sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Pão de Açúcar, Casas Bahia e a confusão

Pão de Açúcar, Casas Bahia e a confusão

O público e o privado

O diabo anda solto. FHC, que sempre levou a família para cima e para baixo quando era presidente, agora fala em público e privado.

A diferença entre pobres e ricos é que quando pobre fala de pedras, são pedras nos ruins, enquanto rico quando fala de pedras, são pedras preciosas.

Vejam esta matéria da UOL e Valor sobre despesas familiares pagas pelas empresas. Ao ser pagas pelas empresas, paga-se menos impostos, tanto da empresa como dos empresários. É o famoso “jogo tributário”.

As duas famílias gastam juntam em torno de R$ 98 milhões,
sendo R$ 72 milhões referentes aos Kleins, com seguranças e aeronaves,
e a família Diniz cerca de R$ 26 milhões.”

Por isto que queremos TRANSPARÊNCIA tanto no Setor Público como no Setor Privado.

Pão de Açúcar corta despesas dos Diniz e Klein

UOL - DO VALOR - 30/11/2012 - 15h00

Reunião do Comitê de Recursos Humanos do grupo Pão de Açúcar, ocorrida na manhã desta sexta-feira (30), tratou da nova política de despesas da companhia, que passa por uma redução drástica nos gastos com seguranças e aeronaves de Abilio Diniz e da família Klein, sócios do GPA na empresa Via Varejo.

O grupo é controlado pelo Casino, que tem como uma das prioridades para a empresa um enxugamento nos gastos internos.

Foi votada uma redução nas despesas dos Klein e da família Diniz. O valor não foi informado.

Segundo um interlocutor, as duas famílias gastam juntam em torno de R$ 98 milhões, sendo R$ 72 milhões referentes aos Kleins, com seguranças e aeronaves, e a família Diniz cerca de R$ 26 milhões.

Apesar de ter existido uma votação, a reunião do comitê não tem função deliberativa. Ou seja, a redução acontecerá se o conselho de administração votar, em sua maioria, de forma favorável à mudança. Isso deve acontecer porque membros do conselho de GPA, que incluem executivos ligados ao Casino, são favoráveis à redução.

Os conselheiros que representam a família Diniz, Geyse e Pedro Paulo (mulher e filho de Abilio, respectivamente), decidiram não votar hoje no comitê por se considerarem parte envolvida no assunto.

Paulinho da Viola em Nova York

“Foi um rio que passou em minha vida”

Vejam que matéria interessante sobre o show de Paulinho da Viola em Nova York. Na área cultural, o Estadão é imbatível!

Paulinho da Viola faz show de arrepiar no Carnegie Hall, em NY


Emocionado, cantor apresentou '70 Anos de Samba', em comemoração ao seu aniversário

29 de novembro de 2012 | 19h 55 - Estadão - Tonica Chagas / NOVA YORK

Duas semanas atrás, no bairro carioca de Madureira, o "eterno menino" da Velha Guarda da Portela, como o chama Monarco, começou a comemorar seus 70 anos, completados dia 12. Lá, ao ar livre, Paulinho da Viola - 70 Anos de Samba foi um grande show de música popular brasileira. Na quarta-feira, 30, à noite, na primeira apresentação do menino septuagenário no palco principal do Carnegie Hall, em NY, o show ganhou jeito de concerto, com a marca de nobreza e erudição que Paulinho imprime à MPB e transforma em clássicos seus sambas e chorinhos.

Timoneiro, parceria dele com Hermínio Bello de Carvalho (de Bebadosamba, último disco que ele gravou com composições inéditas, em 1996), abriu o repertório de 25 músicas, quase todas reconhecidas e aplaudidas já nos primeiros acordes.

O set foi pouco diferente do show em Madureira, mas teve a inclusão de composições instrumentais que enfatizaram o clima de concerto:Inesquecível, choro canção composto por ele em homenagem a Jacob do Bandolim (que no início da década de 1960 criou o conjunto Época de Ouro, do qual fez parte o violonista César Faria, pai de Paulinho); Um Abraço no Waldir, parceria dele com Cristóvão Bastos;Sarau para Radamés, também de Paulinho; e o choro de Pixinguinha Cochichando.

Paulinho já havia se apresentado em NY por duas vezes, no Lincoln Center. "Mas o Carnegie Hall dá um friozinho na barriga!", comentou, depois das duas horas em que tomou conta do palco onde Dvorák e Mahler estrearam sinfonias, George Gershwin e Benny Goodman deram espetáculos históricos, Maria Callas cantou pela última vez e, em novembro de 1962, João Gilberto e Jobim encabeçaram o grupo de brasileiros que iniciou a paixão americana pela bossa nova. "Isso é brincadeira!", admirou-se, ao comprovar a famosa acústica do teatro de 121 anos.

Com ele estavam músicos que o acompanham já em grande parte de sua carreira de 48 anos: Cristóvão Bastos (piano), Mário Sève (sopros), Dininho Silva (baixo elétrico), Celsinho Silva e Marcos Esguleba (percussão), Hércules Nunes (bateria), além de seus filhos João Rabello (violão) e Beatriz Faria (vocal).

Com a batida acelerada nos versos finais ecoando marchas militares, Sinal Fechado marcou um dos momentos de arrepiar os brasileiros que formavam a maior parte da plateia no Carnegie Hall. Paulinho sempre afirmou não ter feito esta música como ato de resistência à ditadura militar que controlava o Brasil naquela época. Para ele, a composição com que ganhou o 5.º Festival de Música Popular Brasileira promovido pela TV Record em 1969, "causou polêmica porque não era muito própria de um sambista... mas a turma gostou".

O público acompanhou o espetáculo em coro pianíssimo ou bocca chiusa até o bloco dos cinco sambões finais - Dança da Solidão (nome do disco que ele lançou em 1972, gravado de novo em Bebadachama, de 1997, e também com Toquinho, em Sinal Aberto, de 1999),Talismã, parceria dele com Marisa Monte e Arnaldo Antunes; Ame (dele e Elton Medeiros, gravado em Bebadosamba); Eu Canto Samba (título do disco de 1989); eCoração Leviano (1978).

Alguns brasileiros que sentiam "a falta de um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim" como na letra de Argumento, deixaram as poltronas de veludo e foram sambar nos corredores laterais. E todo mundo ficou em pé para o bis, com Tudo se Transformou eFoi Um Rio Que Passou em Minha Vida, o hino de amor de Paulinho da Viola para a Portela. Para finalizar mesmo, só na voz e nas palmas, ele homenageou Clementina de Jesus, imitando a voz dela no jongo Moço Boiadeiro.

A próxima apresentação de Paulinho da Viola - 70 anos de Samba
será no dia 11, em Buenos Aires.


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

PALESTINA LIVRE!

O mundo comemora.

138 a 9 – Foi de goleada!


Que a alegria desta jovem palestina contagie todos os povos da Terra
e que este dia seja inesquecível!


Estas notícias estavam no Estadão às 21:20h de ontem:

Palestina é reconhecida como Estado Observador das Nações Unidas


Mudança de status foi aprovada por 138 países, contra nove.

Outros 41 países se abstiveram da votação

estadão.com.br - (Texto atualizado às 20h30) - 29 de novembro de 2012 | 19h 56

NOVA YORK - A Palestina foi reconhecida como Estado observador das Nações Unidas nesta quinta-feira, 29, após votação da Assembleia-Geral da ONU, por 138 votos contra nove. Outros 41 países se abstiveram e cinco não votaram. Até hoje, a Palestina era uma "entidade" observadora.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas recebeu muitos aplausos e pediu, durante seu discurso, que as Nações Unidas emitissem a "certidão de nascimento" à Palestina.

No início de sua fala, Abbas citou os ataques israelenses em Gaza.

"Há homens, mulheres e crianças mortos junto com seus sonhos.
A Palestina vem hoje à Assembleia-Geral porque acredita na paz e nosso povo está desesperado por isso."

"Nós ouvimos e vocês ouviram as ameaças de Israel, principalmente nos últimos meses, em resposta ao nosso pedido de ser um Estado observador das Nações Unidas", disse Abbas, enfatizando não estar presente na votação da Assembleia-Geral para "complicar o processo de paz".

O presidente da Autoridade Palestina encerrou o discurso dizendo que continuará buscando a independência da Palestina.

"É tempo de agir e de seguir em frente, é por isso que estamos aqui hoje... o mundo precisa dizer a Israel: chega de agressões, assentamentos e ocupações."

O embaixador de Israel Ron Prosor falou após Abbas e afirmou que o país não pode apoiar o pedido da Autoridade Palestina porque "nenhum dos elementos vitais para a paz está na resolução". Prosor voltou a falar que a paz só pode ser atingida com um acordo entre Israel e a Palestina e pediu que os países das Nações Unidas "não ajudem os palestinos hoje em sua marcha da insensatez."

Países

Entre os países favoráveis à decisão,
estão Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul
e os europeus França, Espanha, Suíça e Dinamarca.



Os EUA foram contra a mudança de status da Palestina.
A embaixadora norte-americana, Susan Rice afirmou, após o resultado ser anunciado na Assembleia-Geral da ONU, que a votação "coloca novos obstáculos no caminho da paz." Na quarta-feira 28, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, havia declarado que Washington não é contra os palestinos, mas que "a criação da Palestina deve ser feita por meio de negociações, não na Assembleia-Geral."

Pão de Açúcar e o Vale Tudo

Klein pediu para Naouri tirar Abílio

“Em Paris, Klein chegou a sugerir a saída de Abilio do conselho. Naouri foi contra. Disse que Abilio ainda trazia muito à empresa e precisava ficar.”

Intervenção francesa no Pão de Açúcar e nas Casas Bahia. Agora não tem mais brasileiros “laranjas”, quem manda mesmo são os franceses.

E assim o Brasil vai se desfazendo da sua autonomia. Nossos empresários não têm projeto de soberania nacional nem autoestima multinacional. É uma tristeza.

Vejam a matéria do Valor de hoje:

Naouri terá dois executivos no conselho de Via Varejo


Valor - Por Adriana Mattos | De São Paulo – 29/11/2012

As mudanças anunciadas ontem no conselho de administração de Via Varejo, rede de eletroeletrônicos e móveis do Grupo Pão de Açucar (GPA), não foram uma troca de "seis por meia dúzia".

Na prática, a alteração resolve, de uma só vez, algumas questões para o Casino, dono do Pão de Açúcar. Jean-Charles Naouri, controlador de Casino e GPA, terá dois executivos de sua confiança no Brasil: Arnaud Strasser e Christophe José Hidalgo, vice-presidente do conselho de GPA e diretor financeiro do Pão de Açúcar, respectivamente.

Ambos estão no Brasil desde que Naouri assumiu o controle do Pão Açúcar.
Ao contrário do que fez quando indicou brasileiros para o conselho de GPA em junho, dessa vez Naouri indicou dois estrangeiros. A intenção é reforçar o trabalho para fazer a "virada" nos resultados da Via Varejo. A empresa fatura muito, mas o lucro é pequeno.

Strasser é conhecido pela aversão a gastos e pela personalidade espartana. Nesse momento, uma das principais discussões na companhia é a necessidade de uma redução forte nos custos. Um pente fino está sendo passado nas contas, inclusive, nos gastos dos sócios da varejista.

As mudanças não chegaram a causar incômodo em Abilio Diniz, que nos últimos meses vem negociando sua saída de GPA, levando consigo a Via Varejo. Saem do conselho de Via Varejo, para a entrada de Strasser e Hidalgo, Antonio Ramatis Fernandes Rodrigues (que se tornou presidente de Via Varejo neste mês) e o advogado Luis Antonio Semeghini de Souza.

Outra mudança deve ocorrer em breve e que reforçará a presença do Casino na Via Varejo. Strasser deverá se tornar vice-presidente de conselho de Via Varejo, apurou o Valor. Michael Klein é o atual presidente do conselho.

O tema das trocas no conselho foi discutido na reunião entre Klein e Naouri neste mês, em Paris. Klein foi favorável à mudança, entendida como positiva, porque são colocados no conselho executivos mais ligados à operação do negócio.

