domingo, 2 de dezembro de 2012

Dez regras para modernizar o Brasil

Vamos fazer nossa parte?

Desde a Constituição de 1988, o Brasil vem evoluindo de forma rápida e incluindo milhões de brasileiros na nova classe média. O Brasil hoje goza de grande respeito internacional e se faz presente em todos os continentes, tanto política como economicamente.

Mas nossa estrutura do Estado (Federal, Estaduais e Municipais) tem sido um dos instrumentos que mais dificulta a modernização do país.

Já que há um grande consenso de que nossa economia deva ser uma economia de mercado e que seja competitiva com o mercado internacional, propomos que nossas instituições, públicas e privadas, tenham normas de transparência, agilidade, justiça e democracia.

Neste sentido, apresentamos “As Dez Regras de Ouro” que podem servir de referência também para nosso judiciário.

1 – DIVIDIR É GANHAR – Quem aceita diluir sua participação nas atividades sociais para estimular nossa economia sai lucrando. É melhor ter menos de muito do que muito de menos.

2 – O CLIENTE É IGUAL A VOCÊ
– O dinheiro dos investidores tem o mesmo tratamento do dinheiro dos donos. Isso se chama “alinhamento de interesses”. Os contribuintes merecem respeito, e os servidores, para fazer jus aos seus rendimentos, devem atendê-los com muito respeito.

3 – TODOS SÃO IGUAIS
– Numa empresa, qualquer um pode ser dono ou criar seu negócio. E quem não tem essa mentalidade, trabalha no lugar errado. No serviço público, o povo é o dono. E quem não respeita o povo, também trabalha no lugar errado.

4 – UMA EMPRESA FALA PELOS SINAIS – O chefe não deve ter privilégios, nem nada que ostente seu poder. Uma sala suntuosa é um mau sinal. Este princípio também deve valer para os políticos, juízes e todos os servidores públicos.

5 – CONTRATE SEMPRE ALGUÉM MELHOR – Não tenha medo dos subordinados. Se eles forem mais competentes do que você, sua vida será mais fácil. Se o povo também tiver mais instrução, o Brasil também será melhor e mais respeitado.

6 – NÃO EXISTE ZONA DE CONFORTO – A cada ano, novos sócios entrarão e alguns sairão. A competição é saudável, desde que haja “fair play” (jogo leal que se respeita as regras). “Fair play”, ou jogo limpo com regras transparente, ainda é o que mais falta no Brasil. Esta é a grande transformação que o investimento em educação trará.

7 - RECONHEÇA SEUS ERROS
- Ninguém é infalível. E os equívocos devem ser compartilhados para que não se repitam. Isto deve valer tanto na administração privada, como na administração pública e deve fazer parte dos nossos objetivos. Ser humilde e competente.

8 – LIDERE PELO EXEMPLO - Quem está no topo também deve gastar sola de sapato. A dedicação, o respeito e o trabalho inspiram os subordinados. Lembram que Marta disse que Haddad tinha que gastar sola de sapato para ganhar as eleições de São Paulo? Deu certo, Haddad andou muito e ganhou as eleições.

9 – O PRESIDENTE É UM VENDEDOR – Ninguém “vende” melhor seu serviço ou seu produto do que o próprio presidente da companhia. O exemplo deve começar de cima. A nossa presidente Dilma tem sido um grande exemplo de dedicação e humildade.

10 – NÃO EXISTE UM TETO – Não há limites para uma organização que esteja sempre pronta para se renovar e oxigenar seu capital humano. Um país como o Brasil deve estar sempre se renovando, para cumprir sua missão perante seu povo e os demais países. O futuro é agora, para fazer deste Brasil um país sem miséria. Um país com uma grande classe média. Um país que o povo tenha orgulho de ser brasileiro.

Estas regras foram copiadas de uma grande empresa e adequadas para servir tanto para o serviço público como para as empresas privadas. Se nossos parlamentares, governantes e juízes e a imprensa começarem o exemplo por eles, o Brasil ganhará muita agilidade e qualidade.

Como dizia Betinho, na “Campanha contra a fome”:


Vamos fazer nossa parte?


Um comentário:

  1. Prezado Amigo Gilmar Carneiro,

    Não acho necessário discutir o mérito das "Dez Regras de Ouro" que você traz a debate nessa postagem.

    Isto porque trocando uma ou outra, adaptando outras tantas, o que interessa neste momento - em que o país discute essa pauta da mídia na luta contra a corrupção - é qual será nossa parte nesse latifúndio.

    Noutra abordagem você já destacou que seria conveniente que a mídia diminuísse as doses de hipocrisia com que trata apenas um dos lados do intenso debate político nacional.

    Entretanto, sua iniciativa é bastante louvável e a proposta muito interessante, quando nos chama para o debate do papel de cada um na empreitada que é de todos.

    Nós, militantes partidários, sindicais e de outras lutas sociais, estamos perdendo um precioso tempo em nos postarmos na defesa e na defensiva, seja contra as investidas dos tucanos e das oposições em geral, seja na resistência aos virulentos ataques das grandes corporações da mídia tradicional.

    Já estamos lendo jornalistas como Ricardo Kotscho, Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha, Luis Nassif, entre outros, e blogueiros como você, o Eduardo Guimarães, e muitos mais que se preocupam com essa situação, todos chamando a atenção para a necessidade de mudança de atitudes, de paradigmas, de respeito aos princípios éticos e morais, de trabalho intenso para a garantia da manutenção dos ares democráticos surgidos da luta de milhares e talvez milhões de brasileiros e brasileiras que se insurgiram contra a ditadura militar e contra os poderosos de sempre que sufocavam a Nação brasileira.

    Temos noção exata do que representa os avanços conquistados em favor dos mais pobres, das políticas sociais que reinventaram com o Programa Bolsa Família as políticas públicas, o investimento no mercado interno que trouxe 50 milhões de brasileiros até a área de consumo da classe média, do amplo desenvolvimento das exportações brasileiras - mais que triplicadas num curto espaço de dez anos - das mudanças significativas de outro programa, o da Agricultura Familiar, e muito mais poderia ser citado aqui e tornando o comentário demasiado longo.

    Marcada essa posição, identificado os lados, estamos a colher a participação de outros que se indignam com os espasmos do governo federal na defesa dessas bandeiras, muitas vezes se limitando no espaço das eleições para incluir essa pauta no debate público, e clamar por atitudes mais concretas de nossas instituições na defesa dos amplos interesses da maioria do povo brasileiro.

    É preciso mais do partido, da central sindical, dos outros organismos do movimento social, de nossos parlamentares na Câmara e no Senado, de outras lideranças políticas, todos juntos num planejamento que se organize em torno dos mesmos discursos, debatendo os temas relevantes e que serviriam ao grande debate em favor de uma Nação que prossiga no desenvolvimento econômico e dos trabalhadores.

    Ao suspendermos a autocrítica deixamos de lado a luta pela correção de atitudes políticas que a nossa maioria defende. Ao contrário, estamos sendo empurrados para o precipício da corrupção e da falta de ética política, justamente dois fundamentos basilares de nossa organização e militância em todos os fóruns de que participamos.

    Fico por aqui para que o debate se faça mais intenso e que outros companheiros e companheiras compareçam com suas contribuições.

    O Brasil precisa de nossas atitudes para ser melhor amanhã do que já conquistamos até hoje.

    Parabéns, Gilmar, pela ousadia de abrir o debate.
    Grande Abraço!

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