domingo, 4 de novembro de 2012

Brasil, USA e China - Mudanças Fundamentais

Três semanas decisivas

As eleições brasileiras, que acabaram neste 28 de outubro, já mudaram o Brasil para melhor.

As eleições americanas, que serão concluídas no próximo dia 06 de novembro, mudará a dinâmica americana. Obama já provou que “não pode” fazer o quê prometeu e Romney, mesmo se ganhar, não poderá ser tão conservador como gostaria. O social obrigará o governo americano a pensar nas demandas do povo.

A China reunirá os delegados do Partido Comunista
, com suas variadas facções, para decidir como o país será governado daqui para frente.

Como dizia nosso grande Milton Nascimento: “Nada será como antes, amanhã”.


Já tivemos a eleição de Hollande, na França, e quem sabe no ano que vem o povo alemão escolha um primeiro ministro mais comprometido com a Europa e menos com os banqueiros.

O importante é que o mundo está mudando para melhor.
Mesmo com muitas encruzilhadas e muitos caminhos tortos, aos poucos, vamos achando o caminho certo, com geração de trabalho e renda, distribuição de renda e muito investimento em políticas públicas.

O mundo não pode ficar refém nem do neoliberalismo, nem de países fechados. A prioridade é o social e as relações internacionais. A Terra é nossa pátria e todos os povos precisam de ajuda e de respeito.

Esta boa matéria de Claudia Trevisan, correspondente do Estadão na China, mostra que, mesmo a China, com a maior Forças Armadas do mundo e seu partido único, não pode mais viver fechada em si mesma.

Ou se integra ou desintegra-se.
Isto vale para todos os países e povos, inclusive Israel, Irã, Síria e Palestina.

Voltando aos músicos e poetas, lembrando Fernando Pessoa:
“Navegar é preciso...”

Cúpula opõe facções da elite política da China

04 de novembro de 2012 | 10h 05 – Claudia Trevisan – correspondente - Ag. Estado.

Os 2.270 delegados do 18º Congresso do Partido Comunista da China reúnem-se em Pequim a partir de quinta-feira para chancelar os nomes dos dirigentes que comandarão a segunda maior economia do mundo na próxima década, escolhidos em uma opaca e feroz negociação de bastidores que opõe facções e famílias da elite política do país.

Listas com os prováveis integrantes do órgão máximo de comando do partido continuam a circular na China, refletindo a disputa entre conservadores e reformistas e entre futuros, atuais e antigos líderes da organização.

"Eu nunca vi uma situação tão confusa antes, pelo menos não nos últimos 30 anos", disse à reportagem o analista político independente Zhang Lifan. "A definição da data do congresso foi adiada várias vezes, não há ainda uma decisão final (sobre os nomes) e uma série de escândalos e incidentes ocorreram antes da transição."

Apesar da falta de transparência e indefinição, já está decidido que o país será comandado nos próximos dez anos pela dupla Xi Jinping e Li Keqiang, os representantes da "quinta geração de líderes" que serão o presidente e o primeiro-ministro da China, respectivamente.

Os dois assumirão o governo de um país mais poderoso e complexo que o recebido em novembro de 2002 pelos atuais ocupantes dos cargos, Hu Jintao e Wen Jiabao. Naquela época, a China era a sexta maior economia do mundo. Hoje, é a segunda, atrás apenas dos Estados Unidos.

No mesmo período, o número de usuários da internet saltou de 46 milhões para 540 milhões,
entre os quais quase 300 milhões possuem microblogs semelhantes ao twitter - bloqueado pela censura local.

A década Hu-Wen registrou a maior média de crescimento da China desde o início do processo de abertura, em 1978, quando a prosperidade econômica se transformou na principal fonte de legitimidade do partido. Mas também viu o brutal aumento dos conflitos e da instabilidade social.

O número de protestos "de massa" chegou a 180 mil em 2010, quatro vezes o total registrado dez anos antes, segundo estimativa do professor da Universidade Tsinghua Sun Liping citada pelo jornal oficial Global Times. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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