terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Desnacionalização da Economia Brasileira


Triste país sem autoestima

Outro dia, lendo sobre as comemorações dos 100 anos de Luiz Gonzaga, nosso maior sanfoneiro e Rei do Baião, descobri que a primeira fábrica de acordeons foi feita na Alemanha e continua sendo alemã. Não é por acaso que a Alemanha é uma das maiores e melhores economia do mundo.

Já no Brasil, parece que nossos empresários gostam de criar empresas para depois vende-las aos estrangeiros. Foi assim com a TAM, com a Fogo de Chão, com o Grupo Pão de Açúcar e tantas outras.

Cada vez que leio, que mais uma empresa brasileira foi vendida aos estrangeiros eu fico deprimido e envergonhado pelo tipo de empresários e governos que temos.

Esta postura de desnacionalização da economia nacional é histórica. É só estudar nossa história econômica. Embora haja poucos livros disponíveis.

Vejam alguns números da História recente:

1 – A maior venda de empresas privadas nacionais em apenas um semestre de toda a história do Brasil

No primeiro semestre deste anos, as corporações estrangeiras adquiriram 167 empresas de capital nacional. Compradas principalmente por multinacionais dos Estados Unidos, da França, da Inglaterra e da Alemanha.

2 – Desde 2004, passaram a ser controladas de fora do Brasil, 1.167 empresas
que antes eram pertencentes a brasileiros, sendo 86,5% destas (1.009 empresas) desnacionalizadas após 2006. Ano em que o governo federal passou a facilitar o ingresso no país do investimento direto.

3 – Desnacionalização do Setor Sucroalcooleiro


O Brasil desenvolveu o projeto do álcool como combustíveis, passou a ser o maior produtor mundial e, em vez de se consolidar como empresários brasileiros e proprietários de tecnologia de vanguarda e orgânica, o governo e os empresários abriram mão deste potencial.

Em apenas três anos, o setor sucroalcooleiro vendeu mais da metade do capital para as multinacionais estrangeiras. Em apenas três anos, o capital estrangeiro passou a controlar 58% do capital de todas as terras de cana, usinas de açúcar e etanol.

4 – Com a desnacionalização da economia se aprofundando,
cada vez mais os centros de decisão econômica das empresas estarão localizados fora do Brasil e nos países estrangeiros como os Estados Unidos, Europa e na Ásia.
É uma mistura de Complexo de Vira-Lata com vocação para Macunaíma.

Quando inverteremos esta tendência?

Quando, em vez de priorizar a destruição de Lula e do PT, nossa imprensa priorizará desenvolver uma autoestima nacional, com capacidade de ação internacional, diversificada e de inclusão social plena?

Será preciso Lula voltar a ser presidente?

3 comentários:

  1. Nossa imprensa priorizar a autoestima nacional ? Está sonhando ? Nossa imprensa neoliberal, maniqueísta, americanizada NUNCA vai querer priorizar a autoestima nacional. E quem tenta fazer isso, ela vai pra cima pra destruir (vide Getúlio Vargas, Juscelino e Lula).

    Há exceções, claro. Mas a maioria...

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  2. Juscelino e Lula? Juscelino foi quem destruiu o setor automobilistico nacional, testa de ferro de empresas estrangeiras. Lula? Lula é o presidente de 2006 que facilitou o citado avanço predatório do capital estrangeiro.

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  3. Juscelino e Lula? Juscelino foi quem destruiu o setor automobilistico nacional, testa de ferro de empresas estrangeiras. Lula? Lula é o presidente de 2006 que facilitou o citado avanço predatório do capital estrangeiro.

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