terça-feira, 27 de novembro de 2012

Abílio paga para ver o jogo do Casino

Sair do Pão de Açúcar e ficar com Casas Bahia

Agora ficou melhor! Embora tanto a Folha como o Estado tenham dado matérias fracas sobre o assunto, o jornal Valor informa com mais qualidade. A Família Klein que está aliada pode ficar sem as Casas Bahia.

O jogo está esquentando e Abílio pagou para ver as cartas do Casino.

Vejam a matéria do Valor de hoje:

Abilio pede definição sobre o futuro do Pão de Açúcar

Valor – 27/11/2012.

Abilio Diniz decidiu, pela primeira vez, pedir diretamente a Jean-Charles Naouri, dono do Casino, uma definição sobre os próximos passos envolvendo o Grupo Pão de Açúcar (GPA), onde são sócios. Quer saber se assumem de uma vez o papel de negociadores ou se deve se dedicar, exclusivamente, ao papel de presidente do conselho do GPA.

O empresário brasileiro comunicou o interesse de sair do Pão de Açúcar e ficar com a Via Varejo em carta enviada a Naouri, no domingo à noite.

No texto, ao qual o Valor teve acesso, Abilio diz que é preciso definir "qual rota" irão tomar e enfatiza que a "indefinição" é prejudicial à companhia.

A carta foi enviada pouco antes de Abilio decolar para Paris, onde tentou ontem participar de reunião sobre o planejamento estratégico do Pão de Açúcar.

Mas o empresário não passou da recepção. Dali mesmo, mandou e-mail a Naouri: "A proibição de minha participação (...) será considerada ofensa aos meus direitos, com as responsabilizações e demais consequências cabíveis".

Naouri respondeu a Abilio em carta de quatro parágrafos, cujo teor foi divulgado ontem pelo Valor PRO, serviço de tempo real do Valor:

"O encontro discute a visão de longo prazo do Casino e nós não somos obrigados a dividir essas visões com você (...), especialmente à luz de uma reiterada e explícita intenção de obter modificações em acordos que nos amarram, com o objetivo de concorrer com o GPA".

A despeito da confusão de ontem, a carta de Abilio sobre a negociação é encarada pelo Casino como o passo mais importante do empresário, que tem 55 milhões de ações do GPA, avaliadas em bolsa em cerca de R$ 5,2 bilhões.

No desenho da transação, 40 milhões de ações e mais as 61 lojas físicas que possui seriam usadas para uma oferta por 100% da Via Varejo.

A intenção é lançar a proposta tanto ao Casino como à família Klein,
minoritária na empresa de eletroeletrônicos.

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