O Valor apurou que nessa conversa com Naouri, Klein chegou a sugerir a saída de Abilio do conselho. Naouri foi contra. Disse que Abilio ainda trazia muito à empresa e precisava ficar.

Segundo o comunicado do GPA, de ontem, também saíram do conselho de Via Varejo dois advogados (um deles, mais ligado à área de contencioso), indicados em maio pelo Pão de Açúcar e pela família Klein, ambos sócios da Via Varejo.

São eles: Ricardo Tepedino, indicados pelos Klein, com especialização na área de recuperação de empresas e contencioso, e Luis Antonio Semeghini de Souza, do Grupo Pão de Açúcar.

No lugar de Tepedino entrou Marcel Cecchi Vieira, sócio da Arion Capital. A alteração é um sinal de que prevaleceu agora a visão do Casino, que não queria colocar advogados no conselho.

Naouri quer agora buscar resultados na Via Varejo. Esta é a sua prioridade.

O mundo diz "SIM" aos Palestinos

A ONU vai redimir-se?

Timidamente os jornais brasileiros registram uma grande derrota para os conservadores de Israel. Contra a vontade dos militaristas e expansionistas de Israel, a Assembleia Geral da ONU, reunida hoje em Nova York deve aprovar a Palestina como ESTADO observador.

Esta decisão no mesmo dia 29 de novembro, 65 anos depois de a ONU, com poucos países, ter aprovado a criação do Estado de Israel e a divisão da Palestina, hoje, 65 anos depois e com milhares de mortes nas costas, a ONU paga parte da sua dívida para com os palestinos.

Hoje também estará começando o Forum Social Mundial pela Palestina Livre, que está se realizando em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Milhares de pessoas de vários países estarão participando de atividades em apoio ao povo palestino.

Daqui de São Paulo, como não podemos mobilizar milhões de pessoas para comemorar esta data, envio rosas para os palestinos de todo o mundo e às pessoas que sempre foram solidárias com este povo sofrido.

O mundo diz “SIM” aos Palestinos.

E nós enviamos ROSAS para a Palestina!

Vejam esta rosa que nasceu do lado de fora da grade do jardim.
Lembra os palestinos que, apesar dos muros e das privações impostas por Israel, ainda são capazes de ir para a escola, brincarem, trabalharem e lutarem pela sua liberdade internacional.


São rosas da Vila Madalena, um bairro libertário desta grande cidade que é São Paulo.

Vejam estas rosas numa tarde sombria. Apesar do tempo, elas são belas e esperançosas. Também iguais aos palestinos que, apesar de chorarem por seus filhos mortos pelos bombardeios israelenses, acreditam que estes morreram como parte da luta pela libertação de seu povo.



Mas as rosas, como dizia Cartola, as rosas não falam, simplesmente exalam seu perfume...


E que estas rosas também sirvam para sensibilizar os corações dos judeus de todo o mundo, para lembrar que a Palestina é parte de todos os povos.
Na Palestina tem Jerusalém, a matriz do judaísmo, do catolicismo e do islamismo.

No fundo, grande parte do mundo
tem sua cultura influenciada por Jerusalém e pela Palestina.
Somos todos palestinos!

As rosas são belas em qualquer lugar do mundo,
especialmente quando são rosas para a Palestina.


Futebol: Brasil Guarda Viola

CBF prefere Felipão

Na impossibilidade de contratar Guardiola, eu também prefiro Felipão.

Mas me pergunto: Será que os cartolas tentaram Guardiola?

Este, sem dúvida, seria o melhor técnico para o Brasil atual.
Seria um banho de futebol moderno e vencedor.
O futebol brasileiro atual é MEDÍOCRE!

Os cartolas preferiram “Guardar a Viola” e não trazer Guardiola.

E nâo me venham com a desculpa de que o Brasil não precisa importar técnico. Besteira pura! O Brasil atual tem poucos técnicos bons, tipo Muricy, Abel, Tite e alguns outros.

Mas o estilo de jogo atual é ruim, sem domínio de bola e do campo.

Enquanto a mediocridade continua no campo, na CBF o clima é pior ainda.
O problema é que os cartolas recebem dinheiro do governo e das patrocinadoras e não precisam mostrar resultados no campo. E o governo não tem poder de intervenção, sem ameaçar o calendário da copa do mundo.

A CBF parece o Congresso Nacional e o Judiciário, é uma zona só...
Enquanto isto, os torcedores sofrem e choram.

Resta a esperança de o Corinthians chegar à disputa final em Tóquio e,
como Tite joga na retranca e tem sorte,

é capaz de o Corinthians voltar CAMPEÃO NO JAPÃO!

Dá-lhe Corinthians!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Pão de Açúcar, Casino e Confusão

O velho e o novo

As novas matérias da Folha e do Estado de hoje, são mais velhas do que a matéria do jornal Valor de ontem. Como sempre, precisamos ler muita coisa para entender o que está acontecendo. Leiam a matéria do Valor:

Proposta de Abilio envolve R$ 8 bilhões

Valor - Por Graziella Valenti | De São Paulo - 27/11/2012 às 00h00

Abilio Diniz decidiu, pela primeira vez, pedir diretamente a Jean-Charles Naouri, dono do Casino, uma definição sobre os próximos passos envolvendo o Pão de Açúcar, empresa na qual são sócios.

Quer saber se assumem de uma vez o papel de negociadores ou se deve se dedicar, exclusivamente, ao papel de presidente do conselho de administração do grupo.

O empresário Abilio Diniz comunicou o interesse de sair do Pão de Açúcar, empresa que ajudou a fundar ao lado do pai, e ficar com a Via Varejo na carta enviada diretamente a Naouri, o dono do Casino.

No texto, ao qual o Valor teve acesso, Abilio diz que é preciso definir "qual rota" irão tomar e enfatiza que a "indefinição" é prejudicial à companhia. Espera, com isso, colocar um ponto final na insegurança do sócio sobre seu real interesse na negociação e acelerar as tratativas.

A comunicação atende a uma necessidade sinalizada pelo próprio Casino, por conta do temor de que o apetite de Abilio pela Via Varejo, maior varejista de eletroeletrônicos do país, seja um jogo de cena.

A carta foi enviada pouco antes de Abilio decolar para Paris, no domingo à noite, na tentativa de participar de reunião na sede do Casino. Embora Naouri não tenha permitido a presença de Abilio na reunião (ver página B1), a carta é encarada pelo Casino como o passo mais importante dado pelo empresário desde que as negociações começaram, pois até então todos os documentos que corriam entre São Paulo e Paris eram "apócrifos" e utilizavam "codinomes" para as empresa envolvidas.

A partir de agora, aumenta a pressão sobre ambas as partes. De um lado, Casino terá de se posicionar objetivamente. Do outro, Abilio empenhou seu compromisso.

Nessa carta, Abilio deixa claro que o caminho da Via Varejo, com uma troca de ativos, para a transação foi uma sugestão do próprio Naouri, que ele aceitou. E lembrou que em 25 de julho, último encontro que tiveram pessoalmente, ambos tinham se comprometido com a negociação. "Isso já faz cinco meses", desabafa o brasileiro.

Desde agosto, os representantes de ambos os lados trabalhavam num modelo para a separação definitiva de Abilio Diniz do grupo Pão de Açúcar, ainda que numa negociação vagarosa. Entretanto, há três semanas que Abilio não tem retorno sobre alguns pontos encaminhados ao sócio francês.

Não está definido se Abilio aceita ou não ficar com a empresa caso os Klein não aceitem vender sua fatia. Esse ponto tem incomodado o Casino.
A transação envolve 19 milhões de ações ordinárias de Abilio, mais as 61 lojas, que serão entregues à empresa. As lojas são avaliadas em R$ 2,5 bilhões.
Somados às ações ordinárias, o que está na mesa é entregar ao Pão de Açúcar ativos avaliados em R$ 4 bilhões. A companhia pagaria Abilio com o controle da Via Varejo (52,5% da companhia) e mais a participação na empresa de comércio eletrônico Nova Pontocom - 50% desse negócio está debaixo da Via Varejo, 44% sob Pão de Açúcar e 6% estão com executivos.
Com isso, restam cerca de 21 milhões de ações preferenciais dedicadas ao negócio que serão a proposta à família Klein, que tem 47% da Via Varejo. A preços de mercado, esses papéis valem hoje pouco menos de R$ 2 bilhões.

Restariam na mão de Abilio aproximadamente mais 15 milhões de ações preferenciais que seriam vendidas ao Casino, ou seja, mais R$ 1,4 bilhão.

Assim, a troca de ativos pela Via Varejo e Nova Pontocom envolveria R$ 6,5 bilhões, aproximadamente, e mais R$ 1,5 bilhão seriam recebidos em dinheiro, para a saída completa e imediata de Abilio do grupo que ajudou a fundar. No total, a operação movimentaria cerca de R$ 8 bilhões.

Na BM&FBovespa, o grupo Pão de Açúcar - operação alimentar, mais Via Varejo (Ponto Frio e Casas Bahia) e a Nova Pontocom - está avaliado em R$ 24,4 bilhões.

Ainda não está claro se o Casino vai considerar a carta de Abilio, além de um passo importante, como a segurança que faltava para a transação avançar. Recentemente, por conta do preço atrativo em bolsa (Pão de Açúcar está próximo de sua máxima histórica), o Casino teve receio de que Abilio poderia vender suas preferenciais na bolsa. Na carta à Naouri, o empresário diz que não o fez e que a prioridade é levar o negócio adiante.

Com a troca de ativos, o Pão de Açúcar cancelaria as ações ordinárias recompradas de Abilio e, com isso, o Casino seria o dono isolado do capital votante da empresa.
Quando as conversas foram paralisadas, Abilio oferecia sua contraproposta para dois detalhes cruciais.

Ele deseja ficar com a sede da empresa - a loja número 1 do grupo. Ofereceu ao sócio francês ter a garantia de compra do prédio em até dois anos. Outro ponto era o acordo de não competição, cuja proposta era um bloqueio até junho de 2013.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Abílio paga para ver o jogo do Casino

Sair do Pão de Açúcar e ficar com Casas Bahia

Agora ficou melhor! Embora tanto a Folha como o Estado tenham dado matérias fracas sobre o assunto, o jornal Valor informa com mais qualidade. A Família Klein que está aliada pode ficar sem as Casas Bahia.

O jogo está esquentando e Abílio pagou para ver as cartas do Casino.

Vejam a matéria do Valor de hoje:

Abilio pede definição sobre o futuro do Pão de Açúcar

Valor – 27/11/2012.

Abilio Diniz decidiu, pela primeira vez, pedir diretamente a Jean-Charles Naouri, dono do Casino, uma definição sobre os próximos passos envolvendo o Grupo Pão de Açúcar (GPA), onde são sócios. Quer saber se assumem de uma vez o papel de negociadores ou se deve se dedicar, exclusivamente, ao papel de presidente do conselho do GPA.

O empresário brasileiro comunicou o interesse de sair do Pão de Açúcar e ficar com a Via Varejo em carta enviada a Naouri, no domingo à noite.

No texto, ao qual o Valor teve acesso, Abilio diz que é preciso definir "qual rota" irão tomar e enfatiza que a "indefinição" é prejudicial à companhia.

A carta foi enviada pouco antes de Abilio decolar para Paris, onde tentou ontem participar de reunião sobre o planejamento estratégico do Pão de Açúcar.

Mas o empresário não passou da recepção. Dali mesmo, mandou e-mail a Naouri: "A proibição de minha participação (...) será considerada ofensa aos meus direitos, com as responsabilizações e demais consequências cabíveis".

Naouri respondeu a Abilio em carta de quatro parágrafos, cujo teor foi divulgado ontem pelo Valor PRO, serviço de tempo real do Valor:

"O encontro discute a visão de longo prazo do Casino e nós não somos obrigados a dividir essas visões com você (...), especialmente à luz de uma reiterada e explícita intenção de obter modificações em acordos que nos amarram, com o objetivo de concorrer com o GPA".

