segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pão de Açúcar no Casino

Abílio é impedido de entrar

A briga de predadores continua. Mesmo Abílio estando em condição bem menor do que o Casino, a disputa continua pegando fogo no Grupo Pão de Açúcar, tanto na imprensa como na rotina da empresa. Estão fritando Abilio em fogo brando à la francesa...

Vejam o que aconteceu em Paris na sede do Casino:

Abilio é impedido de participar de reunião do Pão de Açúcar com Casino


UOL - SÃO PAULO - 26/11/2012 - 18h54 - Atualizado às 19h22. Claudia Rolli

Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, foi impedido de participar de reunião que ocorreu nesta segunda-feira (26) em Paris (França) com o Casino, controlador do grupo. O objetivo era discutir planejamento estratégico e orçamento da companhia para 2013 a 2015.

Desde 2006, o empresário participou da reunião na condição de membro do conselho de administração do Casino, segundo os franceses. Em maio deste ano, Abilio foi retirado do conselho do grupo por questão de "conflito de interesses", conforme informou o Casino na ocasião.

Abilio, entretanto, afirma ter participado das reuniões na condição de "chairman" da companhia brasileira.

O Casino é sócio do Grupo Pão de Açúcar e se opôs aos planos de Diniz de adquirir o Carrefour. Desde então, os dois grupos já travaram disputas até em corte internacional e continuam trocando farpas em público.

Abilio quer deixar o grupo, tem demonstrando interesse em fazer outros negócios e pode ser até concorrente dos franceses - por essa razão não faria sentido ter acesso a informações estratégicas que envolvem planos do Casino para o Pão de Açúcar.

O empresário, por outro lado, afirma ser necessária sua participação, porque na condição de presidente do conselho de administração tem a obrigação, por contrato, de manter "o bom desempenho" da companhia.

ORÇAMENTO


A reunião de hoje teve como objetivo discutir o orçamento para o grupo Pão de Açúcar. Não era uma reunião deliberativa, mas de apresentação de temas que serão decididos em dezembro. As propostas são discutidas em setembro, apresentadas ao controlador e votadas no final do ano.

Ao chegar ao saguão do prédio do Casino, Abilio foi informado que não havia na agenda nenhum encontro previsto dele com o grupo Casino, segundo informou sua assessoria. Após o ocorrido, ele se reuniu com advogados e foi resolver outros negócios.

Após ter sido impedido de participar da reunião, Abilio enviou um e-mail a Jean-Charles Naouri, presidente do Casino e do conselho de administração do grupo francês, informando que sua a participação era necessária.

Eneas Pestana, presidente do GPA, e integrantes da diretoria executiva da companhia participaram da reunião com o Casino. Não havia integrantes do conselho no encontro. Segundo os franceses, esse tipo de encontro ocorre uma vez por ano e não conta com a presença de conselheiros do Grupo Pão de Açúcar.

Em dezembro, quando está agendada a reunião deliberativa para aprovar e definir o planejamento estratégico da companhia para os próximos três anos, estão previstas as participações de diretores e executivos da empresa, além de integrantes do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar - inclusive de Abilio Diniz. Segundo os franceses, essa reunião segue as regras de governança cooperativa da companhia.

Desde sexta-feira, o empresário recebeu "recados" que davam a entender que não era bem-vindo na reunião por meio de executivos brasileiros. Mesmo assim, considerou que, como presidente do conselho do GPA e acionista, sua presença era necessária para defender os interesses da companhia.

Abilio tem 20,5% das ações ordinárias e 21,8% das ações preferenciais.
O Casino agora detém 52,5% do capital votante e 70,4% do capital total da Wilkes, a holding controladora do Grupo Pão de Açúcar.

2 comentários:

  1. Em sua opinião, depois de analisar tudo o que aconteceu com as Casas Bahia após a fusão com o Pão de Açucar, você acha que tudo deve continuar como está, ou a Familia Klein deveria voltar ao poder? Porque?

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  2. Prezado Anônimo,

    Como acho este assunto muito relevante para o Brasil, faço questão de responder a suas perguntas:
    1 - Nada ficará como está;
    2 - Como diz o compositor: "Nada será como antes..."
    3 - A Família Klein, mesmo que volte a ter o controle da "Casas Bahia", não será igual a antes de tê-la vendido. Fica o desgaste...
    4 - A tendência é a Família fazer parceria com o Casino e Abílio entrar em outros negócios.
    5 - Neste negócio, ninguém é "santo", NINGUÉM!
    6 - Mas, o Brasil pode recuperar seus negócios e recuperar também a dignidade perdida.

    Obrigado pela leitura do blog e aproveite e leia a nova mensagem sobre a matéria do Valor Econômico.
    Gilmar Carneiro


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