terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Dilma e Hollande desfilam em Paris

Nossa imprensa escondeu a notícia

A Folha não deu nada, o Estadão publicou a matéria como se fosse na página 42 do jornal, por que saiu apenas no segundo caderno , que é de Economia, em texto pequeno e sem manchete. É só olhar na página B8 e o título é: “Dilma junta-se a Hollande no “eixo antiausteridade”.

E como nossa direita vai ficando cínica, vejam o que diz Dora Kramer, no mesmo Estadão: “De “direita”, para o PT, é qualquer um que não preste homenagem ao partido.”

O que Dora Kramer não diz é que comportamento de direita cínica é fazer um caderno de política mostrando o depoimento de Valério e acusando Lula, baseando-se somente no depoimento de um bandido apresentado ao PT pelo PSDB mineiro, enquanto um assunto relevante como a visita de Dilma à Paris, incluindo desfile em carro aberto vira matéria de página de economia sem destaque. Isto é manipulação do noticiário.

Se fosse FHC, a imprensa brasileira mostra com todos os destaques “o príncipe em Paris”.

Como a tecnologia no estadão é devagar e não consigo baixar a matéria, vou me dar ao trabalho de digitar, ou datilografar, a íntegra da matéria para mostrar para vocês.

Página B8 do Estadão de hoje:

Dilma junta-se a Hollande no “eixo antiausteridade”


Um desfile em carro aberto pelas ruas de Paris e um jantar de gala no Palácio do Eliseu esperam a presidente Dilma Rousseff hoje, no primeiro dia de sua visita de Estado à França.

As honrarias, raramente atribuídas a líderes estrangeiros, serão oferecidas pelo presidente François Hollande, que vê na brasileira uma aliada na denúncia da “austeridade cega” e na defesa de estímulos ao crescimento mundial.

A aproximação entre Dilma e Hollande no terreno econômico foi chamada pelo jornal “Le Monde” de “eixo antiausteridade”.

O primeiro encontro dos dois líderes de centro-esquerda acontecerá às 15, quando ambos participarão do Fórum do Progredsso Social, um colóquio organizado pela Fundação Jean-Jaurès e pelo Instituto Lula para debater a crise econômica.

Dilma e Holande discursarão e ambos devem insistir na tecla que tocam: a de que austeridade, sem crescimento, não resultará no fim da turbulência que afeta a União Europeia e a zona do euro.

Ontem, o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, confirmou que o tema é uma das prioridades da agenda bilateral.

“Dilma tem ressaltado que não bastam só políticas de austeridade; é preciso um pacto para retomada do crescimento e uma ação coordenada dos países para estimular o crescimento global.”
Matéria assinada por Andrei Netto, correspondente em Paris.

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