A despeito da confusão de ontem, a carta de Abilio sobre a negociação é encarada pelo Casino como o passo mais importante do empresário, que tem 55 milhões de ações do GPA, avaliadas em bolsa em cerca de R$ 5,2 bilhões.

No desenho da transação, 40 milhões de ações e mais as 61 lojas físicas que possui seriam usadas para uma oferta por 100% da Via Varejo.

A intenção é lançar a proposta tanto ao Casino como à família Klein,
minoritária na empresa de eletroeletrônicos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pão de Açúcar no Casino

Abílio é impedido de entrar

A briga de predadores continua. Mesmo Abílio estando em condição bem menor do que o Casino, a disputa continua pegando fogo no Grupo Pão de Açúcar, tanto na imprensa como na rotina da empresa. Estão fritando Abilio em fogo brando à la francesa...

Vejam o que aconteceu em Paris na sede do Casino:

Abilio é impedido de participar de reunião do Pão de Açúcar com Casino


UOL - SÃO PAULO - 26/11/2012 - 18h54 - Atualizado às 19h22. Claudia Rolli

Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, foi impedido de participar de reunião que ocorreu nesta segunda-feira (26) em Paris (França) com o Casino, controlador do grupo. O objetivo era discutir planejamento estratégico e orçamento da companhia para 2013 a 2015.

Desde 2006, o empresário participou da reunião na condição de membro do conselho de administração do Casino, segundo os franceses. Em maio deste ano, Abilio foi retirado do conselho do grupo por questão de "conflito de interesses", conforme informou o Casino na ocasião.

Abilio, entretanto, afirma ter participado das reuniões na condição de "chairman" da companhia brasileira.

O Casino é sócio do Grupo Pão de Açúcar e se opôs aos planos de Diniz de adquirir o Carrefour. Desde então, os dois grupos já travaram disputas até em corte internacional e continuam trocando farpas em público.

Abilio quer deixar o grupo, tem demonstrando interesse em fazer outros negócios e pode ser até concorrente dos franceses - por essa razão não faria sentido ter acesso a informações estratégicas que envolvem planos do Casino para o Pão de Açúcar.

O empresário, por outro lado, afirma ser necessária sua participação, porque na condição de presidente do conselho de administração tem a obrigação, por contrato, de manter "o bom desempenho" da companhia.

ORÇAMENTO


A reunião de hoje teve como objetivo discutir o orçamento para o grupo Pão de Açúcar. Não era uma reunião deliberativa, mas de apresentação de temas que serão decididos em dezembro. As propostas são discutidas em setembro, apresentadas ao controlador e votadas no final do ano.

Ao chegar ao saguão do prédio do Casino, Abilio foi informado que não havia na agenda nenhum encontro previsto dele com o grupo Casino, segundo informou sua assessoria. Após o ocorrido, ele se reuniu com advogados e foi resolver outros negócios.

Após ter sido impedido de participar da reunião, Abilio enviou um e-mail a Jean-Charles Naouri, presidente do Casino e do conselho de administração do grupo francês, informando que sua a participação era necessária.

Eneas Pestana, presidente do GPA, e integrantes da diretoria executiva da companhia participaram da reunião com o Casino. Não havia integrantes do conselho no encontro. Segundo os franceses, esse tipo de encontro ocorre uma vez por ano e não conta com a presença de conselheiros do Grupo Pão de Açúcar.

Em dezembro, quando está agendada a reunião deliberativa para aprovar e definir o planejamento estratégico da companhia para os próximos três anos, estão previstas as participações de diretores e executivos da empresa, além de integrantes do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar - inclusive de Abilio Diniz. Segundo os franceses, essa reunião segue as regras de governança cooperativa da companhia.

Desde sexta-feira, o empresário recebeu "recados" que davam a entender que não era bem-vindo na reunião por meio de executivos brasileiros. Mesmo assim, considerou que, como presidente do conselho do GPA e acionista, sua presença era necessária para defender os interesses da companhia.

Abilio tem 20,5% das ações ordinárias e 21,8% das ações preferenciais.
O Casino agora detém 52,5% do capital votante e 70,4% do capital total da Wilkes, a holding controladora do Grupo Pão de Açúcar.

Guerra continua em São Paulo

Crianças e jovens são executados

Chega a 302 mortes em 30 dias, a Palestina é aqui!
Por que matar um garoto de apenas 5 anos?
Quem está por trás de tanta violência? Por que punir os jovens?
Quanto tempo a nova direção da PM vai precisar para diminuir a violência?

É angustiante!
As pessoas acham que reproduzir estas notícias é ruim, mas se não fizermos uma campanha contra a violência, logo, logo, nossa cidade de São Paulo, nossa Grande São Paulo e nosso Estado de São Paulo virará terra de bandidos e teremos que pagar pedágio para andar na rua.

Chamem a Guarda Nacional e o secretário de segurança do Rio de Janeiro!

Vejam os números da Folha de hoje:

Em uma noite, criança de 5 anos e mais 14 pessoas são mortas em SP

Período foi o mais violento desde que a onda de violência se intensificou, em 24 de outubro

Em São Bernardo do Campo, Polícia Civil investiga suspeita de alteração de cenas das mortes de três pessoas

DE SÃO PAULO DO “AGORA” – Folha – 26/11/2012

Um garoto de cinco anos e outras 14 pessoas foram mortas a tiros na noite de anteontem e na madrugada de ontem na região metropolitana de São Paulo. Outras 24 pessoas foram baleadas.

Esse foi o período mais violento desde o dia 24 de outubro,
quando se intensificou a onda de crimes no Estado.

Com esses homicídios, chega a 302 o número de pessoas mortas em 30 dias -média diária de dez. Até setembro, a média era de seis.

Das 15 vítimas, oito foram mortas em chacinas: uma em Osasco e outra em Diadema.
Na de Osasco, 11 pessoas foram baleadas durante uma festa de aniversário no Jardim Rochdale, na periferia. Cinco atingidos morreram. Entre as vítimas estava o menino Daniel do Nascimento, 5, que estava na festa com seu pai, o ajudante Eliezer Nascimento, 31, que também morreu.

Na cena do crime, os peritos encontraram cápsulas de pistolas e de uma espingarda calibre 12. Segundo a polícia, quatro homens em um carro e em uma moto chegaram ao local e, sem dizer nada, iniciaram a matança.

Também em Osasco, dois suspeitos de roubo morreram ao trocar tiros com PMs.
Na chacina de Diadema, corpos de três mortos estavam no chão com marcas de tiros na cabeça e no peito, na periferia da cidade. Segundo a polícia, nenhuma testemunha relatou o que ocorreu.

Os outros crimes foram em São Bernardo do Campo, com três mortos, e na capital paulista, onde dois homens morreram em suposta troca de tiros com PMs na zona leste.

MOTOQUEIROS

Em São Bernardo, a polícia investiga por qual razão não havia vestígios de projéteis em 3 dos 4 ataques de anteontem e ontem.

A suspeita é que os atiradores ou pessoas que tentavam acobertá-los mudaram as cenas dos crimes para atrapalhar as investigações. Nos três casos, os ataques foram realizados por quatro criminosos em duas motos.

Os casos que tiveram participação dos motoqueiros foram registrados nos bairros Pedreira, Alves Dias e Cooperativa. O único em que não houve participação desses criminosos foi um ataque no Jardim Calux.

Desde o início do mês, o governo apura se há a atuação de policiais nos ataques. O delegado-geral, Marcos Carneiro, disse que policiais consultaram as fichas criminais de vítimas de homicídios antes de elas serem mortas.

A escalada da violência no Estado foi uma das razões da queda de Antonio Ferreira Pinto do cargo de secretário da Segurança Pública.



domingo, 25 de novembro de 2012

Música contra más notícias

Pergunte ao Maestro...

A Palestina vai se reconstruindo depois do cessar-fogo. Mas em São Paulo, apesar da troca do secretário de segurança e de outros encarregados, as mortes e os feridos continuam. Sejam civis ou militares, são pessoas, é gente.

A imprensa também continua sua guerra contra os governos do PT e agora intensiva campanha também contra Dilma. Depois de perderem a eleição para a cidade de São Paulo, os conservadores resolveram intensificar a campanha contra tudo e contra todos os aliados do PT.

Para compensar, quando fomos caminhar no Parque Villa Lobos, além de estar vazio e com a temperatura boa, quando voltamos, tivemos o prazer de ouvir no programa da Rádio Cultura, “Pergunte ao Maestro”, toda uma aula sobre o Concerto número 1 para piano e orquestra de Tchaikovsky.

Quando chegamos em casa para ler os jornais, as manchetes se deliciavam com a Polícia Federal a serviço das “forças ocultas”, entregando para os jornais materiais de um processo em apuração envolvendo funcionária do gabinete da presidência em São Paulo. Isto é reflexo da greve mal resolvida.

Agora é guerra total e o pessoal do PT vai ter que aumentar muito a vigilância por que espiões e quintas-colunas vão aparecer a rodo.

Mas, devemos aproveitar o clima de garoa em pleno mês de novembro e ouvir parte desta música maravilhosa.

Tchaikovsky - Piano Concerto 1 - B Flat Minor



Para aguentar a guerra suja,além de muita competência,
é preciso muita música e muitas flores.

sábado, 24 de novembro de 2012

Guardiola na Seleção Brasileira

A torcida apoia

Como o futebol brasileiro anda decadente, sem técnicos com autoridade internacional, é hora de importar o bom técnico, com fama internacional para recuperar a dignidade do futebol brasileiro.
Não vejo nenhuma vergonha nisto!

Desde o vexame no Brasil nas Olimpíadas que venho defendendo a tentativa de trazer Guardiola.

Seja bem vindo!

Agente de Guardiola se cala sobre possibilidade de técnico assumir seleção


Paulo Passos - Do UOL, em São Paulo - 24/11/201215h08

Vivendo um período sabático em Nova York com a família, Pep Guardiola já afirmou que só pretender voltar a trabalhar no segundo semestre de 2013. A queda de Mano Menezes fez o nome do catalão ser lembrado no Brasil. Campanhas nas redes sociais pedem o ex-comandante do Barcelona na seleção brasileira.

Em contato com o UOL Esporte, o agente de Guardiola, Josep Maria Orobitg, entretanto, não confirmou qualquer possibilidade do técnico treinar a seleção brasileira.

“Não importam o que digam. Não falo mais nada sobre o futuro de Guardiola. Nem sobre clube, nem seleção”, foi o que se limitou a dizer o agente do treinador.

Segundo o diário Lance!, o técnico teria se empolgado com a possibilidade de assumir o time do Brasil. “A única equipe do mundo que começaria a treinar amanhã é a seleção brasileira. E serei campeão do mundo com o Brasil”, teria dito o treinador a uma fonte do jornal.

Após o anúncio da demissão de Mano Menezes, o diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, afirmou que o nome do novo técnico será anunciado apenas em janeiro. O dirigente se disse contrário à contratação de um treinador estrangeiro.

“Na minha visão a chance disso acontecer é zero, mas respeito a opinião de todo mundo”, afirmou o cartola, que disse também ter sido voto vencido na decisão de demitir Mano Menezes. Pesaram para a queda do técnico a vontade de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, presidente e vice da CBF, respectivamente.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Oriente Médio e os Estados Artificiais

A herança maldita do imperialismo

Toda vez que surge um massacre na África, quando vamos pesquisar os motivos, descobrimos que são disputas tribais e territoriais. Já Sabíamos que o continente africano tinha sido fatiado em países artificiais criados pelos países imperialistas da Europa, destacando-se a Inglaterra e a França.

Para minha surpresa, vi este artigo abaixo publicado no Estadão do último dia 20, onde se denuncia a existência de “Estados Artificiais” e a autora é uma pessoa de muita autoridade no assunto. É um artigo de Conleezza Rice, ex-secretária de Estado dos EUA, no governo Bush, portanto, republicana e representante de um governo que deixou má lembranças em todo o mundo. Mas o texto dela é muito importante.

Leiam o artigo com atenção e conheçam um pouco mais da “Herança Maldita dos Imperialismos”. Imperialismos aqui no plural por que a crítica vale para todos os casos de ocupação de territórios históricos com povos que habitam regiões por séculos, como é o caso dos palestinos, dos curdos e outras etnias.

