domingo, 11 de novembro de 2012

São Paulo refém do crime

Já são 151 mortos a tiros

Até quando suportaremos isto? Não queremos procurar bodes expiatórios, só queremos que resolvam. A população não pode ficar refém da violência e da incompetência.

Senhores governantes, profissionais de segurança e de inteligência:
Nós não aguentamos mais!

A gente vai ver as notícias do futebol,
e fica vendo mais notícias de violência e morte.
Assim não dá!

Vejam as notícias das 19:30h do domingo. É mole?

Sequência de noites violentas tem ao menos 151 mortos a tiros na Grande SP

Seis policiais militares foram assassinados desde o dia 24 de outubro;

09 de novembro de 2012 | 19h 11- Gustavo Villas Boas e Júlio Ettore -
especial para o Estado - Texto atualizado em 11/11 às 16h52

SÃO PAULO - Ao menos 151 pessoas foram mortas a tiros na Grande São Paulo, de acordo com levantamento feito pelo estadão.com.br entre o dia 24 de outubro e este domingo, 11. Nesse fim de semana, foram confirmadas pela polícia as mortes de 12 pessoas entre sábado e domingo e as de outras oito pessoas entre sexta e sábado.

A região vive uma sequência ininterrupta de noites violentas, com alto índice de homicídios. O mapa acima é uma amostra das mortes que aterrorizaram a cidade nas últimas semanas. O período entre a noite dos dias 8 e 9 foi um dos mais violentos: ao menos 15 pessoas foram mortas em 17 horas.

Entre o total de mortes desde o dia 24, estão seis policiais militares e dois agentes prisionais. A maioria estava de folga e quase metade dos casos têm características de execução, segundo o comandante-geral da PM, coronel Roberval França.

Na noite do último dia 3, uma soldado morreu após ser baleada na porta de casa, na frente da filha. Em 2012, já são 90 agentes da corporação assassinados.
Na Capital, foram registradas 100 mortes. As outras 51 mortes aconteceram em cidades da Grande São Paulo.

Ações. O avanço da violência levou o governo do Estado a ocupar favelas e bairros considerados focos de homicídios na cidade. Na madrugada de 29 de outubro, por exemplo, a ocupação de Paraisópolis por mais de 500 PMs deu início a essas ações, batizadas pelo governo de Operação Saturação.

Paraisópolis é considerada uma das fortalezas do Primeiro Comando da Capital, o PCC. De membros da facção criminosa na área partiram ordens para a execução de policiais em São Paulo, segundo o governo estadual.

O crescimento dos assassinatos em São Paulo levou, inicialmente, a um bate-boca entre autoridades dos governos federal e estadual.

A disputa foi interrompida com o anúncio do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, no dia 6 de novembro, da criação de uma agência de atuação integrada das polícias federal e estadual a fim de enfrentar organizações criminosas.

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