindicato ajuizou ação e desembargadora deferiu liminar que susta os deligamentos. Decisão vale para São Paulo, Osasco e região. Se descumprir decisão, banco pagará multa diária de R$ 100 mil

São Paulo – A desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (capital e região metropolitana de São Paulo), deferiu liminar ingressada pelo Sindicato e suspendeu, a partir desta quinta-feira, todas as demissões sem justa causa feitas pelo Santander em São Paulo, Osasco e região, base do Sindicato, em dezembro. De acordo com a juíza, todas as dispensas que ainda não foram homologadas estão suspensas.

Caso a direção do Santander desobedeça a liminar que proíbe as demissões, a instituição financeira pagará multa diária de R$ 100 mil.

Para a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, a liminar foi uma vitória importante na luta dos trabalhadores contra as demissões. “A Justiça entendeu que o banco não foi transparente com os trabalhadores nem com o Sindicato.

A desembargadora também destacou que o Santander Brasil não apresenta motivações para demitir, porque não passa por crise, pelo contrário, ela citou indicadores que mostram a saúde financeira da instituição”, disse.

Durante a audiência de conciliação, realizada nesta quinta, no TRT, a desembargadora, que preside a Seção de Dissídios Coletivos do Tribunal, dirigiu-se aos representantes do banco espanhol dizendo que, como instituição europeia que são, deveriam respeitar os trabalhadores brasileiros assim como respeitam os espanhóis.

Ela lembrou que os trabalhadores da Comunidade Europeia contam com leis de proteção ao emprego que não existem no Brasil e que, diferentemente daqui, são países signatários da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a qual coíbe demissões imotivadas. Mas que mesmo assim, de acordo com ela, o trabalho é uma questão social e tem de ser olhado dessa forma.

A desembargadora destacou, ainda, a boa situação do banco. “Todos os rankings de consultorias indicam que não há crise no Santander. Ou seja, não precisa demitir.”

Para a diretora executiva do Sindicato e coordenadora na mesa de negociações do Santander Rita Berlofa a decisão do TRT foi sensata. “A desembargadora deixou bem claro aquilo que nós do Sindicato sempre defendemos: que os trabalhadores brasileiros não podem ser tratados como de segunda categoria. Somos os responsáveis pela unidade mais lucrativa do grupo, ou seja, produzimos 26% do lucro mundial.”

Números – Durante a audiência, os desembargadores cobraram dos representantes do Santander o número exato de cortes em dezembro. A princípio, eles alegaram não ter esses dados, mas depois de telefonemas afirmaram que seriam 415 ao todo, na base do Sindicato, até 14 de dezembro, sendo que dessas, dez eram pedidos de demissão de trabalhadores.

Os juízes pediram a lista com os dados dos demitidos e o Santander deve entregá-la em até 24 horas (sexta-feira), após isso, o Sindicato tem mais 24 horas para apresentar os dados que apurou. A próxima audiência de conciliação foi marcada para terça-feira 11, às 16h.

Homologações – O Sindicato informou aos desembargadores do TRT-SP que o Santander marcou, só para esta sexta-feira 7, 98 homologações de funcionários demitidos. Esse número está bem acima da média de homologações do banco. Outro indício de demissões em massa, informado pelos representantes dos trabalhadores durante a audiência, foi que o banco solicitou que o Sindicato reservasse todos os dias da semana para homologações do Santander, quando normalmente é reservado ao banco apenas as terças e quintas.

Os dirigentes sindicais apuraram que em todo o país já são mais de 2 mil demitidos. Ainda segundo informações que chegam ao Sindicato, os desligamentos chegariam a 5 mil até sexta-feira.

Atenção – Os trabalhadores demitidos, que ainda não realizaram a homologação, devem procurar o Sindicato e trazer a carta de demissão para que a entidade tenha o controle das dispensas. "Precisamos confrontar com os dados apresentados pelo banco", explica Rita Berlofa. Os demitidos devem também trazer ao Sindicato documentos que comprovem uma possível ilegalidade no desligamento. Em caso de dúvidas, os bancários devem entrar em contato por meio do 3188-5200.

*Atualizada às 21h30 de 6/12/2012- Andréa Ponte Souza - 6/12/2012

12 comentários:

  1. No resto do Brasil as demissões estão "comendo soltas"... aqui no Parana teve mais funcionarios sendo demitidos agora pela manhã... e com certeza até o final do dia seram muitos mais.

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  2. Pessoal, alguns cuidados para os próximos capítulos, pois o Banco não vai se render assim: Primeiro, pressionem seus sindicatos locais. Pressionem mesmo. Cobrem deles o apoio e auxílio merecido por vocês. Segundo, e esse aconselhamento serve para os dois lados: Funcionários e Sindicatos... Em caso de reintegração dos funcionários, o sindicato deve estar atento a que estes funcionários executem suas atividades minimamente com os mesmos cargos e responsabilidades que tinham até serem desligados, ou seja, para que não ocorra um downgrade de função, tipo era gerente e começam a dar trabalhos hierarquicamente inferiores ocmo forma de tortura psicológica para que este peça demissão, ou então que estes funcionários sejam discriminados, humilhados, perseguidos ou que sejam obrigados ao cumpirmento de metas abusivas, irreais e fantasiosas que só são possíveis na cabeça dos caras que não estão na operação, que não estão no dia-a-dia. Se fosse assim tão fácil porque os companheiros de profissão na espanha não estão conseguindo? Gostaria muito que um dia o Santander apresentasse em detalhes, as metas e produtos que os de lá são obrigados a vender, comparando o tipo de perfil de cliente, carteira etc. enfim.. Aí foram umas dicas. Se eu souber mais alguma coisa, vou postando.