Um conflito que se amplia

Há um perigo real de que Estados artificiais criados pela Grã-Bretanha no Oriente Médio acabem se desintegrando.

CONDOLEEZZA RICE, THE WASHINGTON POST, É EX-SECRETÁRIA DE ESTADO DOS EUA - O Estado de S.Paulo – 20 de novembro de 2012 | 2h 02 -

A guerra civil na Síria pode vir a ser o último ato na história da desintegração do Oriente Médio tal como o conhecemos. Estamos deixando escapar a oportunidade de manter a região coesa e, assim, reconstruí-la com base nos pilares da tolerância, liberdade e estabilidade.

Egito e Irã são Estados com histórias extensas e contínuas e identidades nacionais fortes. A Turquia também, mas lá há a questão dos curdos, que permanecem em grande medida desassimilados, são vistos com desconfiança por Ancara e mantêm a esperança de formar uma nação independente.

Quase todos os outros Estados importantes da região foram criados modernamente pelos britânicos, que estabeleceram suas fronteiras como se estivessem traçando linhas pretas no verso de um envelope, sem a menor preocupação com diferenças étnicas e sectárias.

Resultado:
Um Bahrein no qual os 70% de xiitas estão submetidos à autoridade de um monarca sunita; uma Arábia Saudita em que os 10% de xiitas ocupam as províncias mais ricas, situadas no leste do país; um Iraque com 65% de xiitas, 20% de sunitas e 15% de curdos e outros grupos - todos até 2003 governados com mão de ferro por um tirano sunita; uma Jordânia em que os palestinos chegam a quase 70% da população; um Líbano dividido em porções mais ou menos iguais de sunitas, xiitas e cristãos; e, por fim, a Síria: um conglomerado de sunitas, xiitas, curdos e outros, governados pela minoria alauita.

Durante várias décadas, a coesão dessa estrutura frágil foi assegurada pela presença de monarcas e ditadores.

Mas quando o desejo de liberdade ganhou força e eclodiu em Túnis e se alastrou pelo Cairo e por Damasco, os governos autoritários da região perderam força. O perigo é que esses Estados artificiais acabem por se desintegrar.

O grande equívoco cometido ao longo desse último ano foi atribuir um caráter humanitário ao conflito com o regime de Bashar Assad. As ações de Damasco foram bárbaras e selvagens e muitas pessoas inocentes foram assassinadas. Mas não estamos diante de um replay do que ocorreu na Líbia. Há muito mais coisas em jogo.

O desmoronamento da Síria impele sunitas, xiitas e curdos na direção de uma rede regional de alianças confessionais.

Em 1848, Karl Marx exortou os trabalhadores de todo o mundo a ignorar as fronteiras nacionais e unirem-se, tentando convencê-los de que eles tinham mais em comum uns com os outros do que com as classes dirigentes que os oprimiam em nome da unidade nacional.

O Karl Marx de hoje é o Irã. O país sonha com a expansão de sua influência entre os xiitas, unindo-os sob a bandeira teocrática de Teerã - pondo fim à integridade do Bahrein, da Arábia Saudita, do Iraque e do Líbano.

Os iranianos empregam os grupos terroristas, o Hezbollah e as milícias xiitas do sul do Iraque para apregoar sua oferta. A Síria é a ponte para o Oriente Médio árabe. Teerã já não esconde o fato de que suas forças de segurança agem no país para dar sustentação a Assad. Nesse contexto, as aspirações nucleares iranianas são um problema não só para Israel, mas para a região como um todo.

E onde estão os EUA?
Os americanos passaram 12 meses à espera de que russos e chineses concordassem com ineficazes resoluções da ONU pedindo "o fim do derramamento de sangue", como se Moscou fosse abandonar Assad e Pequim realmente se importasse com o caos que impera no Oriente Médio.

Vladimir Putin não é um homem sentimental. Mas enquanto estiver convencido de que Assad consegue se aguentar, não fará nada para enfraquecê-lo.

Nos últimos dias, a França resolveu ocupar o vácuo diplomático e reconhecer um recém-formado movimento de oposição que, em termos gerais, pretende representar todos os sírios.

Os EUA deveriam seguir o exemplo de Paris, examinar as intenções desse grupo unificado a fim de, eventualmente, armá-lo. O peso e a influência dos EUA se fazem necessários.Agora é preciso agir.

/ TRADUÇÃO DE ALEXANDRE HUBNER


Antonio Meneses toca com a OSESP

Um Mestre em Quatro Concertos

No programa peças de Franz Schubert, Britten e do Brasileiro Marco Padilha. O Estadão de ontem apresenta uma página falando de Antonio Meneses, mas até às onze horas da noite não consegui baixar a matéria. Assim, resolvi apresentar dados da biografia de Antonio Meneses, e espero que além de conhecê-lo o pessoal também compre seus cds.

Hoje, às 21:00h, Antonio Meneses se apresentará na Sala São Paulo. E nós estaremos lá usufruindo da sua capacidade musical. Noticias de 27/10/2010 e 22/11/2012

Filho de músicos, Antonio Meneses nasceu em Recife em 1957 e começou os estudos de violoncelo aos 10 anos de idade. Quando tinha 16, conheceu o famoso violoncelista italiano Antonio Janigro e foi convidado a participar de suas aulas em Düsseldorf e mais tarde em Stuttgart (Alemanha).

Em 1977, Meneses venceu o primeiro prêmio no Concurso Internacional em Munique e em 1982 obteve o primeiro lugar e medalha de ouro no Concurso Tchaikovsky de Moscou.

Antonio Meneses apresenta-se regularmente nas capitais musicais da Europa, das Américas e da Ásia junto com as mais importantes orquestras tais como Filarmônica de Berlim, Sinfônica de Londres, Sinfônica da BBC, Orquestra do Concertgebouw, Sinfônica de Viena, Filarmônica Tcheca, Filarmônica de Moscou, Filarmônica de São Petersburgo, Filarmônica de Israel, Orquestra da Suisse Romande, Orquestra da Rádio de Bavária, Filarmônica de Nova York, Orquestra Sinfônica Nacional (Washington D.C.) em Buenos Aires, Varsóvia, no Brasil e com a Orquestra Sinfônica NHK em Tóquio.

Atuou junto a regentes renomados, entre eles, Herbert von Karajan, Riccardo Muti, Mariss Jansons, Claudio Abbado, André Previn, Andrew Davis, Semyon Bychkov, Herbert Blomstedt, Gerd Albrecht, Yuri Temirkanov, Kurt Sanderling, Neeme Järvi, Mstislav Rostropovich, Vladimir Spivakov e Riccardo Chailly.

Meneses também é convidado regular nos maiores festivais de música, incluindo Puerto Rico (Festival Pablo Casals), Salzburgo, Lucerna, Viena, Berlim, Festival de Primavera de Praga, Nova York (Mostly Mozart Festival), Seattle, la Grange de Meslay, Festival de Colmar e Festival de Música de Câmara de Jerusalém. Ativo camerista, Antonio Meneses realizou turnês com o Emerson Quartet e Vermeer Quartet, assim como com os pianistas Nelson Freire, Cristina Ortiz e Gérard Wyss, e foi membro do Trio Beaux Arts de outubro de 1998 até sua dissolução.

Antonio Meneses realizou duas gravações para a Deutsche Grammophon, com Herbert von Karajan e a Orquestra Filarmônica de Berlim: o Concerto duplo para violino e violoncelo de Brahms, junto com Anne Sophie Mutter, e Don Quixote de Richard Strauss.

Meneses também gravou para o selo Pan Classics o concerto de D’Albert e obras de David Popper – ambos com a Orquestra Sinfônica de Basel – e Concertos para violoncelo de Carl Philip Emanuel Bach com a Orquestra de Câmara de Munique. Para a EMI/Angel, o violoncelista registrou o Trio com Piano de Tchaikovsky, junto com Nadja Salerno-Sonnenberg e Cecile Licad, além dos Concertos e a Fantasia para violoncelo e orquestra de Heitor Villa-Lobos para o selo Auvidis/França.

Em 2002 lançou gravações que incluem a obra completa para violoncelo e piano de Villa-Lobos, com Cristina Ortiz, e peças de bis (encores) com Gérard Wyss ao piano. Em 2004 lançou pelo selo Avie as seis Suítes para violoncelo de Bach (AV 0052 / CLA001).

Junto com o pianista Gérard Wyss, Meneses editou ainda pelo selo Avie um CD com obras de Schubert e Schumann (AV 2112 / CLA006) em 2006 e um CD Mendelssohn (AV 2140 / CLA007) em 2007. Com o pianista Menahem Pressler, Meneses gravou um CD com a integral para piano e violoncelo de Beethoven (AV 2103 / CLA009) Paralelamente a uma intensa agenda de concertos, Antonio Meneses ministra master classes na Europa, nas Américas e no Japão.

Fonte: Home Concerto – 22/11/2012 -

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Mortes: Palestina ZERO e São Paulo DEZ mortes

Trégua na Palestina funciona, já em São Paulo...

Vejam as notícias sobre a violência entre Israel e os Palestinos e a violência em São Paulo.
Enquanto o cessar-fogo na Palestina fez com que não morresse ninguém de ontem para hoje, aqui na Grande São Paulo tivemos dez mortes e 13 feridos.

Vamos ver se, com a nomeação do novo secretário de segurança pública de São Paulo as mortes diminuem. Com a palavra os envolvidos na violência de São Paulo.

Notícias da Palestina:

Gaza retoma atividades após oito dias de bombardeios

Acordo de cessar-fogo foi firmado entre Israel e o Hamas ontem;
território teve comemorações à noite

22 de novembro de 2012 | 8h 17 - Efe - Estadão

CIDADE DE GAZA - A Faixa de Gaza vai recuperando pouco a pouco nesta quinta-feira, 22, suas atividades cotidianas e seus habitantes já saem às ruas após o cessar-fogo que entrou em vigor na noite de ontem, após oito dias de intensos bombardeios israelenses, que deixaram 162 mortos e 1,3 mil feridos. O comércio da maior cidade abriu hoje, e só permaneciam fechadas nesta manhã as lojas que ficaram abertas até altas horas da noite, quando as ruas da cidade se encheram de moradores comemorando a trégua acertada entre Hamas e Israel.

Além disso, os soldados da polícia do Hamas voltaram às ruas, assim como homens armados e uniformizados de outros corpos de segurança vinculados ao movimento islamita alocados em várias esquinas. De tempos em tempos, vans com insígnias do Hamas circulam pela cidade e divulgam em alto-falantes mensagens nacionalistas e de vitória pelo final da ofensiva israelense com uma trégua que impediu uma incursão por terra na faixa palestina.

Na cidade de Gaza não se ouvia hoje o constante sobrevoar de aviões israelenses não tripulados, permanente sobre a faixa desde que começou a ofensiva israelense "Pilar Defensivo" em 15 de novembro. Antes da trégua entrar em vigor ontem à noite, Israel bombardeou com intensidade a Faixa e as milícias lançaram também ao redor de uma dezena de foguetes contra território israelense.

Nesta última escalada de violência, o balanço de vítimas mortas é de 162 palestinos e cinco israelenses e, de feridos, 1,3 mil palestinos e 50 israelenses.

Notícias de São Paulo:

Noite tem 10 mortos e 13 feridos na Grande São Paulo

Três pessoas morreram e uma sobreviveu a uma chacina em Itaquaquecetuba,
na Região Metropolitana de São Paulo

21 de novembro de 2012 | 7h 41 - Estadão

SÃO PAULO - Ao menos 10 pessoas foram mortas e 13 feridas a tiros em um período de 7h, entre as 18h de terça-feira, 20, e a 1h de quarta-feira, 21, na Região Metropolitana de São Paulo. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) vai investigar os casos.

Em um deles, um adolescente morreu após balear um policial militar em uma tentativa de assalto na zona leste de São Paulo. Em uma chacina ocorrida em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, no final da noite, três pessoas morreram e uma sobreviveu. Essa é a 17ª chacina do ano na Região Metropolitana, aumentando para 57 o número de mortos em crimes deste tipo, segundo levantamento feito pelo estadão.com.br. Foram seis casos na capital e 11 nas demais cidades.

Nas últimas seis noites a soma da violência chega a 43 pessoas mortas e 34 feridas na Região Metropolitana. Na maioria dos casos, segundo a polícia, os atiradores ocupavam motos.

Chacina. No final da noite, homens armados passaram em frente ao Bar do Chapel (sic), na altura do número 105 da Rua Barretos, na Vila Passalacqua, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, e atiraram contra um grupo de pessoas. Quatro delas foram baleadas. Destas, três morreram, todas no local. Uma quarta, em estado gravíssimo, foi levada para o pronto-socorro do Hospital Santa Marcelina, na mesma cidade.

Confrontos. Um suspeito morreu e outro ficou ferido em dois confrontos com a polícia nas cidades de Diadema e Ferraz de Vasconcelos. Por volta da 1h desta madrugada de quarta-feira, um assaltante foi baleado por um policial civil no começo da Avenida Conceição, região central de Diadema, no Grande ABC. O policial, ao testemunhar um taxista sendo atacado pelo criminoso, interveio. O assaltante, mesmo baleado, conseguiu fugir. Já em Ferraz de Vasconcelos, no início da noite, um homem armado com uma metralhadora artesanal trocou tiros com policiais militares do 32º Batalhão e morreu.

No início da noite, no Jardim Vera Cruz, região do Parque São Rafael, Sapopemba, zona leste de São Paulo, o policial militar Ricardo Santos foi vítima de uma tentativa de assalto na Avenida Sargento Iracitan Rodrigues. Ao reagir à ação dos dois assaltantes, ambos adolescentes, o policial foi ferido na cabeça e em uma das pernas. Acionada, a Polícia Militar localizou a dupla na Rua Bento Ribeiro, no Jardim Santo André, onde os menores foram baleados. Ambos foram levados para o pronto-socorro do Hospital Geral de São Mateus, onde um morreu. O caso foi registrado no 49º Distrito Policial, de São Mateus.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cessar-fogo na Palestina e em São Paulo?

Vejam as últimas notícias

Graças a pressão internacional, Israel e Hamas chegaram a um cessar-fogo, aliviando o sofrimento dos moradores da Faixa de Gaza e do sul de Israel, apesar de os bloqueios continuarem.

Já em São Paulo, a grande novidade é a saída do Secretário de Segurança Pública. Talvez agora fique mais fácil de se construir um cessar: fogo, sequestros, arrastões, assassinatos e roubos em nossa cidade.

Quanto a polêmica sobre onde se morre mais gente, se é na Palestina ou em São Paulo, o importante é que parem de matar as pessoas, principalmente crianças e mulheres.

Estamos chegando ao fim do mês de novembro e com o mês de Dezembro chega também o Natal. Que Jesus sirva de exemplo para que todos possam amar mais e fazer ao próximo o que gostaria que fizessem consigo próprio. Chega de violência!

Vejam as matérias desta tarde:

No Oriente Médio:

Egito e EUA anunciam cessar-fogo entre israelenses e palestinos

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS - 21/11/2012 - 15h27

Os governos do Egito e dos Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira um acordo para estabelecer um cessar-fogo entre o Exército de Israel e as milícias palestinas, na faixa de Gaza. A trégua deverá entrar em vigor a partir das 21h (17h no horário de Brasília).

O Exército de Israel lançou a operação Pilar de Defesa na quarta-feira passada (14), sob a justificativa de pôr fim aos ataques de foguetes palestinos, a partir de Gaza, contra o território israelense. Do lado palestino, ao menos 147 palestinos morreram. Do lado israelense foram cinco, sendo um militar.

O confronto marcou a primeira vez em que os foguetes palestinos ameaçaram Tel Aviv, a capital israelense, e a histórica Jerusalém. Horas antes do anúncio do cessar-fogo, um ônibus sofreu um ataque a bomba, na área central de Tel Aviv. Pelo menos 21 pessoas ficaram feridas. Tel Aviv não sofria um atentado desde abril de 2006, quando um homem-bomba palestino matou 11 pessoas em um terminal de ônibus.

No Twitter, o movimento radical islâmico Hamas, que governa Gaza, comemorou o atentado, mas não falou sobre a autoria.

Os termos exatos do acordo ainda não foram informados. Fontes israelenses informaram pouco antes que o acordo prevê cessar-fogo, mas não o fim do bloqueio econômico imposto por Israel a Gaza. Com o bloqueio, Israel pretende impedir o tráfico de armamentos para o território.

O anúncio foi feito no Cairo pelo chanceler egípcio, Mohamed Kamel Amr, e pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. "Os esforços resultaram em entendimentos de um cessar-fogo para restabelecer a calma e por fim ao banho de sangue visto nesse período." No anúncio, Hillary agradeceu ao Egito por assumir uma posição de "responsabilidade e liderança" na região.

Em São Paulo:

Alckmin confirma saída de secretário de Segurança Pública de SP

Do UOL, em São Paulo - 21/11/201210h22 > Atualizada 21/11/201214h26

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, confirmou a saída do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, do cargo, após pedido de dispensa.

Alckmin confirmou também que nesta quinta-feira (22) tomará posse no cargo o ex-procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo Fernando Grella Vieira. Segundo o governador, a saída de Ferreira Pinto ocorreu após um pedido do próprio.

"[Ferreira Pinto] Trabalhou com a gente durante quase sete anos, foi um bom secretário da Administração Penitenciária. Ele colocou o cargo à disposição e eu quero agradecer.

Nós nomearemos hoje Fernando Grella, que tomará posse amanhã. Ele foi duas vezes procurador-geral do Estado e está preparado para trabalhar com a gente. Nós reconhecemos as dificuldades que estamos passando e vamos redobrar o trabalho", disse Alckmin a jornalistas em São Paulo.

Juíza liberta Cachoeira

Internautas reclamam

Com o julgamento do mensalão e a ampla campanha da imprensa, a população ficou achando que poderíamos passar a ter um judiciário mais justo. No entanto, antes mesmo de Joaquim Barbosa tomar posse em nova função, o Judiciário mandou libertar Cachoeira, o chefe da quadrilha de Brasília. Como acreditar neste judiciário?

O jornal Estadão registrou em seu site as reclamações dos internautas. Pode ampliar a pesquisa e tentem descobrir alguém que concorda com a decisão do judiciário em libertar Cachoeira. É uma grande vergonha...

Lembram de Pilatos e a condenação de Jesus Cristo na cruz? Eles soltaram Barrabás e crucificaram Jesus. Nosso judiciário não quer saber se Genoíno é honesto. Neste caso do mensalão, nosso judiciário optou pelo circo. Cachoeira ficará livre e torcendo para que Genoíno, Zé Dirceu, Delúbio e outros passem anos na cadeia.

Vejam a matéria do Estadão:

Para internautas, saída de Carlinhos Cachoeira da prisão é injusta

Usuários de redes sociais questionam decisão que permitirá ao contraventor cumprir restante da pena em regime semiaberto.

21 de novembro de 2012 | 9h 55 - O Estado de S.Paulo

Internautas manifestaram indignação com a saída do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, da prisão. Por decisão da Ana Cláudia Barreto, da 5ª Vara Criminal de Brasília, a prisão provisória foi revogada. Nas redes sociais, usuários questionaram os critérios da Justiça para libertá-lo.

Cachoeira estava preso havia nove meses depois dos resultados da investigação da Operação Saint Michel, da Polícia Federal, que apurou tentativa de fraude a licitação no sistema de bilhetagem do transporte público para o governo do Distrito Federal.

Ao estabelecer a sentença na ação, no entanto, a juíza o condenou a cinco anos de reclusão, em regime semiaberto, mais 50 dias multa (cerca de R$ 3 mil) pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico de influência.





terça-feira, 20 de novembro de 2012

Quem mata mais: Israel ou São Paulo?

Crianças e mulheres continuam morrendo

Em Israel:

Morte de dez pessoas de uma mesma família, inclusive quatro crianças, gera catarse coletiva no sexto dia de ataques israelenses à Faixa de Gaza. Diz a matéria da Folha de São Paulo.

Na mesma página um vice-ministro das Relações Exteriores de Israel, de forma cínica e fascista declara que “O Hamas não deixa outra escolha ao povo israelense”.

O quê este vice-ministro fascista diria das condições de sobrevivência dos judeus nos guetos nazistas? Será que Israel respeita os direitos humanos em relação à Faixa de Gaza? Israel não permite ao povo palestino os direitos básicos de ir e vir, acesso ao mar nem às estradas.

Isto tudo envergonha a comunidade internacional e faz com que os judeus percam o apoio mundial que sempre tiveram em função do holocausto no nazismo.

Eu já estive em Israel, sou simpático aos judeus, mas sempre reconheci o direito de os palestinos terem seu país de forma livre e autodeterminada. A ONU tem muita responsabilidade com o que está acontecendo na Palestina.

Em São Paulo:


13 são mortos e 10 ficam feridos a tiros na Grande São Paulo.
Número é o DOBRO da média diária de 6 mortes registrada até setembro.

Desde 24 de outubro, quando começou a atual onda de assassinatos na região, 247 PESSOAS FORAM MORTAS, uma média de 9,8 vítimas por dia.

Foi a QUARTA CHACINA em CINCO DIAS NO ESTADO.


Na chacina de ontem, seis jovens comiam esfirras na rua 14 de Novembro, quando três homens mandaram que encostassem na parede, perguntaram quem tinha antecedente criminal e atiraram.

Também foram registrados assassinatos na Vila Jacuí (zona leste), Perus (norte), Osasco, Guarulhos e Itapevi.

Nota do Blog:

A presidente Dilma pediu ajuda a ONU para acabar com a violência na Palestina.

E quem vai acabar com a violência em São Paulo?
A Guarda Nacional?
Vamos importar a SALA DE MONITORAMENTO DA CIDADE, igual a do Rio de Janeiro?
Vamos implantar as UPPs?

O mundo precisa de PAZ, escolas, trabalho e respeito humano.

Os judeus são altamente qualificados em todo o mundo, poderiam dar grandes contribuições para acalmar a Palestina e São Paulo.

Cristo foi um grande exemplo para a humanidade, mas muitos esquecem que Jesus também era judeu. E São Paulo abriu o cristianismo para o mundo com suas Epístolas, onde dizia: É preciso amar...

Muito do conhecimento do mundo moderno foi graças aos muçulmanos.

Juntos podemos superar todos os problemas;
brigando, só criamos mais problemas.


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Violência continua

Em São Paulo e na Palestina

As crianças continuam morrendo, tanto aqui em São Paulo, quanto na Palestina.

Aqui em São Paulo, morrem mais adolescentes do que crianças. Lá na Palestina morrem crianças e suas mães. Aqui matam com tiros de revolveres e lá na Palestina com grandes bombas e foguetes.

Aqui em São Paulo, o governo continua impotente, e lá na Palestina os governos locais, Israel e Hamas, comemoram as mortes como se fossem troféus de batalhas de uma guerra que não haverá vencedores. Todos estão perdendo. Inclusive a ONU.

Aqui em São Paulo, ouvi conversas estranhas. De que as mortes são realizadas por policiais que estão brigando com o governo estadual. Que tem mais mistério do que a gente imagina. Não consigo imaginar que o pessoal do PCC não esteja participando da matança.

Já no Oriente Médio, os analistas estão dizendo que o problema de Israel são as eleições. E que do lado palestino, o pedido de reconhecimento pela ONU agora em novembro está estimulando o Hamas a tencionar o processo.

O que não é admissível é usar as mortes das crianças e suas mães como moeda de troca.
Enquanto isto, já que não podemos fazer muita coisa, mostro mais flores em homenagem às crianças e suas mães.

Vejam estes modelos de Hibiscos com cores diversas,
são da Vila Madalena, perto de casa:

Vermelha marcante


Branca delicada


Amarelas especiais


Além de combater a violência, as flores ajudam as pessoas a pensar em caminhos alternativos.