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    1. amigo, voce deveria trabalhar no sindicato pra ajudar a gente. uns dez como voce e nrnhum banco se atreveria a fazer isso com a gente.

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  3. como estao as demissoes nesta sexta? só são paulo tem liminar

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    1. Eu acho que parou momentaneamente,devido a pressão sindical,porem como o boato é que o Bradesco comprou exigindo enxugar a folha,semana que vem tem mais.

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  4. e as demissoes continuam em BH e regiao.

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  5. GILMAR, URGENTE !!!! NOTÍCIA BOMBÁSTICA !!!!

    Trabalho numa área estratégica do Bradesco e tenho umas fontes que trabalham numa consultoria que me informaram que o Bradesco comprou as operações varejo do Santander…

    O anuncio da compra será anunciado na segunda semana de janeiro.

    Prova disso é que as ações do Bradesco valorizaram mais de 5% em apenas uma semana.

    Seria importante o Sindicato ficar alerta a essa situação principalmente na reunião que terão com o pessoal do Banco e do tribunal do trabalho essa semana

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  6. Prosseguindo com a teoria da conspiração, achei isso na internet: Ministra espanhola assina acordo em SP para promover troca de capital hu...
    A ministra espanhola de Fomento, Ana Pastor, e o vice-governador do estado brasileiro de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, assinaram um acordo nesta terça-feira com objetivo de estreitar a cooperação bilateral e promover a troca de "capital humano".

    O que é Capital Humano? Pura e simplesmente PESSOAS, ou seja a espanha tá arrumando um jeito de trazer os caras de lá, pra ocupar as nossas vagas aqui. Pior ainda é o Guilherme Afif, falar que o Brasil não precisa de Mão de Obra e sim de Cabeça de Obra, ou seja, claramente desvalorizou a nossa capacidade de executar as coisas, ou seja, servimos apenas para ser mão de obra braçal e não pensante, intelectual. QUE VERGONHA !!!!

    Ou seja, caso o Bradesco não confirme a compra do santander, coisa que agora acho pouco improvável, pois nos dois bancos só se fala esse assunto, então fica aberto e autorizada a vinda dos espanhóis pra cá, pra ocuparem os cargos de gerência e diretoria, pois somos apenas mao de obra.

    Quem diria, que passados 190 anos, voltaríamos a ser colonizados, e desta vez pelos espanhóis, que faliram, afundaram seus países na sua arrpgância e truculência e como gafanhotos, agora vêm pra cá, pra sugar nossa economia, abusando de nossa hospitalidade e tolerância.

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  7. Nada a ver... Não está havendo nenhuma negociação de venda.

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  8. Fazer campanha para mandar os espanhóis de volta para a terra arrasada deles!!!

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  9. É SÓ ISSO? NOSSA1!!! O SINDICATO TANTO FALOU QUE FARIA E ACONTECERIA... E ... O RESULTADO É ESSE?


    Sindicato e Santander fazem acordo para reverter demissões

    Casos de trabalhadores com doenças graves como câncer e HIV ou que estavam para se aposentar serão revistos pelo banco

    Por Karla Santana Mamona

    |10h16 | 19-12-2012



    SÃO PAULO - O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e o Santander estabeleceram na última terça-feira (18) critérios para reintegrar ou indenizar os trabalhadores que foram demitidos no mês de dezembro.

    Segundo o sindicato, casos de funcionários com doenças graves como câncer e HIV ou que estavam para se aposentar serão revistos pelo banco. Os detalhes do acordo serão definidos em uma nova audiência na 2ª Região do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nesta quarta-feira (19), às 16h.

    Em dezembro, o Santander demitiu 447 trabalhadores de São Paulo (Reuters)

    “Nosso objetivo sempre foi a reintegração de todos os 447 trabalhadores demitidos. Conseguimos avançar na negociação com o banco e reintegrar ou indenizar parte desses funcionários. Nossa luta é pela regulamentação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que coíbe demissões imotivadas”, disse presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Juvandia Moreira.

    Entenda o caso
    Em dezembro, o Santander demitiu 447 trabalhadores de São Paulo. O Sindicato entrou com ação trabalhista no TRT com o objetivo de impedir a dispensa em massa. A desembargadora Rilma Aparecida Hemetério deferiu liminar e suspendeu todas as demissões sem justa causa. As dispensas que ainda não tinham sido homologadas foram suspensas, sob multa diária de R$ 100 mil.

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