Que tal gastar com boas escolas, em vez de gastar com armas e bombas?

domingo, 18 de novembro de 2012

Conservadores e Progressistas

Brasil: Realidades e Transformações

Muitos de nossa geração aprenderam a gostar de Clovis Rossi e da Folha na época da redemocratização do Brasil. Com o passar dos anos, fomos aprendendo a deixar de gostar da Folha neoliberal e a não entender o comportamento de Clovis Rossi. Teria ele ficado conservador, como a Folha?

Mas, para nossa alegria, de vez em quando o “velho” Clovis Rossi reaparece, principalmente quando não envolve eleições brasileiras. Ele fica mais livre quando aborda questões internacionais.

No texto publicado na Folha de hoje, Clovis Rossi fala do Brasil, como se fosse um estrangeiro. Talvez assim ele não sinta nenhuma responsabilidade com o país apresentado. Nem com o passado, nem com o presente. E quanto ao futuro, talvez ele também não queira se comprometer.

Para quem transita entre o PSDB e o PT, ora convivendo com o que tem de mais neoliberal dos tucanos, ora convivendo com Lula e sua entourage, Clovis Rossi, talvez ainda represente aqueles que gostariam de ver a Folha, os Tucanos e os Petistas, juntos pela modernização do Brasil.

Por que isto não acontece? A pessoa que chega mais perto de uma explicação sociológica isenta é André Singer. Mas Singer não vê perspectiva de unidade de ação a curto prazo entre petistas e tucanos.

Nós, os militantes mais antigos e que gostamos de Clovis Rossi, achamos que, se dialogarmos com a “grande classe média”, tanto a classe média emergente, quanto a classe média tradicional, que vota na direita contra os petistas, podemos criar um amplo universo eleitoral que dificulte o crescimento de parcelas sectárias, como os serristas tucanos e petistas ortodoxos.

Com esta eleição de Haddad, talvez uma nova oportunidade tenha surgido para a população de São Paulo, para os intelectuais e os jornalistas como Clovis Rossi e muitos militantes mais abertos.

Nós, os velhos militantes, nos damos este direito de mostrar que gostamos do PT, de Clovis Rossi, Mario Covas, Lula, Dilma e muita gente boa por este Brasil inteiro. Se eu fosse Haddad, convidaria vários tucanos progressistas para ajudar na administração de nossa cidade. É importante dar o primeiro passo para superar velhas divergências.

Enquanto isto, recomendo a leitura da matéria de Clovis Rossi sobre o Brasil atrasado, injusto e preconceituoso. Ao mostrar este Brasil do passado ainda presente, Clovis Rossi está sinalizando que está feliz com os progressos trazidos por Lula e Dilma, embora ele não possa manifestar-se publicamente.

Felizes, mas muito pobrinhos

Clovis Rossi, Folha de S.Paulo – 18/11/2012.

América Latina resiste à crise, mas está ainda a anos-luz dos atolados países europeus

CÁDIZ - Por mais que os países latino-americanos tenham se apresentado para a 22ª Cúpula Ibero-americana como os melhores alunos da classe, na comparação com os dois parceiros ibéricos, Espanha e Portugal, enfiados numa crise que parece não ter fim, o fato é que estão felizes, mas são ainda muito pobrinhos.

Mesmo em recessão, "o nível de bem estar [na Europa em geral] é muito maior".
Não só é maior como é mais justamente distribuído, até porque a América Latina "é a região mais desigual do mundo", como fez questão de ressaltar Alícia Bárcena, a secretária-executiva da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina, braço da ONU).

O que mais dói, para quem acompanha cúpulas internacionais há uns 30 anos, é ouvir uma frase como essa ano após ano.
Dói mais ainda quando se somam duas informações: 1) O Brasil, apesar de ser o país mais rico do subcontinente, é um dos mais desiguais; 2) A queda da desigualdade, no Brasil, diminuiu nos últimos 10 anos apenas entre salários, não entre o rendimento do capital e do trabalho, que é a mais obscena.

Desigualdade não é o único capítulo em que a América Latina, conjunturalmente feliz, precisa progredir -e muito.

A tributação, por exemplo, "é baixa para proporcionar serviços públicos de qualidade, que atendam à demanda social", como diz Ángel Gurria, secretário-geral da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), o clubão dos países desenvolvidos, do qual o Brasil só não é parte porque não quer.

Os impostos, na região, pularam de 14% para 19% do Produto Interno Bruto, entre 1990 e 2010, em grande medida pelo que ocorreu no Brasil. Ainda assim, é uma porcentagem baixa, se comparada aos 34% da média da OCDE.
Mas, atenção, aqui o Brasil não entra na foto geral: tanto ele como a Argentina arrecadam basicamente os 34% dos países ricos.

Pulemos para educação: 50% dos estudantes latino-americanos não alcançam os níveis mínimos de compreensão de leitura, nos testes internacionais, quando, no mundo rico, a porcentagem de fracassados é de 20%.

Passemos ao investimento em inovação e tecnologia: não supera nunca de 0,7% do PIB, quando na Coreia, por exemplo, é de 3%.

"Se não corrigirmos o rumo, seremos todos empregados dos coreanos", fulmina Gurria. Poderia ter acrescentado "ou dos chineses", que investem nessa área vital tanto quanto os coreanos.

Mais um dado: a América Latina está investindo 2% de seu PIB em infraestrutura, quando precisaria de 5%, ano a ano, até 2020, pelas contas de Gurria.
Nem preciso acrescentar que infraestrutura não é exatamente o forte do Brasil, por mais que se lancem PACs, Copas e Olimpíadas.

Para fechar: Alícia Bárcena lembra que a conexão de banda larga custa US$ 25 na América Latina, apenas US$ 5 na Europa e, na Coreia, US$ 0,05.

Moral da história: estamos rindo do quê?

sábado, 17 de novembro de 2012

As crianças estão morrendo...

Na Palestina e em São Paulo

Não vou falar da violência dos homens.
Quero falar da brutalidade dos adultos que leva à morte das crianças indefesas.
Podem usar o pretexto que quiserem, nada justifica matar crianças.

Não vou mostrar fotografias das crianças mortas,
vou mostrar fotografias de flores.
Vejam esta foto do pé de “lágrimas e Cristo”, todo florido.


Vejam também que as flores começam a nascer desde o chão.


E que, junto a pedra, temos as mariazinhas floridas.


O triste destas mortes é que acontecem em comunidades com dinheiro e informações, acontecem em Israel e em São Paulo. O que prova que riqueza não é sinônimo de civilidade.

E a ONU continua não servindo para evitar as mortes nem das crianças.

Portanto, ficam as flores da Vila Madalena, quem sabe as “madalenas” se arrependam e passem a proteger as crianças.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Pão de Açúcar, Casas Bahia e a Imprensa

“O gato subiu no telhado”

No Estadão de ontem, dia 15, tinha uma matéria com o seguinte título: “Pão de Açúcar define sucessor de Raphael Klein na Viavarejo”. Fui procurar a matéria na internet e não achei. Hoje achei que fosse mais fácil de encontrá-la, mas a que achei tem o título diferente: “Antonio Rodrigues será o novo presidente da Viavarejo”.

O curioso é que antes só a Folha fazia matérias simpáticas aos novos controladores, agora o Estadão faz a mesma coisa. Não é por acaso que ambos os jornais de ontem tinham cadernos especiais de publicidades com 14 páginas de anúncios. Isto é também conhecido como “merchandising”, isto é, você negocia bons investimentos em publicidade e, junto com a propaganda explícita, vem a propaganda implícita. Faz parte do capitalismo...

O que vai ficando cada vez mais claro é que Abílio Diniz já não é o mesmo para a nossa grande imprensa. Afinal, a História é sempre contada pelos vencedores.

E com o Natal, haverá espaço para muitas e muitas propagandas. É o espírito natalino.

Leiam a "nova" matéria:

Antonio Rodrigues será o novo presidente da Viavarejo

Executivo entra no lugar de Raphael Klein, que deixa o cargo no próximo dia 22 e vai para o conselho de administração da empresa

14 de novembro de 2012 | 17h 26 - David Friedlander, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - O executivo Antonio Ramatis Fernandes Rodrigues será o novo presidente-executivo da Viavarejo (Casas Bahia e Ponto Frio), no lugar de Raphael Klein, que deixa o cargo no próximo dia 22 e vai para o conselho de administração da empresa. O martelo foi batido na tarde desta quarta-feira, 14, numa reunião entre Eneas Pestana, presidente do Grupo Pão de Açúcar, e Michael Klein, presidente do conselho da Viavarejo, segundo apurou o Estado.

A mudança está prevista desde 2010, quando a família Klein e o Pão de Açúcar refizeram o acordo de fusão que tinham assinado no final de 2009. Fernandes Rodrigues é uma escolha caseira. Atualmente, é vice-presidente de estratégia comercial do próprio Pão de Açúcar. Antes foi executivo do Grupo BomPreço, do Sonae e da G&A.

É engenheiro formado pela FAAP, com MBA pela Universidade de São Paulo.
Raphael, neto do fundador da Casas Bahia, Samuel Klein, e filho de Michael, presidiu a Viavarejo por dois anos e conduziu a integração da Casas Bahia com o Ponto Frio. Uma das maiores empresas de varejo do mundo, a empresa registrou até setembro uma receita bruta de R$ 18,6 bilhões.

A troca acontece ao mesmo tempo em que a família Klein iniciou uma negociação para comprar o controle da Viavarejo junto ao grupo francês Casino, dono do Pão de Açúcar. Michael e Raphael Klein estiveram nesta terça-feira em Paris e disseram ao Jean-Charles Nouri, presidente do Casino, que estão dispostos a aumentar sua participação na empresa dos atuais 47% para algo como 70% ou 75%. As conversas apenas começaram.



Renovação na China gera expectativa

O mundo em mutação

A cada congresso do PC chinês saem dirigentes mais velhos e são eleitos dirigentes mais jovens. Isto é, dirigentes de 80 anos deram lugar aos de 70, que deram lugar aos de 60 e agora chega ao poder os dirigentes na casa dos 50 anos. Para um país milenar, isto significa muita coisa.

Além da idade, esta renovação coincide com as renovações na Europa, no Brasil e mesmo nos Estados Unidos. Este Obama reeleito não é igual ao Obama do primeiro mandato, inseguro e lento para tomar decisão. Agora, como Obama não poderá ser reeleito, ele governará buscando mais resultados imediatos e levando em consideração a necessidade de gerar mais empregos para os americanos.

Embora nossa imprensa não tenha dado nem um décimo de espaço como deu para as eleições americanas, esta transição chinesa tem muito significado para o mundo e também para o Brasil.

Leiam mais uma boa matéria de Claudia Trevisan:

Comitê de PC chinês conclui reforma

Congresso do Partido Comunista abre caminho para aposentadoria de Hu e Wen

15/11/2012 – Claudia Trevisan, correspondente em Pequim - O Estado de S.Paulo
Ao som da Internacional Socialista e juras de fidelidade ao marxismo, o Partido Comunista da China concluiu ontem seu 18.º congresso com a eleição dos 376 integrantes do Comitê Central, que guiarão a organização nos próximos cinco anos. Entre eles, estão os homens que serão apontados hoje para compor o organismo máximo de comando do país, na mais ampla troca de dirigentes em uma década.

A velha guarda representada por Hu Jintao, de 69 anos, e Wen Jiabao, de 70, saiu de cena para dar lugar à nova geração de líderes, que será comandada por Xi Jinping, de 59 anos, e Li Keqiang, de 57. Ambos assumem hoje postos de comando do Partido Comunista, em um sistema de gestão coletiva no qual vão compartilhar o poder com os demais integrantes do Comitê Permanente do Politburo, cuja composição deve ser reduzida de nove para sete pessoas.

Xi Jinping e Li Keqiang são os únicos dos atuais membros do organismo que foram reeleitos para o Comitê Central do partido. Os sete restantes aposentaram-se, incluindo Hu Jintao e Wen Jiabao, que continuarão a ocupar os cargos de presidente e de primeiro-ministro da China até março, quando serão sucedidos por Xi e Li, respectivamente.

Os 376 escolhidos para o Comitê Central foram anunciados no principal jornal da rede de TV estatal CCTV, às 19 horas locais (9 horas de Brasília). Enquanto o locutor anunciava a lista, a tela com fundo vermelho e o símbolo comunista da foice e do martelo reproduzia os nomes em caracteres chineses amarelos.

O grupo reúne-se hoje para apontar os 25 novos integrantes do Politburo e os sete (ou nove) membros do Comitê Permanente do organismo. Xi será o secretário-geral do Partido Comunista da China, o mais importante posto de comando do país. É provável que ele também assuma a chefia da Comissão Central Militar, caso Hu Jintao decida deixar o cargo imediatamente.

Nesse caso, Hu estará se afastando do precedente estabelecido por seu antecessor, Jiang Zemin, que permaneceu no comando das Forças Armadas pelo período de dois anos depois de abandonar a chefia do Partido Comunista.

Excluídos.

Segundo a imprensa oficial chinesa, houve uma renovação de quase 50% dos membros do Comitê Central. O atual presidente do Banco Central, Zhou Xiaochuan, não foi reconduzido ao organismo, o que significa que a entidade ganhará um novo dirigente sob a gestão de Xi Jinping.

O empresário Liang Wengen, fundador da fabricante de máquinas pesadas Sany, também ficou fora da lista. Homem mais rico da China, com uma fortuna estimada em US$ 11 bilhões, ele era visto como o primeiro representante do setor privado com chances de chegar ao Comitê Central do Partido Comunista.

As mulheres somam apenas 10 dos 205 integrantes com direito a voto no organismo, uma redução em relação às 13 que integravam o grupo de 204 cujo mandato chegou ao fim ontem. Os demais 171 integrantes do Comitê Central têm direito a voz, mas não votam.

O congresso também escolheu os membros da Comissão Central de Disciplina e Inspeção, o organismo responsável pelo combate à corrupção na China, que será chefiado por Wang Qishan, de 64 anos. Responsável por questões financeiras e econômicas no atual gabinete, Wang deverá estar entre os sete (ou nove) membros do Comitê Permanente do Politburo que serão anunciados hoje.

Outros prováveis integrantes do organismo da cúpula são Liu Yunshan, de 65 anos, chefe do Departamento de Propaganda e responsável pela censura, Zhang Gaoli, de 65 anos, dirigente da cidade de Tianjin, Yu Zhengsheng, de 67 anos, comandante de Xangai, e Zhang Dejiang, de 65 anos, que substituiu Bo Xilai em Chongqing.

Desafios.
O país que os novos líderes receberão registra o mais baixo índice de crescimento desde 1990 e enfrenta desafios importantes, como o aumento da desigualdade, a degradação ambiental, a corrupção generalizada e a necessidade de transformação de seu modelo de desenvolvimento.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Violência, Polícia Civil e PCC

Falta transparência

Se a grande imprensa fosse mais investigativa e exigente com tudo aquilo que diz respeito às necessidade da população, este descaso em relação à Segurança Pública no estado de São Paulo já teria sido motivo de muito escândalo, de muitas denúncias e, provavelmente, as pessoas não teriam morrido como morreram.

Mais uma vez o governador Alckmin precisa responder.
O Estado ficou sem segurança, a pior situação que se pode esperar de uma comunidade.

Vejam estas importantes informações fornecidas pela Presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo. Só espero que Marilda tenha proteção policial para que ela não apareça morta nas noites de São Paulo.

A voz dos que não tem voz:

Crime organizado, Estado desorganizado

Marilda Pansonato Pinheiro – Página 03 da Folha de S.Paulo – 15nov2012

Há anos enfraquecem a Polícia Civil. O crime não se combate com truculência. Não adianta estimular o confronto se 90% dos crimes não são investigados

A Política de Segurança Pública no Estado de São Paulo beira a falência. O botão de alerta já havia sido acionado há meses, pelo próprio crime organizado, demonstrando claramente a desorganização e a ineficiência do Estado em combatê-lo.

A escalada de violência poderia ter sido evitada se os agentes públicos responsáveis admitissem, de plano, a sua existência, em vez de menosprezar o poder de fogo da facção criminosa conhecida por PCC, que em um mês já tirou mais de 200 vidas, 90 delas de policiais.

Em entrevistas, o secretário de Segurança Pública chegou a afirmar que se tratava de casos isolados, oportunismos de marginais para acertar contas. Puro ilusionismo. A sensação de insegurança e de pânico só aumenta na população.

Relatórios de agosto da área de inteligência da Polícia Civil, da Polícia Federal e até do Ministério Público anunciavam a tragédia, mas os policiais, aqueles que estariam na linha de frente, foram esquecidos e entregues à própria sorte. Tudo em nome da vaidade para admitir a falência da política adotada. Foi a desumanidade escancarada - a perda de dez, 20 ou 30 vidas nada representa em um Estado tão populoso...

Os delegados de polícia, que também não foram avisados, embora o documentos relacionados ao atentados apresentados em rede nacional leve o timbre da Polícia Civil, se solidarizam com o caos. Sentem na pele há anos, como navalha na carne, os reflexos do enfraquecimento da Polícia Civil, que é a polícia investigativa, judiciária, do tirocínio.

Crime se combate com inteligência, não com truculência ou com redobrada violência. Hoje, cerca de 90% dos crimes não são investigados por falta de recursos materiais e humanos, por falta de investimento e de claro protecionismo. O desestímulo na carreira é crônico.

Os delegados, dirigentes da Polícia Civil, amargam uns dos piores salários do país, com precárias condições de trabalho e com um agravamento do cenário que está por vir: 20 dos 200 novos delegados em treinamento na Academia de Polícia já pediram exoneração, enquanto muitos aguardam resultados de concursos em outras carreiras jurídicas. Preparamos profissionais para outras carreiras ou para outros Estados... A história se repete a cada concurso...

Por isso, o pior inimigo do Estado é o próprio Estado, que resiste em mudar sua abordagem no combate ao crime e elaborar políticas públicas eficientes. Nesta atual onda de violência, incentivar o confronto não é o caminho. Até porque, na guerra entre o PCC e o Estado, o cidadão torna-se refém, assistindo impotente o seu direito de ir e vir tolhido pelos chamados toques de recolher ou pela guerra armada a céu aberto, que ceifa vidas inocentes.

Mas para o Estado a situação está sob controle enquanto morrem dez por noite. Colocar mais policiais na rua e intensificar abordagens poderá ajudar a combater a consequência, mas não a causa, que exige profissionalismo, conhecimento técnico e comprometimento que passam longe do partidarismo, da negação e do protecionismo institucional.

Já é hora de uma reforma nesta política de pouca estratégia. A sociedade deve exigir que se faça cumprir as leis e se preserve o Estado democrático de Direito, onde o respeito à vida e a dignidade da pessoa humana prevaleça sobre os mandos, desmandos e interesses do "responsáveis pela segurança" de plantão.
-
MARILDA PANSONATO PINHEIRO, 57, é presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP)

Violência e Erros em São Paulo

Alckmin precisa responder

O texto abaixo não é de qualquer pessoa ou de qualquer jornal. É um texto publicado na página dois da Folha de S.Paulo, jornal assumidamente serrista e tucano, e é assinada por Rogério Gentile, profissional conceituado.

Além de condenar a incompetência do governador no combate à violência, critica também a omissão do governador aos avisos recebidos desde junho. Um dos motivos da omissão foi o “calendário eleitoral”.

Enquanto o governador se omitia, as pessoas morriam.
Com a palavra o governador.
O povo não quer entrevistas redundantes, o povo quer solução.

Sequência de erros

Rogério Gentile – Pág. 02 da Folha – 15/11/12

SÃO PAULO - A crise na segurança pública de São Paulo já é comparável à de 2006 (quando a facção criminosa PCC promoveu três ondas de ataques no Estado), mas, mesmo assim, o governo Geraldo Alckmin continua a cometer um erro atrás de outro na condução do problema.

O primeiro foi subestimar a quadrilha, inebriado pelo sucesso obtido na redução dos casos de homicídios dos últimos anos. "O que eles têm são 30, 40 pessoas que controlam o tráfico em larga escala", disse mais de uma vez o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.

Pois esse "grupelho" promoveu uma verdadeira matança de policiais militares neste ano. Desde janeiro, 94 PMs foram assassinados, quase o dobro de 2011 (51) e um pouco menos do que em 2006 (104).

Alckmin também demorou muito para agir, temendo prejudicar a campanha eleitoral de José Serra a prefeito. Esperou o fechamento das urnas para realizar uma operação em Paraisópolis, local onde foi tramada a morte de vários policiais.

O detalhe é que o governo de São Paulo já sabia do envolvimento de criminosos dessa favela nos assassinatos desde pelo menos o mês de agosto, quando a Polícia Federal prendeu um deles em Santa Catarina.

Só depois da eleição, também, o governador resolveu montar ações em conjunto com o governo federal. E, ainda assim, cometeu a imprudência de mandar um dos chefes da quadrilha para uma penitenciária em Rondônia.

No passado, medidas como essa ajudaram a organização criminosa a se estabelecer em outras regiões do país, como várias autoridades já reconheceram. Hoje, estima-se que o PCC atue em pelo menos 15 Estados, além de São Paulo.

Minimizando o problema e demorando a tomar providências, o governo paulista perdeu controle sobre uma parte da Polícia Militar, que partiu para um contra-ataque fora da lei, matando quem vê pela frente, criminoso ou não.

Festival de Besteiras Jurídicas

Seria engraçado se não fosse trágico

Apesar do cerco da grande imprensa, dois jornalistas têm se destacado em mostrar as contradições do nosso judiciário, especialmente do STJ.

São eles Jânio de Freitas e Paulo Moreira Leite.

Curiosamente eles escrevem para duas empresas, das três mais conservadoras do Brasil. Jânio escreve para a Folha de São Paulo e Paulo Moreira Leite para a revista Época que pertence as Organizações Globo. A mais reacionária de todas e que não faz concessão aos progressistas é a revista Veja, propriedade da Abril. Mas Paulo Moreira Leite já trabalhou lá. Talvez Paulinho goste de dormir com o inimigo.

Além de tanta besteira que já apareceu na imprensa, agora eles resolveram falar sobre “as péssimas condições das nossas prisões”. É mole?

O Brasil precisa deixar de ouvir besteiras e cuidar melhor de suas instituições.
O problema não está nas pessoas, está na estrutura de poder do nosso país.
Precisamos de uma Nova Constituição.

Assim, o velho e bom jornalista que escreveu o “Festival de Besteira que assola o país” se realizaria no céu.

Como dizia o professor: “O poder não corrompe, o poder revela.”

Leiam mais esta obra prima de Jânio de Freitas,
no dia da proclamação da República, do país que ainda não se encontrou.

O Poder dos Poderes

Jânio de Freitas – Folha – 15nov12

Nenhum dos Poderes goza de mais conforto e maior luxo, nos níveis superiores, do que o Judiciário

EM SEU primeiro ato de despedida, o ministro Ayres Britto transmitiu sobre o Judiciário a opinião de um Poder que se distingue, nos três Poderes, pelos sacrifícios com que se dedica à sua missão sem, por isso, receber o reconhecimento e, muito pior, a compensação pecuniária:

"O Poder Judiciário é o mais cobrado, o mais exigido e o menos perdoado", resumiu o presidente do Supremo Tribunal Federal. Logo iria pedir a inclusão de aumento do Judiciário no Orçamento de 2013.

A visão desde as alturas é muito especial, sobretudo quando se trata da pirâmide humana - seja composta por motivo de posses, de cultura, profissionais e outros. De fora do cume, não se percebe outro Poder mais "cobrado" do que o Executivo, tanto em seu nível federal, como no estadual e no municipal.

Ao Executivo segue-se o Legislativo, cujo conceito rasteiro sobre os políticos e os partidos diz o suficiente a respeito do seu Poder e das benesses de que desfrutam. Já o Judiciário é aquele Poder do qual é comum os cidadãos esperarem uma definição por 10, 20, até 30 anos.

Há pouco houve menções a uma causa com meio século de hospedagem nos recantos do Judiciário. Uma ação trabalhista pode durar cinco e mais anos. Sobre o Supremo mesmo, há dias foi noticiado que se aproximam das três mil as ações que esperam, em suspenso, os acórdãos devidos pelo STF. Os vencedores não sabem quando sairão.

O volume de trabalho nos juizados é grande, sim, e não é incomum que julgadores correspondam à dedicação necessária. Mas, como ministra-corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon teve a eficiência e a coragem de expor realidades clamorosas (há quanto tempo esse ruim adjetivo estava sumido, desgastado por tantas aplicações cabíveis) de todos os tipos e no Judiciário pelo país afora.

Essas realidades só existem em razão de um fator: o Judiciário não é "exigido" em nada e por ninguém. Nem pode sê-lo. O povo e os outros dois Poderes não têm como exigir-lhe coisa alguma - assim o regime o exige. Nem sequer pode influir em sua composição: para a primeira e a segunda instâncias há concurso e, também para a segunda e as últimas, há a escolha e o lobby.

O "menos perdoado"? Se nada é "cobrado", nada é ou pode ser "exigido" -a despeito do que todos sentem e o próprio Conselho Nacional de Justiça reconhece-, o perdão é, na prática, absoluto. E até premiado. Nenhum dos Poderes goza de mais conforto e maior luxo, nos seus níveis superiores, do que o Judiciário.

Os três Poderes estão em dívida enorme com o país.
Todos muito aquém, nos seus respectivos níveis, do que lhes caberia em reciprocidade mínima pelo que recebem graças ao sistema tributário injusto. Mantido por ação conjunta dos três.

Obama eleito, Israel ataca

E a Europa faz greve geral

Gilles Lapouge, que é um grande jornalista francês, fala, fala e fala sobre a precisão violenta de Israel contra os palestinos, mas não diz uma palavra sobre o fato destes ataques violentos serem depois da eleição de Obama. Isto não é coincidência, tem tudo a ver.

Depois de Obama, além da violência de Israel, a Europa começa a achar outro caminho contra a crise gerada pelos bancos, em vez de ser “cada um por si”, os trabalhadores descobriram que atuar conjuntamente, fazendo uma greve geral unificada da Europa contra os governos conservadores a serviço dos bancos, fica menos difícil de superar o sofrimento continental.

Antes tarde do que nunca. Gilles Lapouge, apesar de não gostar de Hollande, presidente da França, continua um bom jornalista.

Gaza na mira

15 de novembro de 2012 | 2h 06 - GILLES LAPOUGE - O Estado de S.Paulo

Mais uma vez, Israel acertou o alvo com sua violência, eficácia e precisão habituais: um ataque aéreo na Faixa de Gaza matou o líder militar do Hamas, Ahmed Jabari. Foi um golpe certeiro. Para avaliarmos sua dimensão, vejamos a situação da Palestina em relação a Israel. Ou "das Palestinas", porque não há apenas uma, mas duas - a da Cisjordânia, moderada, e a da Faixa de Gaza, nas mãos radicais do Hamas desde 2007.

Foi ali que Israel realizou uma incursão que matou Jabari. Esse homem de 52 anos era o líder do braço militar do Hamas, as Brigadas Ezzedine al-Qassam. É claro que, oficialmente, Jabari era apenas o número 2 da facção armada em Gaza. Ele tinha um superior: Mohamed Deif, que, aleijado em razão de uma série de enfermidades provocadas pelas feridas que lhe foram infligidas pelo Exército israelense, não pode exercer suas funções. Jabari era, portanto, o verdadeiro líder militar.

Ele era um personagem respeitado. Foi o arquiteto do golpe com o qual o Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza, há cinco anos. Nunca era visto em público, pois sabia que era visado pelos soldados de Israel. Fez uma única aparição em pleno dia, em 2011, quando dirigiu a troca do soldado israelense Gilad Shalit, prisioneiro do Hamas, por mil militantes palestinos detidos em Israel.

A execução de um líder tão prestigioso enfureceu o Hamas. Nos termos apocalípticos que o caracterizam, o Hamas declarou que Israel "reabriu as portas do inferno". Os israelenses replicaram concisamente, avisando os militantes que, "se continuarem a promover o terrorismo, também morrerão".

A execução de Jabari foi precedida por uma escalada dos riscos. Há oito dias, a violência de ambos os lados se multiplicou na fronteira entre os dois territórios. No sábado, quatro soldados israelenses foram feridos ao longo da linha de demarcação por foguetes disparados de Gaza. O ritmo dos incidentes aumentou: 6 palestinos foram mortos e outros 35 ficaram feridos. A execução do líder militar inscreve-se nessa sequência de violência.

Será preciso invocar elementos políticos? Há duas observações a fazer: por um lado, dentro de 15 dias, a ONU examinará um pedido apresentado pela Autoridade Palestina para que lhe seja destinada uma cadeira na Assembleia-Geral como Estado observador.

É preciso lembrar também que, há alguns dias, a Faixa de Gaza recebeu, pela primeira vez, a visita oficial de um importante líder árabe: o xeque Hamad bin Khalifa al-Thani, emir do Catar, país riquíssimo, que compra em todos os países do mundo palácios e clubes de futebol e enviou a Gaza um cheque de US$ 400 milhões.

Seu gesto surpreendeu. O Catar, país complicado, ambíguo, que mantém boas relações com o Ocidente, mas bota lenha na fogueira do islamismo, alardeava, portanto, em plena luz do dia, sua escolha entre as duas Palestinas. Desdenhando a Autoridade Palestina do moderado Mahmoud Abbas, na Cisjordânia, o Catar tomou o partido da Palestina radical do Hamas, em Gaza.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Pão de Açúcar e Casas Bahia

Se pode confundir...

Agora saiu no jornal Valor de hoje, dia 14, a informação de que a Família Klein, da Casas Bahia, formalizou ao dono do Casino e do Pão de Açúcar, Naouri, que querem comprar a Via Varejo, controladora das Casas Bahia e também controlada pelo Casino.

A família Klein confirmou ao dono do Casino, em reunião ontem em Paris, que tem uma linha de crédito 3 bilhões de reais, (1,2 bilhão de Euros), para fazer o pagamento em dinheiro e à vista.

Segundo a matéria do Valor, a reunião entre Michael Klein e Raphael Klein com Jean-Charles Naouri foi muito “cordial”, e os Klein sinalizaram que não querem hostilidades com Naouri, ao contrário da relação com Abilio Diniz, que está complicada e em litígio arbitral.

Casas Bahia e o Grupo Pão de Açúcar são sócios na Via Varejo, sendo que o Pão de Açúcar detém 52,4% das ações e a Família Klein, detém 47%.

Como os Klein têm “direito a primeira oferta”, como maior acionista minoritário, caso o controlador vender as ações, precisa antes notificar o sócio minoritário, com descrição de preço e prazo.

Esta posição pode forçar Abílio Diniz a fazer uma proposta capaz de inviabilizar essa concorrência. Os representantes de Casino e de Abílio trabalham num modelo em que o ex-dono do Pão de Açúcar venderia suas ações ordinárias da holding Wilkes e mais 61 lojas físicas para em troca ficar com o controle da Via Varejo, controladora do Ponto Frio e das Casas Bahia.

Abílio também usaria parte das ações preferenciais do Pão de Açúcar que possui para oferecer à família Klein uma troca. Para os minoritários da Via Varejo, a proposta pode ser interessante já que eles estão numa posição sem liquidez, uma vez que o mercado de capitais está fechado para colocações.

Como vocês podem ver, a matéria do jornal Valor é mais abrangente do que as matérias já publicadas pela Folha e Estadão. No entanto, o que fica mais claro é que está havendo uma aliança entre a Família Klein e o dono do Casino, novo controlador do Pão de Açúcar, para excluir Abílio Diniz.

Como dizem os analistas: A luta continua....

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Mensalão, a História e o Julgamento

Os cínicos, a verdade e os fatos

Na vida, tudo serve para a História.
Hoje, ao ver a capa dos dois jornais tradicionais de São Paulo, a Folha e o Estadão, chamou-me atenção o fato de as manchetes serem iguais.
Não é coincidência, é que cada vez mais eles estão iguais: ressentidos com o PT.

Pensei em não escrever nada sobre o assunto, e só falar de flores. Mas, achei que estes jornais, representantes do conservadorismo mereciam uma reflexão. Mesmo que seja uma reflexão emocional.

A própria Folha já falou que “uma mentira repetida mil vezes, pode se transformar numa verdade”, na sua propaganda ironizando o nazismo. Mas, as verdades podem ser relativas.

Uma verdade de hoje pode ser uma mentira ou uma visão diferente amanhã. E, para a História, esta verdade, ou esta versão da verdade, continua sendo importante.

Nossa grande imprensa ficou cínica. Perdeu o compromisso com a pluralidade, optou pela verdade única e o compromisso com suas versões.

O Judiciário brasileiro, na História, não tem muito o quê mostrar de progressista ou de libertário. Nosso judiciário, majoritariamente, sempre libertou fazendeiros mandantes de crimes, empresários sonegadores e corruptores, e outras mazelas.

Nosso judiciário majoritariamente sempre esteve comprometido com os senhores de escravos.

E a nossa esquerda? A esquerda no Brasil não tem tradição democrática. Até por que, a direita nunca a deixou existir legalmente.

Em 500 anos de Brasil, a esquerda pode viver legalmente somente pouquíssimos anos. Um curtíssimo período no pós-guerra e agora, depois da redemocratização nacional em 1980.

O direito à legalidade dos partidos de esquerda, não foi concessão da direita brasileira, foi conquista na luta, com mortes, prisões, exílio e desemprego.

Ironicamente, desta vez, a direita ainda não colocou a esquerda, mais uma vez, na ilegalidade. Por enquanto, está condenando alguns dos seus representantes.
Esta etapa do mensalão ainda não está concluída. Mas já marcou a nossa História.

Com o tempo iremos saber quais os verdadeiros motivos que levaram estas pessoas que estão na função de juízes a, de repente, se transformarem em arautos da moralidade, a serviço de uma imprensa cínica e manipuladora.

Da mesma forma, o tempo irá mostrar como foi a ação dos “policarpos da vida”, psicografando pareceres que são divulgados na imprensa antes destes juízes apresentarem-nas nos tribunais, entre outros comportamentos duvidosos.

Já conhecemos muito do como foi o processo de impeachment de Collor pelo Congresso Nacional, e que este mesmo STJ o absolveu mais tarde. Como absolveu banqueiros e outras pessoas do mundo do capitalismo tupiniquim.

A Folha de São Paulo ganhou mais uma.
A História da Folha está 3x1, três a um.
Sendo três para os conservadores e um para os progressistas.


Três pontos conquistados pelos conservadores quando (1) apoiou a Ditadura Militar e o golpe de 1964; (2) quando se aliou a Serra e ao seu “vale tudo”; e (3) agora, quando não mediu esforços para esculachar a imagem do PT e de seus altos dirigentes no primeiro mandato de Lula.

O único ponto para os progressistas, e que a História sempre reconhecerá como o clímax da Folha, foi a brilhante participação deste jornal nas Campanhas das Diretas. Este ponto, como diz Washington Olivetto, ninguém esquece.

Mas, na mesma capa da Folha, lá no cantinho direito da parte inferior do jornal, tem uma pequena chamada, sobre um assunto de grande importância para o povo de São Paulo. A notinha diz:

“Polícia investiga venda de dados de PMs a criminosos”.


“A corregedoria da Policia Militar paulista investiga policiais que teriam vendido para criminosos uma lista com nomes, endereços e telefones de quase cem PMs.”

Nota do Blog:

Agora, a gente fica sabendo que os PMs que morreram, executados por bandidos, não morreram aleatoriamente, foram escolhidos a dedo pelo PCC, que comprou os dados cadastrais na própria corporação.

Se não podemos confiar nos políticos, nos juízes, na polícia e na imprensa, onde vamos parar?

A HISTÓRIA JULGARÁ A TODOS!